18 abril 2016

Acertar o passo - Por: Emerson Monteiro

Nessa peleja de viver o tema principal jamais deixa de ser a grave pergunta: Estou no lugar certo, na hora certa e fazendo o que é certo? Quem nunca se deu em face de tal questionamento que erga o braço. Certeza certa ninguém ainda tem de quase nada. A largura desse chão que fale por si só. Nós, seus moradores, arrastamos os pés na busca incessante de tranquilidade, e por isso viver com felicidade. Acorda. Banha o rosto. Come. Saí na ânsia do dia e acha o que fazer, até regressa no fim do dia aos ninhos. Quantos procedem desse jeito e revolvem amarguras de passados pertos e distantes. Houvesse desejo insistente de aquietar o ânimo e deixar de lado essas filosofias de existência, no entanto ali do lado repousariam, feito cães de guarda os nossos negócios do dia seguinte.

Daí o plano diário de acertar passos no caminho certo. Qualquer profissão, ou nenhuma profissão, ou ofício, ou emprego, função, compromisso, viagem, larga a gente longe de nós próprios, pois somos o carreto dos ombros daqui aonde seguirmos. Essa tela mental persiste olhando dentro dos olhos da alma e impera mais que os vídeos e espelhos dagora pelo paraíso da eletrônica. Acertar com a estrada à nossa frente, eis o ponto crucial do trajeto das histórias humanas a todo século.

Quisesse aconselhar alguma orientação de oportunidade, acalmar o juízo das outras pessoas, talvez haja chance disso, contudo só cada criatura responderá aos impulsos que recebe. Ninguém muda ninguém, uma vez sermos donos absolutos de nossas intenções e ações, lágrimas e pensamentos, impulsos e aventuras, na face dos desertos dessa história perene de sobreviver a qualquer tempo no auge da sorte individual.

Nisso torna-se valioso sobremodo clarear o território em volta e cuidar de agir com seriedade, dignidade consigo mesmo, ser fiel ao destino em nossas mãos. Abandonar meras ilusões de encher o vazio através das facilidades que dá o instinto de encher o mundo. Impor nossos créditos naquilo que nos compete, e amar muito, inclusive a nós e ao próximo, sem esquecer um minuto que seja da existência do Altíssimo Senhor do Universo, autor de tudo e Pai.