xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Para você Refletir ! -Por Maria Otilia | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

30 dezembro 2016

Para você Refletir ! -Por Maria Otilia

Este ano de 2016 está terminando.Muitos acontecimentos bons e fatos não tão satisfatórios aconteceram.Mas ao iniciarmos mais um novo ano, realmente ficamos embuidos de buscarmos tudo aquilo que deixou de ser realizado por diversos motivos. Este ano de 2017 que se aproxima vem com muitas incertezas, principalmente no cenário político nacional e aqui no nosso município tão querido, internamos no nosso interior que consigamos realmente sair do marassmo que nos cerca.E  com este pensamento positivo, venho trazer uma bela mensagem para todos os leitores deste maravilhoso blog sobre o verdadeiro sentido do Ano Novo. Boa Leitura.
Uma fábula de ano novo
Ano novo
Novo?
Perguntou a dona formiguinha
ostentando entre as pinças
um folha bem verdinha
Ano novo... murmurou alguém
lembrando de anos passados 
os olhos úmidos de ausência
a vida uma nau sem porto
e ano após ano os mesmos quereres de novo
Novo?
Perguntou novamente a formiguinha 
que ainda seguia firme com sua folha verdinha
Os dias são tão frágeis
A vida um sonho efêmero
uma sucessão de instantes aleatórios
Incriados ventos escutai os
nomes escritos na areia por onde caminham
as ondas de passagem pela praia
e retornam inabordáveis ao velho mar
que em sendo velho parece ser sempre novo
Novo?
Perguntou mais uma vez a faceira formiguinha que tendo
percorrido todo o trajeto desde o jardim até
o formigueiro, depositou o seu troféu clorofílico
e pôs-se a pensar no que viria a ser "novo"...
A formiguinha pensava, pensava...
A vida dela era uma rotina: sair do formigueiro cedinho,
dirigir-se a algum jardim e, lá chegando, cortar e transportar 
folhinhas (para ela eram folhonas) para o formigueiro
Não procurava pelo novo
assim como não lhe interessava as falsas primaveras
A terra escura por onde caminhava
não lhe parecia nova
Nem tampouco a gota d'água que lhe impedia o caminho
A chuva que caia e que doia como um soco?
Dona formiguinha não etendia o que havia de "novo"
nas pedras sujas de terra que encontrava pelo caminho
A bem da verdade continuava a não entender o que era
o tal do "!novo"
A tarde já ia caindo em vermelhos e laranjas
e o mar espelhava a mistura de ocaso e noite
que já começava a desenhar-se em sombras sutís
O sol já banhara-se nos ventos e se preparava para dormir
A formiguinha olhou para o sol e pensou: 
amanhã ele estará no mesmo lugar e todas as demais 
coisas do céu e da terra também estarão 
em seus mesmos lugares
(---)
Vou-me embora, disse a formiguinha...
estou cansada
e recolheu-se ao conforto do seu formigueiro
A formiguinha adormeceu, 
mas dormiu pensando no "novo"
E pensou tanto que sonhou...
sonhou com novas ilhas
sonhou com céus constelados
com a ventania, e teve medo
com a solidão e chorou tristemente
sonhou com o frio do inverno
e a beleza da primavera 
e as anáguas azuis do céu
e sonhou com novas paisagens
e antigos desertos onde a vida foge
e as miragens que criam simulacros da vida que fugiu
Sonhou com louvas-Deus 
de mãozinhas postas como quem faz uma prece
sonhou com borboletas que pousavam 
nas flores da beira do rio
e que eram tão coloridas quanto queria 
o sono da formiguinha
sonhou com a chuva caindo e ela se abrigando
sob as pedras sujas do caminho
A formiguinha sonhou... sonhou...
De manhã quando ela acordou 
a formiguinha sentou na beirada da cama,
esfregou os olhos,
balançou os pezinhos no ar, feliz
o coração batendo irriquieto
e começou a lembrar dos sonhos
e quanto de emoção havia nas lágrimas
ou no riso que podem trazer os dias
e entendeu que, a bem da verdade, 
o "novo" não estava nas coisas, mas, sim,
na alma e nos sentidos de quem vê as coisas
Sentia que não podia existir o novo para a alma velha,
para a mente velha
vestida de antigamente
Sentia que não poderia mais beber da sede
sem transbordar o cálice
Pela janela via o dia esplendendo lá fora
O sol estava em seu lugar no mundo
O riso e a lágrima também estavam em seus lugares
A natureza estava toda em seu lugar no mundo,
porém tudo sabia-se novo
No caminho entre o formigueiro e o jardim
várias florezinhas brotaram durante a noite
e também estavam em seus lugares no mundo
entre o pensamento e o ser
Os pássaros cantavam longamente, alegremente pela ilha
e a liberdade atravessava os céus
Aflorava a reinvenção da vida, o inédito
e ficava uma certa nostalgia
esperando a reinvenção dos olhos 
e da atitude perante o novo
E a formiguinha dançou ao descobrir o que era o "novo"
Estremeceu ao observar como, apesar de toda uma ordem 
pré-definida, o Universo  tão vasto, como, ainda assim,
o mundo poderia ser do jeito que ela quisesse
Naquela manhã a formiguinha vestiu-se de toda a sua pureza
e foi cortar suas folhinhas, porém ia atenta a si para que
o passado e a falta de visão dele decorrente
não lhe limitassem e a impedissem
de ver o novo que há em todas as coisas, 
e em todos os dias cheios de fins e começos
e que são novos na essência
e que cada ser possui a sua cosmogonia e o seu devir
Autor desconhecido.

0 comentários:

Postar um comentário

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.


Edições Anteriores:

Abril ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30