xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 05/05/2016 | Blog do Crato
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05 maio 2016

O lobo-rei que morreu de amor - Por: Emerson Monteiro

Li certa vez, na revista Seleções, a história de um lobo-rei, espécie rara existente nos Estados Unidos, de tipo graúdo, muito esquivo e feroz, que principiou a dizimar os rebanhos de determinada região daquele país. Dada a sagacidade do animal, o esforço de vencê-lo tornara-se obsessivo, porém inútil. Nesse clima de repetidas ameaças e destruição, assustados, os rancheiros da redondeza cuidaram de montar intenso plano de mobilização, a fim de liquidá-lo a qualquer custo.

Muitas armadilhas ficaram espalhadas em pontos estratégicos da circunvizinhança; todo tipo de mecanismo, possível e imaginável; artimanhas diversas se utilizaram, sem produzir, no entanto, quaisquer resultados efetivos.

Unidos, os perseguidores seguiam à risca cada rastro da fera, enquanto seus estragos prosseguiam nas fazendas, gerando sérios prejuízos à atividade agropastoril do lugar. Em muitos momentos, eles quase chegaram no seu encalço, dias a fio, ainda que nada de concreto obtivessem.

Após vários meses de investidas, os caçadores descobriram, numa montanha distante, a caverna que servia de refúgio ao lobo e sua companheira, local que lhes protegia da implacável perseguição dos vaqueiros.

Numa noite, enquanto o parceiro saíra à cata do alimento, a fêmea permaneceu na furna, aguardando seu retorno. Vieram os homens que agiram com rapidez, aprisionando-a, imaginando desse modo fazer a coisa  ideal. Contudo isso serviu apenas para espertar ainda mais o lobo, que acrescentou seus ataques ao gado das fazendas, intensificando o terror que imperava. Debalde os caçadores vigiaram a sua volta.    

Como o passar do tempo, todavia, ao notar a prisão da companheira, o lobo alterou seu modo de agir, modificando pouco a pouco as rotinas de proteção que lhe preservavam, em cautelas infalíveis, e numa noite de lua, terminou por se entregar de frente aos perseguidores, que o abateram com relativa facilidade, quando se aproximou em demasia da jaula onde haviam posto a fêmea para lhe servir de isca.

Guardei muitos anos essa história, pois ela me despertou na busca das razões para tantos comportamentos da vida silvestre em que animais se manifestam quais motivados por senso moral superior, prenhes de emoções raras, enquanto nós, seres humanos ditos racionais, sobejas vezes, no cotidiano desta vida, agimos a níveis tão baixos, destituídos da menor civilidade, que envergonharíamos qualquer bicho bruto que pudesse nos avaliar.    


BRAVOS RAPAZES AMERICANOS...... Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Nos primeiros dias do mês de abril de 1964, há 52 anos, o genial Chico Anísio, em seu programa humorístico de grande audiência exibido pela extinta TV Tupi aos domingos à noite, lançava um desafio aos tanques ainda nas ruas. Realizava uma representação do descobrimento da nossa pátria. Nela Cabral e seus companheiros de aventuras discutiam qual nome dar à nova terra. Quando então passou sobre suas cabeças um grande Avião da Pan América. Então Cabral olhou para o alto e disse para o escrivão Pero Vaz de Caminha:
- Anote ai companheiro Caminha; em homenagem àqueles que voam nesse gigantesco pássaro metálico, o nome dessa terra será BRASIL, sigla de "Bravos Rapazes Americano Sorrateiramente Irão Levando."

Jamais pude saber se aquela tirada de mais puro humor era uma critica à situação política em que o país foi mergulhado naquela época, ou se foi simples deboche. Mas depois desse dia, fomos privados por várias semanas do delicioso programa humorístico de Chico Anísio, sob a justificativa da televisão de que ele se encontrava com estafa e, por recomendação médica passaria vários dias em repouso.

Provavelmente, não por coincidência, tivemos nos últimos dias vários "rapazes" brasileiros viajando para a terra do Tio Sam, com despesas pagas pelo erário público que eles tanto defendem quando se trata dos gastos de outros. Será que foram em busca de apoio ao golpe por eles manipulados com tanto ardor?

É triste ver nossos representantes na Câmara dos Deputados! No último dia 17, quando se desenrolou um confusa votação, nossa Câmara Federal mais parecia uma casa de correção repleta de menores infratores. Entretanto estavam os nossos representantes a violarem a procuração que a maioria do povo brasileiro lhe destinou. Com comportamento infantil, eram adultos irresponsáveis, muitos deles pesando sobre os ombros denúncias de corrupção. A cada voto desrespeitaram vários mandamentos da Lei de Deus, a saber: "Não tomar o seu Santo Nome em vão", (2°);  "Guardar os domingos e festas", (3°); "Não levantar falso testemunho" (8°) e "Não cobiçar as coisas alheias" (10°).

No meu limitado entendimento, considero bastante preocupante os próximos dois ou três anos. Os espírito do laceerdismo continua vivo. Mas ao contrário do golpe perpetrado em 1964, que nos levou a longos 21 anos de escuridão, o atual poderá gerar conflitos bem maiores, pois temo haver reação, qualquer que seja o desfecho. Alguma prova de que os ânimos se encontram  inflamados já foram dadas.

Muito equilíbrio será exigido de nossos políticos e particularmente de cada um de nós. Enfim precisamos de muitas orações.  

Que Deus abençoe nosso país e nos livre de um novo período ditatorial.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo


Nas entrelinhas: O cerco se fechou !


A nova ofensiva do Ministério Público na Lava-Jato chegou ao ex-presidente Lula e ao círculo mais próximo da presidente Dilma

Demorou, mas aconteceu. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ontem que o ex-presidente Lula e mais 30 políticos sejam investigados pela Operação Lava-Jato por participação direta no escândalo da Petrobras. Segundo ele, a “organização criminosa” que atuou na estatal “jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse”.

Com isso, sobe para 70 o número de políticos investigados pela Operação Java-Jato, pois o inquérito já contava com 39 pessoas envolvidas, entre elas o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente interino do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR). A nova ofensiva da do Ministério Público, porém, chegou ao  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao círculo mais próximo de colaboradores da presidente Dilma Rousseff, que a Constituição impede que seja investigada por fatos anteriores ao mandato durante o exercício do cargo.

O cerco da força-tarefa da Operação Lava-Jato a Lula e Dilma praticamente se fechou. Foram incluídos no pedido os ministros Jaques Wagner (Gabinete da Presidência), Ricardo Berzoini (Secretário de Governo) e Edinho Silva (Comunicação Social); Giles Azevedo, assessor especial da Presidência; os ex-ministros Antônio Palocci e Erenice Guerra; o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto; o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e o pecuarista José Carlos Bumlai.

As acusações do procurador-geral da República contra ministros petistas são muito pesadas. “No âmbito dos membros do PT, os novos elementos probatórios indicam uma atuação da organização criminosa de forma verticalizada, com um alcance bem mais amplo do que se imagina no início e com uma enorme concentração de poder nos chefes da organização: Edinho Silva, Ricardo Berzoini, Jacques Wagner, Delcídio do Amaral”. Janot faz carga contra Lula, por sua influência no Planalto e atuação contra a Lava-Jato.

As interceptações telefônicas de Lula, que tanta celeuma causaram por causa dos diálogos com a presidente Dilma Rousseff, segundo Janot, “não deixam dúvidas de que, embora afastado formalmente do governo, o ex-presidente Lula, mantém o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne às articulações espúrias para influenciar o andamento da Operação Lava-Jato”. Janot acusa formalmente a direção nacional do PT de envolvimento no esquema.

O novo o pedido de investigação também centra fogo no PMDB, apontado como “segundo eixo” do esquema, que começou a funcionar em 2003, no começo do primeiro mandato de Lula. O vice Michel Temer e os ex-ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, que articulam a formação de um novo governo, porém, não estão na lista. Janot, porém, quer investigar mais nomes do PMDB do Senado, como Jader Barbalho (PA), e da Câmara, como o presidente da Casa, Eduardo Cunha (RJ), além do ex-ministro Henrique Alves e do prefeito de Nova Iguaçu, Nélson Burnier.

Segundo ele, dois grupos atuavam de forma autônoma, um no Senado e outro na Câmara, “tanto em relação às indicações políticas para compor cargos relevantes no governo quanto na destinação de propina arrecadada a partir dos negócios escusos firmados no âmbito daquelas indicações”. A organização tinha mais três núcleos: um econômico, formado por empresários, um administrativo, integrado por servidores da Petrobras, e um financeiro, encabeçado pelo doleiro Alberto Youssef. O núcleo político protegia o esquema, nas comissões parlamentares de inquérito e comissões de fiscalização do Congresso, e junto ao Tribunal de Contas da União.

No final da noite de ontem, Janot também apresentou um pedido de investigação contra a presidente Dilma Rousseff e o  advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, por tentativa de obstrução da Justiça, com base nas interceptações telefônicas do ex-presidente Lula e na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS).

Tapete

A cúpula do PSDB afinou a viola com o vice Michel Temer, ontem. “É preciso que logo na largada, não apenas na constituição do governo, mas também das propostas que o vice-presidente deverá apresentar ao país, é importante que elas gerem esperança, o otimismo que vem faltando ao Brasil para superar esta crise”, disse o senador Aécio Neves, presidente da legenda, após o encontro. O partido decidiu, em reunião com governadores e líderes, não indicar nomes para ministérios e cargos. “Nosso apoio congressual será absoluto, mas o vice-presidente não precisa, do ponto de vista de ocupação de cargos, se preocupar com o PSDB”, afirmou. É conversa pra boi dormir, pois o senador José Serra (SP) já está escalado para ser o novo ministro de Relações Exteriores de Temer e Bruno Araujo (PSDB-PE), para o Ministério das Cidades.

Autor: Luiz Carlos Azedo - Correio Braziliense
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As velhas leis sociais - Por: Emerson Monteiro

Desde sempre, lá de quando em volta da fogueira contavam os antigos herdeiros as práticas do passado perdido no tempo, de quando venceram o jeito de permanecer ligados ao mesmo chão, e criar os filhos, e os filhos os netos, os netos, os netos. Contavam as histórias dos bandos invasores que foram vencidos nos seus ataques, e dos que, por sua vez, foram invadidos e derrotados. Ali continuavam a dizer das vitórias, nas noites de lua, postos em volta das fogueiras, entre o frio da noite e o calor das chamas, que jogavam sombras nas matas em volta, fantasmas dos sonhos que sumiriam logo cedo, de manhã.

E restava só doce o desejo de permanecerem presos ao chão onde criar os filhos, os filhos os netos, os netos, os netos. E sorrir alegremente em torno das fogueiras acesas, assando caças e gritando a velocidade da luz aos ruídos da véspera, à espera das chuvas, alimentados ao vento.

Enquanto tais leis impõem seus desejos de mudança, porém sustentam os credos da aleluia dos princípios originais. Os antigos guerreiros que contavam das vitórias que lograram obter contra os pretensos inimigos, vítimas estes dos obstáculos naturais da história. Esperaram o melhor, contudo de melhor em melhor perderam o trem dos que regressavam dos campos de batalha. Fortes dramas humanos que levaram consigo, antes de ganhar a certeza daqueles que levariam a melhor nos campos de batalha da sociedade.

Uns acharam lugar de sucesso na escolha social dos donos de poder, ainda que saibam, dia claro, que também irão responder pelas falhas que plantarem na ânsia de obter a vitória final, pois não existe vitória final de derrotas morais. Assim será diante das leis sociais, que serão sempre eternas.


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