xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Para Você Refletir ! - Por Maria Otilia | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 março 2016

Para Você Refletir ! - Por Maria Otilia

Nestes últimos dias fomos surpreendidos através da mídia, de mais um atentado terrorista.Infelizmente muitas pessoas inocentes que se encontravam no aeroporto, em Bruxelas, passaram momentos de terror, com um grande número de mortos e feridos.O mundo atualmente vive uma cultura do  ódio, da intolerância religiosa, da intolerância relacionada as questões de gênero, racial e do abuso de poder. O mundo avançou em tecnologia. nas descobertas científicas, mas recuou em relação a convivência harmoniosa entre seus povos.Precisamos fazer uma reflexão desta problemática, a partir do nosso próprio comportamento com ser humano, de como   aceitamos tudo aquilo que não está de acordo com as nossas convicções.Na maioria das vezes nos comportamos como verdadeiros "reacionários",ignorando as convicções do outro. Vamos fazer uma leitura da fábula postada abaixo, que trata da intolerância. Boa leitura.
 
O TIGRE, O  PAVÃO E  O  RATO: UMA FÁBULA SOBRE  A  INTOLERÂNCIA  E  O INDIVIDUALISMO

Conta-se que na famosa arca de Noé, em meio ao dilúvio que quase destruiu a vida na Terra, animais muito diferentes tiveram que conviver em caráter especial, e pela emergência da situação em si, que ameaçava a permanência de todas as espécies, animais que jamais travariam contato entre si na vida real , por um curto espaço de tempo iniciaram um tipo de "conhecimento" e "relação". Assim ocorreu com o grupo localizado bem na popa da arca, e que era constituído por um casal de tigres, de pavões e de ratos.
O Tigre, durante todo o percurso da arca pelas tenebrosas águas do diluvio, permanecia em total silêncio, apenas observando à tudo e à todos , tentando conter seus instintos predadores. Na verdade, este comportamento "observador", não lhe era de todo estranho , visto lembrar-se das savanas onde já vivera e onde costumava permanecer à espreita , protegendo sua prole em seu território , garantindo assim a sobrevivência de sua espécie . Apesar de solitário, o animal em questão tinha gravado em seu DNA a tendência irreparável de ser protetor dos indefesos , o que lhe fêz receber uma justa homenagem de todos os animais da Terra : pouco antes do dilúvio, recebera uma condecoração como SÍMBOLO DA LUTA PELA CONSERVAÇÃO DAS ESPÉCIES.
Enquanto a chuva caía copiosamente e Noé(nosso bravo defensor da vida terrestre) tentava amarrar as cordas e endireitar o leme evitando a adernarem da embarcação,na popa outros problemas aconteciam.Os ratos, que originalmente eram apenas um casal, depressa multiplicaram-se , de tal sorte que em curto espaço de tempo a comida passou a lhes faltar, e passaram a objetivar a comida de outras espécies. O Tigre lhes observava com olhar de âmbar e em determinado momento não lhe passou desapercebido um curioso fato: um dos ratos fuçava a comida do Pavão porem aguardava que outro viesse e comesse primeiro. Numa das vezes a comida estava estragada e , o rato que se alimentara primeiro morrera instantaneamente. Os demais deixaram-no morrendo à mingua e sozinho e partiram para cima da comida de outras aves.O Tigre achou este comportamento tão estranho e tão individualista, mas permanecia em total silêncio , só anotando suas impressões em sua caixa de memória felídea.Individualismo?_pensava ... Como podem sobreviver os ratos em tanta quantidade se não têm nenhum sentimento de solidariedade com os ratos de sua espécie? Porem nem bem acabara de assim pensar, percebeu que a barbárie estava ainda por acontecer: como faltava comida na nau insensata de Noé, os ratos passaram a devorar-se entre si! E, para piorar, haviam contaminado com suas fezes e suas pulgas , os parcos alimentos de outras aves.E o Tigre ainda em silêncio, trabalhava contra seus instintos, pois desejava na verdade devorar toda aquela parafernália roedora e acabar com a peste que rondava a embarcação e ameaçava o grupo, , mas algo lhe dizia que prudência e inteligência eram a herança de seus antepassados , a que ele não poderia jamais relegar. E, apesar da intolerância do Rato contra seus próprios pares, o Tigre, num misto de perplexidade e impotência momentânea, limitava-se apenas a anotar tudo em sua caixa anêmica através de seus olhos penetrantes.
Ocorre que lá pelo trigésimo dia da epopeia, um alvoroço acordou de sobressalto à todos da arca e , mais uma vez, a confusão vinha da popa :uma ave que possuía um lindo rabo em leque, de colorido exuberante , num profundo azulado entremeado com amarelo , branco e verde, gritava de modo ensurdecedor.Bem que o Tigre já havia percebido aquela ave bela por fora , agitar-se de modo pedante à sua frente, fazendo-lhe caras e bocas e esfregando a cauda aberta em leque em seu focinho para provocar-lhe.Mas naquela manhã de chuva bárbara, um fato inusitado chamou mais a atenção do Tigre: o Pavão(este era o nome da ave histérica) gritava de modo ensurdecedor e seus gritos penetravam a noite ,tirando o sono de todos os animais .. Era autoritária a ave azul e, apesar de belíssima, prosseguia ameaçando com bicadas quem se aproximava do que ela determinara como sendo seu território. Aliás, o Pavão achava que da popa à proa tudo lhe pertencia: as parcas comidas dos ratos, a carne dada ao Tigre ,as comidas de outros bichos, a comida de Noé, a agua dos bebedouros e os cantos de descanso e a própria arca em si..Tudo ,segundo sua ordem e "autoridade" lhe pertencia e os ratos corriam assustados, abaixavam a cabeça e se resignavam , enquanto ouviam aqueles gritos estridentes. Gritava o Pavao exigindo atenção só para si, e zombava dos diferentes animais, por conta de suas diversas cores, seus tamanhos por vezes desengonçados e do modo como se comportavam . Sentia-se o melhor, o mais bem formado, o perfeito e todos os diferentes lhe causavam repugnãncia e agressividade. Pensava o Rato e sua família mudarem-se para a proa, infectando a água dos animais que lá habitavam, quando subitamente o Tigre rugiu tão alto e tão forte que o vento parou de soprar e a chuva deu uma trégua , como que respeitando a autoridade máxima do Tigre.
No silêncio que se seguiu ao rugido, onde até Noé parou seu trabalho assustado, o Tigre pela primeira vez dirigiu sua palavra aos tripulantes da arca,em um timbre africano de barítono dizendo-lhes:
- Há um longo caminho a percorrermos juntos, até que todo o dilúvio se acabe.Se os ratos continuarem devorando-se e contaminando agua e alimentos de todos e se o Pavão continuar em sua empreitada imperialista e individualista, afastando os legítimos representantes de cada espécie, não chegaremos vivos a lugar algum. Tolerarei os ratos infectos e canibais e os Pavão histérico e territorialista, farei ouvidos de mercador e vista cega às arbitrariedades , à futilidade do Pavão e a peste engendrada em cada rato, porem que fique claro que não medirei esforços para defender à todos os animais desta arca, que necessitam chegar sãos e salvos ao fim desta jornada, para que o mundo seja um mundo de fato e de direito, com diversidade, com democracia no coexistir das diferenças , com a necessidade vital de solidariedade entre as espécies e a exortação da vida em grupo, como bem mais preciosos que Deus nos deu.
E dizendo isso, pegou o Pavão pelo pescoço e colocou-o num poleiro e empurrando o Rato para sua toca, determinou que cada um ficasse a partir daquele dia em seus devidos lugares, sob pena de que seus instintos predadores não serem mais contidos e ele devorasse os desordeiros.
A chuva principiou a cair, e o Tigre voltou ao seu lugar.Recostou levemente sua cabeça na leoa e adormeceu. Noé seguiu endireitando o leme da história, e os animais seguiram viagem, até que numa manhã de primavera a inundação terminou e os habitantes da arca desceram finalmente à terra firme, sãos, salvos e em total liberdade.
Autor desconhecido.

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