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09 julho 2016

Segredos e revelações da história do Brasil: Porque o dia 9 de julho é feriado no Estado de São Paulo – por Antônio Carlos Soares (*)

 Neste sábado, dia 9 de julho, é feriado no Estado de São Paulo por força da Lei nº 9.497, de 5 de março de 1997, que instituiu o feriado civil em memórias dos veteranos que lutaram em 1932. Para entendermos sua importância, temos de voltar na história, relembrando a década de 30, época em que, no Brasil,  eclodia a Revolução Constitucionalista de 1932.
   A Revolução Constitucionalista de 32 aconteceu um pouco antes, no ano de 1930. Chamada de “Revolução de 30”, ela foi liderada por políticos e militares que tiraram o então presidente constitucional  Washington Luís do poder e colocaram Getúlio Vargas em seu lugar. Essa revolução marcou o fim da República Velha, quando o País era governado por políticos de Minas Gerais e São Paulo, e deu início à “Era Vargas”, mais uma ditadura republicana no Brasil,  que durou 15 anos. Nesses 15 anos de Vargas, houve também um período dos “anos de chumbo”, denominado oficialmente  “Estado Novo” (1937-1945). Foi mais o período mais violento da ditadura Vargas quando muitos brasileiros foram assassinados por motivos políticos.
   Tão logo sentou na cadeira de presidente, Getúlio Vargas fez uma coisa que desagradou a muitos brasileiros: ele deu amplos poderes para si e aboliu o Congresso e as Câmaras Municipais. Ele também demitiu os governadores dos Estados e colocou “interventores” em seus lugares. O pior é que, antes disso, Getúlio Vargas havia declarado que o País precisava de uma nova Constituição. Mas, dois anos depois de assumir o poder, Vargas não havia tomado nenhuma providência neste sentido.
 As atitudes do presidente geraram grande insatisfação. Em maio de 1932 foi realizado um comício reivindicando uma nova Constituição para o Brasil. A manifestação foi reprimida pela polícia e terminou em conflito armado. Quatro jovens morreram: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Em homenagem a eles, o movimento constitucionalista passou a se chamar MMDC, sigla formada pelas iniciais de seus nomes. Dois meses mais tarde, justamente no dia 9 de julho de 1932, explodiu a revolta dos grupos constitucionalistas. Lideradas por Isidoro Dias Lopes, as tropas dos rebeldes ocuparam as ruas de São Paulo.
   A população saiu às ruas para apoiar a revolução. Mas o governo federal tinha armas melhores e mais soldados. Até aviões eles usaram para bombardear cidades do interior paulista. Campinas foi bombardeada por aviões federais e, em um desses bombardeios, o menino Aldo Chioratto de 9 anos de idade, escoteiro e mensageiro do exército constitucionalista, foi atingido por 13 estilhaços de granada que explodiu próximo a ele ferindo-o mortalmente. A revolução continuava por várias cidades.
    O movimento MMDC mobilizou cerca de 100 mil homens, sendo a maioria representante da classe média. Organizaram-se em frentes de combate e se posicionaram nas divisas de São Paulo com Minas Gerais, com o Paraná e no Vale do Paraíba. Os paulistas aguardaram o apoio de outros Estados, o que não aconteceu. O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo, tendo que se render. Este foi o maior confronto militar que aconteceu no Brasil no século 20. Apesar da grandeza da revolução, somente dois anos depois, em 1934, o povo conseguiu eleger uma assembleia para promulgar uma nova Constituição do País, dando início a um processo de democratização.
   Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão. O povo paulista em reconhecimento ao heroísmo dos soldados e também aos quatro jovens construiu um monumento em homenagem a esses bravos guerreiros. Para perpetuar aquela data criou-se obelisco do Ibirapuera, que serve de mausoléu para seus corpos, e simboliza uma espada fincada, ferindo o coração do Estado de São Paulo. Ainda hoje varias honrarias são entregues a pessoas físicas ou jurídicas nacionais ou estrangeiras que cultuam o nome e os feitos dos soldados que lutaram por uma nova Constituição. Essas homenagens são uma forma definitiva de perpetuará a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e veteranos de 32.
 
(*) Antonio Carlos Soares – e-mail  soaresantoniocarlos32@gmail.com

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