xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 15/06/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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15 junho 2016

Ponto de equilíbrio - Por: Emerson Monteiro

Isto que há em nós, um ponto de equilíbrio interno a utilizar quaisquer circunstâncias vividas a qualquer tempo. Vezes sem conta os sistemas vivos exercitam essa capacidade principal de rever, por si, o funcionamento dos diversos componentes e estabelecer o tal ponto de equilíbrio original. Homeostase é o nome dessa função, ou função homeostática.

Em tudo, e por isso, existe a tendência natural e objetiva do restabelecimento à normalidade, disposição necessária de prevenir a extinção aparentemente em vias de acontecer. Corresponde, pois, homeostase, ao mecanismo regulador dos sistemas vivos.

Exemplo dessa capacidade reguladora acontece quando, em grandes altitudes, no ar rarefeito, a atividade respiratória das pessoas tende ser insuficiente. Ali, a tendência do organismo aumenta o ritmo da respiração e produz mais hemácias, que as lança na circulação sanguínea. Em tal providência, os indivíduos obtêm mais retenção da quantidade menor de oxigênio de que dispõe e reequilibra as funções do corpo.

Assim, pela homeostase, os sistemas abertos, principalmente dos seres vivos, conseguem outra vez equilíbrio interno e sobrevivem, se autorregulam.

As ocorrências também no universo das sociedades obedecem às mesmas leis, agora em estado coletivo, das disposições de funcionamento dos sistemas individuais. Perante crises advêm exercícios de regulação compatíveis aos desafios que se lhes apresentem.

Ver-se-á na economia, na sociologia, na psicologia social, etc., respostas aparentemente imprevisíveis, no entanto urgentes, aos instantes críticos, o que sara diferenças intransponíveis na ordem geopolítica quais soluções inevitáveis e espontâneas, contudo nem sempre consideradas a priori. A História vive do que isto significa, demonstração cabal da lei da autorregulação da homeostase dos sistemas abertos.

A civilização oferece provas imensas da busca do equilíbrio em tudo por tudo, todo tempo, até alguns chegarem a dizer que a história vive de crises, ou seja, sendo ela a própria crise em movimento perpétuo, a oferecer lições que perduram das infinitas experiências da sociedade, porém na firme certeza de que existe a atividade responsável, sempre, pelas saídas efetivas, na forma de regularidade e equilíbrio.

Imagem peregrina da Padroeira do Brasil chegará nesta 5ª feira a Crato

A imagem da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, está em peregrinação por todo o Brasil, iniciada na 54ª assembleia dos Bispos no dia 12 de abril de 2016 e chegará à diocese de Crato no dia 16 de junho. A peregrinação da Santa acontece por ocasião do aniversário de 300 anos de aparição da imagem, fato que ocorreu em meados de 1717 e em 2017 celebrará seu tricentenário.  Neste ano de 2016 a imagem percorre todas as Cáritas do Brasil, por ocasião do aniversário de 60 anos da Cáritas Brasileira.
A Caritas Diocesana do Crato festeja, durante esse ano de 2016, seus vinte anos e a acolhida da imagem é parte da programação dos festejos. Será o encontro de Nossa Senhora Aparecida com Nossa Senhora da Penha, com o Pe. Cícero e com o povo que busca na fé o caminho da vida plena. Assim como os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves que após encontrarem a imagem alcançaram a graça de pescar peixes em abundância, a Caritas deseja fortalecer ainda mais o projeto de Deus na vida do povo na Diocese do Crato.
Na programação está prevista celebração de acolhida da imagem na cúria diocesana a partir das 9h00min do dia 16/06, celebração na basílica de Juazeiro do Norte, 15h00min do mesmo dia 16. Haverá celebração e vigília no dia 17 no Sítio Santo Antônio em Arajara- Barbalha, Celebração na Sé Catedral no dia 18 as 17h00min e vigília na batateira. No dia 19/06 a Caritas celebrará seus vinte anos numa grande Missa no Sítio Malhada, uma das primeiras comunidades onde teve atuação da Caritas do Crato, as 10h00min. As 15h00min a imagem segue para a arquidiocese de Fortaleza.

Roteiro de passagem da imagem de Nossa Senhora Aparecida na Diocese de Crato

16/06/2016   
09:00hs – Cúria Diocesana de Crato
Celebração e acolhida com o ofício divino das comunidades;
14:00hs –Basílica Nossa Senhora das Dores em Juazeiro do Norte
Peregrinação com a imagem até a porta santa;
15:00hs -Celebração da peregrinação do ano da Misericórdia na Basílica;
17:00hs – Acolhida da imagem pela Associação dos Catadores/as(aeroporto)  na comunidade São Bento. Vigília.

17/06/2016
07:00hs – Saída da imagem da Comunidade São Bento para rotatória de Barbalha. Mestre Gilberto guiará até a Igreja Nossa Sra de Lourdes e juntamente com a cavalgada e fieis seguirão até o setor missionário N. Sra da Conceição. Passagem pelos sítios Cruizinha e Correntinho e capela N. Sra das Dores.
12:00hs – Celebração com o Pe. Alencar na Capela Nossa Sra. Da Conceição;
16:00hs –  Passagem na Capela Sta. Liduina no sítio Luanda seguindo em procissão até Associação Arte e Tradição;
20:00hs  – Celebração na Capela São Sebastião; Missa, homenagens e vigília.

18/06/2016
09:00hs – saída da imagem da comunidade Arajara para Sé Catedral;
10:00hs – Acolhida da imagem na Sé Catedral pelo Pe. Edmilson;
17:00hs – Celebração eucarística, em seguida a imagem será conduzida até a comunidade Batateiras;
18:00hs – acolhida com celebração pelo Pe. Paulo; permanece em vigília.

19/06/2016
06:00hs – saída em corteja até a Ponta da Serra;
07:00hs – consagração – Pe. Ricardo
08:00hs – Chegada da imagem a comunidade da Malhada;
09:00hs – café comunitário;
10:00hs – celebração eucarística  – Pe. Ricardo, Pe. Vileci, Pe, Ivo, Pe. Paulo.
Após a celebração teremos exposição, feira Economia Popular Solidária, manifestações culturais e almoço comunitário.

Travessia Perigosa – por Pedro Esmeraldo

    No período de vida que vai do nascimento à puberdade, há um comportamento utilitário, possuidor uma infância carregada de responsabilidade, cheia de contornos emocionais, totalmente preenchida pelas boas qualidades morais.
    Conseguindo os efeitos radiantes nesse período, desejava ardentemente subir numa escada de vida promissora de alta formação intelectual. Portanto, acreditava em praticar a grandeza na formação moral e um conjunto de normas com totalização no avanço para conquistar a elevação do espirito e o bem estar da sociedade.
    Era constituída de uma prole numerosa, composta de onze irmãos, imbuídos no desejo de querer avançar com qualidade de estilo na peregrinação da vida.
    Tinham como incumbência lutar e preparar com trabalho e o desejo de amealhar dotes para o futuro.
    Numa manhã ensolarada, houve uma iniciativa (eu e meu irmão Ailton), conduzir o gado leiteiro para pastar numa roça distante, localizada no sítio Pau Seco que ficava no outro lado do Rio Batateiras.
    Nesse dia, não havia chovido no sitio São José, mas por forças das circunstancias, o rio dava passagem perenemente com atropelo. Precisava esforça-se para conseguir o outro lado do rio com serenidade, porque havia obstáculos em seu leito, devido aos estragos feitos no momento das enchentes.
    Partindo do posicionamento com ânimo de procurar exercer com dignidade o cumprimento do dever que era o desejo de todos, relevem o efeito prático de suas tarefas. Por essa maneira, no período de férias de fim de ano, despertava para o setor do trabalho. Distribuía as tarefas em processos equitativos a fim de proteger com amor e sair-se bem na prestação de luta com equilíbrio, e igualdade na conjuntura das obrigações prestadas. Cada qual tinha o direito de conseguir os anseios no ponto ético e equilibrarem-se com felicitação os deveres com obediência.
    Eram mais ou menos seis horas da manhã, quando a gente partia alegremente tangendo o gado, até a cancela do cercado.
    Após o serviço prestado, conseguiu-se voltar para casa com o intuito de praticar brincadeiras nas horas vagas. Aproveitava os espaços determinados, aguardando o tempo com a movimentação do jogo de futebol. Aperfeiçoava-nos as jogadas com entusiasmo com intuito de aprimorar a técnica esportiva até chegar a hora aprazível de exercer os trabalhos com manejo do gado, em direção ao curral.
    Quando estava teimando, nas buraqueiras do caminho inóspito, dai então, chegou-se a margem do rio houve uma surpresa desagradável em sua travessia: o rio estava cheio de barreira a barreira, já que havia chovido muito na madrugada no Crato, na margem da cabeceira, no pé da Serra do Araripe.
    E o Batateiras estava bravio, não dava margem para atravessa-lo sossegadamente. Um pouco mais acima do rio, havia uma garganta que oferecia chance de transpor este rio porque era protegido com uma tora de madeira, e facilitava a sua travessia.
    Quando se juntou o gado, o meu irmão Ailton teve a ousadia de dizer que não ia se sacrificar e nem arriscar a vida nessa passagem. Dai Voltava para casa sem levar o gado. Respondi-o com muita precisão: não vou deixar o gado à toa. Terei a responsabilidade de exercer o trabalho sozinho com confiança e com fé em Deus, chegarei lá.
    Antes de atravessar o rio, observava a melhor posição que deveria tomar, já que estava valente, respondia aos insultos do homem com a natureza, devido às derrubadas das matas ciliares. Considerava uma resposta bruta da natureza porque o homem é destruidor da mata nativa.
    Então tive a ideia de segurar o rabo da vaca, ultrapassando com perfeição vencendo a barreira da ferocidade deste rio. Tive medo porque ali antes houve mortes.
     Quando Ailton chegou em casa, fez um alarme danado e todo mundo ficou preocupado pois eu não sabia nadar. Meu pai então agoniado, mandou um exímio nadador ao meu encontro, mas foi tarde já tinha ultrapassado o rio e estava tranquilo, satisfeito, tangendo o gado.
    Esta é uma história que guardarei em minha memória e conservá-la-ei em meu arquivo, porque pratiquei meu dever de cidadão. Afirmo ainda que é um exemplo para o homem de hoje que, aleatoriamente devasta as matas ciliares, que provoca os desgastes da natureza.


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