xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 13/03/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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13 março 2016

O perigo da série - Por: Emerson Monteiro

Daqueles tempos finais dos 50 e iniciais dos 60, menino muito e cinema cheio a participar da exibição dos seriados americanos na sessão das 13h do domingo. Era típica festa popular dos tempos modernos, quisessem assim considerar os pesquisadores de plantão. Fechada a bilheteria e abertas as cortinas do espetáculo, o salão virava interação pura de coisa só, gente pelos corredores da sala, de causar espanto; nem se preocupavam sentar nas cadeiras, pois espalhavam alegria no território todo, mais situados debaixo do palco, face a face com os protagonistas do écran.

Montado o aparato do clima, tome movimento e som de gritaria, assobios, palmas, berros desesperados muitas vezes, suor e lágrimas, medo, apreensão, ao barulho persistente dos ventiladores que só faziam barulho invés da refrigeração. Hoje revi isso no juízo, quando, inclusive, terminava de assistir a seriado exibido na Netflix (Breaking bad) e comentava à mesa do almoço os percalços daquele passado. Tempos dos Cines Cassino e Moderno, em Crato, fenômeno que achou esconderijo na memória e agora revive a inocência da gente da época distante.

Desde cedo começava a agitação do furdunço. Na entrada do cinema, vendedores de bombons, picolés, trocadores e vendedores de revistas em quadrinhos, pirulitos, agitação de fazer gosto. Os olhos acesos da moçada previa com bastante antecedência as emoções do lugar dali a pouco.

Lembro alguns seriados que acompanhei. Flash Gordon. Zorro. Durango Kid. Super Homem. À luz quente do preto e branco, vieram até nós modos estrangeiros das produções dos meios de massa da comunicação. A preços módicos, víamos o episódio da série seguido de filme também em geral um cowboy de Roy Rogers, Gene Autre, Joel Mccrea, Hopalong Cassidy, heróis da conquista oeste da América do Norte.

Depois disso, do perigo da série, quando fica pendente de salvação o destino da mocinha, do mocinho, apenas longa semana de expectativa, à busca do próximo capítulo, enquanto a cidade transcorria nos afazeres da rotina. As horas pareciam andar mais devagar enquanto em si guardavam o mistério pelo ar. Porém sabíamos que tudo terminaria de jeito bom, porquanto heróis existem a vencer na hora final dos acontecimentos, inclusive nas histórias dos melhores filmes.

QUEM ATIRA A PRIMEIRA PEDRA? - Por Padre. Nilo Luza ssp


Neste domingo, os sábios em leis e fariseus-legalistas, arrogantes e representantes do sistema opressor - apresentam uma mulher surpreendida em adultério. Segundo a lei ela deveria ser apedrejada. Perguntaram a Jesus o que ele pensa disso. O Mestre não responde e propõe uma alternativa: quem não tiver pecado pode apedrejá-la. Ninguém atirou pedra nenhuma. Moral da história: a mulher não era a única pecadora!

Ultimamente as pedras estão voando de todos os lados contra mulheres (ainda), contra pessoas, contra grupos diversos. Os moralistas de plantão - os empedernidos e arrogantes de hoje - continuam com as pedras nas mãos, prontos para massacrar os outros diante de qualquer deslize. Muitos atiram pedras na tentativa de encobrir as próprias falhas e interesses. Enquanto continuarmos condenando esta ou aquela pessoa, este ou aquele grupo, e não olharmos dentro de nós com sinceridade, a violência, o sofrimento e a intolerância não vão ter fim. Há muitos que carregam pedras nas mãos  por serem claramente contra a ascensão dos pobres e não conseguirem viver com eles.

É o momento de fazer um exame de consciência sério e resgatar a proposta de São Francisco: aonde há ódio, que eu leve o amor;  aonde há ofensa, que eu leve o perdão; aonde há discórdia, que eu leve a união; aonde há dúvidas, que eu leve a fé.

Jesus não veio para julgar e condenar, mas para resgatar os desorientados. Ele provoca as pessoas a tomar partido: a favor dele (escolha da vida) ou contra ele (auto-destruição). Ele toma o partido da mulher discriminada pelos legalistas: "Eu não te condeno", diz à mulher, mais vítima que culpada. Os sábios e fariseus não condenam o homem adúltero, mas somente a mulher. O Mestre não contemporiza com a hipocrisia da sociedade.

Jesus desmascara aqueles que se julgam fiéis à lei e revela que são cheios de pecado e não tão puros como pensavam. A mulher considerada culpada e cuja morte a lei autorizava , é absolvida, tendo assim sua dignidade resgatada. De que lado estamos: dos pobres e discriminados ou dos instalados e arrogantes?

Por Padre Nilo Luza, ssp


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