xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/10/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 outubro 2015

Um dia atrás do outro, ou a justiça da história é implacável

Fernando Henrique Cardoso: “É difícil Dilma se recuperar”
Na semana em que lança suas memórias, o ex-presidente explica a VEJA a decisão de publicá-las agora, fala sobre a crise e reflete sobre o exercício da Presidência
EM CASA - Fernando Henrique: “Não tenho mais ambições”(Laílson Santos/VEJA)
Mais de vinte anos depois do início dos registros históricos de seu tempo na Presidência que surgem em seus diários, Fernando Henrique Cardoso mantém um olhar atento - e crítico - sobre o que se passa em Brasília e no Brasil. O ex-presidente avalia que o país já se distanciou do início da crise, mas ainda não está perto do fim dela. Mesmo que não chegue a cravar que o governo de Dilma Rousseff não tem mais salvação - "em política, o futuro é inventado, não está dado" -, avalia que as chances de recuperação da petista são ínfimas. Guarda as palavras mais duras para seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que está "enterrando a própria história" por continuar persistentemente a fazer "escolhas erradas". O tucano também dissipa as dúvidas sobre a saída que o PSDB busca para a crise e afirma que o partido defende a cassação da chapa de Dilma, por ter recebido dinheiro do petrolão na campanha, e que vai votar a favor do impeachment quando, e se, a questão do afastamento constitucional da presidente chegar ao plenário da Câmara dos Deputados.
Mas na entrevista de uma hora e meia que concedeu a VEJA em seu apartamento em Higienópolis, na manhã de quarta-feira, o ex-presidente não falou só da atualidade. Expôs os motivos que o levaram a publicar em vida seus diários - um deles foi definir as regras para a edição do gigantesco material se porventura a saúde lhe faltar antes do fim da empreitada - e afirmou que não teme o julgamento da História, tampouco a repercussão da divulgação de suas memórias. "Quem entra para a vida política tem de ter muita firmeza interior. Quando você entra para a política, você é responsável pelos seus atos. Fiz com boa intenção, não roubei, não censurei, não protegi, não persegui."
FHC defende a tese de que tudo o que fez no governo foi porque tinha, e ainda tem, um projeto claro de país. Ele afirma que a virtude do homem público, do "homem de Estado" (termo que usou algumas vezes, sem jamais mencionar a palavra estadista), é conseguir levar adiante seus projetos - não é a mesma virtude individual, não tem a ver com as "verdades íntimas, convicções, ética pessoal".
Em que ponto estamos da crise?
No meio. Quando houve a crise do Collor, que foi diferente desta, chegou um momento em que ficou nítido que era insustentável. Ele teve maioria, mas não dava atenção ao Congresso, que o percebia como soberbo - um pouco como acontece com a presidente Dilma. E isso é complicado. Os presidentes que não entenderam a dinâmica da tradição política brasileira, que pensam que o presidencialismo "imperial" tem toda essa força, não se aguentam. Getúlio usou essa força, fechou o Congresso, deu numa ditadura, não é bom. Os presidentes só conseguem levar a coisa adiante quando têm rumo, apoio da opinião pública e, por consequência, do Congresso. Essa é a ordem. O governo perdeu o rumo, perdeu o apoio da opinião pública. Aí fica rodando em falso. Vi isso no tempo do Jango. Os governos não podem deixar de produzir resultados. Por que estamos no meio da crise? Porque nosso governo está deixando de produzir resultados.
O senhor citou dois presidentes depostos e um que se suicidou. Isso demonstra que o senhor avalia que Dilma não tem como se recuperar?
Acho difícil. Em política, o futuro é inventado, não está dado. Então não vou dizer que não há possibilidade, mas que a probabilidade de recuperação é baixa, isso é.
A crise ainda vai se aprofundar?
Sim, até porque a crise econômica ainda vai se agravar. Boa parte das pessoas que têm posição institucional importante está sob ameaça da Lava-Jato. E, para sair de uma situação intrincada como essa, vai ter de haver uma orquestração. Na crise do Collor, quando ficou inviável, o Sarney me chamou e falou: está na hora de reunirmos o congresso dos cardeais. E o que era isso? Eram pessoas que tinham sensibilidade institucional, em diversas posições, que pudessem ajudar a conduzir o processo, inclusive gente do governo. Em um dado momento, você tem de formar uma rede de pessoas que tenham compromisso com o país e com as instituições. Não chegou ainda esse momento.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, implementa um ajuste que boa parte do governo rejeita. O senhor teme uma saída à esquerda para essa crise, com abandono do ajuste fiscal?
Se for por aí, vai enveredar para o caos. É preciso entender como funciona o mundo atual, que é interligado. Se você não atentar a certas regras de equilíbrio orçamentário, não vai ter crédito. E, se não tiver crédito, não funciona. Eu não sou monetarista, nunca fui, não acho que a dívida em si seja um pecado, entendi bem o Keynes. Mas imaginar que se criou um modelo de crescimento mágico dá no que deu.


             

O sonho de Lincoln - Por:Emerson Monteiro

A libertação dos escravos nos Estados Unidos custou uma guerra civil, a Guerra da Secessão, entre sulistas e nortistas, que durou quatro anos e ceifou em tornou de 600 mil vidas, mediante mobilização aproximada de dois milhões e 500 mil soldados.

O principal líder das ações políticas daqueles episódios chamava-se Abraham Lincoln, nascido a 12 de fevereiro de 1809, no Condado de Hardin, Estado de Kentucky, considerado até hoje o mais eminente de todos os chefes da democracia americana.

Homem simples, de origem na zona rural e afeito aos trabalhos rudes do campo, destacou-se pelo seu espírito votado às causas humanitárias, pronto aos maiores sacrifícios em favor da população negra submetida a trabalhos forçados, sem direitos à própria individualidade.

Próximo de vencer as derradeiras batalhas que levariam ao fim da trágica conflagração, segundo o jornalista Ward Hill Lamon, testemunha principal desse acontecido, Lincoln narrou um sonho que tivera dez dias antes.

Via-se o presidente a percorrer o andar inferior da Casa Branca e escutava choros convulsos de muitas pessoas, dos quais não sabia a causa e saia procurando identificar. Multidão invisível soluçava em lamentos dolorosos.

De cômodo em cômodo, ele seguia buscando a causa do fenômeno que se avolumava, sem, no entanto, avistar vivalma. As emoções descritas correspondiam a um misto de confusão, alarme e interrogação.

Ao entrar na Sala Oriente da residência oficial, deparou-se com estrado alto de câmara mortuária em que avistava um esquife guardado por vários cadetes perfilados, e larga multidão aflita.

Nesse momento, dirigiu-se a um dos soldados e perguntou-lhe quem havia morrido na Casa Branca.

- O Presidente! – respondia o jovem militar com lágrimas nos olhos. – Ele foi assassinado.

No mesmo instante, proveniente da multidão em volta, cresciam os gemidos lastimosos, levando-o a despertar e não mais dormir naquela noite, permanecendo dias e dias com sintomas de indisposição física. Para limpar ditas sensações, ainda folheara a Bíblia Sagrada e os trechos do livro em que abria todos falavam de sonhos, aumentando-lhe a presença das imagens que vislumbrara. 

Na hora em que narrava o sonho, também se achava na sala a sra. Lincoln, que  externara o pouco valor em que considerava os sonhos.

Dias após o sucedido, numa das galerias do Teatro Ford, a 14 de abril de 1865, dar-se-ia o infausto desaparecimento de Abraham Lincoln, vítima do traiçoeiro disparo de arma de fogo, à queima-roupa, feito pelo ator John Wilkes Tooth.

Ali se confirmava, de modo dramático, esse sonho de quem cumpriu a missão hercúleo de reverter o destino de 3 milhões de pessoas escravas.

Essa ocorrência vem relacionada no livro Sessões Espíritas na Casa Branca, de  Nettie Colburn Maynard, Casa Editora O Clarim, Matão SP, 2a. edição, agosto de 1981. 


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