xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 19/03/2016 | Blog do Crato
.

VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 25.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

19 março 2016

Companhia de Teatro Corifeus encenará espetáculo da Paixão de Cristo em Crato

Fonte: Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato
 O espetáculo “O Auto da Paixão de Cristo” da Cia. de Teatro Corifeus será apresentado, na cidade de Crato, em duas edições: Dia 21 de março, segunda-feira, na Capela do Seminário São José e dia 23, quarta-feira, na Quadra Madre Feitosa, do Colégio Pequeno Príncipe, na noite da Missão Resgate, a partir das 19h. E o melhor: com entrada franca.O sonho de apresentar um espetáculo sobre a “Paixão de Cristo” começou ainda na infância quando Gabriel Linard conseguia reunir os amiguinhos de rua na casa da avó, em Santana do Cariri, e, lá mesmo, em uma brincadeira de quintal, apresentavam-no à família. O Sonho era alimentado e crescia cada vez que assistia algum filme sobre a vida de Jesus.
Em 2012, já adulto, Linard recebeu convite para ser protagonista do Espetáculo “O Calvário de Jesus”, feito pelo diretor e teatrólogo Sandro Cidrão, em Santana do Cariri. Dois anos depois, teve a graça de repetir o papel e, desta vez, aliado à função de co-diretor, reunindo um grande grupo de jovens, a maioria coroinhas, para participar da Paixão de Cristo na mesma cidade. Foi quando percebeu que era possível realizar o sonho da infância: formar um grupo de teatro voltado para a arte religiosa.  E assim nasceu a Companhia de Teatro Corifeus, que teve como primeiro espetáculo “E o Verbo se Fez Carne”, sobre o nascimento de Jesus.
No início, o grupo contava com dezessete membros. Hoje, são mais de quarenta jovens, entre membros de comunidades religiosas, coroinhas, atores profissionais, amadores e amantes da arte, todos atuando de forma voluntária.
“A experiência de apresentar a peça natalina me encorajou e motivou a contar de forma grandiosa a história dos últimos dias de Cristo na terra e, assim, poder evangelizar através da arte. Escrevi o texto “O Auto da Paixão de Cristo”, assim, como todos os outros da Companhia de Teatro Corifeus, e em apenas um ano me preparei para o espetáculo”, conta Linard que criou o roteiro baseado nos quatro Evangelhos e nas tradições católicas como a Via Sacra, os Mistérios do Rosário e os relatos sobre o Santo Sudário.
(Em “O Auto da Paixão de Cristo, Gabriel Linard revive os últimos dias de Jesus na terra. Foto: Reprodução)
Ele diz que o texto é forte, poético e rico em teologia. Divide-se em três atos. O primeiro, é a preparação para a Páscoa, seguido dos Mistérios Dolorosos e Via Sacra, finando com o Mistério Glorioso. A trilha sonora é devidamente adequada às cenas para tornar-las ainda mais emocionantes e reais. O figurino também foi desenhado por Linard com ajuda da mãe, Dona Leninha Linard, e a namorada, Walda Siebra, que contribuíram na confecção, tornando os personagens mais ligados à época de Jesus.
O cenário e adereços do espetáculo também contaram com uma ajuda especial do avô, Hugo Linard, braço direito desde a primeira peça. A iluminação, o som e a montagem do cenário ficaram por conta do padrasto Cleudo Soares, a quem Gabriel considera como meu segundo pai.
(Espetáculo será apresentado em duas edições, ambas na cidade do Crato. Foto: Reprodução)
Um trabalho de fotografias e filmagens foi realizado em quatro dias em diversos lugares, dentre eles a histórica Igreja do Seminário São José, a Chapada do Araripe e a Capela da Casa de Caridade.

Em VEJA desta semana: Delcídio: Lula comandava o esquema do Petrolão

Delcídio do Amaral, ex-líder do governo, diz que tanto Lula como Dilma tinham pleno conhecimento da corrupção na Petrobras — e, juntos, tramaram para sabotar as investigações, inclusive vazando informações sigilosas para os investigados
                                                O Senador Delcídio do Amaral(Jefferson Coppola/VEJA)
O senador Delcídio do Amaral participou do maior ato político da história do país. No domingo 13, ele pegou uma moto Harley-Davidson, emprestada do irmão, e rumou para a Avenida Paulista, onde protestou contra a corrupção e o governo do qual já foi líder. Delcídio se juntou à multidão sem tirar o capacete. Temia ser reconhecido e hostilizado. Com medo de ser obrigado pela polícia a remover o disfarce, ficou pouco tempo entre os manifestantes, o suficiente para perceber que tomara a decisão correta ao colaborar para as investigações. "Errei, mas não roubei nem sou corrupto. Posso não ser santo, mas não sou bandido." Na semana passada, Delcídio conversou com VEJA por mais de três horas. Emocionou-se ao falar da família e ao revisitar as agruras dos três meses de prisão. Licenciado do mandato por questões médicas, destacou o papel de comando de Lula no petrolão, o de Dilma como herdeira e beneficiária do esquema e a trama do governo para tentar obstruir as investigações da Lava-Jato. O ex-líder do governo quer acertar suas contas com a sociedade ajudando as autoridades a unir os poucos e decisivos pontos que ainda faltam para expor todo o enredo do mais audacioso caso de corrupção da história. A seguir, suas principais revelações.
Por que delatar o governo do qual o senhor foi líder?
Eu errei ao participar de uma operação destinada a calar uma testemunha, mas errei a mando do Lula. Ele e a presidente Dilma é que tentam de forma sistemática obstruir os trabalhos da Justiça, como ficou claro com a divulgação das conversas gravadas entre os dois. O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. O Lula comandava o esquema.
Qual é o grau de envolvimento da presidente Dilma?
A Dilma herdou e se beneficiou diretamente do esquema, que financiou as campanhas eleitorais dela. A Dilma também sabia de tudo. A diferença é que ela fingia não ter nada a ver com o caso.
Lula e Dilma atuam em sintonia para abafar as investigações?
Nem sempre foi assim. O Lula tinha a certeza de que a Dilma e o José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça, o atual titular da Advocacia-Geral da União) tinham um acordo cujo objetivo era blindá-la contra as investigações. A condenação dele seria a redenção dela, que poderia, então, posar de defensora intransigente do combate à corrupção. O governo poderia não ir bem em outras frentes, mas ela seria lembrada como a presidente que lutou contra a corrupção.
Como o ex-presidente reagia a essa estratégia de Dilma?
Com pragmatismo. O Lula sabia que eu tinha acesso aos servidores da Petrobras e a executivos de empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ele me consultava para saber o que esses personagens ameaçavam contar e os riscos que ele, Lula, enfrentaria nas próximas etapas da investigação. Mas sempre alegava que estava preocupado com a possibilidade de fulano ou beltrano serem alcançados pela Lava-Jato. O Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque. Na primeira vez em que o Lula me procurou, eu nem era líder do governo. Foi logo depois da prisão do Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, preso em março de 2014). Ele estava muito preocupado. Sabia do tamanho do Paulo Roberto na operação, da profusão de negócios fechados por ele e do amplo leque de partidos e políticos que ele atendia. O Lula me disse assim: "É bom a gente acompanhar isso aí. Tem muita gente pendurada lá, inclusive do PT". Na época, ninguém imaginava aonde isso ia chegar.
Quem mais ajudava o ex-presidente na Lava-Jato?
O cara da confiança do Lula é o ex-deputado Sigmaringa Seixas (advogado do ex-presidente e da OAS), que participou ativamente da escolha de integrantes da cúpula do Poder Judiciário e tem relação de proximidade com ministros dos tribunais superiores.
Quando Lula e Dilma passam a trabalhar juntos contra a Lava-Jato?
A presidente sempre mantinha a visão de que nada tinha a ver com o petrolão. Ela era convencida disso pelo Aloizio Mercadante (o atual ministro da Educação), para quem a investigação só atingiria o governo anterior e a cúpula do Congresso. Para Mercadante, Dilma escaparia ilesa, fortalecida e pronta para imprimir sua marca no país. Lula sabia da influência do Mercadante. Uma vez me disse que, se ele continuasse atrapalhando, revelaria como o ministro se safou do caso dos aloprados (em setembro de 2006, assessores de Mercadante, então candidato ao governo de São Paulo, tentaram comprar um dossiê fajuto contra o tucano José Serra). O Lula me disse uma vez bem assim: "Esse Mercadante... Ele não sabe o que eu fiz para salvar a pele dele".
O que fez a presidente mudar de postura?
O cerco da Lava-¬Jato ao Palácio do Planalto. O petrolão financiou a reeleição da Dilma. O ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha em 2014, adotou o achaque como estratégia de arrecadação. Procurava os empresários sempre com o mesmo discurso: "Você está com a gente ou não está? Você quer ou não quer manter seus contratos?". A extorsão foi mais ostensiva no segundo turno. O Edinho pressionou Ricardo Pessoa, da UTC, José Antunes, da Engevix, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. Acho que Lula e Dilma começaram a ajustar os ponteiros em meados do ano passado. Foi quando surgiu a ideia de nomeá-lo ministro.


             

A crônica do domingo: Que diabo significa esta expressão “caráter republicano”? – por Armando Lopes Rafael (*)


    Quem acompanhou nesta semana, que hoje finda, o deprimente noticiário político da mídia brasileira deve ter ouvido de alguns políticos (sempre eles!) a utilização das expressões: “de forma republicana”, ou “caráter republicano(sic). Como não existe nenhuma “tradição republicana” no Brasil, e como – para o povo comum – república foi e continua sendo sinônimo de desorganização (basta lembrar as antigas e atuais  “repúblicas de estudantes”), fui pesquisar o que seriam essas expressões ditas “republicanas”...
    Segundo Carlos Olivieri: “Ao se falar em república, nos dias de hoje, a primeira coisa que se pensa (de forma equivocada) é que estamos diante de um sistema de governo cujo oposto é a monarquia. Neste último, é a hereditariedade que determina o governante (o rei ou a rainha de hoje é o herdeiro do monarca anterior); enquanto na república o governante é eleito direta ou indiretamente". E continua o jurista: “Em primeiro lugar, república vem do latim res publica que significa "coisa pública", "coisa do povo". Nesse sentido, um governo republicano é aquele que põe ênfase no interesse comum, no interesse da comunidade, em oposição aos interesses particulares e aos negócios privados (Sic). Sob esse ponto de vista, a república não difere somente da monarquia, mas também da aristocracia e da democracia, conceitos que ressaltam o princípio do governo: de um, de alguns ou do povo. Ao contrário, a república se volta para a finalidade do governo: o interesse (o bem) comum”.
   Ah! Bom. Quer dizer que agir de “forma republicana” é agir com a finalidade de “atingir o interesse (o bem) comum”. Tá explicado porque essa "ré-pública" nunca funcionou no Brasil... E porque ela mostrou definitivamente sua verdadeira cara no regime lulopetista, que nos governa desde 2003...
    E pensei com meus botões: Graças à divulgação de uma conversa telefônica entre o esperto ministro Jaques Wagner com o “troglodita” presidente do PT, Rui Falcão, durou pouco a versão de que a entrada de Lula no Ministério da Casa Civil de Dilma teve “caráter republicano”, como ela própria – de boca cheia – apregoou na TV.
     Segundo Dilma a volta de Lula visaria unicamente a reforçar o time do fracassado governo da “presidenta incompetenta”. Mas, depois da conversa entre Jaques Wagner e Rui Falcão todos ficamos sabendo (e não resta mais nenhuma dúvida!) que a real motivação para Lula assumir o posto foi assegurar-lhe foro especial por prerrogativa de função (ou seja, o “foro privilegiado” previsto na 7ª  ( eu escrevi: sétima) constituição republicana brasileira e, assim, evitar que ele fosse preso pela Operação Lava Jato, pelas propinas recebidas de empreiteiras.
Como gosta de dizer o "presidente-operário": Nunca antes na História deste país se viu escancarada tramoia tão “antirrepublicana”! Com licença da má palavra..

 (*) Armando Lopes Rafael é historiador

Uma resposta contundente – Pedro Esmeraldo

(Crédito  da foto: Dihelson Mendonça)
Ficamos maravilhados com as palavras deslumbrantes e elogiosas do escritor e intelectual cratense, Sr. José Nilton Mariano Saraiva, publicada dias atrás no blog “Cariricult”. Poucos cratenses que pertencem a área das letras se expressam em defesa de nossa terra natal, como o citado Sr. Suas palavras são entusiasmadas e soam ativamente aos ouvidos daqueles que se omitem aos entraves que vêm ocorrendo ao desenvolvimento desta cidade. Lamentavelmente, muitos cratenses não reclamam e nem possuem garra para reerguer a bandeira do desenvolvimento do nosso querido torrão natal.
    Infelizmente, alguns políticos cratenses são inoperantes. Não usam sua influência, nem poder para trabalhar em prol do nosso autêntico progresso, como faziam os políticos de outrora. Com algumas ações progressistas os omissos de hoje fariam nosso município alevantar-se e seguir o rumo do caminho reto.  Para isso, eles têm de evitar a violência da má querência, que vem trilhar contra os anseios deste povo. Muitos desses políticos querem açambarcar um pouco da terra do nosso município, que consideram a espinha dorsal desta cidade.
    Sente-se que há um complô contra o Crato! Entretanto ainda existem os que têm orgulho desta urbe, e teimam em valorizá-la, enfrentando as barreiras que surgem, as quais, por vezes, parecem intransponíveis. Portanto, só com denodo e luta podemos afastar a desigualdade corrente destes dias atuais, dias de crise generalizada, e com isso não deixar o Crato cair nos padrões de progresso que sempre foram características desta terra. Fora esse esquecimento proposital que é provocado por certos políticos maldosos, os quais querem arrebatar o nosso desenvolvimento. Lutemos para que haja luta no sentido de avançar nos campos da educação, da tecnologia, da saúde e da infraestrutura.
    Para isto, tem-se de combater com muito esforço esse impasse organizado por uma máfia desejosa que o nosso município caia na bancarrota. Marchemos altivos e com firmeza em direção ao crescimento inclusive dos setores da agricultura e pecuária, áreas que não estão em recessão, diferente de outros setores Brasil afora. Incentivemos o consenso e compreensão mútua, afastando-se das péssimas práticas partidárias que lançam os dardos contra nós.
    Todo cratense de boa fé deve se acautelar, acabando com as urdiduras e o “disse me disse”, bem como os cochichos ao pé de ouvido que surgem na Praça Siqueira Campos. É preciso que haja união, confiança e esperança do porvir.
     Quero, pois, agradecer com todas as letras as palavras elogiosas desse digno jornalista cratense, José Nilton Mariano Saraiva. Ao mesmo tempo, refirmamos: não perderemos a nossa identidade, porque nascemos, crescemos, estudamos e vivemos em Crato. Somos, antes de tudo, cratenses! Não esmoreceremos! E o desejo de lutar por nossa terra é perene. Com bravura e destemor.
            

Gravação revela trama para empossar lula como ministro, a fim de escapar de ser preso


Gilmar Mendes suspende posse de Lula e deixa investigação com Moro


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes suspendeu nesta sexta-feira (18) a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff. O governo avisou que recorrerá da decisão. Até uma decisão final do Supremo, Lula não poderá despachar como ministro.

Gilmar determinou ainda que as investigações da Operação Lava Jato sobre o petista fiquem sob a condução do juiz Sergio Moro, responsável pelas apurações do esquema de corrupção da Petrobras no Paraná. Gilmar concedeu uma decisão liminar (provisória) e o governo pode recorrer ao plenário do Supremo –cuja próxima sessão ocorrerá somente no dia 30 de março. O ministro acolheu duas ações que foram apresentadas ao STF por PPS e PSDB questionando a legalidade da nomeação.
Para Gilmar, a posse de Lula pode configurar "uma fraude à Constituição", sendo que houve desvio de finalidade por parte da presidente Dilma. Isso porque, segundo o ministro, há indícios de que Dilma indicou o ex-presidente para o governo com o objetivo de que as investigações contra ele fossem examinadas pelo Supremo e não mais por Moro. O ministro afirmou que ficou claro o receio de que o petista fosse preso e processado criminalmente. Gilmar cita em sua decisão vários diálogos de Lula que foram interceptados pela Lava Jato, como falas com Dilma e correligionários, além da crítica de que o tribunal é uma corte acovardada. Segundo o magistrado, apesar da polêmica sobre a legalidade do grampo de Lula falando com Dilma, a autenticidade das declarações é reconhecida por eles.

Ele também faz referência a conversas do ministro Jaques Wagner (chefe de gabinete da Presidência) e o presidente do PT, Rui Falcão. Segundo o ministro "nenhum Chefe do Poder Executivo, em qualquer de suas esferas, é dono da condução dos destinos do país", devendo seguir princípios constitucionais "explícitos e implícitos" como probidade e moralidade. Na avaliação do ministro, ficou claro que integrantes do governo avaliaram que o Supremo seria leniente com Lula.
"O objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão de juiz de primeira instância [Moro]. Uma espécie de salvo conduto emitida pela presidente da República. Ou seja, a conduta demonstra não apenas os elementos objetivos do desvio de finalidade, mas também a intenção de fraudar", afirma Gilmar na decisão. Gilmar disse que a versão apresentada por Dilma para a gravação, na qual trata do termo de posse com Lula, "não é compatível com a legislação de regência do ato de posse". O governo alega que Dilma mandou o termo de posse para Lula assinar porque ele talvez não conseguisse comparecer.

O entendimento de Gilmar, mesmo sendo provisório, prevalece sobre decisões das Justiças estaduais que também vinham discutindo a situação da posse de Lula. Foram apresentadas mais de 50 em todo o país. Gilmar, no entanto, afirmou que não há proibição para que novas ações sejam apresentadas à Justiça. Ao todo, o Supremo recebeu 13 ações, sendo que nove ficaram sob a relatoria de Gilmar. A tendência é que os processos sejam analisados pelo plenário. Além de Gilmar, o ministro Teori Zavascki também é relator de outras ações, e pediu que a Presidência e a Procuradoria-Geral da República se manifestem. Esses tipos de processos que estão com Teori são discutidos, geralmente, diretamente pelo plenário da Corte, sem liminar. O governo chegou a pedir a Teori para suspender todas as ações nas Justiças estaduais até uma definição do tribunal, mas o ministro acabou não despachando a demanda.

REAÇÃO DO GOVERNO

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, informou que o Palácio do Planalto recorrerá da decisão que, segundo ele, contraria jurisprudência da Suprema Corte em relação ao tipo de ação que foi ingressada pelos partidos de oposição.
O governo argumenta que não é costume do Supremo admitir mandados de segurança - tipo de ação utilizada para barrar a posse de Lula - apresentados por partidos políticos.
Cardozo afirmou que o governo ainda estuda a melhor forma de recorrer da decisão, por discordar profundamente do entendimento seguido por Gilmar Mendes. "Além disso, no mérito, discordamos do teor da decisão", disse. Segundo Cardozo, o ato de nomeação de Lula foi "legal" e sem vício.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto já esperava uma decisão contrária a Lula do ministro, conhecido por manifestar publicamente posições críticas ao governo federal.
O tom adotado por ele no despacho, contudo, surpreendeu o governo federal, que esperava, nas palavras de um assessor presidencial, "uma postura menos politizada" de Mendes.

STJ

O governo também sofreu outra derrota, mas no STJ (Superior Tribunal de Justiça), que negou pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) para concentrar na Justiça de Brasília as ações que estão sendo protocoladas nas Justiças locais.

SEMANA CONTURBADA

O ex-presidente encontra-se em São Paulo, onde discursou durante ato pró-governo ocorrido mais cedo, na avenida Paulista. O petista viveu na última semana uma série de reviravoltas em seu apontamento como ministro da Casa Civil. Desde a quarta-feira (16), quando aceitou a sua indicação para o cargo, Lula já teve a sua posse suspensa por três vezes, em razão de liminares concedidas pela Justiça federal. Na quinta-feira (17), um dia após ter conversas com a presidente Dilma divulgadas pela Lava Jato, Lula teve a sua nomeação suspensa pela ["primeira vez]":http://www1.folha.uol.com.br/…/1750987-juiz-suspende-nomeac…, após decisão da Justiça Federal de Brasília. Algumas horas depois, a segunda liminar suspendendo a posse do ex-presidente foi deferida por uma juíza do Rio de Janeiro. Tanto a liminar vinda de Brasília, quanto a do Rio, foram eventualmente derrubadas por instâncias superiores do Judiciário. Na tarde desta sexta (18), contudo, um juiz federal de Assis (SP) concedeu a terceira liminar suspendendo a posse de Lula como ministro. A suspensão da posse determinada por Gilmar Mendes é a primeira decisão neste sentido que não provêm da primeira instância do Judiciário.

VAIVÉM

16/03 - quarta-feira
11h30 - Lula aceita convite para ser ministro da Casa Civil de Dilma
13h32 - Dilma conversa com Lula a respeito de termo de posse; diálogo grampeado tem sigilo levantado por Sergio Moro no fim da tarde
19h - Nomeação de Lula é publicada no Diário Oficial da União
17/03 - quinta-feira
10h - Lula é empossado ministro da Casa Civil
11h30 - Justiça Federal de Brasília suspende nomeação do ex-presidente
18h - Segunda liminar suspendendo posse de Lula é deferida pela 6ª Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro
21h - TRF1 suspende liminar do juiz Itagiba Catta Preta Neto, de Brasília
18/03 - sexta-feira
15h - TRF2 suspende liminar da juíza Regina Coeli Formisano, e Lula volta a ser ministro de Dilma
16h - Terceira liminar suspende posse de Lula, desta vez por ordem da Justiça Federal em Assis (SP)
21h20 - Gilmar Mendes determina a suspensão da posse de Lula como ministro

Fonte: Folha de São Paulo


Comparação dos Protestos de Domingo e de ontem - Dados Oficiais


PROTESTOS - DADOS OFICIAIS
.
Os atos do PT reuniram 275 mil pessoas, na conta da polícia, e 1,3 milhão, na conta dos organizadores. No domingo, os protestos contra Dilma levaram às ruas 3,6 milhões, segundo a PM, e 6,9 milhões, segundo organizadores.

Militantes do PT saem às ruas

Manifestantes fazem maiores atos a favor de Dilma desde o ano passado Houve manifestações em todos os estados e no Distrito Federal. Estimativa de público, segundo PM e organizadores, superou atos de 2015. Manifestantes realizaram nesta sexta-feira (18) os maiores atos em favor do governo da presidente Dilma Rousseff desde 2015 e pela primeira vez contaram com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez um discurso em São Paulo. Segundo levantamento do G1 com dados atualizados até as 21h30 (VEJA MAPA), os atos reuniram 275 mil pessoas, na conta da polícia, e 1,3 milhão, na conta dos organizadores, em 55 cidades de todos os estados e no Distrito Federal. (O maior protesto pró-Dilma do ano passado, em dezembro, havia reunido 98 mil, segundo a PM, e 292 mil, segundo organizadores.) No domingo, protestos contra Dilma levaram às ruas 3,6 milhões, segundo a PM, e 6,9 milhões, segundo organizadores. (O G1 acompanhou os protestos desta sexta-feira em tempo real, com fotos e vídeos) Os atos foram organizados pela Frente Brasil Popular (FBP), que é composto por 60 entidades, entre elas o PT, a CUT, o MST e outros movimentos sociais e organizações politicas. Segundo os organizadores, os atos foram em apoio à democracia, ao governo Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As manifestações foram pacíficas no geral, com alguns incidentes isolados.



OAB declara apoio ao impeachment da presidente Dilma


A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (18) pelo Conselho Federal da entidade e foi apoiada por 26 votos favoráveis e dois contrários.

Apoiaram o afastamento de Dilma as bancadas do: AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PB, PR, PE, PI, RJ,RN,RS, RO, RR, SC, SP, SE, TO. A bancada do Pará e ex-presidente da OAB Marcelo Lavenere, membro honorário vitalício, foram os dois votos contrários. Agora, a diretoria da OAB vai avaliar se apresenta um novo pedido de impeachment ao Congresso, se apoiam o que está em análise na Câmara, ou as duas opções. O presidente da OAB, Claudio Lamachia, disse que a decisão da entidade foi técnica, tomada a partir de provas recolhidas, mas que não deve ser comemorada porque o desejo da ordem era que o governo estivesse apresentando bons resultados à sociedade. Os conselheiros aprovaram o parecer da comissão que analisa o pedido de afastamento de Dilma apresentado pelo o advogado Erick Venâncio que foi favorável ao processamento da petista por suposto cometimento de crimes de responsabilidade. Em seu relatório, ele apontou que Dilma cometeu crime de responsabilidade em três situações: suposta interferência na Operação Lava Jato - como apontou a delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), pelas pedaladas fiscais (atrasos nos repasses feitos pelo Tesouro aos bancos públicos para cobrir despesas com subsídios e programas sociais) e renúncia fiscal concedida para a realização da Copa do Mundo de 2014. A nomeação do ex-presidente Lula, também investigado na Lava Jato, foi considerada uma "ingerência" da presidência, por indicar que houve uma tentativa de levar as apurações do petista para o STF (Supremo Tribunal Federal).

"Essas condutas demonstram de forma clara que a presidente se afastou de seus deveres constitucionais, incorrendo em crimes de responsabilidade, que devem ser sim apurados pela via do processo de impeachment", disse o relator. Venâncio afirmou que a Ordem não está condenando ninguém porque o julgamento é do Congresso. O ministro José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União) foi escalado para fazer a defesa de Dilma no plenário da OAB. Em relação às pedaladas, o ministro defendeu que não há fato imputável a partir disso e que as manobras fiscais ocorreram em mandato anterior, o que não permitiria processar a presidente. Para Cardozo, se houvesse algo a ser imputável, não haveria configuração da violação da Lei de Responsabilidade Fiscal. O ministro classificou de "mentira" as acusações de Delcídio, em sua colaboração premiada da Lava Jato, afirmando que Dilma teria tentando interferir junto ao STF e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) em favor de presos acusados de envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras. Segundo o ministro, a delação de Delcídio ainda precisa ser confirmada e não pode ser considerada como prova de irregularidade. Cardozo fez uma comparação ao impeachment do ex-presidente e senador Fernando Collor (ex-PTB-AL).

"Collor teve direito a uma CPI que o investigasse. Nós pedimos só o direito a sermos investigados antes que esse colegiado tome decisão inclusive fazendo referência a provas que nós advogados sempre repudiamos", disse. 



8 de 65 membros de comissão que analisa impeachment são réus no STF


Membros da comissão especial foram eleitos nesta quinta pela Câmara. Deputados darão parecer sobre pedido que será analisado pelo plenário.

Oito dos 65 membros eleitos para compor a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff são réus em ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). A comissão foi eleita nesta quinta-feira (17) por 433 votos a favor e apenas 1 contrário, do deputado José Airton Cirilo (PT-CE). Segundo levantamento feito pelo G1, quatro deputados respondem a processos por crimes eleitorais: Paulo Maluf (PP-SP), Paulo Magalhães (PSD-BA), Benito Gama (PTB-BA) e Édio Lopes (PR-RR).

PROCESSO DE IMPEACHMENT

Washington Reis (PMDB-RJ) responde a ação penal por crime contra o meio ambiente; Nilson Leitão (PSDB-MT), por apropriação ou desvio de bens ou rendas públicas; Weverton Rocha (PDT-MA) pela lei de licitações e Júnior Marreca (PEN-MA) por crime de responsabilidade. Os processos estão em andamento e ainda não houve julgamento. A criação da comissão ocorreu um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por maioria, embargos apresentados por Cunha contra o julgamento do tribunal sobre rito de impeachment. A sessão que oficializou as indicações dos líderes partidários foi marcada por bate-bocas no plenário e empurra-empurra entre deputados da base governista e da oposição. Pela proporcionalidade das bancadas, PT e PMDB serão os dois partidos com mais integrantes na comissão, 8 cada. O PSDB terá 6 representantes. A presidente Dilma Rousseff foi notificada sobre a abertura do processo. Assim, começou a contar o prazo de dez sessões para que ela apresente sua defesa. Após ser votado na comissão, o parecer sobre o pedido de impeachment seguirá para análise do plenário da Câmara, que irá decidir se instaura ou não o processo. Para a instauração do impeachment é preciso o voto de 342 deputados. O Senado pode invalidar essa decisão da Câmara. Se avalizar, a presidente da República é afastada por 180 dias, enquanto durar a análise do mérito das acusações contidas no pedido de impeachment.



Boeing com 61 a bordo sofre acidente durante pouso em aeroporto russo


Site diz que não há sobreviventes. Avião, que decolou de Dubai, se partiu e pegou fogo.


Um Boeing da companhia aérea Flydubai, com 61 pessoas a bordo, bateu e pegou fogo quando tentava pousar no aeroporto de Rostov-on-Don, na Rússia, informa a agência russa de notícias RIA Novosti neste sábado (19). Não há informações oficiais sobre possíveis sobreviventes, mas o site de notícias russo "Lifenews" diz que todos os que estavam a bordo morreram. As autoridades também não acreditam em sobreviventes. Ministério de Emergências da Rússia disse que a aeronave é um Boeing 737-800, com 55 passageiros e seis tripulantes. O avião, que havia decolado de Dubai, nos Emirados Árabes, teve problemas para pousar por causa da baixa visibilidade. No momento do acidente, havia intensa neblina, chovia e ventava forte. Segundo agências internacionais de notícias, a aeronave passou direto pela pista. De acordo com a RIA Novosti diz que o Boeing-737 saiu de 50 a 100 metros para fora da pista. O Lifenews informa que o acidente aconteceu por volta das 3h50 (21h50 de sexta, 18, em Brasília) e que, após sair da pista, o avião se partiu e pegou fogo.

O aeroporto de Rostov-on-Don foi fechado e os voos foram transferidos para a cidade de Krasnodar.
Segundo autoridades, a maior parte dos passageiros é formada por russos e três eram crianças. O canal local "Rossiya-24" informou que três estrangeiros estavam no avião.



Edições Anteriores:

Setembro ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30