xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 14/05/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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14 maio 2016

Um cratense ilustre e quase totalmente desconhecido – por Armando Lopes Rafael

A imensa maioria das novas gerações caririenses desconhece os homens que marcaram a construção deste abençoado pedaço de chão do sul do Ceará. Paradoxalmente, isso ocorre numa sociedade bem mais informada do que a existente, há cem anos. Ninguém ignora que, hoje, a mídia divulga – em tempo real – os acontecimentos, não só do Brasil, mas de todo o planeta.  A Internet, televisão, rádio e jornais estão à disposição da quase totalidade da população brasileira.
     Embora a mídia tenha prestado – nos últimos dias – excelente serviço mostrando ao Brasil o estado de corrupção, incompetência e descalabro a que levaram nossa nação nos últimos treze anos (realidade que culminou com o afastamento da presidente Dilma Rousseff), no entanto, na tarefa de informar, os meios de comunicação dão prioridade aos fatos ordinários e banais, ao grotesco, à violência, à decadência dos costumes e ao sensacionalismo. Por outro lado, a imprensa brasileira coloca no esquecimento fatos relevantes que marcaram a história da nossa pátria, além de não dar destaque às nossas mais sadias tradições cívicas e religiosas.

     No próximo dia 11 de junho, completar-se-ão 190 anos do nascimento, nesta cidade de Crato, do advogado Leandro Bezerra Monteiro. Quem já ouviu falar neste nome? Quando muito, algumas pessoas – residentes no Cariri cearense – talvez tenham escutado rápida menção ao avô do Dr. Leandro – no caso o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro – responsável pela contrarrevolução que derrotou a Revolução Pernambucana de 1817, na cidade de Crato.  Do Dr. Leandro Bezerra Monteiro – o neto – ninguém fala mais...
   Dr. Leandro foi deputado geral (hoje deputado federal) por Sergipe e pelo Ceará. Já naquele tempo decepcionou-se com a política. Afastado da política, o golpe militar, que derrubou a monarquia e instaurou a forma de governo republicana, em 1889, veio encontrá-lo como advogado e empresário rural, em Paraíba do Sul, cidade do Estado do Rio de Janeiro. No entanto, manteve-se fiel ao seu ideal monárquico, ao tempo que via, decepcionado, antigos companheiros aderirem ao novo regime implantado pelo Marechal Deodoro.
    Depois disso, mudou-se com a família para um subúrbio de Niterói – o Fonseca – onde viveu os últimos anos de vida ensinando catecismo às crianças que se preparavam para a primeira comunhão. Nessa localidade, com tempo suficiente, lia, rezava e praticava os preceitos e obrigações da Igreja Católica Apostólica Romana.
    Publico, abaixo, a cronologia deste grande líder católico, político de projeção, monarquista fidelíssimo, cratense valoroso e grande homem que foi Dr. Leandro Bezerra Monteiro:
1826 – Nasce na cidade de Crato.
1847 - Inicia o curso de Ciências Sociais e Jurídicas, na Academia de Direito de Pernambuco, com vinte anos de idade.
1851 – Recebe o título de Bacharel, aos vinte e cinco anos de idade.
1852 – Fixa residência em Sergipe, onde se casa, em 31 de janeiro, com uma parenta, Emerenciana de Siqueira Maciel Bezerra.
1860 – Eleito deputado geral (hoje deputado federal), por Sergipe mandato interrompido em 1863 por dissolução da Câmara.
1864 – Fixa residência na cidade de Paraíba do Sul, estado do Rio de Janeiro.
1872 – Eleito, mais uma vez, deputado geral por Sergipe. Nessa legislatura ganha destaque nacional pela defesa que faz dos bispos de Olinda, Dom frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira e do Pará, Dom Antônio Macedo Costa, processados e presos pelo Governo Imperial.
1877 – Eleito, novamente, deputado geral, agora pelo Ceará, mandato interrompido em 1878 pela ascensão do Partido Liberal.
1880 – Em 31 de julho é iniciada construção da Casa de Caridade de Paraíba do Sul, que foi concluída e inaugurada em 4 de abril de 1883.
1889 – No dia 15 de novembro um golpe militar, comandando pelo Marechal Deodoro, derruba do trono o Imperador Dom Pedro II e instaura a forma de governo republicana no Brasil. Em repúdio ao golpe (este sim, um golpe verdadeiro!) Dr. Leandro se afasta das atividades políticas,
1911 – No dia 15 de novembro morre no bairro Fonseca, em Niterói.    
(Texto de Armando Lopes Rafael) 

A crônica do fim-de-semana (por Armando Lopes Rafael)


A bandeira do Crato é feia e pobre em cores e significados 
     É o meu pensamento...
     Que me perdoe quem pensa o contrário. A bandeira do Crato (toda branca, apenas com o escudo oficial do município ao centro) é muito pobre, tanto em cores como em significados. Por tradição, geralmente uma bandeira (seja de uma nação, de um Estado federativo ou de um município) traduz, nas cores e forma, a força e o valor de um povo. Ora, o povo cratense tem uma tradição de quase 300 anos de lutas e vitórias. Não é um povo fraco. Pelo contrário, tem história e teve até reconhecidos heróis no passado!
     Trata-se de uma população também valorosa nos dias atuais.  Homens e mulheres que lutam pela sobrevivência com dignidade e garra. Nosso povo não tem culpa de que seus atuais representantes sejam “anões políticos”, pseudos líderes, cujos olhares são voltados unicamente para seus interesses pessoais...
       Mas voltemos ao desenho da nossa bandeira. A única coisa que nela tem cores é o escudo. E segundo especialistas em heráldica, o desenho do escudo oficial de Crato é um desastre! Pode ter tudo menos significação heráldica! É verdade que as duas pessoas que criaram esse escudo Crato não tinham conhecimento de heráldica. Foram eles: Pe. Antônio Gomes de Araújo de João Ranulfo Pequeno. Reconhecemos a boa intenção de ambos. Eles apenas incursionaram num terreno que não conheciam...
      Basta lembrar que penacho de índio – existente no escudo – não tem significado heráldico. E é um penacho de índio que encima no nosso escudo oficial. Ao invés do penacho, dizem os especialistas, deveria constar uma coroa já que éramos “Vila Real” e a cidade tinha história e tradição de nobreza e pioneirismo...
      No momento em que nossa nação busca um reencontro com a sua grandeza e o real sentimento de paz da boa convivência entre seus filhos; Num ano que teremos eleições para prefeito e a esperança do retorno do progresso e da seriedade administrativa voltam a ocupar o pensamento coletivo da população do Crato, deixo minha sugestão: o próximo prefeito deve enviar projeto à Câmara modificando a bandeira e o escudo do município...
PS– Outra coisa feia em Crato é o atual prédio da Prefeitura Municipal. Quanto mais mexem nele mais horroroso fica. Sem janelas e portas para o arejamento, parece um túmulo...


Em Roma, a Superiora-Geral das Filhas de Santa Teresa, que tem sede em Crato, participa de audiência com Papa Francisco – Autor: Patrícia Mirelly

Em Roma, representando a Congregação Religiosa genuinamente fundada na Diocese de Crato, pelo primeiro Bispo, Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, a Superiora-Geral das Filhas de Santa Teresa de Jesus, Madre Vera Lúcia Alves de Andrade (de casaco azul) , acompanhou uma Audiência com o Papa Francisco, na Sala Paulo VI, no Vaticano.
O encontro, que aconteceu na manhã deste dia 12 de maio, faz parte de uma intensa programação. Trata-se da XX Assembleia Plenária da União Internacional das Superioras Gerais (UISG) que reúne mais de 800 religiosas, provenientes de 80 países.
A Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus
Fundada pelo primeiro Bispo da Diocese de Crato, Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, em 04 de março de 1923, a Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus está presente em 21 comunidades, divididas nas regiões de Fortaleza e Tauá, Cariri (nas cidades de Caririaçu, Crato, Icó, Iguatu e Juazeiro do Norte), Paraíba (Sousa), Piauí (Campo Maior, Piracuruca e Foriano), além de São Paulo (Ribeirão Preto e Sertãozinho). Ao todo, são 87 consagradas, das quais 54 [mais uma noviça] estão no Cariri. A Espiritualidade da Congregação é “Cristocêntrica Teresiana”, isto é, Jesus Cristo enquanto centro da história do mundo à luz dos ensinamentos de Santa Teresa. O carisma [relacionado à graça ou dom divino] está voltado para o atendimento da juventude ou moças desprovidas de instrução. Os trabalhos das Irmãs são desempenhados em escolas, comunidades, obras sociais e outros segmentos missionários.

Em VEJA desta semana: o mito das três Dilmas que nunca existiram

A “gerentona”, a “faxineira” e, agora, a “vítima”. O marketing oficial tentou criar várias personagens para a presidente afastada pelo Congresso, mas nenhuma resistiu aos fatos
Por: Daniel Pereira
A FAXINEIRA - Dilma viu sua popularidade crescer quando demitiu do governo ministros corruptos. Depois, chamou-os de volta(ANDRE DUSEK/Estadão Conteúdo)
Eufórico, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva desfiava seu rosário de palavrões prediletos para comemorar o sucesso de um leilão de concessão de rodovias, que, segundo a oposição, seria um fracasso. Era 2007, o primeiro ano de seu segundo mandato. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sua principal bandeira de marketing, já estava nas ruas. E o encantamento com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, celebrada como a responsável pelo resultado do leilão, só aumentava. Aos olhos do presidente, Dilma enquadrava a burocracia, tirava projetos do papel, destravava investimentos, fazia o governo acontecer. Era a novidade. A melhor novidade. Por isso, anos mais tarde, com nomes históricos do PT abatidos pelo mensalão, Dilma, "a mãe do PAC", "a mulher do Lula", "a gerentona", foi escolhida para ser a candidata à Presidência.
 O plano era ambicioso: em mandatos sucessivos, Lula e Dilma garantiriam ao partido pelo menos vinte anos no poder, curiosamente o mesmo número cabalístico que os tucanos pretendiam ficar no governo depois que Fernando Henrique Cardoso foi reeleito. O foco de Dilma, uma vez eleita, seria melhorar a infraestrutura do país, sem inventar moda na política ou na economia. Uma meta simples. Nada podia dar errado. Mas, como se sabe, tudo deu errado.
Eleita com 55,8 milhões de votos em 2010, Dilma estreou como presidente promovendo a defunta "faxina ética". Em apenas um ano, demitiu seis ministros suspeitos de tráfico de influência, corrupção e desvio de verbas públicas. A comparação com Lula, defensor obstinado de companheiros encrencados, era inevitável e lhe rendia dividendos. Setores tradicionalmente refratários ao PT estendiam o tapete vermelho para ela. Lula acompanhava esses movimentos com um pingo de desconfiança. A petistas ressabiados, dizia que Dilma, ao usá-lo como escada, engambelava setores conservadores da sociedade, conquistava a simpatia da mídia e se fortalecia. Além de competente, seria esperta. Em 2012, surgiram os primeiros ruídos entre os dois. Agindo de modo republicano, Dilma desprezou a ideia de Lula de usar uma CPI do Congresso para intimidar a imprensa e o Ministério Público. O contraponto com o antecessor, de novo, era inevitável.
Em março de 2013, a presidente bateu recorde de popularidade. E justamente aí começou sua derrocada. Mandona, centralizadora e irritadiça, Dilma tornou-se imperial. Enviava projetos ao Congresso para aprovação - sem direito a debate, afago ou cafezinho com os parlamentares. Na economia, recorreu à batuta do intervencionismo e determinou a redução, na marra, das taxas de juros e da conta de luz, e ainda tentou tabelar o lucro de empresários, emperrando uma série de projetos. A inflação já dava seus primeiros galopes. Apreensivo, Lula passou a mandar recados à sucessora.
Os porta-vozes do petista ecoavam as queixas do empresariado contra a mão pesada da presidente e defendiam uma troca de comando no Ministério da Fazenda. Dilma, cuja dificuldade para reconhecer os próprios erros tem contornos patológicos, ignorava olimpicamente as advertências. Foi assim até as históricas manifestações de rua de junho de 2013, que dinamitaram sua popularidade. Do centro do ringue, Dilma foi jogada às cordas. Aproveitando essa fragilidade, petistas e empresários, como Marcelo Odebrecht, preso pela Operação Lava-Jato, lançaram um movimento para trocar Dilma por Lula como candidato à Presidência em 2014. Alegavam que Dilma estava tirando a economia dos trilhos. A presidente, tratada agora como incompetente e amadora, resistiu à pressão, manteve-se no jogo e, cumprindo sua própria profecia, fez o diabo para conquistar um novo mandato.
A GERENTONA - A administradora durona nunca percebeu que um gigantesco esquema de corrupção se apoiava nas suas costas(Ricardo Stucker/PR/VEJA)
De olho na reeleição, Dilma cometeu três pecados capitais. Abandonou de vez a faxina ética, rendeu-se gostosamente ao toma lá da cá e formou uma aliança eleitoral com os principais expoentes do fisiologismo nacional. Demitidos em 2011, os ex-ministros Carlos Lupi (PDT) e Alfredo Nascimento (PR) recuperaram as credenciais para mandar e desmandar em seus feudos no governo. A presidente também gastou muito mais do que podia e arruinou as finanças do país a fim de impulsionar programas carreadores de voto, como o Bolsa Família. Antes e depois da reeleição, usou bancos públicos para custear despesas do Tesouro Nacional. A prática, conhecida como pedalada fiscal, embasou o pedido de impeachment.
Reeleita, Dilma enfrentou pela primeira vez uma oposição implacável, que não lhe deu nenhuma chance de governar. Diante disso, a presidente cometeu novos e graves erros. Adotou a política econômica do adversário, selando um brutal estelionato eleitoral. Sob a batuta do marqueteiro João Santana, também preso na Lava-Jato, Dilma prometera calmaria na economia, quando, na verdade, semeara as bases para a maior recessão dos últimos trinta anos.
Dilma foi reeleita com 54,5 milhões de votos em 2014. No segundo mandato, a faxineira ética deu lugar à balconista de negócios. A gerentona, em vez das obras redentoras do PAC, entregou inflação na casa dos dois dígitos e desemprego crescente, que castiga 11 milhões de brasileiros. Entrou em cena a terceira versão de Dilma - a "vítima". Desde o início da Lava-Jato, Lula cobrava da sucessora empenho para deter o avanço das investigações. A presidente, dando ouvidos ao ministro Aloizio Mercadante, aliado fiel, preferiu achar que o petrolão abateria cabeças coroadas do PT e do Congresso, mas não chegaria a ela. A estratégia de distanciamento durou até a prisão de Marcelo Odebrecht, em junho passado.
A VÍTIMA - Afastada do cargo, agora em seu derradeiro papel, a presidente se diz perseguida pelos adversários políticos(EVARISTO SA/AFP)
Dilma foi lembrada de que a Odebrecht pagara pelos serviços do marqueteiro João Santana. Ou ela reagia ou seria tragada pelas denúncias. Na surdina, a "vítima" passou a criar embaraços às investigações. Na mais evidente, condicionou a indicação de um ministro do Superior Tribunal de Justiça ao seu compromisso de libertar Marcelo Odebrecht, cujos segredos poderiam implodir a República. Como se ficou sabendo na gravação de uma conversa de Mercadante, o governo temia que delações premiadas viessem a "desestabilizá-lo". Dilma ainda nomeou Lula para o cargo de ministro, de modo a salvá-lo da prisão. A isenção de Dilma se tornara uma muleta retórica.
Executivos das empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC e Engevix afirmaram que foram pressionados a fazer doações para a reeleição de Dilma, sob pena de perderem seus contratos com a Petrobras. Dilma, até onde se sabe, não embolsou propina nem recebeu favores pessoais de corruptores, mas se beneficiou do esquema em termos eleitorais, tal como Michel Temer. Seu afastamento do cargo foi precedido pela decisão da Procuradoria-Geral da República de pedir autorização para investigá-la por obstrução da Justiça. Em conversas reservadas, Lula continua a desfiar seu rosário de palavrões prediletos - agora dirigidos também à presidente afastada, como se ele nada tivesse a ver com as Dilmas que nunca existiram.

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