xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Sábios do século XXI - por Pedro Esmeraldo | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
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29 julho 2016

Sábios do século XXI - por Pedro Esmeraldo

            Na década de 1940, apareceu na cidade de Curato um jovem adolescente, para estudar no colégio dos padres. Inteligente, astucioso, mas preguiçoso para o estudo. Mal frequentava o colégio. Não queria patavina com o estudo. Era indolente, inconsequente, pois vez por outra, gostava de andar armado, chegou à vez do padre diretor do colégio, o encontrou com revólver em punho e solicitou a entrega do referido revólver. Ele se negou entregá-lo, dizendo que a arma era dele e não obedecia a ninguém. Fazia o que bem queria. O padre se revoltou com a rebeldia desse rapaz, foi áspero com ele e disse logo que podia ir embora e não pisasse nesse colégio.

            Simplesmente botou o revólver no coldre e saiu de mansinho, alegre, pois não iria mais estudar. Achava que para subir na vida não precisava de estudo, mas de trabalho eficiente.

            Muito hábil e malicioso fez amizade com os agricultores jovens da época. Seu hobby era cuidar do gado e passou a percorrer as fazendas dos criadores de gado a fim de adquirir a prática no manejo do trato bovino.

            Além das amizades que fez com os pequenos agricultores, tentou aprender a lutar com eficiência no tratamento bovino que para ele, era sua melhor condição de vida.

 Procurou se enquadrar na política local. Como era inteligente e manhoso fez amizade e se entregou de corpo e alma ao maior chefe politico da cidade que era o carismático coronel Fernando Montelle “era um cidadão virtuoso e trabalhador”, versátil no comportamento politico, e na conversação com pequenos eleitores.

            Chico Valpeixe se ajoujou no bom desempenho com trabalho eficiente dava satisfação ao chefe politico, coronel Montelle.

            Seu trabalho causou admiração ao coronel Montelle, que logo se enquadrou no Diretório Municipal da (UDN.

            Vibrátil, começou a crescer dentro da esfera politica. Possuidor de ideias extravagantes o jovem Valpeixe não perdia oportunidade de se elevar para conquistar simpatia dos amigos, pois o seu maior sonho era alcançar a prefeitura de Curato.

            Vindo do distrito de Cajaza de Farinha que pertencia ao município de Marabaia, nunca mais quis voltar ao seu torrão natal.

            Como já falei, ele era um jovem astucioso, artimanhioso, começou a fazer suas peripécias: Como era o desejo de encontrar um dia a oportunidade de assumir o barco da prefeitura do Curato, se engajou na politica com muita força de vontade, fazendo da fraqueza a força, assumindo o comando do clientelismo sombrio nessa cidade.

            Às vezes, fazia suas manobras, chegavam a atrair alguns amigos e, portanto se fez merecedor duas conversas enganosas. Era um cidadão habilidoso no trato das pessoas amigas. Sempre tentava conseguir com elevação do seu espirito e o objetivo adquirir recursos que lhe favoreciam em tempos futuros o sonho de abocanhar as rédeas do poder municipal.

            Foi maleável e trouxe para si grandes amizades que tratou em formar uma sociedade industrial (beneficiamento de algodão), que fracassou logo após a suas instalações porque não tinha capital de giro suficiente e nem sabia manejar o trabalho industrial devido os seus parcos poderes de conhecimentos técnicos e científicos e por isso, fracassou no trabalho que perseverança e de pouco tato na aquisição de empréstimos com os bancos que favoreciam o controle permanente da indústria. Com o tempo, todos os sócios ficaram arrefecidos quando observaram que a indústria não tinha condições de sobreviver, deixou muitos sócios arruinados, pelo caminho desanimado acompanhado pela tristeza sem fim.

            Depois do golpe que foi traiçoeiro para ele, esse cidadão não desanimou: foi perspicaz e acalentou a ideia de levar à frente a indústria sem condição de funcionar. Após o fracasso, preferiu continuar na politica, chegando a assumir a vice-prefeitura de Curato. Posteriormente não se abalando com o fracasso, um dia chegou a se candidatar a prefeito de Curato e foi um gestor que procurou crescer às custas das atividades intolerantes “que formalizou o péssimo desenvolvimento da cidade”.

            Certo tempo, com muita coragem, chegou adquirir fazenda denominada Quincolá, pertencente à cidade Farabrias, no interior nordestino. Lá nessa fazenda, construiu um açude que começou a criar peixes, chegando a ganhar alguns vinténs na produção de piscicultura. Nesse tal açude se elevou com espirito avantajado e adquiriu transporte assim como ele se entregou na criação de gado. Começou a criar com desenvoltura a fim de ganhar qualquer quantia pequena na venda dos produtos derivados do leite. Muito vivo, mandou seu vaqueiro fabricar queijo à vontade para ser vendido na feira da cidade de Curato. Como não era afeito ao comercio de produtos de leite, teve dificuldades de vender os queijos no mercado da cidade. Daí então, partiu para pedir ajuda a um amigo chamado Marco Gago, dizendo: oh Marquinho estou com dificuldade de vender meus queijos, faça um favor pra mim, venda esses queijos que lhe darei uma boa mesada. Marco Gago respondeu: deixe comigo que eu resolvo. E dai partiu para venda dos queijos, percorrendo todas as mercearias da cidade.

            Após a venda dos queijos o senhor Marco Gago prestou conta ao dono das vendas dos queijos.

- Pronto Valpeixe, está aqui o dinheiro dos queijos. Após receber o dinheiro perguntou: você já tirou a sua parte: Não. Respondeu Marco Gago eu não sei calculo.

            Nesse interim, chegou o seu amigo Bolas Justo. Ah disse Valpeixe, agora chegou meu amigo Bolas ele vai calcular. Bolas logo respondeu, também não sei, dai chegou a cozinheira que ouvia o barulho lá dentro, perguntando: que barulho é esse homem? Valpeixe respondeu explicando que tinha que vender o queijo e ninguém sabia calcular a parte do vendedor. A cozinheira respondeu, se a confusão é essa, eu faço o calculo e a cozinheira fez o serviço e eles ficaram todos calmos e envergonhados sem acrescentar nenhuma palavra. Veja como o Brasil está em atraso, ainda andando com os políticos desse quilate, semianalfabeto que não sabem fazer cálculos de projetos administrativos.

Essa é amostragem de como anda o nosso país, sem eira e nem beira, sem movimentação febril para enquadra-lo no caminho reto do desenvolvimento equilibrado.

 

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