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17 março 2016

Barack Obama se curva ante à ditadura cubana – Armando Lopes Rafael

Entre os dias 21 e 22 deste mês, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama visitará a ilha de Cuba. A última vez que um presidente norte-americano, em exercício, esteve em Cuba foi durante o governo de Calvin Coolidge, em janeiro de 1928. Naquela época Cuba era uma nação democrática. Hoje é a mais antiga, longa e sanguinária ditadura do continente americano. Mesmo assim, Barack Obama não tem pejo de apertar as mãos ensanguentadas dos irmãos Castro.

    Nós, brasileiros, apesar do caos em que hoje se encontra a administração federal, ainda somos privilegiados! Continuamos a ler, na mídia, notícias e opiniões contrárias (e até favoráveis) à ditadura da família Castro. Já em Cuba, o regime comunista de partido único controla toda a comunicação social. Televisões, rádios e imprensa são propriedade do estado. Acesso à Internet só com autorização do governo. O e-mail não é utilizado porque, segundo afirmam, é controlado pelas autoridades oficiais.
   As estimativas variam, mas os números mais sensatos mostram que mais de 17.000 pessoas foram fuziladas por Fidel Castro e seus seguidores no “paredón”,  desde o início da ditadura dos Castro, há 57 anos.  Quem pôde, fugiu do “paraíso” cubano. Há 2 milhões de exilados – um em cada seis cubanos vive no exterior, uma proporção de exilados maior que a existente hoje em face dos conflitos na Síria, devastada pela ditadura de Bashar al-Assad e pela tirania do Estado Islâmico, que domina vasta área daquele destruída nação. Considere-se que, em cálculos reais, 178.000 cubanos morreram em alto mar tentando fugir para os Estados Unidos.

     Os que permaneceram na ilha-cárcere sobrevivem com alimentos racionados. E não se fale nas “conquistas” na educação e saúde. A Costa Rica desfruta uma posição melhor que a de Cuba no IDH, sem ter necessitado de abolir eleições livres, fuzilado seus filhos, prendido opositores ou impedido seus cidadãos de viajar para o exterior.

      A Comissão dos Direitos Humanos aprovou, diversas vezes, resoluções onde condena Cuba pela limitação de direitos como a liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. A ONU pediu, reiteradamente, a Cuba a libertação de pessoas detidas com base nesse tipo de acusações. As Nações Unidas pressionam o governo cubano para que leve a cabo reformas legais que coloquem as leis em conformidade com as normas internacionais dos direitos humanos. Tudo inútil!
O governo cubano nega sistematicamente aos seus cidadãos direitos básicos de liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. Restringe quase qualquer tipo de discordância política, e usam avisos policiais, vigilância, detenções, prisão domiciliária e demissões por motivos políticos como métodos para reforçar a conformidade política. A defesa dos direitos humanos é reconhecida como uma atividade legítima, mas a ditadura dos Castro interpreta-na como uma “traição” à soberania cubana.
     Uma das características mais marcantes da personalidade de Fidel Castro é a de um mentiroso. Sua irmã Juanita Castro – que também fugiu para Miami, escapando da ditadura do irmão – afirmou: “Nunca faltará el actor que hay en el” (Nunca vai desaparecer o ator que existe dentro dele). Abaixo, três declarações de Fidel:
    “O poder não me interessa. Depois da vitória, quero regressar à minha cidade e retomar minha profissão de advogado” (Fidel Castro, em entrevista ao jornalista Herbert Matthews, do NYT, 1957).
     “Jamais poderemos nos tornar ditadores. (…) Eu sou um homem que sabe quando é preciso ir embora” (Fidel Castro, em 8/1/1959, no 1º discurso após sua entrada triunfal em Havana – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 21).
    “Cá entre nós, Cuba é muito pequena para mim. Por isso, mesmo se de fato sou um comandante como chefe da revolução, nem sempre quis aceitar a responsabilidade pelo governo. Minha aspiração suprema é sentar-me a uma mesa para governar o mundo inteiro junto com o norte-americano, o russo e o chinês. Eu, como representante do bloco das nações latino-americanas” (confidência de Fidel Castro ao padre jesuíta Alberto de Castro y Rojas – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 26).
     É esta a Cuba que o presidente Barack Obama vai encontrar neste fim de semana, quando colocar os pés na ilha-prisão...

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