xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Barack Obama se curva ante à ditadura cubana – Armando Lopes Rafael | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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17 março 2016

Barack Obama se curva ante à ditadura cubana – Armando Lopes Rafael

Entre os dias 21 e 22 deste mês, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama visitará a ilha de Cuba. A última vez que um presidente norte-americano, em exercício, esteve em Cuba foi durante o governo de Calvin Coolidge, em janeiro de 1928. Naquela época Cuba era uma nação democrática. Hoje é a mais antiga, longa e sanguinária ditadura do continente americano. Mesmo assim, Barack Obama não tem pejo de apertar as mãos ensanguentadas dos irmãos Castro.

    Nós, brasileiros, apesar do caos em que hoje se encontra a administração federal, ainda somos privilegiados! Continuamos a ler, na mídia, notícias e opiniões contrárias (e até favoráveis) à ditadura da família Castro. Já em Cuba, o regime comunista de partido único controla toda a comunicação social. Televisões, rádios e imprensa são propriedade do estado. Acesso à Internet só com autorização do governo. O e-mail não é utilizado porque, segundo afirmam, é controlado pelas autoridades oficiais.
   As estimativas variam, mas os números mais sensatos mostram que mais de 17.000 pessoas foram fuziladas por Fidel Castro e seus seguidores no “paredón”,  desde o início da ditadura dos Castro, há 57 anos.  Quem pôde, fugiu do “paraíso” cubano. Há 2 milhões de exilados – um em cada seis cubanos vive no exterior, uma proporção de exilados maior que a existente hoje em face dos conflitos na Síria, devastada pela ditadura de Bashar al-Assad e pela tirania do Estado Islâmico, que domina vasta área daquele destruída nação. Considere-se que, em cálculos reais, 178.000 cubanos morreram em alto mar tentando fugir para os Estados Unidos.

     Os que permaneceram na ilha-cárcere sobrevivem com alimentos racionados. E não se fale nas “conquistas” na educação e saúde. A Costa Rica desfruta uma posição melhor que a de Cuba no IDH, sem ter necessitado de abolir eleições livres, fuzilado seus filhos, prendido opositores ou impedido seus cidadãos de viajar para o exterior.

      A Comissão dos Direitos Humanos aprovou, diversas vezes, resoluções onde condena Cuba pela limitação de direitos como a liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. A ONU pediu, reiteradamente, a Cuba a libertação de pessoas detidas com base nesse tipo de acusações. As Nações Unidas pressionam o governo cubano para que leve a cabo reformas legais que coloquem as leis em conformidade com as normas internacionais dos direitos humanos. Tudo inútil!
O governo cubano nega sistematicamente aos seus cidadãos direitos básicos de liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. Restringe quase qualquer tipo de discordância política, e usam avisos policiais, vigilância, detenções, prisão domiciliária e demissões por motivos políticos como métodos para reforçar a conformidade política. A defesa dos direitos humanos é reconhecida como uma atividade legítima, mas a ditadura dos Castro interpreta-na como uma “traição” à soberania cubana.
     Uma das características mais marcantes da personalidade de Fidel Castro é a de um mentiroso. Sua irmã Juanita Castro – que também fugiu para Miami, escapando da ditadura do irmão – afirmou: “Nunca faltará el actor que hay en el” (Nunca vai desaparecer o ator que existe dentro dele). Abaixo, três declarações de Fidel:
    “O poder não me interessa. Depois da vitória, quero regressar à minha cidade e retomar minha profissão de advogado” (Fidel Castro, em entrevista ao jornalista Herbert Matthews, do NYT, 1957).
     “Jamais poderemos nos tornar ditadores. (…) Eu sou um homem que sabe quando é preciso ir embora” (Fidel Castro, em 8/1/1959, no 1º discurso após sua entrada triunfal em Havana – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 21).
    “Cá entre nós, Cuba é muito pequena para mim. Por isso, mesmo se de fato sou um comandante como chefe da revolução, nem sempre quis aceitar a responsabilidade pelo governo. Minha aspiração suprema é sentar-me a uma mesa para governar o mundo inteiro junto com o norte-americano, o russo e o chinês. Eu, como representante do bloco das nações latino-americanas” (confidência de Fidel Castro ao padre jesuíta Alberto de Castro y Rojas – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 26).
     É esta a Cuba que o presidente Barack Obama vai encontrar neste fim de semana, quando colocar os pés na ilha-prisão...

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