xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Numa dessas madrugadas chuvosas - Por: Emerson Monteiro | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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19 dezembro 2016

Numa dessas madrugadas chuvosas - Por: Emerson Monteiro

Elas revivem o astral dos contos russos de horas friorentas, ainda que no meio do Sertão. Horas prenhes das fortes emoções de coração. Latidos distantes. Gotas que quebram a luz do silêncio. E uma vontade viva de ser independente das contingências. Livre no real sentido de tudo liberto. Velas largadas ao vento indócil. Quando haja o poder dominante de sustentar sentimentos maiores que a solidão. Palavras. Amores. Amor.

Transitar solto na faixa entre o sonho e a vigília. Amar simplesmente amar. Algo assim de dentro, quais palavras que afloram do toque suave dos dedos no teclado das superfícies virgens e enchem páginas de perfume e flores que abrem os segredos do Universo ao dia. 

Enquanto lá fora a chuva escorre das telhas, nas estradas a alma desliza célere sentidos em forma de pensamentos. Qual navegante envolto pela cápsula de matéria dessa nave, o sentir revelar tão apenas o operador da máquina da existência de olhos fixos no horizonte. Identifica os astros que percorrem céus à busca de viver a totalidade do presente. Sabe dos sinais que noticiam as outras naves próximas ou distantes. Células do mesmo organismo, aceitam o som da água que lava a consciência, molham as artérias e descem ao mar. 


Outra vez a sensação de dominar os acontecimentos, que sempre volta a tocar as fibras mais internas do desejo. Pode, agora sabe que pode. Detém as lâminas da carne e reconstrói os tecidos que o tempo desgastara nos momentos de fúria. 


Do alto de Si analisa o quanto deixou de lado nas ocasiões anteriores, e agora reza, sente o dever de ser feliz e cumprir a felicidade com gosto, o que já habitava o continente da dualidade, e no entanto desconhecia. Agora, sim, sustenta de encaminhar os instrumentos de navegação e produzir resultados próprios de quem sabe o destino e exerce papel de responsável pelos roteiros definitivos do Infinito.

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