xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Pecado não empata a chuva e nem reza faz chover -- por Pedro Esmeraldo | Blog do Crato
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16 fevereiro 2016

Pecado não empata a chuva e nem reza faz chover -- por Pedro Esmeraldo

    Narro aqui uma pequena história de um cidadão de caráter enigmático. Fazia vibrar muita gente devido seu comportamento sombrio na forma particular de proceder com gestos de pessoa afeminada. A sua presença era precedida por amigos que o rodeavam a fim de ouvir as suas lorotas.
    Seu tema relevante deixava dúvida a quem estimulasse o rigor a todas as pessoas que o ouviam.
     Era um ser humano de baixa estatura, natural da cidade de Milagres – Ceará, Pedro Figueiredo, seu verdadeiro nome, mas conhecido como Pedrinho. Aportou-se no Crato, no início da década de cinquenta com o fito de administrar uma propriedade, de nome Cabeça da Vaca município de Juazeiro do Norte, que pertencia aos irmãos José Pinheiro Esmeraldo e o médico Fábio Esmeraldo.
    A princípio denotava ser um cidadão que apresentava modo no falar manso, mas enganava a todos como agia com virilidade na execução de suas tarefas.
    Era honesto nos seus atos ou efeitos de atuar, pois possuía o sinal de capacitação técnica, já que enfrentava descompostura de seus subordinados.
    Casou-se duas vezes e no primeiro matrimonio teve um filho, perdendo a sua esposa prematuramente.
    No segundo matrimonio possuíu vários filhos que deixavam levar com a criação não condigna com o pensamento moderno.
    Reclamava com muita insistência os encargos que ocupava, pois o seu desejo era permanecer com a prática do bom desempenho, exigindo dos seus comandados uma luta com perseverança para conquistar uma boa safra na produção de arroz.  Reclamava com insistência dos serviçais, pedindo que agissem com seriedade, pois a finalidade era produzir com intuito de amealhar tanto para si como patrão produzindo produtos de boa qualidade.
    Era um cidadão loquaz, falava pelos cotovelos, critico repudiante e quando chegava na casa de amigos, sua visita era muito demorada. Esse digno cidadão, um dia fez a visita a meu pai, acometido de tumor maligno, chegando lá por volta das quinze horas e saindo no outro dia.
    Como era de costume falar com critica contumaz, alguém abordou o assunto da falta de chuva no Cariri. Pedrinho saiu com essas palavras: ora que seca que nada, pois aqui o povo vive muito da igreja rezando pedindo a Deus que mande chuva, mas continuava na conversa e perguntava: quer saber de uma coisa: Eu não ando na igreja pedindo chuva, porque nem pecado empata chuva e nem reza faz chover. Referia-se a grande catástrofe que houve no Rio de Janeiro com deslizamento de terras e prejuízo total na lavoura. Pedrinho se referia ao sistema exagerado do povo que praticava pieguice porque Deus já traçou o mundo com está natureza.







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