xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 10/01/2016 - 11/01/2016 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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31 outubro 2016

Dom Fernando completa hoje 45 anos de ordenação sacerdotal

Nesta segunda-feira, 31 de dezembro, às 17 horas, na Catedral de Nossa Senhora da Penha, será celebrada a missa comemorativa aos 45 anos de ordenação sacerdotal de Dom Fernando Panico, fato ocorrido em 1971, em Roma, Itália.  

Dom Fernando Panico, pertence à Congregação dos Missionários do Sagrado Coração–MSC, nasceu na cidade de Tricase, sul da Itália, em  1º de janeiro de 1946. Desde 29 de junho de 2001 – há 15 anos e 6 meses – Dom Fernando é quinto bispo da Diocese de Crato. Ele foi o responsável maior pelo início do processo que culminou com a reconciliação da memória do Padre Cícero Romão Batista com a Igreja Católica. Este talvez seja o fato mais relevante acontecido na história da Diocese de Crato.
Um pouco da vida de Dom Fernando
   Aos doze anos de idade, em 1958, o menino Fernando Panico ingressou no Pontifício Seminário Romano Menor, ali permanecendo até 1962. Entre 1966 e 1967 estudou Filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana. O curso de Teologia foi feito no Pontifício Ateneo Santo Anselmo, em Roma, e o mestrado em Liturgia foi feito de 1972 a 1974 no Pontifício Instituto Litúrgico, da capital italiana. Logo em seguida, mais precisamente em 1974,  o padre Fernando Panico transferiu-se para o Brasil, para a cidade de Pinheiro no Maranhão. Desde aquela data nunca mais deixou o Brasil, nem o Nordeste.
   No Maranhão o padre Fernando Panico foi vigário e reitor do Seminário Diocesano da cidade de Pinheiro. Transferido em 1982 para São Luís, a capital do estado, exerceu relevantes cargos dentre os quais: vigário paroquial, reitor do Seminário Maior, Juiz Auditor no Tribunal Arquidiocesano e Superior da Região da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração. Em 1993 o padre Fernando Panico foi nomeado pelo Papa João Paulo II como bispo da Diocese de Oeiras-Floriano, no Piauí. Ali recebeu sua Ordenação Episcopal no dia 14 de agosto daquele ano. E lá permaneceu até 28 de junho de 2001, pois no dia seguinte assumiria a diocese do Crato.
Realizações de Dom  Fernando na Diocese de Crato
    Dom Fernando Panico foi o i o responsável pela instalação de  4 (quatro) instituições para recuperação de alcoólatras e dependentes de drogas que funcionam hoje no Cariri. Além das duas casas existentes em Crato, temos outra em Barbalha (no sítio Riacho do Meio) e a Fazenda da Esperança, em Mauriti, trabalhando na cura desses vícios. Deve-se, ainda, a Dom Fernando a construção dos dois grandes blocos que compõe a atual Cúria Diocesana de Crato, bem como a construção do prédio do novo Seminário Propedêutico Dom Fernando Panico, localizado no bairro Grangeiro.
      Quando chegou a Crato, em 2001, Dom Fernando encontrou a Diocese com 42 paróquias. Criou mais 13 e outras 02 duas paróquias serão criadas no no próximo mês de novembro, o que significa um crescimento de 31,7% no número de paróquias que passarão a ser 67. Ordenou ele os primeiros Diáconos Permanentes da Diocese, cujo número hoje somam 38 diáconos. Criou o Curso Superior de Teologia no Seminário São José de Crato, que hoje forma sacerdotes para cinco dioceses: Crato e Iguatu, no Ceará; Salgueiro e Petrolina, em Pernambuco, e Cajazeiras, na Paraíba. Dom Fernando ordenou 68 novos sacerdotes para a Diocese de Crato. O clero cratense é hoje formado, na maioria, por novos padres o que não aconteceu com outras dioceses brasileiras que tem a maioria na faixa etária da terceira idade.
        Ao assumir a Diocese de Crato, Dom Fernando encontrou o Hospital São Francisco de Assis, pertencente à Fundação Padre Ibiapina, em meio a várias crises, pois atuava com métodos e equipamentos ultrapassados. Entregou aquele hospital – em forma de comodato – à Ordem dos Camilianos, e aquele nosocômio vem experimentando sucessivas melhorias no seu funcionamento e é considerado hoje um “hospital-polo” no sul do Ceará. Quando vemos, diariamente – através dos noticiários da televisão – a falência da assistência médica no Brasil e comparamos com a assistência prestada pelo Hospital São Francisco, chegamos à conclusão do acerto da decisão do atual Bispo de Crato.
         Hoje, todos os 32 municípios que foram a Diocese possuem suas paróquias. Além disso, Dom Fernando criou quatro Santuários Diocesanos: o da Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro do Norte (posteriormente elevado pela Santa Sé à condição de Basílica Menor); o Santuário Eucarístico que funciona na igreja de São Vicente Férrer em Crato; o Santuário da Divina Misericórdia, na Igreja-Matriz de Santo Antônio, na cidade de Barro e o Santuário da Mãe do Belo Amor, localizado no planalto do sítio Páscoa, zona rural de Crato.
           Haveria muitas e muitas outras ações a falar sobre o fecundo episcopado deste admirável e generoso Pastor Diocesano, nascido na Itália. O espaço é curto.  No entanto, para ser grato é preciso ter um coração sempre aberto, ter sensibilidade, humildade, estar ao lado do bem... Parabéns Dom Fernando Panico! e obrigado por todo o bem que fez na Diocese de Crato.

(Texto de Armando Lopes Rafael)

30 outubro 2016

O mistério de Deus - Por: Emerson Monteiro

Desde sempre que nós humanos buscamos desvendar a causa primeira da existência, mergulhando as razões que justifiquem a tamanha perfeição da Natureza mãe e mestra. Ninguém foge ao sonho de conhecer as raízes da perfeição absoluta e, com isso, estudar as camadas mais profundas do saber da transcendência, no amplo desejo de revelar a si o mistério esplendoroso da divindade. São os milênios da história dotados dessas avaliações da inteligência, porém limitadas aos lampejos vagos do quanto de profundidade ainda persiste, no Universo, a investigar e tocar as raias da exatidão cósmica.

Assim, diante dos fenômenos e dos seres, há de tudo ainda nos primórdios das pesquisas, considerados avanços maiores dos luminares do pensamento, que confessam a distância abissal entre o homem e o saber de Deus.

No entanto, a vida segue seu curso. Nisso, as criaturas desenvolvem o conhecimento através das atividades planetárias e admitem, por vezes, a inferioridade que persiste em considerar a imensidão dos acontecimentos originais sob a mentalidade limitada com que medem o mundo. Baixam a cabeça e o coração, e conduzem o progresso da espécie de forma sofrida, pois reconhecem a pequenez de suas ações de sobrevivência, nalgumas horas em flagrante contradição com o mistério do Infinito. Agem às tontas e recebem respostas insuficientes quanto à presença maior deste Ser que a tudo rege e transforma.

Gandhi afirmou que o amor de Deus “... e sua piedade são tão imensuráveis que Ele permite que os homens O neguem de maneira insolente, que discordem dEle e até mesmo cortem a cabeça dos próprios pares. Como podemos medir a grandeza de Deus, que é tão clemente e tão divino?

A razão trabalha com vontade, entretanto esbarra no inimitável do método científico, porquanto Deus, tal o mistério do Amor, adota nas suas exclusivas revelações noutra linguagem, o que só será permitido sentir pelo Coração, e lá um dia interpretar e transmitir.

Afinal, para que serve a imprensa? -- por Armando Lopes Rafael

A imprensa não tem finalidade meramente informativa. Ela possui, também, uma função cultural e até educacional. Alguns órgãos da mídia, felizmente, vêm cumprindo, entre nós, esse papel. Seja restabelecendo a verdade dos fatos; seja divulgando noções da história. A imprensa – chamada de quarto poder – é um serviço de utilidade pública. O jornalista é um formador de opinião. Assim, sua responsabilidade não se limita a descrever o que se passa na sociedade. Ele tem o dever de contribuir para melhorá-la.
Dito isto, utilizo este artigo para fazer uma homenagem à revista Veja, a qual, ao longo de quase 50 anos, vem cumprindo o papel da verdadeira imprensa. Veja se opôs ao regime autoritário militar (entre o final da década 60 a meados da década 80); foi responsável pela divulgação da entrevista com Pedro Collor (que resultou na queda do governo corrupto do presidente Fernando Collor); Veja foi quem primeiro teve a coragem de mostrar aos brasileiros os descalabros das administrações lulopetistas, que resultaram na quebra financeira das contas pública no Brasil, hoje uma republiqueta desmoralizada ante o concerto das nações mercê dos desastres perpetrados por Lula e Dilma.
Veja divulgou longa matéria, que obteve imensa repercussão, sobre o legado deixado pelo Imperador Dom Pedro II para a tradição democrática no Brasil. Dom Pedro II, mesmo depois de 125 anos da sua morte, ainda é apontado como uma personalidade exemplar na arte de bem governar, na defesa da liberdade de expressão, na tolerância e no amor pelo saber. Graças a sua visão de Estadista, o Brasil mereceu – em pleno século XIX - o respeito das demais nações do mundo que o admiravam por sua cultura privilegiada e o preparo que possuía para o exercício do poder. Que falta faz Dom Pedro II ao Brasil dos medíocres dias de hoje...
Veja também publicou impactante matéria sobre a farsa existente na imagem que é divulgada de Che Guevara: a de um guerrilheiro altruísta. Veja  mostrou a face real do “Che”: um sanguinário que se comprazia em presenciar mortes por fuzilamentos; um homem imundo, que não gostava de tomar banho e carregava um cheiro de suor nauseabundo. Um assassino frio, calculista e traiçoeiro. Che Guevara foi, assim, jogado no lixo da história para onde já foram descartadas figuras como Lênin, Fidel Castro, Stalin e Mao Tse Tung.
Outras matérias corajosas – divulgadas por Veja – foi sobre o destino que aguardava a Venezuela sob o governo incompetente e irresponsável de Hugo Chávez, sucedido por  Nicolás Maduro. Hoje o mundo inteiro sabe que a Venezuela foi destruída de forma pior do que fizeram com o Brasil. Na Venezuela de hoje impera a fome, escancara-se a  derrocada econômica, além de ter sido lá  implantada uma ditadura arcaica, inspirada no modelo cubano.
   É por isso que a esquerda troglodita brasileira alimenta um ódio mortal a Veja. A verdade, a crítica e a vigilância constante sempre desagradam os governantes de plantão. A revista Veja é um exemplo desta realidade, com o acréscimo de que tem uma linha editorial que pensa na modernidade, detonando as ideias que queriam engessar o Brasil porque tentaram impor uma visão-de-mundo unilateral, monoliticamente construídas sob o prisma meramente ideológico, suprimindo a liberdade de expressão, mantendo a mídia sob o controle daqueles que institucionalizaram a propina; destruíram as empresas estatais e  oficializaram o mensalão e o petrolão...

29 outubro 2016

Em VEJA desta semana: Lava Jato– a delação do fim do mundo

As revelações de setenta executivos da Odebrecht prometem implodir o mundo político — e até o juiz Sergio Moro faz votos de que “o Brasil sobreviva”
 O PRÍNCIPE - Marcelo Odebrecht: os segredos da relação entre o poder e o dinheiro (Heuler Andrey/AFP)

VEJA desta semana mostra as dimensões superlativas e o potencial explosivo da delação premiada de 75 executivos da empreiteira Odebrecht, incluindo seu ex-presidente Marcelo Odebrecht. Distribuído em mais de 300 anexos – 300 novas histórias sobre a corrupção no Brasil –, o acordo a ser assinado com o Ministério Público envolve os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o atual, Michel Temer, tucanos de alta plumagem, como José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin, peemedebistas fortemente ligados a Temer, como o senador Romero Jucá e o ministro Geddel Vieira Lima, e os dois principais nomes do PMDB no Rio de Janeiro: o prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral.
As revelações na delação da empreiteira, que faturou 125 bilhões de reais em 2015 e reuniu 400 advogados para costurar o acordo, levam procuradores da força-tarefa da Lava Jato a constatar que “se os executivos comprovarem tudo o que dizem, a política será definida como a.O. e d.O. — antes e depois da Odebrecht”. O sempre comedido juiz federal Sergio Moro também dá dimensão da turbulência que se aproxima ao comentar: “Espero que o Brasil sobreviva”.

Coisas da República: Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro – por Armando Lopes Rafael

Daqui a duas semanas o calendário das efemérides históricas de nossa pátria relembrará a data do “15 de Novembro”, para comemorar o golpe militar que implantou a República no Brasil. Assim, oportuno relembrar o início do regime republicano ente nós, que passou para a história como “A República da Espada”. Este foi o período no qual o Brasil foi governado – entre os anos de 1889 a 1894 – pelos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Trata-se de uma época caracterizada como uma ditadura militar. Durante esse período foram comuns os levantes populares e a repressão a focos de resistência simpáticos ao Imperador Dom Pedro II e à restauração da monarquia.
Neste artigo, por questão de brevidade, falaremos apenas sobre o Marechal Floriano Vieira Peixoto, nascido em Maceió em 30 de abril de 1839 e falecido em Divisa, hoje chamada de Floriano, localizada no Estado do Rio de Janeiro, em 29 de junho de 1895. Depois do golpe militar que derrubou a monarquia, Floriano foi eleito, numa eleição indireta pelo Congresso, como vice-presidente da chapa única capitaneada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. 
Com a renúncia de Deodoro, Floriano Peixoto presidiu o Brasil de 23 de novembro de 1891 a 15 de novembro de 1894. Segundo a constituição republicana imposta pelos militares, o vice só poderia ser presidente se o próprio tivesse governado por mais de dois anos. Ora, Deodoro só governou 6 meses e renunciou por pressão dos seus colegas do Exército. Pressionado também para renunciar, Floriano não titubeou. Talvez naquela ocasião ele tenha dito (com outras palavras, é claro)  o que diria – em 1968 – outro famoso militar, Jarbas Passarinho, durante reunião ministerial que decretou o AI 5, começando nova ditadura entre nós. A frase de Passarinho foi esta: "Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência.”.  
Por consequência, o Marechal Floriano Peixoto foi o segundo presidente do Brasil, e o segundo a chegar ao poder sem o voto popular.  Ao longo da República isso passaria a ser corriqueiro. Mas voltemos a Floriano Peixoto. Ele passou à história como o mais sanguinário dos presidentes da República. O “Marechal de Ferro”, como era chamado Floriano Peixoto,  enfrentou protestos da oposição que não o aceitava como presidente. A oposição queria a convocação de novas eleições. Floriano, no entanto, reprimiu todos os protestos contra ele e contra a nascente República.  Logo no início, adotou medidas para enfraquecer e combater os monarquistas. Muito sangue correu para abafar esses protestos.

Outra rebelião que ele derrotou foi a chamada “Revolta da Armada” um movimento ocorrido em 1893 e liderado por algumas unidades da Marinha Brasileira contra o governo republicano. Naquele episódio muitos cadetes foram mortos a fio de espada. Depois, Floriano derrotou também outra rebelião surgida no sul do País: a Revolução Federalista um conflito de caráter político, iniciado no Rio Grande do Sul entre os anos de 1893 e 1895, que desencadeou numa revolta armada. Esta revolta atingiu também o Paraná e Santa Catarina. Muito sangue também foi derramado nesta rebelião.
Depois que deixou a presidência Floriano se refugiou no interior do Estado do Rio de Janeiro e não quis mais saber de política. Após sua morte Floriano recebeu muitas homenagens, Brasil afora. No Piauí, a cidade de Floriano foi chamada assim para homenageá-lo. Já a capital do Estado de Santa Catarina, a cidade de Desterro, teve seu nome mudado para Florianópolis.
A história, sempre implacável em seus julgamentos, destaca hoje principalmente a ferocidade de que era dotado este caudilho alagoano... 

28 outubro 2016

Caixa 2 para Serra foi pago em conta na Suíça, dizem executivos da Odebrecht



A Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010. A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça. O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que integrou a coordenação política da campanha de Serra. O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra. Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Um deles é Pedro Novis, presidente do conglomerado de 2002 a 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A. O outro é o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no contato junto a políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas eleitorais. Ambos integram o grupo de 80 funcionários (executivos e empregados de menor expressão) que negociam a delação. Mais de 40 deles, incluindo Novis e Paschoal, já estão com os termos definidos, incluindo penas e multas a serem pagas. Falta apenas a assinatura dos acordos, prevista para ocorrer em meados de novembro.

Folha de São Paulo
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STJ nega recurso da defesa de Lula sobre o tríplex do Guarujá



O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, negou nesta quinta-feira (27) pedido para suspender as investigações sobre o apartamento tríplex, no Guarujá (litoral de São Paulo), que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ação, a defesa de Lula alegou que houve irregularidades na decisão do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, ao devolver o processo para a Justiça de São Paulo, onde as investigações começaram. Ao julgar o caso, o ministro entendeu que não houve ilegalidades na decisão e que o procedimento adotado obedeceu ao princípio da economia processual. “Tendo havido anuência, e não choque de entendimentos entre os julgadores em questão sobre o que caberia a cada um deles julgar, não há como falar em conflito de competência”, decidiu Dantas. Em agosto último, Lula e sua esposa Marisa Letícia foram indiciados pela Polícia Federal por terem sido “beneficiários de vantagens ilícitas” na reforma do triplex e na guarda de bens do ex-presidente em um guarda-volumes.

Agência Brasil

Guerra entre facções criminosas chega ao Nordeste e provoca uma carnificina.Bandidos do Comando Vermelho (CV) eliminaram outros seis que seriam integrantes do PCC


Bandidos do Comando Vermelho (CV) eliminaram outros seis que seriam integrantes do PCC



Corpos dos bandidos ficaram espalhados pelas ruas da pequena cidade de João Câmara/RN. A guerra declarada entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) avança no Nordeste e já chega bem perto do Ceará. Na tarde de ontem, uma chacina foi registrada no vizinho estado do Rio Grande do Norte, onde seis homens que seriam traficantes membros do PCC foram fuzilados no meio da rua na cidade de João Câmara (a 74Km de Natal). A carnificina ocorreu por volta das 15h30, quando um “bonde” do Comando Vermelho invadiu aquela cidade para eliminar os traficantes integrantes do PCC, conforme os primeiros levantamentos feitos pelas autoridades policiais daquela região potiguar. Os criminosos arrastaram os inimigos de dentro de suas casas e iniciaram o fuzilamento no meio da rua. Até a noite passada, a Polícia norte-rio-grandense só havia identificado formalmente três das seis pessoas assassinadas. De acordo com policiais da Polícia Militar, através do comandante da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), capitão PM Fonseca, foram mortos: José Cesário Alves, 32 anos, conhecido como “Dedé Iapa”; Emanuel Messias Lima Silva, 20; Paulo Márcio da Silva, 20; e mais três jovens ainda não identificados. A sétima vítima foi um homem que correr e se livrar da morte, sendo atingido com um tiro na perna. Os assassinos fugiram da cidade em um carro branco e uma motocicleta. A Polícia continua em diligências na tentativa de localizá-los.  

Fonte: Fernando Ribeiro
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Lava Jato denuncia Palocci por corrupção e quer devolução de meio bilhão à Petrobras



O ex-ministro Antônio Palocci Filho, o ex-assessor dele Branislav Kontic, o empresário Marcelo Odebrecht e outros 12 investigados foram denunciados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro relacionados à obtenção, pela empreiteira Odebrecht, de contratos de “afretamento de sondas” com a Petrobras. Na denúncia, o Ministério Publico Federal também pede a devolução de meio bilhão de reais à Petrobras: “se requer o arbitramento cumulativo do dano mínimo, a ser revertido em favor da PETROBRAS, com base no art. 387, caput e IV, do CPP, no montante de R$ 505.172.933,10, correspondentes ao dobro dos valores totais de propina paga”, requerem os 12 procuradores que assinam o documento. Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato concluíram que, entre 2006 e 2015, Palocci estabeleceu com altos executivos da Odebrecht um amplo e permanente esquema de corrupção destinado a assegurar o atendimento aos interesses do grupo empresarial na alta cúpula do governo federal. Neste esquema, a interferência de Palocci se dava mediante o pagamento de propina, destinada majoritariamente ao Partido dos Trabalhadores (PT).
De acordo com a denúncia, Palocci atuou em favor da Odebrecht no exercício dos cargos de deputado federal, ministro da Casa Civil e membro do Conselho de Administração da Petrobras. Ele teria interferido para que o edital de licitação lançado pela estatal petrolífera e destinado à contratação de 21 sondas fosse formulado e publicado de forma a garantir que o grupo não apenas obtivesse os contratos com a Petrobras, mas que também firmasse tais contratos com a margem de lucro pretendida. Palocci teria até mesmo consultado Marcelo Odebrecht antes da publicação do edital para se certificar se a licitação efetivamente se adequaria aos interesses da empreiteira.

Folha de São Paulo
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Polícia Civil decreta nova greve no Ceará


Somente 3 delegacias do Ceará estão funcionando normalmente, sendo duas em Fortaleza e uma no Interior do Estado. O motivo é a paralisação da categoria que teve início à meia-noite desta sexta-feira (28). Esta é a segunda greve em menos de 2 meses. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará (Sinpol), Francisco Lucas de Oliveira após assembleia da categoria realizada nas proximidades do Palácio da Abolição, no bairro Meireles, a greve foi instalada porque o Governo se nega a receber os policias para tratar de pautas que se referem a melhorias para a categoria. “A recomendação é todos os policiais entreguem as chaves das delegacias e se juntem ao acampamento localizado em frente ao Palácio da Abolição [sede do Governo]. A categoria não tem interesse em ficar parada muito tempo, pois não é interessante para nenhum dos lados. Queremos apenas que o Governador receba os policiais”, dia o Presidente do Sinpol. Entre as pautas da categoria estão a melhoria salarial, aumento do efetivo por meio da convocação de profissionais aprovados em concurso e a regulamentação da custódia de presos. Com a greve, as delegacias que ainda se encontram abertas são a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), Delegacia de Defraudações e a Delegacia de Icó. 

Fonte: Diário do Nordeste


Teori Zavascki determina que policiais legislativos voltem ao trabalho


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (28) que os policiais legislativos que foram presos pela Polícia Federal (PF) na semana passada na Operação Métis, voltem ao trabalho. Atendendo a um pedido do Senado, o ministro entendeu que a sua decisão que suspendeu a operação permite que os servidores voltem ao serviço. “Suspensos os procedimentos e os atos que lhes deram causa, o retorno dos policiais legislativos afastados ao exercício regular de suas funções é consequência natural e imediata”, disse Zavascki. Com a decisão, quatro policiais legislativos e o chefe da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho, poderão retornar às suas atividades normais a partir de segunda-feira (31). Eles foram presos na semana passada e soltos no início dessa semana.

Na mesma decisão, Zavascki pediu parecer da Procuradoria-Geral da República para analisar o pedido para que as maletas antigrampo que foram apreendidas sejam devolvidas ao Senado. Os aparelhos foram usados pelos policiais legislativos para fazer varreduras em busca de escutas ambientais em gabinetes e residências particulares de alguns parlamentares. Segundo a PF, o equipamento guarda as memórias dos rastreamentos. Mais cedo, ao solicitar a devolução das maletas, o Senado argumentou que a apreensão das mesmas “põe em risco a salvaguarda da atividade legislativa”. De acordo com um relatório da Casa, a falta dos equipamentos torna o Senado vulnerável. A Operação Métis apurava supostas intervenções de contrainteligência do Senado para barrar as investigações da Operação Lava Jato e foi autorizada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, no Distrito Federal, que ordenou também a suspensão das atividades funcionais dos acusados. A Policia Federal pediu que as maletas sejam periciadas antes de enviá-las ao gabinete de Zavascki. O pedido dos investigadores chegou ao Supremo após a solicitação do Senado para que os equipamentos sejam devolvidos à Polícia Legislativa.

(Agência Brasil)
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Há mais de 20 mil prestações de contas pendentes da Lei Rouanet, diz ministro



O ministro da Cultura, Marcelo Calero, disse aos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lei Rouanet que encontrou um estoque de 20.654 projetos pendentes de prestação de contas ao ocupar a pasta. Uma das medidas que ele anunciou para melhorar a questão da fiscalização da lei é a criação de um cartão de crédito para os proponentes de projetos culturais. Os gastos com o cartão seriam colocados na internet e já fariam parte da prestação de contas. Marcelo Calero disse que já conseguiu reduzir o estoque de pendências em 2016. Até agora, 1.506 processos teriam sido publicados, contra 381 de 2015. Ele pretende contratar uma empresa para digitalizar processos mais antigos. Ele defendeu a Lei Rouanet, dizendo que ela significa uma renúncia fiscal de apenas 0,6% do total. “O Brasil seria desprovido de museus caso a Lei Rouanet não existisse”, afirmou o ministro. Parlamentares defenderam a desconcentração de recursos na região Sudeste.

Fonte: Agência Câmara



Conta de luz volta a subir em novembro



A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz no mês de novembro será a amarela, com custo de R$ 1,5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida se deve às condições hidrológicas menos favoráveis, o que determinou o acionamento de usinas termelétricas, mais caras.
Desde abril deste ano, a bandeira tarifária estava verde, ou seja, não havia custo extra para os consumidores. No ano passado, todos os meses tiveram bandeira vermelha, primeiramente com cobrança adicional de R$ 4,5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e, depois, com a bandeira vermelha patamar 1, que significa acréscimo de R$ 3 a cada 100 kWh. O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado em janeiro de 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, mai cara do que a energia de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia elétrica em função das condições de geração de eletricidade. Por exemplo, quando chove menos, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Cobrança Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de cobrar um valor que já era incluído na conta de energia, por meio do reajuste tarifário anual das distribuidoras. A agência considera que a bandeira torna a conta de luz mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente.

Fonte: Agência Brasil
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Geração - Por: Emerson Monteiro

Quando nos dias onde as clareiras da dúvida abrem espaço às certezas, paro e olho a barra dos mistérios a iluminar no horizonte. Nessas horas, lampejos enormes, quais ondas descomunais, invadem praias ensolaradas, despejando revelações que se escondiam na plena luz desses dias.

Nalgum desses, diante das tantas artimanhas de um cotidiano moroso e estéril, algo apresenta versões definitivas da realidade real. Assim qual quando observo o apego das mães aos filhos pequeninos, a carregá-los entre a face e o pescoço, sobre os ombros, interpreto a verdade maior que tudo. Tais frágeis bênçãos a transcorrer anônimas os trilhos, elas ali vão, crianças de meses, à busca do futuro. Tanta fragilidade sob tamanho de carinho das parturientes são vivas chamas da geração de amanhã.

Prova maior inexiste da sequência da Eternidade. Mães/filhos, filhos/mães, solda de energia e vida, fatores determinantes de toda Criação. Isto dá segurança de vencer a dúvida e os desafios do presente, porquanto em qual território persistiria o segredo universal tão de junto de nós, mortais vaidosos e letárgicos. Testemunhos do poder de seguir em frente, as crianças durante as crises.

A força das gerações que desafiam para sempre o direito e o dever da imortalidade. Filhos, as flores e os frutos a brotar das árvores que nascem e crescem. Ato e potência numa só forma da Natureza determinar o percurso vida. Amor em forma de canção, a luta da sobrevivência no que tanja a falta de jeito dos milênios das contradições. Humanas contradições em símbolos de esperança.

Observo constante essa fúria de resistir aos impactos deste chão e demonstrar a insistência, superar os limites da dor e trazer adiante o fenômeno da existência em forma de gente, e com isso ganhar as alturas.

27 outubro 2016

Eleições municipais no Cariri Central - Por: Emerson Monteiro

As características eleitorais do corrente ano mostraram feições diferenciadas com relação a resultados anteriores. Ainda que surgissem alternativas empresariais postulando o cargo majoritário, a escolha recaiu em segmentos tradicionais e meios políticos vigentes, com o predomínio em Crato da influência do governador Camilo Santana a obter maioria expressiva através do candidato José Ailton Brasil. Em Juazeiro do Norte, regressa ao poder a família Bezerra de Menezes, com o candidato eleito José Arnon. Em Barbalha, porém, no que pesasse o governo petista de José Leite em dois mandatos, coube ao candidato do PMDB, Argemiro Sampaio, superar Fernando Santana e reverter o quadro partidário local.

Dessa forma, as cartas foram postas e o destino caririense destaca, na presença de um conterrâneo à frente do Executivo estadual, frutos somente obtidos nos idos do governador Adauto Bezerra, que propiciou meios a recebermos benesses e atenções de importância política e econômica, agora restabelecidos diante da bem sucedida administração de Camilo Santana, um caririense no Poder cearense. Serão tempos de expectativa favorável à abertura de novos ganhos e vislumbres positivos.

Com isso, face aos planejamentos da interiorização do progresso, dias melhores virão na forma de políticas públicas e maior acompanhamento do litoral quanto ao interior do Estado. Porquanto o excessivo crescimento populacional da Capital, mais do que nunca exige métodos inovadores de redistribuição da riqueza e dos cuidados administrativos em voga ao polo do Sertão.

A população da Zona Metropolitana do Cariri aguarda, pois, a revivescência que permitirá haustos de crescimento e oportunidades de realizações.

A maledicência -- por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

  Uma reflexão sobre os vídeos montados que circulam pela Internet
            Nesse tempo de internet, em que se pode anonimamente falar mal à vontade de todo o mundo, em que se compartilham notícias sem preocupação com a verdade delas, em que se pode postar boatos que denigrem o bom nome das pessoas, em que se pode dizer meias verdades que impressionam e destroem a fama alheia, vale a pena recordar o que dizem os santos a respeito desse vício, que leva o nome de maledicência. O exagero, a caricatura, a meia-verdade, a reticência, a suspeita lançada ao ar, são tipos de maledicência que se assemelham à mentira, e até piores do que ela, por serem mais sedutoras.O Catecismo da Igreja Católica ensina: “Toda pessoa goza de um direito natural à honra do próprio nome, à sua reputação e ao seu respeito. Dessa forma, a maledicência e a calúnia ferem as virtudes da justiça e da caridade” (C.I.C. 2479).
            “Não procures fazer figura pondo-te a criticar os outros e aprende a tornar mais perfeita a tua vida antes que denegrir a dos outros. São verdadeiramente poucos os que sabem afastar-se deste defeito, e é bem raro encontrar alguém que queira mostrar-se tão irrepreensível, na sua vida, que não critique com satisfação a vida alheia. Não há outra coisa, de fato, que ponha a alma em tanto barulho e que torne o espírito tão volúvel e leviano quanto o prestar fé com facilidade a tudo, e dar ouvido temerariamente às palavras dos críticos. E daí que surgem discórdias sobre discórdias e sentimentos de ódio que não têm motivo de ser. É justamente este defeito que frequentemente torna inimigas pessoas que, antes, eram amigas do peito. Se este mal está universalmente difuso, se este vício está vivo e forte em muitos, é justamente porque encontra, quase em todos, ouvidos complacentes” (São Jerônimo, Carta IV, 148, 16).
          “Quem tira injustamente a boa fama ao seu próximo, além do pecado que comete, está obrigado à restituição inteira e proporcionada à natureza, qualidade e circunstância da maledicência, porque ninguém pode entrar no céu com os bens alheios, e entre os bens exteriores a fama e a honra são os mais preciosos e os mais caros... A maledicência, afinal, proferida a modo de gracejo, é a mais cruel de todas... Nunca digas: fulano é um bêbado ou ladrão, mesmo que o vejas uma vez embriagar-se ou roubar; seria uma inverdade, porque uma só ação não dá nome às coisas... Noé e Ló embriagaram-se uma vez e nem por isso foi bêbado nenhum dos dois. Nem tão pouco foi São Pedro um blasfemador e sanguinário, porque blasfemou um dia e feriu um homem uma vez. O nome de vicioso ou virtuoso supõe um hábito contraído por muitos atos repetidos do vício ou duma virtude... Todas as coisas aparecem amarelas aos olhos dos achacados de icterícia... A malícia do juízo temerário, dum modo semelhante a esta doença, faz aparecer tudo mau aos olhos dos que a apanharam... Eis aí como devemos julgar do próximo: o melhor possível; e, se uma ação tivesse cem aspectos diferentes, deveríamos encara-la unicamente pelo lado mais belo” (São Francisco de Sales, Filoteia).
        “Se alguém não peca pela língua, esse é perfeito” (Tg 3, 2).
(*) Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
      
 

Fundação Padre Ibiapina 60 Anos: Dom Fernando é homenageado com diploma de honra – por Patrícia Mirelly


A Fundação Padre Ibiapina, da qual pertencem importantes instituições como a Rádio Educadora do Cariri e o Hospital São Francisco de Assis, ambos localizados na cidade de Crato, chega neste momento ao patamar de sessenta anos, exemplarmente fiel à lição suprema da Sagrada Escritura de trabalhar pela manifestação do Reino de Deus.
O bispo diocesano Dom Fernando Panico, na condição de presidente da referida fundação, foi um dos homenageados na solene cerimônia comemorativa, realizada na noite desta terça-feira, dia 25, no auditório do Colégio Pequeno Príncipe. Uma missa em ação de graças também celebrou a passagem do aniversário da entidade.
O pastor, mostrando grande humildade, rendeu graças pelos seus quinze anos à frente da Diocese de Crato que corresponderam, também, à presidência da fundação. Premiado com diploma de honra ao mérito pelos relevantes serviços prestados, sobretudo, à humanidade sofrida do Cariri, e um quadro do padre Ibiapina, pintado por um artista local, ofereceu a homenagem aos seus colaboradores. “Eu vou recebê-la, mas os destinatários verdadeiros são todas as pessoas que, durante esses sessenta anos, trabalharam e continuam trabalhando pela manifestação do Reino de Deus. Daqui eu levo, antes de tudo, uma sensibilidade humana. Tudo isso é motivo para agradecer. Aqui é uma escola de humanidade”, considerou o bispo.
Dom Fernando presidiu a solene missa em ação de graça pela passagem dos 60 anos da Fundação Padre Ibiapina. Foto: Patrícia Silva)

A noite de homenagens também fez menção ao bispo coadjutor, Dom Gilberto Pastana, a quem Dom Fernando transmitiu confiança e comunhão fraterna, que ele tem sabido aprimorar com sua competência de bom pastor. Dom Newton Holanda Gurgel, bispo emérito, foi, de igual modo, homenageado. Personalidades como a Madre Carmelita Feitosa [responsável pela criação do Colégio Pequeno Príncipe] e o radialista Humberto Cabral [grande voz da Rádio Educadora] também foram lembradas, assim como a Irmã Carmélia [professora do Seminário São José e ilustre colaboradora da Cáritas Diocesana], falecida há pouco mais de um mês. Representando-a, recebeu o diploma a superiora-geral da congregação da qual fazia parte, Irmã Vera Lúcia Alves de Andrade, das Filhas de Santa Teresa de Jesus. Ex-funcionários, bem feitores e colaboradores compartilharam das mesmas honras.
Outro momento comovente deu-se na apresentação musical protagonizada pelas crianças do projeto “Tocando em Frente”, atendido pela Fundação Padre Ibiapina. Os pequenos interpretaram, de forma muito harmoniosa, com a puerilidade que lhes é peculiar, canções como o “Último Pau de Arara”, do saudoso rei do baião, Luiz Gonzaga.
Participaram da cerimônia, na mesa de honra, o gerente executivo da fundação, padre Edimilson Neves, o diretor Armando Lopes Rafael, padre Wesley Barros e o vice-prefeito eleito da cidade de Crato, André Barreto. Após as homenagens, os convidados foram recepcionados nas dependências do Colégio Pequeno Príncipe, onde aconteceu o corte do bolo.
(Dom Gilberto Pastana, bispo coadjutor, também recebeu homenagens. Foto: Patrícia Silva)

Trabalho social
Inspirados no Padre Ibiapina, que, à sua época, soube responder aos apelos da sociedade sofrida, o padre Edimilson Neves, gerente executivo da Fundação, considerou ser difícil pensar a Diocese de Crato sem este ramo social. A Igreja, disse o sacerdote, não pode esquecer que o anúncio do Evangelho consiste no desejo de ajudar as pessoas a ter um futuro melhor, quer no campo da saúde, educação ou social. E eu creio que o grande desafio que a fundação traz é, exatamente, perpetuar os ideias do padre Ibiapina e Dom Vicente [Araújo Matos, instituidor da obra].
Um dos pilares da entidade consiste em promover o intercâmbio social, entre as diversas comunidades, despertando o espírito de ajuda mútua, desenvolver e manter programas de educação ambiental com ênfase na auto-sustentabilidade e desenvolvimento local, além de programas de conscientização e assistenciais aos necessitados das áreas urbanas e rural, principalmente, crianças, adolescentes e idosos.

História
Criada na intenção de contribuir para a região do Cariri e a Diocese de Crato como exemplo e modelo de ação e promoção social, inicialmente com o nome de Casa de Caridade do Crato, a Fundação Padre Ibiapina [sacerdote, cujo trabalho missionário transformou costumes e conceitos, marcando definitivamente a vida dos povos nordestinos na segunda metade do século XIX] é uma entidade de caráter filantrópico registrada no Conselho Nacional de Assistência Social, no Conselho Estadual de Obras Sociais e nos Conselhos Municipais de Assistência Social e da Criança e do Adolescente. Dentre as instituições que a integram, estão a Cáritas Diocesana, a Rádio Educadora do Cariri, os colégios Pequeno Príncipe e Diocesano do Crato, o Hospital São Francisco de Assis e o Centro de Expansão Dom Vicente Araújo Matos.
(Crianças seguram quadros e bandeiras das instituições pertencentes à Fundação. Foto: Patrícia Silva)


26 outubro 2016

Escolhas certas - Por: Emerson Monteiro

Inúmeras vezes afirmam isso a propósito das escolhas durante a existência, de que frutificam resultados e delas se viverá a essência do Ser. Que viver é escolher e colher o que se plantar. Espaço de respiração do gesto de ser livre, escolhas determinam os passos da caminhada pelo chão. Sempre lançar as sementes daquilo que queiramos colher, sendo as tais escolhas essas sementes. Gestos, palavras e atitudes. 

Conquanto cientes, nem tanto assim acontecem as práticas correspondentes. Preciso, no entanto, agir de acordo com nossos sonhos. Fazer aos outros o que queiramos para nós, regra de ouro no eito da plantação. Nisto, as escolhas, ações e produções.

A visão evangélica de que Jesus morreu na cruz para limpar os nossos pecados significa bem o exemplo que ofereceu de a gente utilizar do seu exemplo em nome da própria salvação. Com isso, Ele abriu o caminho aos que vêm na missão de vencer o mundo. Longe, pois, de pensar que agora que demonstrou qual vencer e conquistar o Reino Divino que podemos cruzar os braços e entregar ao mero acaso o resultado da nossa participação. Tal os bons professores, o Mestre indicou jeito exato de dominar a matéria e chegar ao nível de obter vitória sobre as limitações da carne.

Cabe, por isso, na prática, o meio de oferecer as respostas da perfeição ainda no decorrer das histórias pessoais e desenvolver os métodos do Rabi da Galileia, transcendo as limitações oriundas de uma condição de aparente condenação.

Os instrumentos, as escolhas. Olhar de frente o dever da Purificação, e nisso espíritos transpõem as barreiras da matéria, tributo de superar os apegos das fraquezas humanas. 

Escolher com arte cada passo da libertação, eis a norma principal de superar a condição de que chegaremos à limpeza do pensamento na luz da Consciência pura.

(Ilustração: Vincent Van Gogh). 

O resoluto – por Pedro Esmeraldo

  No tempo da minha infância, conheci um senhor, de estatura elevada, magricela que era muito amigo de meu pai. Esse Senhor era comerciante, de produtos de material de construção, que vinha do município de Farabrias. Nessa época, quase não havia transporte movido a combustível e as vezes, com muita dificuldade, encontrava o propalado caminhão tipo Chevrolet, carro construído especialmente para transporte de carga.
  Havia o costume dos vendedores ambulantes que transportavam seus produtos em lombos de animais a fim de favorecer a entrega de sua mercadoria de material de construção até a residência do proprietário. Procuravam esses animais porque eram os mais resistentes e possuidores de força descomunal e por certo saia o transporte a preço módico.
            O cidadão Abel Rocha era um senhor de aspecto delicado e favorecia com bons modos a entrega de caliça em cidades distantes.
            Este cidadão possuía um filho por nome de Arthur. Ele tinha o desejo de fazer agronomia que era seu hobby preferido. Devido a pobreza do agricultor nordestino, já que não havia quase desenvolvimento que engrandecer-se o trabalho bem acentuado e avançar na linha do comércio agroindustrial.
            Por isso, o senhor Arthur não teve condições de se retirar de sua gleba para estudar em lugares distantes. Teve como obrigação auxiliar seu pai, conduzindo os animais que transportavam a caliça nas estradas poeirentas que dirigia ao Crato e outros municípios. Notava-se que o desenvolvimento era lento e quase não existia.
            Seu filho Abel Rocha Neto também teve a vontade de continuar seus estudos com dificuldade enorme manteve firme no trabalho agrícola. Era um senhor arrojado, determinado e avançado, mas não havia condições alguma que lhe favorecesse a tecnologia nos moldes modernos.
            Resolveu seguir as pegadas do seu pai, trabalhando com muita precisão no ramo pastoreio. Foi coerente em suas atitudes, soube-se elevar na proporção digna do trabalho honesto. Nesta época, o Governo Federal oferecia vantagem de empréstimos aos agricultores a longo prazo com juros condizentes a modalidade de pagamento.
            Muito ativo e perspicaz, controlou as suas ações na movimentação com atividades progressistas. Adquiriu através de empréstimos boas fazendas. Controlou todos os seus trabalhos com muita força de vontade e confiança em si mesmo. A sua melhor época de adquiri melhorias de produtividade era quando se aproximava o período eleitoral. Daí então aparecia muitas vantagens oferecidas pelos políticos que sempre procuravam facilitar a aquisição de empréstimos para o bom desempenho de sua propriedade. A sua propriedade chamava-se Várzea Grande, que era cheia de aluviões que lhe favoreceu o seu desenvolvimento de uma boa agricultura sustentável.
            Conquistando a melhoria do seu desempenho na produção agropecuária e que com o tempo melhorou a sua vida cotidiana. Aí afastou-se do comércio e cuidou somente do criatório de gado leiteiro.
            Depois de obter seus melhoramentos, partiu para a tecnologia que favoreceu o avanço de sistema de irrigação do seu terreno. Apropriado-se nesse tipo de trabalho, foi um Senhor ardiloso. De tudo ele fazia negócio: do leite fazia o queijo e a manteiga. Todas as semanas vendia esses produtos manufaturados na feira do Crato. Muito vivo procurou melhorar a linhagem dos indivíduos bovinos. Dai conseguiu grandes matrizes de vacas pertencentes à raça gir leiteira que com muito empenho alcançava, através de boas linhagens que reproduziam e vinham aprimorar a qualidade de raça gir em sua região. Foi pioneiro na melhoria de qualidade dessa raça. Soube aplicar e obedecer as normas técnicas e as recomendava aos seus amigos que praticassem o mesmo moldos técnicos e seriam bem sucedidos. Por isso ele teve a ideia de praticar as melhores metas plantações de plantas forrageiras e procurou aplicar a eficiência conquista de conseguir uma agricultura eficiente e sustentável. Tudo isso era orientado pelos agrônomos.
            O seu Arthur Neto não ficou só por aí. Soube aquinhoar recursos técnicos, tentando conseguir melhorias de qualidade, apropriando-se de uma arte que tem por obrigatoriedade estimular, aos menos capacitados, ajudando a pesseguir os seus melhoramentos pragmáticos, ao mesmo tempo, sob alinhavar as amizades conquistadas com persistência na área governamental. Avançou com dignidade, procurando a melhoria de qualidade com adiantamento de nossa agricultura que andava capengando devido a falta de orientação e a falta de conhecimento do homem do campo que era subjugado ao regime pertencente ao feudalismo, ao regime antigo, desde a época renascentista que se constituía na Europa. Arcaica que ainda hoje se vê muitas aplicações no nordeste brasileiro.
            Infelizmente, ainda há criadores acompanhando a acomodação desse regime antigo e digamos de passagem não enxergam um palmo de vantagem no seu nariz.
            Certa vez conversava com seu Arthur e ele disse que sentia muita dificuldade em praticar melhoria de qualidade técnica devido à ignorância do homem do campo. A maior parte dele, não pretende permanecer em estado avançado na tecnologia agrícola.
            Não há interesse deles de esforçar-se como possuidor e desejo de emlastecer o seu melhoramento tecnológico e não procura seguir as normas da produção com boas maneiras de se elevar dentro do padrão próprio de uma arte, usando a perícia do bom procedimento e bom comportamento relativo à ciência tecnológica.
            Como se ver, o nordestino não sabe conviver com a seca. Seu modo de pensar que tudo isso é castigo de Deus e não move uma par de terras em função de conseguir melhorias de qualidade, a fim de conquistar e estabelecer-se com seu trabalho a sapiência que é o melhor plano de ação de elevar-se ao caminho da glória, isto é, produzir riqueza com menor despesa e menor  esforço na aquisição de produtos agrícolas. Notem que as regiões desenvolvidas nos Estados Unidos, “há regiões secas”, mas lá há todo empenho que favorece o trabalho técnico e melhoria de produtividade.
            Lá, todo cidadão campeiro sabe manejar com dignidade e arrojo a sua produção, maneja com satisfação todas as características que sejam eficientes dentro do trabalho, empregando os métodos aplicados como: silagem, “medas”, fenação e irrigação com eficiência tecnológica.
            Aqui o homem dorme, distorce o seu trabalho, não emprega o fogo do esforço que vem realizar que provocar a grandeza do conhecimento na arte agrícola.
            Terminando a sua conversa seu Arthur falou: não tem aqui no Brasil interesse do Governo de aplicar estudos sérios para conseguir com muitos anseios uma produção honesta com trabalhos, mais bem acentuando que viria favorecer o crescimento do homem e da região.
            Por que motivo não fazer a reviravolta a fim de conseguir melhor processo no trabalho da agricultura nordestina? Por isso o nordestino tem que saber exigir e cobrar das autoridades para que cumpram suas promessas que fazem com muita dignidade e orientem o povo com educação de qualidade e mais eficientes e atuantes. Já chega de tanto conversas destoantes! O homem tem que saber conduzir a sua vida com melhoria de trabalho e menor espaço para conquistar uma agricultura sustentável que venha obter espaço suficiente, a fim de evitar a diáspora e prender o homem a terra.

25 outubro 2016

Rumo ao Sol - Por: Emerson Monteiro

Quando anoitece, ali inicia seu curso o novo dia que vem vindo. Asas de sombras cobrem o cenário silencioso; pássaros buscam os ninhos; massa escura envolve as cores e formas e ondas, e o tempo fecha a cortina de sobre os objetos. Naquele momento precioso a saudade extrema do que foi trancará as portas do mistério e naves acesas principiam riscar o firmamento. Bem ali, logo depois nascerá do horizonte o facho de luz intensa do Sol.

Enquanto assim, pelas janelas da noite os peregrinos abrem o coração aos rios das emoções que falam nos ouvidos da alma e sangram o Amor imenso, por vezes nas dores atrozes de ausências, rastros de passados soltos na poeira dos céus e um desejo sem tamanho aspira preservar o fugidio.

Atores desse drama, são eles os braços exaustos do ser em descompasso e purificação. Quer-se ficar, porém há que seguir a qualquer custo, face leis inevitáveis de continuidade. Olhar em volta e ter de admitir a pequenez da compreensão e aceitar de bom grado o que determina a Natureza. Só e apenas isso. Render homenagem à dor de sucumbir rumo ao Sol. Largar as partes perecíveis e sonhar com a Eternidade em gestação.

Porquanto lá dentro do Sol existirá amplidão, infinitude, a única sobrevivência do Ser. Tão e exclusivamente habita o Sol a ânsia da Salvação, a vitória do definitivo, objetivo das existências. O sol das almas, o Sol ente absoluto da missão dos humanos.

Apesar dos tantos apegos do prazer inigualável daqui, charmes deste chão, ainda não é esse o polo positivo das ações, o imortal, o eterno. Conquanto o brilho dos sabores, só lá em frente tudo soma e convergirá. Transcrita, pois, a parábola das vidas, resta prosseguir, erguer os olhos e, já na ponta dos pés, demasiadamente tocar as chamas douradas do Sol, e permitir à luz envolver toda a razão no longo e sublime abraço da realização de Si.

24 outubro 2016

CRUZ VERMELHA BRASILEIRA E ANSV REALIZARAM AÇÕES NA SEMANA DA CRIANCA NO CARIRI





Durante a semana do dia 17 a 19 de Outubro desse ano a Cruz Vermelha Brasileira- Cordenacao do Cariri e ANSV ( Associação Nacional para Salvar Vidas) realizaram diversas ações humanitárias na região do Cariri e Centro Sul em comemoração as festividades do dia da Criança. Mais de 300 crianças do projeto ONG Casa Mãe em Várzea Alegre foram beneficiadas com brinquedos num momento de muita alegria. Os alunos da APAE de Juazeiro do Norte também foram agraciados com diversos brinquedos doados pelas instituições. A Associação Casa Esperança e Vida de Assistência a pessoas com câncer no município de Barbalha foi beneficiada com vários produtos como camas, televisão, fogão, cadeiras, ar condicionado.  "Temos uma grande parceria com o Kariri da Sorte Cap que nos possibilita realizar grandes doações", disse Sangiorgy Ribeiro, coordenador regional da Cruz Vermelha no Carriri. A diretora da ANSV Cinthia Polliane, que veio do Rio de Janeiro para as ações, afirmou que "foram momentos gratificantes que mostram a importância da ANSV, CVB e Kariri da Sorte na construção de melhores condições as pessoas necessitadas. Durante a ação foram doadas diversas cadeiras de Rodas e fraldas geriatricas nas cidades de Crato, Juazeiro e Barbalha





Fonte: Assessoria da Cruz Vermelha


O Crato em ruínas - Mais uma fachada histórica foi abaixo - Por: Dihelson Mendonça


Crimes perpetrados à luz do dia 


Não é de hoje que qualquer pessoa sensata e que se preocupa com o bem-estar da nossa cidade vê a decadência em que o Crato tem mergulhado nos últimos anos, em todos os sentidos imagináveis e inimagináveis. Seja na falta de iniciativas para o crescimento, em que tivemos aí um crescimento ZERO nos últimos quatro anos, seja pelo lixo espalhado por nossas ruas, seja na falta de infraestrutura da cidade, no descaso reinante, e na própria falta de governo que se faz sentir, em que se percebe que há um verdadeiro desmonte daquela que já foi considerada a "capital da cultura caririense". É com muito pesar que publico a notícia de mais uma atrocidade cometida no Crato. Mais uma fachada histórica ( Uma das últimas ) sucumbe ante a falta de pessoas compromissadas em defender o patrimônio histórico, e o legado de uma cidade que é o berço do Cariri. E vejam só a cara-de-pau com que as coisas são feitas: Abertamente, à vista de todos. Aparentemente, ao contrário da época do saudoso ex-prefeito Alexandre Arraes, Crato não dispõe hoje de muitos "homens de boa vontade", aqueles que verdadeiramente querem e trabalham pelo bem da cidade. Além viver o pior período da sua história recente, é não ver como poderemos sair do fundo do abismo em que nos encontramos, porque os políticos não são compromissados com as causas populares, e o próprio povo do Crato ainda não acordou para a realidade e para a consciência de que tudo o que acontece é o reflexo do seu voto; Do poder do voto. Votam em "fenômenos", em "salvadores da pátria" que acabam se revelando traidores do povo. Fico triste quando percebo que as novas gerações não possuem mais o amor que nós de outra geração nutrimos pelo Crato. Para alguns, tanto faz ter nascido aqui, como em qualquer outra parte do mundo. Não está sendo mais ensinado pelos pais o amor à sua terra, às suas raízes, ao legado daqueles que deixaram sua marca nos caminhos infindáveis da história. Ficamos diante disso tudo, de luto por mais este absurdo, dos muitos que têm acontecido no Crato, onde praticamente não existe preservação do seu patrimônio histórico, não existe governo e não existe qualquer conscientização da população para um futuro melhor.

Por: Dihelson Mendonça 
Foto: Kaika Luiz





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