xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 23/10/2015 | Blog do Crato
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23 outubro 2015

Prefácio para o livro "A maldição do Imperador" (por Armando Lopes Rafael)

Prefácio
"Mesmo que você esteja em uma minoria, a verdade ainda é a verdade". Mahatma Gandhi

    A primeira edição deste livro A Maldição do Imperador, do professor e advogado Francisco Luiz Soares, veio a lume em 2000. Dezesseis anos depois, o autor da obra toma a iniciativa de reeditá-la. E pede-me para escrever o prefácio desta segunda edição, o que faço com muita satisfação, pois tudo o que é produzido para reparar a memória do magnânimo Imperador Dom Pedro II conta com minha irrestrita simpatia e adesão.
     Lamentavelmente, nos dias atuais, a maioria da população – mesmo as pessoas medianamente informadas – desconhece a importância que teve Dom Pedro II para a construção da identidade nacional e a consolidação administrativa do Brasil, levada a efeito no século XIX. E mesmo depois de 127 anos do golpe militar que tirou do poder a esperançosa e pujante monarquia brasileira, substituindo-a pela atual e desastrosa república, que vivemos e sofremos nos dias atuais, a memória do Imperador Dom Pedro II continua preservada como o mais valoroso e admirado estadista da nossa história. Não é atoa que ele ficou conhecido como “O maior dos brasileiros”.
     Devemos ao avô de Dom Pedro II – o Rei Dom João VI – o vertiginoso progresso do Brasil-Colônia, a partir de 1808. Das ações daquele rei português advieram as instituições e serviços públicos necessários ao desenvolvimento social, educacional, e demais áreas prioritárias do nosso imenso país. Já ao pai de Dom Pedro II – o intrépido Imperador Dom Pedro I – devemos a nossa independência de Portugal, seguida da criação do jovem Estado brasileiro. Entretanto, mais – muito mais – devemos a Dom Pedro II (foto à esquerda), o responsável pela consolidação da pátria brasileira.
      O legado histórico deixado por este notável imperador, não se resume apenas a sua imagem de um homem culto, honrado, probo, simples, cordial, caridoso, respeitado e muito querido por seu povo. O imaginário de sua memória não se limita tampouco ao bom pai, bom esposo e modelar chefe de família que ele efetivamente foi.  Advém, e muito, das ações e postura do excelente homem público que ficaram registradas ad perpetuam rei memoria. Do longo reinado de 49 anos do Imperador Pedro II não ficou registros de roubalheiras, nem enriquecimentos ilícitos com dinheiro público. Os governos parlamentares, que se revezaram sob seu vigilante olhar, foram pautados pela ética, seriedade, moralidade, competência e eficiência. Ademais, Dom Pedro II foi o governante brasileiro que mais respeitou e incentivou a liberdade de imprensa. Esse clima de liberdade era tanto que existia, no Brasil-Império, até um jornal republicano pregando a derrubada da monarquia e do imperador.
     A posteridade se encarregou de divulgar outros frutos advindos da liderança do nosso segundo Imperador. Naqueles tempos havia estabilidade política e econômica. A inflação média do Império foi de 1,58% ao ano, e assim se manteve durante quarenta e nove anos, até a instauração da atual república. No Segundo Reinado, o Brasil possuía a segunda marinha de guerra do mundo; foram construídas as primeiras ferrovias brasileiras; foram afixados os primeiros Cabos Submarinos para comunicação telegráfica ente a cidade do Rio de Janeiro e a Europa, bem como de isoladas regiões do Brasil de então. Nossa moeda – o mil réis – correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina. Nossa diplomacia era uma das primeiras do mundo. Nosso Parlamento ombreava com o da Inglaterra. Havia credibilidade do Brasil no exterior.
       Creio que um dos objetivos deste livro A Maldição do Imperador é focar um paralelo entre a honradez do Brasil Imperial e os desmandos, enganações e ludíbrios tão comuns na atual República. Quando nada, esta obra servirá para realçar o espírito público do nosso último Imperador e as ações de alguns dos Presidentes da República de plantão, colocando lado a lado a decência, brio, altivez, decoro e correção dos que nos governaram sob a monarquia, com as ações de alguns que se sentaram na curul republicana...
        Nos últimos treze anos, tornou-se ainda mais banal a divulgação, na mídia, de denúncias sobre peculato, falsidade ideológica e gravíssimos crimes lesa-pátria. Dir-se-ia que a corrupção tornou-se corriqueira no submundo da República brasileira. E não adianta nossas autoridades desmentirem esses escândalos e denúncias, pois a verdade termina vindo à tona, apesar da não recuperação da ética na política.
         Este livro do professor e advogado Francisco Luiz Soares lembra a passagem bíblica da voz que clama no deserto. Se por um lado ele coloca o dedo na ferida, no outro lado vem despertar o sentimento de indignação, que parecia ter desaparecido da outrora brava gente brasileira.
           Como será o nosso amanhã? Não sabemos. Mas não nos custa conjecturar de que ainda existe uma força coletiva motivando a recolocarmos nos trilhos o nosso querido e sofrido Brasil. Feito isso prosseguiremos na busca do lugar para onde ele foi designado pela Divina Providência, quando – nos seus albores – nossa pátria chegou a ser chamada Terra de Santa Cruz, e cujo ápice de seriedade administrativa foi exatamente nos tempos do Império do Brasil.

Armando Lopes Rafael

Dom Fernando Panico prega Retiro para o Clero da Diocese de Serrinha(BA) – por Patrícia Silva

Nesta semana, de 19 a 23 de outubro, o Centro de Expansão Dom Vicente de Araújo Matos, em Crato- CE, acolhe o Bispo, Dom Ottorino Assolari, e o clero da Diocese de Serrinha (BA), na realização do Retiro de Espiritualidade que tem como formador o Bispo da Diocese de Crato, Dom Fernando Panico.
A Diocese de Serrinha possui cerca de 30 padres, dos quais 22 deles são diocesanos e os demais religiosos. Do retiro participa somente o clero diocesano. O encontro acontece para fazer com que os participantes alimentem a vocação sacerdotal, como disse o representante do clero, Pe. Evandro de Santana Andrade: “O Retiro Espiritual é uma parada para pensar na vocação de cada um de nós. Tempo de ouvir os propósitos que Deus coloca na vida de cada um, nos aproximando da vontade de Deus em nossa vida e nos fortificando na missão”.
À esquerda, Dom Ottorino Assolari, e à direita, Dom Fernando Panico. (Foto: Patrícia Silva)
A escolha da Diocese de Crato para sediar o Retiro foi semeada desde o ano passado, explica Dom Ottorino, junto também foi feito o convite a Dom Fernando para ser o responsável pela parte formativa do encontro. “A temática que estamos refletindo nestes dias diz respeito ao nosso ser sacerdote, aos compromissos sacerdotais, os problemas que enfrentamos e, sobretudo como enfrentar estes problemas à luz da palavra de Deus e as reflexões propostas pelo nosso formador, Dom Fernando Panico”, afirmou.
A Diocese de Serrinha completou, no último dia 21 de setembro, 10 anos de criação e possui uma extensão territorial de um pouco mais de 17 mil quilômetros quadrados, número praticamente igual ao da Diocese de Crato. Ambas se assemelham ainda por terem como administradores Bispos Religiosos Missionários naturais da Itália, além de terem sido as primeiras dioceses  criadas nos pontificados de Papas com nomes de  Bento. A Diocese de  foi a primeira criada, em 1914,por Bento XV. E a primeira diocese criada por Bento XVI, em 2005, foi a Diocese de Serrinha.
Dom Fernando Panico com o Bispo e Clero da Diocese de Serrinha (BA). (Foto: Patrícia Silva)
             

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