xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 09/03/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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09 março 2016

Segredos e revelações da história do Brasil: Quem foi a Rainha Dona Maria I



Completam-se no próximo dia 20 de março duzentos anos da morte da Rainha D. Maria I que, de jure, foi durante três meses soberana do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, instituído tal a 16 de dezembro de 1815 por seu filho o Príncipe Regente D. João.
Proclamado a 16 de dezembro de 1815, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves teve como titular a então Rainha D. Maria I. Viria ela a falecer em março do ano seguinte e ser sucedida no Trono pelo filho, D. João VI, e este, já no Brasil proclamado Império, por D. Pedro I. Assim, ainda que fugazmente, foi ela nossa primeira soberana.
Ainda princesa, Dona Maria I foi descrita como de “índole muito doce e um caráter piedoso, humano e afável”. E, já Rainha, “senhora de nobre e majestosa figura, conciliava admiravelmente a distinção e a bondade. Parecia nascida para mandar, mas ao mesmo tempo para fazer aquela autoridade mais querida do que temida”.
Profundamente religiosa, estimulou as devoções à Imaculada Conceição e ao Sagrado Coração de Jesus, fazendo edificar em honra deste, em Lisboa, a magnífica Basílica da Estrela, na qual seriam depositados seus restos mortais. O cognome A Piedosa a refletiu plenamente. Culta, afeita aos assuntos de Estado, promoveu com ilustres colaboradores um governo fecundo em realizações: nova concordata com a Santa Sé, tratados de comércio, missões científicas ao Brasil e outros domínios, fortalecimento militar, melhora nas contas públicas, criação da Academia Real das Ciências de Lisboa, da Real Biblioteca Pública da Corte, da Academia Real de Marinha, da Casa Pia de Lisboa. Em relação ao Brasil destacaram-se o levantamento científico da Amazônia e a criação de Jardins Botânicos nas principais cidades, os tratados limítrofes de Santo Ildefonso e do Pardo e a comutação, em exílio, da pena de morte dos doze — exceto um — conjurados da Inconfidência Mineira. No início de 1792 manifestou-se sua doença mental. O príncipe D. João assumiu desde logo os atos de governo, mas só em 1799 tomaria o título de Regente. D. Maria, reclusa e alternando altos e baixos na enfermidade, continuaria cercada do respeito e carinho gerais em todo Portugal e depois no Brasil. Por iniciativa da Casa Imperial será celebrada, na cidade de São Paulo, uma solene Missa de Réquiem pelo eterno descanso de sua alma no dia 8 de abril, sexta-feira ─ por coincidir a data do falecimento com o período da Semana Santa.  O Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, por sua parte, prepara um seminário sobre a Rainha, a ocorrer durante a Semana da Pátria. E paralelamente, em Portugal, realizar-se-á no Grémio Literário de Lisboa, no dia 21 de março, o colóquio Evocação de Dona Maria I, com a participação de distintos estudiosos portugueses e brasileiros e do Príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança, que fará a leitura de uma mensagem do Chefe da Casa Imperial do Brasil, seu tio, para a ocasião.

(Fonte: Face book da Casa Imperial do Brasil)
  


Luiz Gonzaga, um amigo sincero – Por: Pedro Esmeraldo




Desde o período da minha vida, entre a infância e a adolescência, fui grande admirador do senhor Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”. Com muita frequência, sempre fascinado pela sua programação de alto nível artístico ouvia atentamente sua voz maviosa, em defesa do homem nordestino. Com muito cuidado em não perder suas apresentações na Rádio Nacional, ouvia suas músicas que deixavam muita gente inebriada e atraída pelos encantos das letras filosóficas, a quem aguardava admiração introduzir aspecto saudável na conservação do regionalismo. Em uma noite de domingo, ao ouvir a programação da Radio Nacional, deixava-me completamente encantado quando com muita satisfação, em voz estridente, saudava a cidade do Crato, elogiando-a com muito orgulho, dizendo que era sua segunda terra favorita. Muito perplexo e enaltecido, tive a ideia de escrever ao Presidente da Câmara Municipal do Crato solicitando que arranjasse um jeito de conseguir Lei que favorecesse um título de cidadania a esse grande artista nordestino. “A carta não foi escrita, mas ficou na minha memória o desejo de algum dia escrever, falando sobre isso, isto é, tentando conseguir titulo de cidadania a esse grande vulto da musica nordestina”. De vez enquanto, quando tomava conhecimento que o Rei do Baião viria ao Crato, não perdia a oportunidade, corria as léguas para acompanhar de perto o seu grande show artístico, em qualquer parte que se encontrasse. Um dia, tive a iniciativa de fazer uma cônica para a Rádio Educadora do Cariri, intitulada “Um grande amigo do Crato”, endereçada ao meu amigo Vicelmo solicitando aos Vereadores que dessem o título de cidadão cratense ao grande Rei do Baião.

A crônica foi lida com sucesso. Os vereadores amoleceram cogote e aprovaram a Lei por unanimidade, dando o título de cidadão cratense ao grande cantor popular do Nordeste (Luiz Gonzaga). Seu Luiz estava em Exu e ouviu a crônica. Ficou encantado e veio me agradecer. Um dia, trabalhando nos Correios e Telégrafos na sessão de serviços postais, quando ouvi um grito de alegria da colega dona Janete Tavares Militão. Pedrinho, oh Pedrinho sabe quem está aí com intuito com você? É seu Luiz Gonzaga o Rei do Baião! Fiquei pasmado, já que me orgulhava conhecer um cidadão de renome e de grande qualidade artística que foi o ilustre mestre das músicas regionais do nordeste, senhor Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
Nesse momento, ainda trêmulo de alegria abracei o Rei do Baião. Disse para ele que era seu grande admirador, pois considerava suas músicas filosóficas. Citei umas letras que eu achava o maior exemplo aos políticos populistas e antipatrióticos, já que não pensam em melhoria de qualidade de vida do cidadão comum, mas, só lutam para sí mesmo, se houver vantagem de usufruir os bens contribuídos pela massa sofredora do homem brasileiro. Relembrando ao pé da letra citei: Seu doutor uma esmola ao homem que é são, ou me mata de vergonha ou vicia o cidadão, pois considerava uma letra de cunho social e que seria exemplo para esses políticos que orientassem o povo nordestino em adquirir tecnologia agrícola. Mas esse povo é ludibriado, é enganado e se deixa levar pelas conversas destoantes dessa máfia organizada que assume o poder do Brasil.
Quando tomei conhecimento da morte de Luiz Gonzaga, fiquei muito triste, já que a região nordestina perdia uma das maiores figuras que procurava defender o cidadão comum a fim de lhes trazer melhores perspectivas e melhores índices de aumento de produtividade com emprego de tecnologia moderna.

Por: Pedro Esmeraldo
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Desde 2005 registrando todo dia a história do Crato para a posteridade




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