xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> O Futuro de uma Ilusão - Por: Dihelson Mendonça | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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18 março 2016

O Futuro de uma Ilusão - Por: Dihelson Mendonça


Nos últimos dias o Brasil foi sacudido por um verdadeiro terremoto político, com as investigações da lava jato que fatalmente chegaram até o ex-presidente Lula, através de delações premiadas que o acusam da prática, de diversos crimes do colarinho branco, tais como lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e falsidade ideológica; Vimos um Juiz de primeira instância valente e briguento, Sérgio Moro, fazer-se conduzir coercitivamente um ex-presidente a fim de prestar depoimento à polícia federal; Vimos a abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff; Vimos tantas coisas acontecerem num prazo curto, que é tarefa assaz complexa entender como tudo aconteceu, e nisto é preciso uma reflexão meticulosa a fim de separar o joio do trigo e saber a real situação porque atravessa o país, até porque a todo instante, novos dados somam-se ao já turbulento cenário político. 

Mas pera aí, volta a fita...será que não estamos indo rápidos demais ?

1986 - Março

O "dado concreto e objetivo", companheiro, repetindo aqui uma velha frase de alguém cuja voz rouca se fez conhecer ao povo Brasileiro na década de 80, como a esperança personificada, uma espécie de Salvador da Pátria, numa época em que achávamos que a nação estaria sendo dilapidada pela corrupção reinante, e pelas "velhas raposas do medo", ajudamos de todas as formas a conduzir uma pequena turma de idealistas que se propunham a consertar aquilo que achávamos errado no Brasil; Tarefa monumental, feita com muito suor da classe trabalhadora, onde alguns economizavam em seus orçamentos domésticos para ajudar um pequeno partido simbolizado por uma estrela que se dizia representar a classe trabalhadora e se propunha a fazer a grande faxina que o Brasil precisava: Romper com o FMI, dar calote da dívida...lutar contra as "elites", mesmo sem sabermos direito quem eram essas tais "Zelites"...muitos de nós, tolos e jovens acreditávamos que a foice, o martelo e o Capital de Marx poderiam ser a única salvação para tanto descalabro existente, advindo mesmo antes, com a ditadura militar, e dos governos de direita. O tempo passou e finalmente, com um imenso trabalho, quase egípcio, conseguimos colocar essa turma do Partido dos Trabalhadores no poder, com uma nova cara, dessa vez, a do Lulinha Paz e Amor, um tipo mais brando para se adequar aos outros candidatos, e a ganhar a aceitação, ou por assim dizer, a não interferência norteamericana. Ficamos menos vermelhos e um pouco mais azuis. De fato, já não precisávamos mais vender bottoms para sustentar o partido que não tinha um centavo, nem pedir favores como carros de som, panfletos, nem sugar o sangue dos "artistas da terra", que iam fazer seu trabalho para o partido de graça.

O tempo passou, o nosso partido chegou ao poder. Algumas coisas mudaram para melhor, é verdade. No entanto, como tudo que é ilusório, no início, como uma nova droga transforma a mente numa árvore de natal, mas depois da terceira ou quarta dose, começa a não fazer mais efeito, começamos a ver que toda aquela esperança que havia vencido o medo, era na verdade, uma ilusão, e que aquele gênio rouco estava mais para um falastrão, um embusteiro, do que uma pessoa bem-intencionada e comprometida com valores reais. Começamos a ver notícias de corrupção aqui e acolá, desvios de verbas, e finalmente grandes escândalos, como o do mensalão. Mas que vergonha, pensamos! Muitos de nós nos sentimos cúmplices por isto. Que vergonha para esses garotos que tanto lutaram pelo último suspiro de honestidade que ainda poderia existir....

E daí em diante as denúncias não pararam mais. Muitos de nós, como no filme MATRIX, escolhemos a realidade à ilusão, a pílula correta, e vimos que tudo aquilo em que acreditávamos era uma farsa gigantesca bancada às custas do suor da classe trabalhadora. Vimos um país ser erodido de dentro para fora, com escândalos de toda espécie, até chegarmos ao primeiro parágrafo desta pequena crônica...

2016 - Março

As palavras passam-se diante dos olhos como um sonho estranho: Petrolão, Mensalão, Sérgio Moro, Lavajato, 45 bilhões em desvios da Petrobrás falida, Cerveró, Delúbio, Celso Daniel, José Dirceu, aloprados, Dilma Rousseff, Liminar, Palácio do Planalto, Posse de Lula na Casa Civil, "TSE acovardado", Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Cuecão, malas de dinheiro, prisão de Lula, impeachment, passeatas e manifestações...muita coisa !

Como definir cada palavra, que atua como uma folha numa imensa árvore ? 
Não sabemos. Porque alguém tirou de nós não só o país que amamos, mas tentou tirar da nossa alma aquilo que é o mais essencial no ser humano: A Esperança !

Quando vejo essas passeatas gigantescas dos dois lados, um país dividido, em pé de guerra entre os que nunca dormiram, os que acordaram e os que ainda insistem em dormir, sinto-me estranho, e acredito que haja muitos iguais, que assim como na era de Hitler, quando este ainda ensaiava os seus passos para a conquista do poder, não o detiveram, e este veio a ser e a fazer tudo que foi e fez, o mal que causou à humanidade. Extrema semelhança; Vejo a turba enlouquecida passar aos gritos, achando ainda que ali há divindade, e vejo um boneco velho, ainda de palavras roucas e bêbadas, arrotando mentiras e loucuras, como um ídolo de ouro falso a prometer as mesmas coisas que já nos prometia há duas ou três décadas. A única diferença é que hoje, eles estão com alguns milhões a mais, enquanto a velha classe trabalhadora, continua carregando a sua marmita, a sua "mortadela", a sua ração, embevecidos por um sonho desvairado de se tornarem ricos iguais ao seu líder. 

Hoje nós temos que continuar trabalhando, pagar altos impostos para cobrir os rombos bilionários dos que assaltaram os cofres do país. Não somos os responsáveis pelo petrolão nem pelo rombo das empreiteiras. Mas essa conta somos nós que pagaremos, no momento em que a saúde do país é precária, no momento em que faltam investimentos, estradas, e no momento em que o Brasil começa a tomar a forma da própria miséria que o assola. Portanto, meus amigos, trabalhem muito, paguem seus pesados impostos em dia, para que possamos sustentar uma elite rica de vagabundos no poder.

Mas a verdadeira esperança não desiste; Ela teima em acontecer, ainda entre flores vermelhas murchas, em ser verdadeiramente verde-amarela. Embora atravessamos uma época de crise, a esperança não morreu e esta é também uma época de fazer a tão sonhada limpeza no país, que há décadas sonhávamos. É a chance de podermos dar um basta em tanta roubalheira, em tanta corrupção, em tanta ladroagem que presenciamos todos os dias nos noticiários.

Talvez eu seja de um outro tempo em que as pessoas prezavam por valores verdadeiros, porque apesar desse mar de lama vermelho de corrupção, creio que ainda poderemos ter um Brasil com pessoas honestas, decentes, que trabalham pensando no engrandecimento dessa grande nação.  Nunca desistamos da esperança. A esperança é a nossa maior arma, aliada ao trabalho e á estratégia. E assim como alguém há muito tempo já disse: A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar. Acordamos. Mas nunca desistimos de sonhar e de lutar !

Por: Dihelson Mendonça


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