xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Houve lá um dia - Por: Emerson Monteiro | Blog do Crato
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01 agosto 2016

Houve lá um dia - Por: Emerson Monteiro

Sim, e naquele dia tudo começava o movimento de sobre a terra dos homens. No entretanto de árvores e outros animais, aquelas feras feridas correriam soltas mundo afora na cata do alimento feitos caçadores de si mesmo. Daí, seguiram espécies de macacos sem pelo, porém dotados das ardilosidades que ainda hoje sacodem os becos e por baixo dos viadutos. Gente sorrateira, desconfiada, às vezes sabida, que tange rebanhos de búfalos nas montanhas rochosas, sem, contudo, conter a sanha de correr mundo na invasão do petróleo dos demais, das melenas cheirosas das damas aquinhoadas pela beleza que a outros convêm. Levam, contudo, no bolso dos casacos, a catinga perfumada artificialmente nas bocas de fumo, nos lixões e nas latas de betume das latrinas.

Eles, os homens, nós, os macacos aprimorados nas bolsas de valores, vamos aqui tangendo o que houve lá um dia, de corações endurecidos, outrossim alimentados de sentimentos revirados, aquinhoados nas propriedades dos outros e à força nos pleitos eleitorais de cartas marcadas. Dotados, sim, de artimanhas esquisitas, cacoetes e manias adquiridas no passo das tartarugas e dos grous centenários, eles, nós, os outros de nós, as velhas feras dos supermercados da origem, esfomeados de desejo, gananciosos sacripantas de dentes limados nas noites de horror, vivem dramas cruéis de pecados. Dançarinos que aguardam o troco das ações equivocadas, vamos abaixados, tais mariposas clandestinas, enfeitiçadas na luz da ilusão. Entocados pelo pó das sandálias que cheiram todas, vomitam bêbados as farras siderais do eterno.

Bom, é isto, falar dos leões envilecidos das savanas africanas durante as guerras de libertação e extermínio, dessas vítimas ambulantes que nós somos de um dia que houve em algum lugar neste universo das tantas maravilhas, significa olhar as madrugadas ensurdecedores de luz alaranjada e dormir sobre contos antigos que insistem mexer em nosso apetite nefasto de canibais inveterados.

Quantos e tantos desses bípedes sorrirão antes do nascer do Sol de amanhã cedo só Deus sabe e saberá...

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