xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Travessia Perigosa – por Pedro Esmeraldo | Blog do Crato
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15 junho 2016

Travessia Perigosa – por Pedro Esmeraldo

    No período de vida que vai do nascimento à puberdade, há um comportamento utilitário, possuidor uma infância carregada de responsabilidade, cheia de contornos emocionais, totalmente preenchida pelas boas qualidades morais.
    Conseguindo os efeitos radiantes nesse período, desejava ardentemente subir numa escada de vida promissora de alta formação intelectual. Portanto, acreditava em praticar a grandeza na formação moral e um conjunto de normas com totalização no avanço para conquistar a elevação do espirito e o bem estar da sociedade.
    Era constituída de uma prole numerosa, composta de onze irmãos, imbuídos no desejo de querer avançar com qualidade de estilo na peregrinação da vida.
    Tinham como incumbência lutar e preparar com trabalho e o desejo de amealhar dotes para o futuro.
    Numa manhã ensolarada, houve uma iniciativa (eu e meu irmão Ailton), conduzir o gado leiteiro para pastar numa roça distante, localizada no sítio Pau Seco que ficava no outro lado do Rio Batateiras.
    Nesse dia, não havia chovido no sitio São José, mas por forças das circunstancias, o rio dava passagem perenemente com atropelo. Precisava esforça-se para conseguir o outro lado do rio com serenidade, porque havia obstáculos em seu leito, devido aos estragos feitos no momento das enchentes.
    Partindo do posicionamento com ânimo de procurar exercer com dignidade o cumprimento do dever que era o desejo de todos, relevem o efeito prático de suas tarefas. Por essa maneira, no período de férias de fim de ano, despertava para o setor do trabalho. Distribuía as tarefas em processos equitativos a fim de proteger com amor e sair-se bem na prestação de luta com equilíbrio, e igualdade na conjuntura das obrigações prestadas. Cada qual tinha o direito de conseguir os anseios no ponto ético e equilibrarem-se com felicitação os deveres com obediência.
    Eram mais ou menos seis horas da manhã, quando a gente partia alegremente tangendo o gado, até a cancela do cercado.
    Após o serviço prestado, conseguiu-se voltar para casa com o intuito de praticar brincadeiras nas horas vagas. Aproveitava os espaços determinados, aguardando o tempo com a movimentação do jogo de futebol. Aperfeiçoava-nos as jogadas com entusiasmo com intuito de aprimorar a técnica esportiva até chegar a hora aprazível de exercer os trabalhos com manejo do gado, em direção ao curral.
    Quando estava teimando, nas buraqueiras do caminho inóspito, dai então, chegou-se a margem do rio houve uma surpresa desagradável em sua travessia: o rio estava cheio de barreira a barreira, já que havia chovido muito na madrugada no Crato, na margem da cabeceira, no pé da Serra do Araripe.
    E o Batateiras estava bravio, não dava margem para atravessa-lo sossegadamente. Um pouco mais acima do rio, havia uma garganta que oferecia chance de transpor este rio porque era protegido com uma tora de madeira, e facilitava a sua travessia.
    Quando se juntou o gado, o meu irmão Ailton teve a ousadia de dizer que não ia se sacrificar e nem arriscar a vida nessa passagem. Dai Voltava para casa sem levar o gado. Respondi-o com muita precisão: não vou deixar o gado à toa. Terei a responsabilidade de exercer o trabalho sozinho com confiança e com fé em Deus, chegarei lá.
    Antes de atravessar o rio, observava a melhor posição que deveria tomar, já que estava valente, respondia aos insultos do homem com a natureza, devido às derrubadas das matas ciliares. Considerava uma resposta bruta da natureza porque o homem é destruidor da mata nativa.
    Então tive a ideia de segurar o rabo da vaca, ultrapassando com perfeição vencendo a barreira da ferocidade deste rio. Tive medo porque ali antes houve mortes.
     Quando Ailton chegou em casa, fez um alarme danado e todo mundo ficou preocupado pois eu não sabia nadar. Meu pai então agoniado, mandou um exímio nadador ao meu encontro, mas foi tarde já tinha ultrapassado o rio e estava tranquilo, satisfeito, tangendo o gado.
    Esta é uma história que guardarei em minha memória e conservá-la-ei em meu arquivo, porque pratiquei meu dever de cidadão. Afirmo ainda que é um exemplo para o homem de hoje que, aleatoriamente devasta as matas ciliares, que provoca os desgastes da natureza.

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