xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Professora da URCA divulga carta de solidariedade a Dom Fernando Panico | Blog do Crato
.

VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 25.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

22 março 2016

Professora da URCA divulga carta de solidariedade a Dom Fernando Panico

Dom Fernando Panico,

Já faz algum tempo, confesso, penso em manifestar o meu pensamento acerca do que sucede na Diocese de Crato e, particularmente, com a sua pessoa. Quando todas as questões relacionadas ao Pe. Cícero e Juazeiro vieram à tona lembrei-me de um diálogo que tivemos, quando da vigência da “Comissão para os estudos sobre a reabilitação histórico-eclesial do padre Cícero”, instalada por V. Exª. Revdma. logo que chegou ao Crato. Neste diálogo chamamos sua atenção no sentido de que se preparasse, pois muitos se insurgiriam e se colocariam de forma contrária à decisão que tomara de rever tudo o que estava relacionado aos chamados “Factos do Joaseiro”, provavelmente despertando muito ódio, sobretudo, de parte da “elite” cratense, que ainda se alimentava da rivalidade que marcou a história entre as duas cidades.
Toda e qualquer atitude de coragem no intuito de tocar em feridas ainda não devidamente cicatrizadas, suscita interpretações equivocadas e a oposição de grupos capazes, até, de cometer atos criminosos. O padre Cícero, por ter sido um homem que assumiu posições autênticas, assim como V. Exª Revma. o fez e faz ao tomar atitudes firmes e dignas de aplausos e reconhecimento pelo valor que lhes é intrínseco, também tornou-se alvo de muitas campanhas injuriosas e difamatórias, mentirosas, caluniosas. Em 1925, o então ex-vigário do Juazeiro e filho do seu melhor amigo, Pelusio Correia, o Padre Manoel Macedo Correia, empreendeu uma espécie de cruzada através do jornal “O Nordeste”, da Arquidiocese de Fortaleza, intitulada “Juazeiro em foco”, na qual fazia sérias acusações contra Floro Bartholomeu e o padre Cícero. Naquela ocasião, Floro abre um processo por difamação e calúnia contra o padre Macedo, porém, o padre Cícero intervém pedindo que o mesmo desista da ação, sendo sumariamente atendido. O sacerdote telegrafa ao advogado Dr. Gomes de Mattos, assim se expressando:
Sendo por índole, compadecido das aflições de quem quer que seja, mesmo dos que me atendem, insisto com o nosso prezadíssimo e leal amigo Dr. Floro, para desistir do processo crime que, contra o Pe. Manoel Macedo, resolvera instaurar, pelas calúnias e injúrias com que lhe pretendeu atassalhar a reputação. Felizmente, da generosidade deste nosso distinto amigo consegui fosse atendido o meu desejo, o que grande tranquilidade trouxe ao meu espirito, atormentado pelos sofrimentos que me têm imposto, essa injusta e monstruosa campanha, provocada por um Padre, de quem só era licito esperar-se uma ação beneficiadora, de paz e ordem e que, pelo contrário, aparece tão insólita e perturbadora, dominado pelo mais injustificável rancor. Francamente, meu amigo, nunca pensei que Pe. Macedinho, dados os fortes laços de amizade que, desde seus maiores, me ligam à sua família e à sua pessoa, fosse capaz de vir pela imprensa, expor-me à opinião pública, de modo tão humilhante como tem feito, apontando-me aos nossos concidadãos como um mentecapto, corresponsável intelectual de todos os crimes que elle imaginou. Também não o julgara capaz de atirar sobre à pessoa, digna por todos os títulos do meu grande Dr. Floro os horrorosos labéos de assalto, digo, de assassino, ladrão e tyranno, levianamente influenciado por informações de inescrupulosos inimigos. Homens sem fé e sem piedade, por isso mesmo capazes de todos os males. Incapaz, ainda eu o julgara de querer provocar na sua terra natal uma questão que, sob as roupagens de fementido patriotismo, occulta, nos seus verdadeiros intuitos as mais descabidas pretenções. Ainda assim devemos ser generosos. E eu fico satisfeito, procurando cumprir meu dever de sacerdote, com o evitar o escândalo judiciário. Suste, portanto, a continuação do processo e deixemos que a obra do ódio se desfaça pelo natural descrédito em que sempre cahe. Saudações attemciosa.
Ao me deparar com este telegrama pude mensurar, de certa forma, a amargura e o desgosto que o nosso “padim” sentira naquele momento, no entanto, este não recuou na tentativa de apaziguar a todos.
Na esteira das injustas e ardilosas detratações  veio todo tipo de insulto ao padre Cícero, como defecar em sua porta, pichar sua estátua, acusá-lo de aproveitador, entre outras coisas.
Seu contexto é diferente e, portanto, a postura tomada não há de ser outra: a que já está sendo levada a cabo.
Com esta breve mensagem venho, portanto, prestar minha solidariedade a V. Exª Revma. e dizer-lhe que rogo aos céus para que tenha força e coragem no intento de seguir sua trajetória, qual seja: a de fazer justiça ao maior e mais significativo santo popular do Nordeste, o Pe. Cícero Romão Baptista.
Avante, Dom Fernando Panico!
Que Deus lhe conceda saúde e paz.
Um abraço fraternal de quem o respeita e admira,
Profa. Fátima Pinho 
do Departamento de História da URCA, Diretora do Ipesc e
membro da Comissão de Reconciliação histórica do Pe. Cícero

0 comentários:

Postar um comentário

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.


Edições Anteriores:

Dezembro ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 30