xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 20/10/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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20 outubro 2015

Para você refletir ! Por Maria Otilia

Estamos vivendo um momento  político  crucial aqui em Crato. As últimas notícias veiculadas, são da ordem de que possivelmente existiria acordos entre executivo e legislativo não muito legítimos. Mas especificamente na troca de Secretários e vagas para vereadores.Daí não entendemos porque muitos dos vereadores que ocuparam ou ainda ocupam cargos de assessores (Secretários), são tão efêmeros. E na maioria das vezes , alguns destes políticos não tem o devido perfil para exercer tal cargo. Para nós até parece que é uma " brincadeira" de  legislar ou executar um ato político. E a partir destes desmandos, a  população fica sem saber realmente o que está acontecendo.É uma rotatividade muito grande de cargos, que infelizmente prejudica  qualquer funcionamento de um setor ou instituição.
Essa briga do poder pelo poder, até hoje em nada contribui para o crescimento da cidade ou melhoria de indicadores sociais.Pelo contrário, o nosso município parece que está à "deriva".O legislativo e o executivo não apresentam metas intersetoriais, ou seja, cada um tem seus interesses voltados para o seu entorno, e que estão longe de atender a demanda da sociedade cratense.Para complementar este pensamento, posto uma bela fábula  que retrata o perfil de muito dos nossos políticos cratenses.. Boa Leitura.

Fábula - “O sonho dos ratos”
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Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma Casa velha.
Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, do campo e da cidade.
Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade...
Bem pertinho é modo de dizer. Na verdade, o queijo estava imensamente longe, porque entre ele e os ratos estava um gato...
O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca.
Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...
Os ratos odiavam o gato. Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...
Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos. Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais.
"Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...
"O queijo é grande o bastante para todos", dizia um. - "Socializaremos o queijo, dizia outro".
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções. Era comovente ver tanta fraternidade.
"Como seria bonito quando o gato morresse"! Sonhavam.
Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: " o queijo, já!"...
Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido.
O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era. O gato havia desaparecido mesmo.
Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria.
Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum.
E foi então que a transformação aconteceu.
Bastou a primeira mordida.
Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados.
Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.
Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um.
Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto do queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram. Arreganharam os dentes. Esqueceram- se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou.
Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E começaram a brigar entre si. Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem. Finalmente, o projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:
"Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono".
Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando...
Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.
O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato, o olhar malvado, os dentes à mostra.
Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato.
Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.
Pensem nisso..
Autor: desconhecido

Livro de João Calixto quanto ao ataque de Quinco Vasques - Por: Emerson Monteiro

Quando vencido pela mãe, Fideralina Augusto Lima, e pelo irmão, Gustavo, Honório Augusto Lima se retiraria de Lavras da Mangabeira e guardaria refúgio na Serra de São Pedro, no município de igual nome, fronteiro e próximo. Havia ali também familiares seus. Honório fora apeado da Intendência da sua terra por força das armas e pelo poder de mando da genitora, que resolvera apor em seu lugar o Coronel Gustavo. Isto se dera a 26 de novembro de 1907.

Menos de três anos depois, logo no dia 07 de abril de 1910, Lavras ver-se-ia atacada de inopino por Joaquim Vasques Landim (Quinco Vasques), de tradicional família de Aurora, outro município vizinho, que agiu no comando de tropa de cangaceiros.  

Apesar dos raros registros que circunstanciem a ocorrência, jornais da época, dentre esses O Rebate, periódico que circulou no Cariri entre julho de 1909 e setembro de 1911, ainda assim o escritor João Tavares Calixto reconstituiu as cenas da época e lançou, recentemente, o livro Considerações sobre a invasão a Lavras – 1910, a reunir versões correntes dos acontecimentos. Dentre as cogitações consignadas, relativas ao atentado, dada a forte resistência dos lavrenses, seria contido o instinto belicoso de Quinco Vasques, obrigando-o a bater em retirada, com isto consolidando sobremodo o poder de Gustavo. Dali, Honório liquidaria de vez seus negócios no Cariri e seguiria a Fortaleza, onde fixou residência e viveu até 03 de dezembro de 1938.

Os detalhes recolhidos através da pesquisa e as consequências da ação atentatória constam do trabalho de João Calixto, que, inclusive, manuseou os autos de inquérito da ação resultante, e avaliou depoimentos do próprio Quinco Vasques e testemunhas arroladas. Segundo o historiógrafo, esse episódio configurou-se como um dos de maior repercussão no cenário coronelístico do Nordeste do Brasil, à época, não só pela tentativa de deposição, propriamente, mas pela audácia na violação da predominância política estabelecida pela matrona Fideralina e o clã dos Augustos.

A história carecerá sempre de autores honestos, que a preservem e transmitam às gerações os acontecimentos, o que exige critério, rigor de pesquisa e coerência com os textos que os contenham. Neste tempo atual, o Sertão apresenta nomes expressivos do importante ofício. Autores de quarta e quinta gerações exercitam o gosto pelos estudos e demonstram nítida preocupação com as narrativas, documentando com zelo as ocorrências que marcaram o passado. 

Dentre tais estudiosos desta fase, João Tavares Calixto Junior apresenta o dedicação e o talento a isto necessários, sob estilo correto e competente.


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