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09 abril 2016

As voltas que o mundo dá.... Monarquistas de São Paulo mandam celebrar missa para a Rainha dona Maria I nos 200 anos de sua morte

Por Emílio Sant’Anna – "Folha de S.Paulo", 09-04-2016
Segundo o príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança: "Não se encontra um brasileiro que diga, de boca cheia, que a República deu certo. Quando as pessoas veem o fracasso de um regime, se lembram de um anterior que deu certo. E quando o Brasil deu certo, realmente, foi durante o Império", diz. "Não é uma volta atrás, é a retomada de um caminho abandonado.. "Ao contrário do que uma certa historiografia malévola diz, Dona Maria I foi uma grande rainha, que restaurou Portugal. Ninguém que preza sua mãe ou avó faz chacota com sua saúde mental."
Às 10h desta sexta (8),enquanto a missa começava, São Paulo tinha 122 km de lentidão, índice acima da média para aquela hora da manhã. Dia de céu aberto e sol forte, os termômetros marcavam 28°C. Reflexo do noticiário político, a bolsa operava em alta e o dólar, em queda. Nada disso, porém, ou quase nada, se fazia sentir na igreja Nossa Senhora do Brasil. Ali, no Jardim Europa, bairro nobre da zona oeste, pouco mais de cem pessoas se reuniam para lembrar os 200 anos da morte de d. Maria 1ª (1734-1816), "a Piedosa", em Portugal, ou, menos elogioso, "a Louca", como ficou conhecida e entrou para a história do Brasil.
Ao lado da bandeira imperial, em frente ao altar, quatro fuzileiros navais velavam a representação do caixão de "Sua Majestade Fidelíssima", a "rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves". No mezanino, uma orquestra executava a "Missa de Réquiem em Ré Menor", composta por Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). Solenes véus pretos cobriam as cabeças de senhoras postadas nos genuflexórios, acompanhadas de homens de ternos escuros e broches da monarquia nas lapelas. Na primeira fileira da igreja, dom Bertrand de Orleans e Bragança, 75, segundo na linha de sucessão ao trono, rezava com um terço nas mãos.
Assim como a hierarquia monárquica, a ocupação dos assentos também parecia seguir uma ordem: cronológica. Fora os dois príncipes ao ao lado de d. Bertrand, d. Gabriel e d. Rafael, na frente se postavam os mais velhos. No fundo da igreja, no entanto, jovens monarquistas acompanhavam a cerimônia. Por vezes, com o celular na mão. Além de homenagem, a missa –em latim, com o padre de costas para a igreja– é parte da revisão da imagem de d. Maria. Em setembro, o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo promove um seminário sobre a rainha.
"Ao contrário do que uma certa historiografia malévola diz, ela foi uma grande rainha, que restaurou Portugal", diz d. Bertrand. "Ninguém que preza sua mãe ou avó faz chacota com sua saúde mental." As preocupações do príncipe, porém, vão além do passado. Ele esteve em manifestação na avenida Paulista pelo impeachment da presidente Dilma e afirma que a monarquia ainda é uma saída. "Não se encontra um brasileiro que diga, de boca cheia, que a República deu certo. Quando as pessoas veem o fracasso de um regime, se lembram de um anterior que deu certo. E quando o Brasil deu certo, realmente, foi durante o Império", diz. "Não é uma volta atrás, é a retomada de um caminho abandonado."

1 comentários:

Armando Rafael disse...

É isso aí! As voltas que o mundo dá... Diz um ditado popular que “NAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ, UM DIA URUBU VIRA SABIÁ”... A mídia brasileira – até a chegada do lulopetismo ao governo federal , para destroçar o poder – era majoritariamente republicana.
Hoje – aqui e acolá –, ainda com certo “ranço” e preconceito, a mídia começa a noticiar o lado bom dos tempos da monarquia... Depois da “Proclamação” da República, em 1889, nossa Família Imperial foi exilada do país e esteve durante mais de 30 anos proibida de entrar no território nacional; muitos monarquistas foram perseguidos e mortos por governo republicanos. Todas as Constituições republicanas, anteriores à atual, proibiam os monarquistas de se organizarem e atuarem livremente. Somente a Constituição atual, de 1988, suspendeu essa proibição. Durante quase 100 anos houve uma campanha de silêncio sobre os nossos príncipes. Nesse período, os livros escolares, financiados pelos governos republicanos, quando falavam dos príncipes, sempre o faziam de maneira pejorativa, nunca reconhecendo o que a Monarquia realizou pelo país. O mesmo fazem ainda hoje muitos órgãos da grande mídia, silenciando quase completamente o período glorioso em que o Brasil foi uma Monarquia bem sucedida e altamente respeitada no mundo inteiro.

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