xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 29/05/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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29 maio 2016

Valores imediatos - Por: Emerson Monteiro

Na ânsia de usufruir da existência, virou moda o instinto destrutivo do imediatismo no decorrer das histórias desse tempo. Vistos os desejos avassaladores do prazer, muitos largam de lado possíveis realizações a médios e longos prazos e mergulham de cabeça nos lances atuais, por vezes fatais. Vendem a alma nos varejos de ocasião, impacientes de curtir a vida, quais pecadores inveterados no mercado da carne coletiva. Saem nas noites à procura de nacos de satisfação, fora de quaisquer cogitações posteriores. Espécie de desespero quer tomar conta dos grupos sociais, cada um à sua maneira, sejam nos vícios, vaidades, alimentação, sexualidade e violência.

O impulso dos valores materiais caracteriza de sintomas os horrores desse tempo de prazer a qualquer custo, e sob pena de morrer de tédio, bichos de monturo, indivíduos atiram ao léu projetos de realizações sem deixar margem a demorar um tanto mais no esforço de concretizar os sonhos de uma geração inteira.

Essa cultura do gozo parece querer dominar os dias, afastando a tradição humana rica da imaginada tranquilidade e os sonhos, o que valia de razão às eras próximas quando jovens cultivavam bons instintos, estudos e
o objetivo de melhores momentos.

E nunca antes a importância do autoconhecimento exigiu demasiado das criaturas. O vazio de valores plenos da dignidade ora impõe esforços inauditos na busca da paz pessoal, na educação dos filhos e preservação da ordem social. A vida reclama respeito, a segurança claudica, o futuro quase significa tão só ficção, espécie de artigo de luxo, raro e de difícil obtenção por vias regulares.

Eis o retrato desta fase escura dos países e populações, quando egoísmo crônico chegou ao poder nas raias da sociedade e os credos religiosos se tornaram pontos de fuga das multidões.

Nem sempre houve extremos de tamanha gravidade, porém os desafios representam lições de todas as épocas, a fim de reencontrar o caminho da Salvação.

Crescendo igual a rabo de cavalo: Em apenas um ano número de famílias que empobreceu chega a 1 milhão

Foi a primeira vez que houve um movimento inverso ao da ascensão socioeconômica que vinha ocorrendo desde 2008, segundo estudo da Abep
Fonte: Estadão
Apesar de benefícios como o Bolsa Família, número de pobres do país aumentou(CLEMILSON CAMPOS/JC IMAGEM/Estadão Conteúdo)
Faz três meses que o pedreiro Maurício Paes de Souza tenta pagar a última prestação do Uno 2007, comprado há quatro anos. A parcela é de R$ 630, mas, sem emprego desde janeiro, com a mulher também desempregada e dois filhos para sustentar, ele corre o risco de perder o automóvel - assim como já perdeu tantas outras pequenas conquistas de consumo dos últimos anos. Aos poucos, Souza se dá conta de que não pertence mais à mesma classe social da qual chegou a fazer parte, como outros milhares de brasileiros. Só no último ano, quase um milhão de famílias desceram um degrau na escala social.
Foi a primeira vez que houve um movimento inverso ao da ascensão socioeconômica que vinha ocorrendo desde 2008. O estudo, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep), mostra que, de 2015 para 2016, a classe que abrange famílias com renda média de R$ 4,9 mil (chamada de B2) perdeu 533,9 mil domicílios. A categoria dos que ganham R$ 2,7 mil (C1) encolheu em 456,6 mil famílias. Ao mesmo tempo, as classes mais pobres ganharam um reforço. Na categoria em que as famílias têm renda média de R$ 1,6 mil (C2), o incremento foi de 653,6 mil domicílios. Outras 260 mil famílias passaram a fazer parte das classes D e E, com renda média de apenas R$ 768.
"Porcentualmente, esse movimento é pequeno. Mas, em termos absolutos, estamos falando em um acréscimo de mais de 910 mil famílias nas classes pobres em apenas um ano. É um número expressivo", afirma Luis Pilli, da Abep. Um resultado que chamou a atenção é que a classe A, a mais rica e que conta com reservas financeiras e de patrimônio para se defender da alta da inflação e do desemprego, cresceu em 109,5 mil famílias no período. Com isso, ao todo, 1,023 milhão de domicílios, ou cerca de 4 milhões de pessoas, se movimentaram de alguma forma na escala social por causa da crise - a maioria, porém, perdendo o status anterior.
O que impressiona nessa crise, segundo Pilli, é a rapidez com que as famílias estão abrindo mão de itens como o segundo carro ou uma casa maior. "São decisões que geralmente demoram algum tempo para serem tomadas."
Baque - Para Maurício de Almeida Prado, sócio-diretor da Plano CDE, consultoria especializada na baixa renda, os números da Abep indicam que quem está sentindo o baque da crise é principalmente a classe média. "Os estratos sociais que dependem do emprego formal foram os mais afetados", explica. Os mais pobres, segundo ele, estão acostumados com a informalidade. "Eles se viram muito, fazem coisas em casa, vendem cosméticos, por exemplo. A classe média mais alta é dependente do emprego formal e tem dificuldade de gerar renda extra."
Renda
Já Adriano Pitoli, sócio da Tendências Consultoria Integrada, traça um cenário pior do que o da Abep. Ele estuda as mudanças na pirâmide social olhando apenas a renda monetária recebida pelos trabalhadores - e não a permanente, como fazem os institutos de pesquisa. Em estudo feito no final do ano passado, o economista da Tendências apontava, com base em projeções, que 3 milhões de famílias desceriam um degrau na escala social em três anos, entre 2015 e 2017.
De lá para cá, com o agravamento da crise, Pitoli refez as contas e projetou que 4,2 milhões de famílias seriam devolvidas à base da pirâmide. Só no último ano, a baixa teria sido de 1,8 milhão de famílias.
             

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