xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 13/09/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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13 setembro 2015

Amor ou interesse - Por: Emerson Monteiro

Escutem essa história que ouvi recentemente de um amigo a propósito do seu genitor casado pela segunda vez. 

Depois de haver cruzado as dificuldades naturais do tempo, com a prole já criada, viúvo, isolado no meio deste mundo ocupado na corrida do ouro e da sobrevivência, eis que a idade e as cicatrizes passaram a pedir nova experiência amorosa, companhia de gente. Quando parecia desencantado na procura dessa pessoa, apareceu o anjo de candura que lhe amenizaria a solteirice. Contribuiria, com certeza, na alegria das derradeiras ilusões, a escorrerem os dois juntos pelas biqueiras impiedosas dos calendários. 

Daí, resolveu logo ajuntar seu nome e seus bens aos da mulata cheirosa e que dele se engraçou. Arrotearam o papel, nos registros do cartório, sina de partilhar cama e herança, ainda que isso pesasse nos ombros e na opinião de quase todos os filhos, cinco ou seis, não lembro bem.

Mas tomou gosto e casou, sim, em segundas núpcias qual se diz. Festa, passeios, vizinhanças, amizades fartas e esperanças reacesas.

Impiedoso, porém, o tempo seguia no curso cadenciado e constante. Depois de década e pouco, lá o amigo encontrava o pai assim meio triste pelos cantos, sozinho, amargurado, falando devagar. Senhor das agruras, contudo andando firme, calado ou desconfiado.

Preocupado, o bom filho resolve assuntar sinceridade e buscar o amigo querido a fim de detonar pergunta que guardava desde lá detrás, começos da relação do pai sessentão com a madrasta:

- Sim, meu pai. Quero saber um detalhe de sua história. Seja sincero, como sempre foi, e responda de verdade, o que sua mulher sente pelo senhor é amor ou interesse? 

Nessa hora, o pai levantou a vista, observou o filho sentado à sua frente a interrogar tão sério. E resolveu falar o segredo que guardava a sete chaves. Fez da fraqueza força, pigarreou e, sem titubear, explicou:

- Acho que o que ela sente deve ser amor... Só pode ser amor, pois em mim não demonstra o menor interesse - e baixou a cabeça, escondendo sorriso amarelo que insistia ocupar as rugas da sua face madura.

Como surgiu (e se desenvolveu) no Cariri a "imprensa marrom" – por Armando Lopes Rafael

   A conurbação Crajubar tornou-se o paraíso da “imprensa marrom”, também chamada de “alternativa”. Por aqui pululam “jornalistas” que vivem a editar seus tabloides, os quais são distribuídos gratuitamente aos transeuntes, colocados por baixo das portas de lojas, consultórios médicos e até de residências. “Laranja madura na beira da estrada tá bichada ou tem maribondo no pé”, diz a sabedoria popular...
   Mutatis mutandi, nos últimos anos esse tipo de mídia vem proliferando com destaque na cidade de Juazeiro do Norte. Dez entre dez tabloides da imprensa marrom são editados naquela cidade, tendo como característica central divulgar notícias sensacionalistas onde os dados nem sempre são checados corretamente, tornando a notícia falsa e o veículo sem nenhuma credibilidade.
    Como surgiu essa imprensa nanica? Segundo a revista “Superinteressante”: “ela foi inspirada na expressão americana yellow press ("jornalismo amarelo"), que surgiu no final do século XIX a partir da concorrência entre os jornais New York World e The New York Journal. Eles haviam entrado em guerra para ter em suas páginas as aventuras de Yellow Kid, a primeira tira em quadrinhos da história. A disputa nos bastidores foi tão pesada que o amarelo do cobiçado personagem acabou virando sinônimo de publicações sem escrúpulos. Em língua portuguesa, a expressão teve sua cor alterada no Brasil em 1959, quando a redação do jornal carioca “Diário da Noite” recebeu a informação de que uma revista chamada “Escândalo” extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras”.
       Mas a verdade é que esses jornalecos da imprensa marrom editados na conturbação Crajubar estão em franca decadência.  Apesar de a população receber os exemplares de graça, seus poucos leitores (geralmente das classes C e D) não dão credibilidade às matérias divulgadas por esses tabloides. É a tal coisa: tudo que é exagerado é ridículo. Depois, as mentiras dos editores desses jornalecos começam já com a informação sobre o número de exemplares da cada tiragem. O número é inflado para o duplo ou triplo, pelos editores. Em contato com os donos das gráficas de Juazeiro do Norte, que editam esses tabloides, ficamos sabendo que a tiragem verdadeira é insignificante: em torno de 1.500 exemplares para distribuição a  cerca de 1 milhão de habitantes que residem no Sul do Ceará.
          Existem, no Poder Judiciário, dezenas de processos movidos pelas vítimas das matérias inverídicas publicadas na imprensa marrom do Cariri. Mas a Justiça tem sido excessivamente lenta para proferir as sentenças finais dos processos, ou seja, para punir aos que divulgam e propagam essas matérias mentirosas, caluniadoras, chulas, bizarras, cômicas, sem nenhuma importância... Embora tais matérias,muitas vezes, sejam profundamente prejudiciais à honra e a dignidade dos atingidos pelo lamaçal da imprensa marrom...
             

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