xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/04/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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16 abril 2016

A tartaruga - Por: Emerson Monteiro

Certa manhã, quando Chuang Tzu pescava solitário nas águas de um rio profundo de sua terra natal, vieram procurá-lo dois serviçais do príncipe de Chu, a província em que habitava. Eles vinham cumprir as formalidades de propor ao sábio a incumbência de ser o administrador do tesouro da corte.

Silencioso, tranquilo, qual o leito daquele rio, o discípulo de Lao Tzu apenas ignorou a presença dos visitantes e seguiu concentrado no seu ofício, indiferente aos acontecimentos em volta.

Preocupados com o tratamento recebido, os funcionários reais insistiram e, de novo, mais veementes, transmitiram a proposta do soberano.

Nesse momento, reverencioso, Chuang Tzu cumprimentou os embaixadores em seguida considerou:

- Um dia chegou ao meu conhecimento existir na capital da província o casco de tartaruga sagrada, morta há mais de 300 anos. E que Sua Alteza o príncipe conserva essa relíquia debaixo de sete chaves, numa arca de ouro instalada sobre o altar mor do templo, costume já originário dos ancestrais.

Nisso, os dois funcionários balançaram a cabeça, na confirmação o que ouviam, enquanto aguardavam o desfecho das palavras do sábio.

- Pois bem, ouvindo esse convite do soberano destas terras, quero fazer aos senhores uma pergunta: Caso houvessem dado a essa tartaruga outra oportunidade, no lugar de ela morrer e virar instrumento de veneração, que pudesse continuar vivendo e arrastando o rabo no lodaçal dos pântanos, será que escolheria o sacrifício ao qual se viu submetida?    

Os emissários nem careceram de muita demora até responder quase a uma só voz:

- Asseguramos, sem duvidar, que, se pudesse, preferiria continuar vivendo e arrastando o rabo no lodaçal dos pântanos.

- Eu imagino também que desse modo escolheria – retrucou o mestre, acrescentando:

- Por isso, desejo aos senhores que retornem e transmitam ao Príncipe meus agradecimentos pelo honroso convite. Pois também pretendo seguir vivo e permanecer aqui em meu lugar, arrastando o rabo na lama escura destes sítios felizes onde moro!


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