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02 outubro 2016

Coisas desta República: Crise na educação ad aeternum – por Cleto Pontes (*)


Os republicanos ferrenhos filhos de padre ou bastardos de outra ordem prometeram muito e na prática quase nada realizado

Boas ideias sempre existiram para a educação no País, mas, infelizmente, os descaminhos são regras e não exceção. Antes de tudo, por que o presidente Temer deu uma canetada com medidas inesperadas na educação? Já dizia Darcy Ribeiro que “a crise na educação no Brasil não é uma crise: é um projeto”.

Tantos descaminhos começam na colônia com os jesuítas que bem educavam o nosso povo e, que por medida do Marquês de Pombal, enxotou os padres educadores meio século antes da chegada da corte portuguesa no Brasil. Choque de interesses e desvio de objetivos. Aqui chegando, dom João VI inaugurou duas faculdades de Medicina, uma na Bahia e outra na capital do império. O seu neto anos após criou duas faculdades de Direito, uma em São Paulo e outra em Recife. Ensino superior era notícia, enquanto a escola básica era tratada como coisa menor. A preocupação nas discussões era com a língua e doutrina que seriam utilizadas no ensino superior.

Os republicanos ferrenhos filhos de padre ou bastardos de outra ordem prometeram muito e na prática quase nada realizado. O quadro foi pouco alterado. O estado como sempre fora usurpado contra o poder imperial, como se o dinheiro público fosse da nobreza e não fruto de impostos. A única “grande” mudança foi que o colégio Dom Pedro II passaria a ser denominado de Colégio Nacional. O Palácio da família real se tornou um colégio de excelência para as filhas dos mais endinheirados, onde agora é o Museu Imperial. Anos após, os republicanos criaram outro colégio que seria dos Correios e Telégrafos. E haja cabide de emprego e desvios de rotas. Cabe ressaltar que pouco antes de ser expulso do País, o nosso último imperador fez um pronunciamento no Congresso Nacional sobre a necessidade de criação do Ministério da Educação.

Na década de 20 do século XX, a primeira República envelhecida teve um furor megalomaníaco: educação para todos mesmo que necessários fossem 10 anos de ditadura. No sertão do Ceará havia professor itinerante a cavalo com a missão de mapear quatro povoados. Em temporada de dois meses em cada município, trabalhavam com 10 alunos aos quais ensinavam as quatros operações de aritmética e estudo iniciante da língua portuguesa. Deixavam tarefas e partiam para outros povoados. Voltavam aos municípios para uma revisão e novos conhecimentos. Ao todo, eram oito meses de aulas. Como os pais não tinham dinheiro para educar todos os filhos interessados em estudar, partiam para a capital em busca de uma escola preparatória para cursar o ensino superior.

Atualmente as instituições de ensino privado deixaram ser de educadores e passaram a mão de grandes gestores. Hoje os alunos não têm o colégio ou os professores como referência e, sim, os seus amigos de turma.

(*) Cleto Pontes, médico psiquiatra. Artigo publicado no jornal “O Povo” em 02-10-2016

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