xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Uma história de auxiliar - Por: Emerson Monteiro | Blog do Crato
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11 julho 2016

Uma história de auxiliar - Por: Emerson Monteiro

Ao tempo em que era da Diretoria da União Espírita Cearense, por volta da década de 80, Seu Zé Alves viria algumas vezes a Crato e dele ouviria contar este episódio:

De quando Lampião fracassou na invasão a Mossoró, sua maior empreitada e maior derrota, onde perderia, dentre outros companheiros, o irmão de que mais gostava, Antônio Silvino, daí entraria pelo Ceará com o malfadado bando. 

Atabalhoadamente penetrava pelo sertão do Jaguaribe numa madrugada, estando uma noite, ele e os cabras mortificados de insana sede, e depararam casebre perdido no meio da mata. Bateram à porta donde escorria a réstia insuficiente de luz no escuro da imensidão.

Senhor maltrapilho lhes abriu a parte superior da porta da casa, sustentando às mãos uma pequena lamparina, que projetou a claridade ao terreiro defronte.

- Boa noite – falou o chefe do bando. – Nós queremos água de beber. O senhor pode trazer logo, pois estamos com sede?

Indo dentro da casa, o homem daí a pouco o regressou portando um copo de alumínio e caneca com água, que ofereceu ao famigerado bandoleiro. Antes, porém, deste degustar o primeiro gole, já aproximando da boca o copo, ouviu a vozinha agoniada de criança, no escuro próximo do dono da casa:

- Não beba não, meu senhor – gritou a criança.

Desconfiado, Lampião baixou o copo e perguntou a razão daquilo. Ao que recebe por resposta:

- É que somos leprosos, e vivemos aqui isolados no meio dessas capoeiras, longe de tudo e de todos.

Lampião não só bebeu da água, como forneceu aos cabras, à medida que recebia novos canecos do sertanejo, que lá dentro corria a buscar.

Satisfeitos da sede, enquanto arranjavam o jeito de pernoitar nas imediações, Lampião notou não só uma, mas duas crianças juntas do casal, dois garotos pequenos. Nisso indagou do pai se este gostaria que o facínora os conduzisse a Juazeiro do Norte e os deixasse sob os cuidados do Padre Cícero, que lhes daria educação necessária.

O pai combinou com a mãe e permitiu que os filhos seguissem com o bando.

Segundo contou Zé Alves, eles dois estudaram e receberam auxílio do taumaturgo juazeirense. Seguirem diante carreiras de Medicina e Engenharia, quando viveriam no Rio de Janeiro vida equilibrada e próspera.

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