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24 maio 2016

Tiradentes, uma grande farsa pintada pela República

Fonte: www.http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com.br/ 

Somente partir da chamada Proclamação da República,  em 15 de novembro de 188,  a lembrança de Tiradentes e de seu movimento se tornaram importantes, a ponto de receberem interesse nacional. Naquele momento, os novos governantes (Marechal Deodoro e Marechal Floriano) necessitavam criar um novo país, com novos valores, novas ideias e, especialmente, uma nova história e novos heróis, dos quais todas as pessoas deveriam se orgulhar. Surgiu a “construção” de que  “Tiradentes morreu para salvar o Brasil , da mesma forma que Cristo morreu pela humanidade".
Dois extensos trabalhos publicados, um de autoria do iminente professor de história Otto Alencar de Sá Pereira, intitulado “Tiradentes,  um dos mais graves enganos da história”, e outro escrito por Dionatan S. Cunha, “Tiradentes: um herói inventado”, afirmam que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, passou a ser herói nacional somente depois de 1889, ano do golpe militar que implantou a república no Brasil.
Assim como Zumbi dos Palmares foi elevado a herói, Tiradentes teve sua façanha inventada e logo, reconhecida, sendo transformada em dia de feriado nacional. Livros de história foram fabricados e historiadores republicanos se esforçaram para cunhar uma estória que engrandecesse o Alferes Tiradentes, numa vã tentativa de substituir os verdadeiros heróis nacionais por outros, mesmo que sem os méritos alardeados.
Em sua biografia contesta-se inúmeros pontos, desde sua alegada pobreza até mesmo sua existência de fato. Porem, verdade incontestável é que a história contada sobre Tiradentes foi inventada. Veja alguns dos pontos relevantes
- Tiradentes, era um homem pobre e honesto?
Não. Estudos recentes, realizados por renomados historiadores, como Kenneth Maxwell, mostram um Tiradentes membro de família abastada, com projeção no exército e status na rica Minas Gerais de então.
- Tiradentes foi o grande líder da Inconfidência Mineira?
Não. Este movimento separatista era formado por pessoas de relevo na sociedade mineira, tais como coronéis, brigadeiros, desembargadores, religiosos e ricos proprietários de terras. Como poderia um Alferes, alegadamente pobre e membro de família inferior, liderar os grandes homens daquele movimento?
Esta afirmação de historiadores republicanos é contratante com a imagem humilde que tentam passar a Tiradentes, que num momento aparece pobre (executor de ofícios mecânicos) e, ao mesmo tempo, um grande líder capaz de arregimentar as maiores fortunas mineiras.
- Tiradentes foi o mártir da Independência?
Obviamente não. Nem a Inconfidência Mineira e muito menos Tiradentes objetivavam a independência do Brasil. O historiador Kenneth Maxwell, revela que a Inconfidência Mineira era um “movimento de oligarquias, no interesse da oligarquia, sendo o nome do povo invocado apenas como justificativa”. A população nunca esteve neste movimento, que não passou de uma conspiração, uma vez não teve ações próprias.  A tentativa de revolução em Minas Gerais se apropriou de uma série de elementos e símbolos copiados do Iluminismo, tal qual a Revolução Francesa, com o intuito de separar Minas Gerais da metrópole e do resto do Brasil. A América espanhola sofreu com estas graves crises de vaidade, similares a de Tiradentes, onde o caudilhismo fomentou a criação, através de batalhas sangrentas, de inúmeras pequenas repúblicas pobres e frágeis.
- Tiradentes deu sua vida por uma causa?
Não. A história registra que Floriano Peixoto cunhou a frase "Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil", entregando a autoria desta ao Tiradentes. Um detalhe importante é que 47 anos separam a morte de Tiradentes e o nascimento de Peixoto, tratando-se, dentro da perspectiva da fabricação de novos heróis para a república, uma cópia da celebre frase da Princesa Isabel: “mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil”.
Sobre a existência de Tiradentes, ninguém tem certeza. Entre estudos que comprovam que sofria de severos problemas mentais, adquiridos durante sua fracassada campanha para angariar recursos que garantiriam o sucesso da sua ideia de separar Minas Gerais do restante do Brasil, outros dão conta que Tiradentes frequentava as reuniões da Assembleia Nacional Francesa, em 1793, ano posterior a de seu enforcamento.
Em suas memórias, Martim Francisco de Andrada, irmão de José Bonifácio, relata que “não fora o homem a que chamavam de Tiradentes quem morrera enforcado, mas outra pessoa, e que, após o esquartejamento do cadáver, desapareceram com a cabeça, para que não se pudesse identificar o corpo”.









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