xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 13/11/2015 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

13 novembro 2015

Boa Notícia: está no Congresso Nacional um projeto que acaba com o feriado da “Proclamação da República”

Brasília – Proposta em tramitação na Câmara dos Deputados acaba com o feriado de 15 de Novembro, instituído em comemoração ao dia da Proclamação da República. A proposta altera a Lei 662/49, que definiu os feriados nacionais. O deputado Newton Cardoso (PMDB-MG), autor do Projeto de Lei 6757/13, argumenta que, ao contrário do feriado de 7 de Setembro, que marca a independência do Brasil, a proclamação não teve participação popular e, portanto, não gerou na sociedade o sentimento cívico que há em outras celebrações.

O autor cita informações do livro “1889”, do jornalista Laurentino Gomes, para embasar seus argumentos. “Laurentino Gomes tem completa razão em afirmar que o feriado da Proclamação da República é um feriado sem reconhecimento e apoio do povo brasileiro, uma vez que é aproveitado apenas para mais um dia de descanso”, afirma. De acordo com o livro, “o feriado da Proclamação da República é uma festa tímida, geralmente ignorada pela maioria das pessoas”.

O deputado destaca ainda que algumas celebrações regionais, como o 2 de julho na Bahia (que marca a luta do estado pela independência do Brasil) e o 20 de setembro no Rio Grande do Sul (que celebra o início da Revolução Farroupilha), têm mais apelo popular do que o feriado nacional de 15 de Novembro.
             

Comentários & Reflexões (por Armando Lopes Rafael)

Feriado deste domingo
Como sempre, quase ninguém vai lembrar (e isso acontece há 126 longos anos) que este domingo – 15 de novembro – é feriado nacional, comemorativo ao golpe militar que implantou a forma de governo republicana no Brasil. Além de não lembrar, ninguém tem nada a comemorar desse famigerado feriado! Em Crato, o povo festeja 7 de setembro, 21 de junho (mesmo com ausência useira e vezeira do prefeito Ronaldo nas solenidades)... festeja também São João,  Nossa Senhora da Penha, São José, São Francisco, São Miguel... O cratense, no entanto, nunca festejou o 15 de novembro. Vade retro...
E tem razão para não comemorar
Não há nada, absolutamente nada, a comemorar na data de 15 de Novembro.  O Brasil não nasceu República. Durante 389 anos, dos 500 anos de sua existência, o Brasil foi uma monarquia (1500-1889). A República foi implantada por uma quartelada que hoje os detentores do poder, em Brasília, denominam eufemisticamente de “Proclamação da República”. Foi graças a esse golpe, que hoje vivemos uma grave distorção: tornamo-nos uma rés-publica (ou seria rês-pública? Ou ré-publica?). A “Proclamação da República” foi uma quartelada que não contou com o apoio, nem mesmo dos militares. Na Marinha encontrou tão somente forte oposição. Seus primeiros anos foram caracterizados por uma profunda perseguição que não teve paralelo em nossa história, nem mesmo durante seus dois mais conhecidos períodos de exceção: O Estado Novo (15 anos da ditadura Getúlio Vargas) e o Regime Militar (20 anos). Só nesses dois 35 anos de ditadura.
2015 está chegando ao fim
Tempus fugit irreparabile (O tempo foge irreparavelmente). Segundo a Wikipédia; “Tempus fugit é uma expressão latina que significa "O tempo foge", mas que é normalmente traduzida como "o tempo voa". É uma expressão que aparece em muitos relógios. A expressão foi usada pela primeira vez nas “Geórgicas” do poeta romano Virgílio: Sed fugit interea fugit irreparabile tempus ("Mas ele foge: irreversivelmente o tempo foge"). Por conta disso:
Anteciparam o clima da “Magia do Natal”
Faltando um pouco mais de um mês para a data celebrativa do nascimento do Menino Jesus, a “Magia do Natal” já dá o ar da sua graça na conurbação Crajubar. Pelo menos nos shoppings a decoração natalina já é realidade. Em parte, essa antecipação tenta salvar os comerciantes brasileiros e caririenses da quebradeira, pois eles enfrentam a pior temporada de vendas natalinas, dos últimos 30 anos.  Esta semana, fontes do próprio governo reconheceram que a crise ora enfrentada pelo  Brasil é a pior desde 1930.
É verdade
Qualquer pessoa medianamente informada (e desde que não seja um fanático defensor do (decadente) fenômeno “lulo/petismo”; nem se enquadre como um ingênuo incurável), sabe que nossa pátria já enfrentou –– neste findante 2015 – duas crises: 1) a crise da falta de ética na política (que trouxe ao povo um sentimento de frustração e revolta contra classe política, que teima em pôr em xeque a democracia brasileira); 2) a crise econômica, que trouxe de volta a inflação, desempregou milhares de pais de família, paralisou as políticas públicas, fechou as portas de milhares de empresas, estagnou o Brasil e fez o PIB brasileiro virar um número negativo, em vermelho. Noutras palavras: o PIB do Brasil cresce igual a rabo de cavalo.
O que nos aguarda em 2016?
No entanto, o pior ainda poderá acontecer no próximo ano. A não ser que Deus tenha misericórdia do Brasil (bom não esquecer que estaremos em pleno “Ano da Misericórdia”, decretado pelo Papa Francisco) enfrentaremos, em 2016, uma crise, a Social. Ela será consequência das duas crises acima citadas (a crise da falta da ética; e a segunda, a crise econômica). Essa crise social virá quando a população sentir na pele, a degradação dos serviços públicos (por exemplo: falência da saúde pública, com falta de atendimento e de medicamentos nos postos), piora na segurança pública, greves generalizadas a começar pelos dos camionheiros; classe política cada vez mais desacreditada,  por ter empurrado pela barriga a cassação de Eduardo Cunha e o impeachment da “presidenta-incompetenta”.... Essa crise social fará o Brasil reviver aqueles episódios que foram vivenciados pelo povo da Argentina em 2001. Ou seja, teremos uma regressão social, com a massa ignara descendo dos morros e bairros miseráveis para arrombar lojas, saquear supermercados, depredar propriedades privadas etc.
Sábias palavras
Leio uma declaração feita pelo príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil. Trata-se de uma reflexão tão lúcida que não me furto de transcrever um parágrafo da mesma, dada sua pertinência. A conferir: “O Brasil atravessa talvez o momento mais grave de sua história, desde a Independência. Numa ruptura militante com nosso passado, a instabilidade republicana atinge um auge pouco imaginado. O País assiste, estupefato, uma degradação moral e institucional sem precedentes, enquanto nossa população tem manifestado um sadio e inesperado vigor na defesa de um Brasil autêntico e fiel a si mesmo”. Tem razão Sua Alteza! As manifestações do povo, principalmente as feitas na Avenida Paulista, em pleno centro de São Paulo, a maior cidade brasileira, são um atestado disso.

O sacrifício - Por: Emerson Monteiro

Desde a vinda de Jesus sob o clima da profecia bíblica do cordeiro, existe o enigma forte da fé nos cristãos. Ser imolado diante das contradições deste mundo a que isso se destina?! Entregar o corpo ao cepo voraz do tempo e, ao final, retornar ao mesmo início que os pariu. Todos, todos sem exceções pisam aqui dentro das condições iguais das aparentes contradições, teto comum de regressar ao princípio, numa aparente hipótese longe da solução. Mas a que isso se destina. Sob que égide o deus Cronos, dos gregos, deus Tempo, dará a luz e devorará os próprios filhos?! Quando, logo em seguida, fazemos o caminho de volta ao rio permanente do fluir eterno do rio onde nunca nos banharemos duas vezes, qual disse Heráclito, nesse sacrifício de existir. Pisar a superfície e deslizar ao mistério, outras e outras incontáveis vezes.

No entanto vem Jesus e oferece a proposta renovadora de um reino fora deste mundo, noutro universo diferente, das nuvens onde a matéria não conta. Lá onde achar a solução do enigma dos séculos. Bem no âmago de nós, planícies do coração, invés dos impulsos fugidios da história externa dos indivíduos em conflito, na chance infinita do sacrifício da via de contradição da matéria. Bem no interior de si, nos pomos desse jardim chamado vida, o fruto maior do amor, o sentimento rei.

Processo dialético, dual, contraditório, de vir à luz e arrastar a culpa da escravidão dos prazeres que esvaziam, contudo a oportunidade infinita de vencer a carnal do animal dos objetos em movimento, e revelar de si outro eu adequado à felicidade de amar pelo amor e viver no sentido da luz, farol dos aflitos, objetivo maior da esperança de tantos na jornada dos viventes e destino certo ainda só de poucos.

- Decifra-me ou te devoro, no deserto das consciências reclamava a esfinge. Abrir as portas da revelação do mistério que se transporta guardado na essência, que indicará o código pessoal da resposta a que viemos revelar, lembrança mais forte da paz que alimenta a esperança de tantos achar a virtude.


Edições Anteriores:

Maio ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31