xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 07/09/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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07 setembro 2015

Para Você Refletir ! - Por Maria Otilia

Hoje nosso município, mais uma vez, comemorou o dia da Independência do Brasil. Infelizmente não podemos dizer que foi um dia extraordinário. Lamentamos e não  presenciamos na Praça da Sé  , por ocasião do hasteamento do Pavilhão Nacional, as autoridades de praxe: Policia Militar, Tiro de Guerra, representantes de estudantes com as bandeiras das escolas, Prefeito e Vice, Secretários,etc.Bem como a ausência desses no Palanque Oficial.E fica a nossa indagação de como poderemos ser  exemplo para esta juventude, que  incentivamos ir para a rua, com todo o calor de setembro, desfilar em comemoração ao dia da Pátria ? Onde está o nosso compromisso com o nosso cargo público que ocupamos ? Por que esquecemos do nosso juramento que fazemos ao ser empossado seja para o executivo, legislativo ou assessoria ? Onde fica nosso exemplo de patriota ? E por que falamos tanto em corrupção nos altos escalões, quando vivenciamos isso no nosso dia-a-dia, no nosso entorno ?
Como educadora acredito que dias melhores virão, afinal quem educa com o coração não desiste nunca. Daí a necessidade de que cada educador  traga para a sua sala de aula, momentos de discussão, estudo,reflexão do que é realmente ser cidadão de direitos e deveres.
 Parabéns para todos os educadores que abrilhantaram nosso dia sete  de setembro, com seus estudantes alegres, portando  bandeira  da sua escola com muito orgulho. E para que possamos fazer uma reflexão sobre o que deveria acontecer, a nível de representatividade de gestores, posto abaixo uma bela fábula.Boa leitura.
               A roupa nova do rei

Era uma vez um Rei que apreciava de tal maneira roupas novas que despendia com elas grandes fortunas. Ele não se importava com as bibliotecas, com as escolas, ou com os museus, a não ser para exibir as suas roupas. Para cada hora do dia vestia uma diferente. Em vez de o povo dizer: Ele está em seu gabinete de trabalho, dizia: Ele está em frente ao espelho no seu quarto de vestir. Mesmo assim a vida cultural era muito movimentada naquele reino que postulava ser de primeiro mundo.
Um dia foram contratados, pela Fundação Cultural do Reino, vários curadores e artistas, e entre eles dois que se apresentavam como estilistas-tecelões e que se gabavam de costurar os mais belos trajes com os mais belos tecidos do mundo. Segundo eles, não só os padrões, as tramas e as cores dos modelos eram belíssimos, mas os tecidos fabricados por eles tinham a infalível virtude de ficarem completamente invisíveis para as pessoas dissimuladas, ou as incompetentes, ou as destituídas de inteligência.
— "Essas roupas com esses tecidos serão maravilhosas." — pensou o Rei — "Usando-as poderei descobrir quais pessoas são falsas, ou que não estão em condições de ocupar cargos, e então poderei substituí-las por outras... Mandarei que fabriquem muitas peças desse tecido para mim..."
Fez um adiantamento em moedas de ouro para que começassem a trabalhar imediatamente. Os estilistas então encomendaram uma grande quantidade de bobinas e carretéis dos mais caros fios de seda e fios de ouro (que escamotearam sorrateiramente e guardaram em seus baús enquanto simulavam trabalhar nos teares vazios) e começaram a tecer, mas nada havia na urdidura ou nas lançadeiras.
Depois de alguns dias, o Rei estava ansioso e andava de um lado para o outro enquanto procurava se distrair com algum casaco ou chapéu do qual ainda não estivesse muito enjoado, ou que ainda estivesse na moda.
— Eu quero saber como vai indo o trabalho dos tecelões. — dizia o Rei, mas andava vagamente pensativo e preocupado... Ele não tinha propriamente dúvidas sobre a sua honestidade e inteligência, mas achou melhor mandar outra pessoa ver o andamento do trabalho.
Todos na cidade também já tinham ouvido falar no poder maravilhoso do tecido, e cada um estava mais ansioso para saber quem era o mais falacioso e burro entre os seus vizinhos.
— "Mandarei o Primeiro Ministro observar o trabalho dos estilistas-tecelões; ele verá o tecido, pois é inteligente e desempenha as suas funções com perfeição." — cavilou o Rei.
Mandou chamar o Primeiro Ministro e ordenou que fosse ao salão (onde os dois charlatães simulavam trabalhar nos teares vazios) saber do tecido.
— "Deus me acuda!" — pensou o Primeiro Ministro, arregalando os olhos quando lhe mostraram o tear. — "Não consigo ver nada!" — no entanto teve o cuidado de não dizer isso em voz alta.
Os tecelões o convidaram a aproximar-se para verificar como o padrão da trama estava ficando bonito e apontavam para os teares. O pobre homem apertava a vista o mais que podia, tirava e punha os óculos, mas não conseguiu ver coisa alguma.
— "Céus!" — pensou ele — "Será possível que eu seja tão fingido e incompetente? Bem, ninguém deverá saber disto e não contarei a ninguém que não vi o tecido."
— Vossa Excelência nada disse sobre o tecido... — queixou-se um dos estilistas.
— Ah, sim. É muito bonito. É encantador! — respondeu o Primeiro Ministro, limpando os óculos com um lenço de cambraia de linho — O padrão é lindo e as cores são de muito bom gosto. Direi ao Rei que me agradou muito.
— Estamos encantados com a vossa opinião, Senhor Primeiro Ministro. — responderam os dois ao mesmo tempo, e iam descrevendo as cores e a trama especial daquele pano tão caro. O Primeiro Ministro prestou muita atenção a tudo o que diziam para poder depois repetir diante do Rei.
Os estilistas pediram mais dinheiro, mais seda e mais ouro para prosseguir com o trabalho e, como das outras vezes, puseram tudo em seus baús e continuaram fingindo que teciam.
Poucos dias depois o Rei enviou o Ministro da Cultura e das Artes para olhar o trabalho e saber quando ficaria pronto. Aconteceu-lhe como ao Primeiro Ministro: Olhou, olhou, tornou a olhar, mas só via os teares vazios.
— Não é lindo o tecido? — indagavam os tecelões, e davam-lhe as mais variadas explicações sobre a trama, o padrão, os brilhos, as cores.
— "Eu penso que não sou muito desonesto..." — refletiu o Ministro da Cultura e das Artes — "e nem estúpido... Se fosse assim, não teria chegado à altura do cargo que ocupo... Que coisa estranha!..."
Pôs-se então a elogiar as cores e o desenho, e mais tarde, não só como Ministro mas como Curador de exposições de artistas e fotógrafos, comunicou ao Rei:
— É um trabalho sublime... em seus aspectos de inconcretude material... hã... uma obra-prima em sua fundamentalidade semântica... e visualidade sígnica... hã... o imagético e o invisível se fundem num todo de... hã... expectativas estético-formais... neste simulacro crítico... se percebe a função... hã... as funções, semióticas... da transcendente imaterialidade da arte...
E já completamente tomado:
— Assim, neste procedimento referencial do não-objeto... hã... em sua virtual vacuidade... o deslocamento do olhar... em sua intensa... hã... re-significação... a obscurecer ao limite extremo... toda e qualquer possibilidade de reflexão perceptiva... hã... insere-se nesta vertiginosa... pós-modernidade... hã... Mas, por outro lado... o discurso estético... das poéticas da segunda metade do século XX ... hã...
O Rei teve de o interromper:
— Está bem, já compreendi.
A cidade inteira só falava nesse deslumbrante tecido, de modo que o Rei resolveu vê-lo enquanto estava nos teares. Acompanhado por um grupo de cortesãos e cortesãs, entre os quais os Ministros que já tinham ido ver o prodigioso pano, e curadores e artistas convidados, lá foi ele visitar os ardilosos tecelões. Eles estavam trabalhando mais do que nunca nos teares vazios.
— Veja, Vossa Alteza Real, que delicadeza de desenho! Que combinação de cores! — balbuciavam os altos funcionários do Rei enquanto apontavam para os teares vazios e os curadores desenvolviam os seus discursos. — Ofuscante... Estonteante... — suspiravam as cortesãs.
O Rei, que nada via, preocupado pensou: — "Serei eu o único cretino e não estarei em condições de ser o Rei? Nada pior do que isto poderia me acontecer!" — então, em alto e bom tom, declarou:
— Muito bom! Realmente merece a minha aprovação!
Por nada deste mundo ia confessar que não tinha visto coisa alguma. Todos aqueles que o acompanhavam também não conseguiam ver o tecido, mas exclamavam em prolongados murmúrios:
— Oh! Deslumbrante... Magnífico... — e aconselharam ao Rei que usasse a roupa nova por ocasião da parada anual que ia se realizar daí a alguns dias. O Rei até concedeu a cada tecelão-estilista a famosa Comenda das Artes e o nobre título de Cavaleiro Estilista-Tecelão.
Na noite que precedeu o desfile, os charlatães tecelões fizeram serão. Iam acendendo todas as lâmpadas do atelier para que todos pensassem que estavam trabalhando à noite para aprontar os trajes do Rei. Fingiam tirar o tecido dos teares, cortavam a roupa no ar com um par de tesouras muito grandes e coseram-na com agulhas sem linha. Na manhã do dia seguinte disseram:
— Agora, a roupa do Rei está pronta.
Sua Majestade, acompanhado dos cortesãos, veio provar a roupa nova. Os estilistas embusteiros fingiam segurar alguma coisa e diziam:
— Aqui estão as calças, aqui está o casaco e aqui o manto. Estão leves como teias de aranhas; até parece que não há nada cobrindo o Rei, mas aí é que está a rara e fina qualidade deste modelo e deste tecido.
— Sim! — concordaram todos, embora nada estivessem vendo.
— Poderia Vossa Majestade despir-se? — pediram os impostores. — Assim poderemos vestir-lhe a roupa nova.
O Rei despiu-se e eles fingiram vestir-lhe peça por peça. Sua Alteza Real virava-se para lá e para cá, olhando-se ao espelho (vendo sempre a redonda imagem de seu corpo nu).
— Oh! Como lhe assentou bem o novo traje, Alteza! Que lindas cores! Que bonito padrão! — diziam todos com medo de caírem no ridículo e perderem os altos cargos se descobrissem que não viam nada. Entretanto o Mestre de Cerimônias anunciou:
— A carruagem está esperando para conduzir Vossa Majestade.
— Estou quase pronto. — respondeu o Rei.
Mais uma vez virou-se solenemente em frente ao espelho, com o rosto erguido sobre o ombro, numa atitude de quem está mesmo apreciando alguma coisa.
Os pagens que iam segurar a cauda do manto, inclinaram-se como se fossem levantá-la e foram caminhando com as mãos à frente, sem dar a perceber que não estavam vendo roupa alguma. Durante o desfile o Rei ia caminhando cheio de pompa à frente da carruagem. O povo nas calçadas e nas janelas, também não querendo passar por tolo, ou mentiroso, exclamava:
— Que caimento tem a roupa do Rei! Que manto majestoso! E que brilhante tecido!
Nenhuma roupa do Rei jamais recebera tantos elogios! Entretanto um menino que estava entre a multidão, achou aquilo tudo muito estranho e disse:
— Coitado do Rei... Está nu!
Os homens e as mulheres do povo, conhecendo que o menino não era nem falso e nem tolo, começaram a murmurar... e logo a seguir, como numa onda, em altos brados repetiam:
— O Rei está nu! O Rei está nu!
O Rei, ao ouvir aquelas vozes do povo, ficou furioso por estar tão ridículo! O desfile entretanto devia prosseguir, de modo que se manteve imperturbável e os pagens continuavam a segurar-lhe a cauda invisível.
Depois que tudo terminou ele voltou ao Castelo Real de onde nunca mais pretendia sair. Mas, como sempre acontece, uma semana depois o povo já havia esquecido o escândalo, e os funcionários do reino seguiam como se nada houvesse acontecido: Os cargos continuavam a ser distribuidos entre as mesmas duas ou três famílias e seus agregados; os impostos sonegados; o desvio de verbas continuava em alta, enfim, tudo voltou ao normal.
Quanto aos dois estilistas-tecelões, desapareceram misteriosamente levando o dinheiro, os fios de seda e o ouro. Meses depois um viajante contou que eles haviam pregado o mesmo golpe em outro pequeno reino, onde os cidadãos também andavam de nariz empinado, cheios de soberba e afeitos às pequenas e às grandes hipocrisias.
Há muito tempo, a atividade de pessoas como a desses e de outros tecelões, vem se espalhando mundo afora, como coisa natural da sensibilidade e do intelecto de uns estilistas de academias e villas kyriais; Somerset Maugham escreveu sobre essas pessoas e seus fantásticos dons que podemos ler em O impulso criativo. Aqui entre nós, recomendo a uma certa escultora e professora de grego, o nosso Lima Barreto que nos deixou O homem que sabia javanês. Outros autores tem escrito sobre a trama dessas urdiduras, e sobre a plástica ética dessas pessoas tão comuns e, principalmente, daquelas que ainda se pretendem tão importantes e sábias... Caberia agora ao leitor fazer uma lista de outros textos que, de algum modo, vêm desnudando essas inacreditáveis senhoras e esses incríveis senhores.

 Autor :Hans Christian Andersen



 

Em Juazeiro do Norte o destaque deste 7 de Setembro foi o “Grito dos Excluídos” – por Patrícia Silva

Para você o dia 7 de setembro é dia de comemorar a Independência do Brasil? Se ao falar sobre este assunto você acha que é necessário ter uma maior conscientização, para que se entenda o significado desta data e as melhorias que ainda precisamos ter, você com certeza está no caminho proposto pelo Grito dos Excluídos.
O evento reúne milhares de pessoas em diversas partes do país, que saem às ruas na mesma data em que se celebra a Independência do Brasil, e reivindicam os seus direitos enquanto cidadãos. Na Forania II da Diocese de Crato mais de 500 pessoas, membros de pastorais e movimentos sociais, realizaram uma caminhada na manhã desta segunda, 7, que saiu da Capela Nossa Senhora de Fátima, pertencente à Paróquia de São João Bosco, em direção ao Mercado do Triângulo, em Juazeiro do Norte- CE, local onde houve a celebração do Grito dos Excluídos 2015.
A reflexão do evento esteve voltada para o eixo da comunicação. “Vida em primeiro lugar”, foi o tema e “Que país é esse, que mata a gente, que a mídia mente e nos consome?”, o lema.
“A Igreja se posiciona a favor da vida. A gente não tem independência quando não temos educação de qualidade, não temos independência quando não temos saúde de qualidade. Nossas crianças continuam desassistidas, não temos políticas públicas para idosos e nem políticas públicas que garantam a inclusão da juventude. Não dá para dizer que somos independentes. Queremos um país de qualidade, democrático de fato para todos. A formação político, pastoral, social e cultural deve ser o papel da comunicação em nossa sociedade, por isso a democratização dos meios de comunicação é um grito que a gente vem fazendo neste 7 de setembro”, disse Angelita Maciel, membro da Cáritas Diocesana.
O Grito dos Excluídos acontece desde 1995 e procura superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, contribuindo com a construção de uma sociedade justa, solidária, plural e fraterna. Na Diocese de Crato o evento é organizado pelo Ministério da Caridade.
Fotos e Reportagem: Patrícia Silva

Coisas da República: Sabe quem é a moça da foto abaixo?... (postado por Armando Rafael)

 A verdade só afunda temporariamente. Mais cedo ou mais tarde sempre vem à tona. Ou, conforme Galileo Galillei perante o tribunal da Inquisição, “A verdade é filha do tempo e não da autoridade”.  Mas, vamos a pergunta: sabem quem é essa moça? Ela é Sinara Polycarpo, a ex-superintendente de investimentos do Banco  Santander...
Não está ligando ao nome, ao cargo e à pessoa aos fatos?
Então refresquemos um pouco a sua memória:
Dias atrás, o site Infomoney relembrou que há um ano, em carta enviada aos clientes do Santander, a então superintendente de investimentos daquele Banco, Sinara Policarpo, alertava sobre os riscos de um eventual segundo mandato de Dilma Rousseff:
“O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice da Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes”, disse Sinara.
Lula reagiu furiosamente na ocasião, pedindo a cabeça da funcionária: “Essa moça não entende porra nenhuma (SIC) de Brasil e de governo Dilma. Manter uma mulher dessa num cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim.” Como sempre, "O Cara" (lembram da frase de Obama?),digo Lula, não deixou passar a oportunidade sem dizer uma de suas costumeiras  besteiras...
Resultado: o Santander demitiu Sinara por pressão de Lula, mas, desde a reeleição, o dólar subiu tanto, que na última 6ª feira, 04 de setembro, bateu no limite do comercial a R$ 3,87 para venda, a maior cotação de fechamento desde 23 de outubro de 2002; Esta semana, o valor do dólar deve ultrapassar os R$ 4,00...Tem mais: o Ibovespa chegou a cair 15 mil pontos; a aprovação do (des)governo Dilma caiu para 7% na avaliação do povo brasileiro; o Governo enviou ao Congresso proposta de orçamento para 2016 com déficit de 30 bilhões de reais (caso único na história); a inflação beira os 10% ao ano; O crescimento do PIB será negativo 0,2% em 2015 e o país está há dois trimestres em recessão econômica; a taxa de juros saltou de 10,75% para 13,75%; O preço da energia e da gasolina subiu como nunca antes na história deste país; a taxa de desemprego é a maior dos últimos 20 anos; as investigações da Lava Jato calculam, por baixo,  que o “Petrolão” é responsável por um desvio de 30 bilhões de reais na Petrobras, rombo que daria para comprar 145 milhões de barris de petróleo...
Só que a real situação é ainda pior do que esses números sugerem!
E, o pior: Dilma continua empregada...

MAIS UMA VERGONHA PARA O CRATO - Por 3 anos seguidos, prefeito desaparece das comemorações do dia da Pátria.



Crato vive uma sucessão de pesadelos. Não bastasse a cidade apenas figurar na mídia nacional nas páginas policiais, com Ministério Público e polícias invadindo a prefeitura por denúncias de corrupção, além de uma administração cuja única obra de porte foi realizada pelo Governo do Estado ( Encosta do Seminário ), também causa-nos vergonha o que tem acontecido nas festas cívicas do município: Por 3 anos seguidos, o prefeito do Crato não se dá sequer ao trabalho de comparecer às comemorações cívicas do 7 de setembro. É a primeira vez em toda a história que não é dada a devida importância ao dia da pátria. E nesse ínterim, o vice-prefeito não é convidado desde o primeiro ano de gestão a representa-lo em qualquer cerimônia do município ( conforme entrevista concedida à nossa reportagem recentemente ). Para acabar de avacalhar de vez, no dia de hoje ( 07 ), até a banda de música teve que desfilar com uma farda doada pelo sindicato. Pelo jeito, Crato atravessa um verdadeiro VEXAME e uma página triste em sua história. Cidade berço de heróis, da cultura caririense, de um povo bravo que deixou a sua marca, hoje sucumbe ante o descaso, a falta de responsabilidade, e a falta de um prefeito que esteja à altura do que o Crato verdadeiramente representa no cenário nacional. Que pena ! Mais uma para a imensa coleção de absurdos grotescos que têm acontecido na nossa cidade.

Por: Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com




Um eu criança - Por: Emerson Monteiro

Assim como o homem se despoja de uma roupa gasta e veste roupa nova, assim também a alma incorporada se despoja de corpos gastos e veste corpos novos. Bhagavad Gita


Dentre as mil faces do herói, nos seres humanos existe um eu criança que nunca perde as características originais da memória do ser inocente e vigoroso, que rege aspectos diversos da nossa personalidade. Ingênuo, se entrega fácil aos devaneios da sorte, aspirações bem naturais da primeira infância. Sonha alto em pleno dia. Engatinha nas decisões adultas, alimenta afetos imaginários, viaja nas vagas do tempo feito pássaro leve,  largado ao sabor do infinito. 

Esse eu primitivo de qualidade pura virá conosco desde o útero materno. Por isso aprecia carinho, toques essenciais das pessoas com quem aconchega, e quando não o recebe, contrariado reage e sofre. Ama os mimos da arte, da beleza, da moda, e os afetos espontâneos, simpatias. Transcorre na vida à busca de alguém que lhe complete, semelhante à mãe, de que participou dentro do mesmo corpo na gestação. Há nele o príncipe ou a princesa ideal, outra parte que inteire viver o colo perdido, a envolvido no calor da totalidade e chegar ao ser feliz para sempre das histórias maravilhosas de fadas e reinados.

Seu passo os dirige a explorar o mundo através dos sentimentos, e descobrir aonde achar o mistério desse encaixe perfeito, secundado pelos muitos instrumentos de pesquisa, o trabalho, a aventura, o delírio de emoções variadas, os esportes, as artes, experiências de todo matiz; a fama, a chama da paixão, o furor das lamas dos vícios, as amas dos bordéis, o amor das revistas, das novelas, dos filmes; os parceiros de jogo, de estradas, de camas. Os seios da mulher amada. Os laços do destino, nas canções desesperadas. 

O eu criança da Sublime Canção dos Vedas, à imagem de Krishna, o deus em forma de criança alegre, de junto da Natureza. São nuances da estrutura psíquica, os arquétipos , que, segundo o psiquiatra suíço Carl G. Jung, simbolizam imagens primordiais vindas na repetição da mesma experiência durante as gerações, e que permanecerão guardadas no Inconsciente Coletivo.

Até que, de tanto procurar sua parte complementar no decorrer da existência, o herói criança lá um dia deixará o corpo, depositado de novo ao seio da mãe Terra e regressa outra vez ao mistério original do que antes fora.

Comemorações do 7 de Setembro: após "Pixuleko", grupos contrários ao governo do PT criam boneca de "Dilma Vana"

Fonte: Folha de S.Paulo
Estreia da boneca guerrilheira Dilma Vana (comnariz de Pinóquio) será hoje em Brasília, durante o desfile militar, e em meio a novo panelaço
O protagonismo do boneco inflável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos protestos contra Dilma Rousseff está com os dias contados. Com status de celebridade na internet, a personagem de plástico batizada de "Pixuleko" dividirá as atenções com um concorrente. Nesta segunda (7), o Movimento Brasil, responsável pela criação do "Pixuleko", pretende estrear em manifestação programada para Brasília uma versão de plástico da presidente. Com faixa presidencial, dentes proeminentes e roupa vermelha, a boneca ainda não tem um nome oficial, mas tem sido apelidada de "Pixuleka" por integrantes do movimento.
Finalizada na quinta-feira (3), na mesma fábrica no interior de São Paulo onde foi produzido o "Pixuleko", a versão em plástico da presidente tem 12 metros de altura e 300 quilos, mesmas medidas do boneco inflável. O valor para elaboração da boneca também foi de R$ 12 mil, quantia obtida, segundo o Movimento Brasil, por arrecadação entre integrantes do grupo. "Já pagamos a metade e chegou o boleto para pegar o restante", explicou Ricardo Honorato, do Movimento Brasil. Para evitar "atentados", como a facada da qual "Pixuleko" foi vítima em agosto, "Pixuleka" deve ser colocada nesta segunda (7) em um caminhão e terá uma equipe de seguranças. Segundo Honorato, responsável por ter tornado "Pixuleko" famoso no protesto do dia 16 de agosto, o boneco deve participar do protesto em Brasília.

             

Alguém lembrou? hoje é o Dia da Independência

Mensagem do Chefe da Casa Imperial do Brasil

Em 1822, o então Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves vivia uma situação de relativa instabilidade política. Uma revolução liberal no Porto impusera o regresso de D. João VI a terras lusas, lançando inquietação entre muitos dos que aqui influenciavam os nossos destinos. A situação criada viria a precipitar um processo de emancipação política, o qual culminaria na declaração de Independência, feita às margens do Ipiranga, pelo Príncipe Dom Pedro, a 7 de setembro daquele ano.
Naqueles momentos de indefinição e incerteza, alguns elementos e algumas forças atuantes na cena política procuraram desintegrar nossa unidade enquanto Nação e, até mesmo, derrubar a forma monárquica de governo.
A inteligência, a liderança e a sabedoria política de José Bonifácio de Andrada e Silva, aliadas à argúcia e à determinação do Príncipe Regente evitaram ao Brasil um esfacelamento indesejado e permitiram o nascimento do País independente sob a égide da Monarquia, a qual lhe traria um longo período de estabilidade política e de ascensão nas sendas de suas legítimas tradições e na fidelidade a seus princípios cristãos.
* * *
A Proclamação de nossa Independência – que hoje comemoramos – é portadora de grandes lições. O processo de diferenciação entre o Brasil e Portugal estava completo. Circunstâncias acidentais suscitaram rusgas entre os habitantes da colônia e da metrópole. Mas a separação, que se fez com a energia e com a força de um povo que queria ser independente, foi, ao mesmo tempo, marcada pelo afeto e pela gratidão.
Quando Portugal e as grandes potências reconheceram a nossa Independência, o Brasil soube voltar-se para sua própria história e para seu passado próximo, reconhecendo em D. João VI o monarca sábio e afável que, elevando o Brasil à condição de Reino Unido, lhe trouxera todos os benefícios e condições para se tornar independente. No momento em que todos os laços se cortavam, o Brasil soube restabelecer o laço do afeto através do gesto simbólico de permitir ao monarca usar até o fim de sua vida o título de Imperador do Brasil.

* * *
O Brasil atravessa talvez o mais grave momento de sua história, desde a Independência. Numa ruptura militante com nosso passado, a instabilidade republicana atinge um auge por poucos imaginado. O País assiste, estupefato, a uma degradação moral e institucional sem precedentes, enquanto nossa população tem manifestado um sadio e inesperado vigor na defesa de um Brasil autêntico e fiel a si mesmo.
A partir da Presidência da República, o País assiste à implementação de um projeto de poder ideológico, avesso aos seus mais íntimos anseios:
- um projeto político-social eivado de espírito anticristão que busca, de todas as formas, esfacelar a instituição básica de qualquer sociedade civilizada, a família;
- um projeto que move uma mal disfarçada perseguição à propriedade privada, direito nascido da ordem natural, garante da legítima ascensão de um povo, e da liberdade individual e familiar;
- um projeto que busca, através de uma concepção abusiva do papel do Estado, dirigir os que ensinam e os que aprendem, subvertendo a educação de nossas crianças e de nossos jovens e condicionando a elaboração do pensamento nacional, através da regulação da produção filosófica, literária e científica;
- um projeto que insiste no erro fatal de conduzir nossa realidade sócio-econômica nas sendas de um socialismo estatista, cujos frutos trágicos o mundo continua a presenciar, inclusive em nosso Continente;
- um projeto em contínua ruptura com nossos valores de convívio pacato, fraterno e cristão, que busca lançar a divisão e a luta fratricida entre brasileiros e que vai debilitando nossa unidade territorial, através de duvidosas políticas de demarcações raciais;
- um projeto que tem aviltado nossa, outrora, tão prestigiosa diplomacia e nossos interesses internacionais;
- um projeto que rebaixou a política e as instituições, fazendo com que a corrupção sem freios se assenhoreasse da máquina do Estado, em proveito de ambições pessoais desmedidas e de cumplicidades político-ideológicas.
De um modo para muitos inesperado, multidões saem às ruas, sempre de modo cordato, não em razão de preferências partidárias ou de disputas da baixa política, mas em defesa de um Brasil genuíno, em legítima continuidade com seu passado.
São esses brasileiros, quase sempre relegados e esquecidos por uma certe “elite” progressista e afeita à moda, que querem fazer ouvir sua voz, seus anseios mais íntimos, suas aspirações a respeito do País, do Estado, da região. Mas os dirigentes de nossa vida pública continuam a configurar as leis e as estruturas que regem a vida do Estado e da sociedade sem sincronia com tais ideais, anelos e modos de ser. O mundo político e institucional parece não se dar conta do enorme abismo que se vai cavando em nossa vida pública, e continua apenas preocupado com os conchavos e os acertos de bastidor. Suas manobras são de molde a fomentar contradições, gerar a confusão e induzir alguns espíritos ao desânimo, à dispersão e à inércia. E assim o País vai sendo encaminhado para uma situação histórica dramática.
A História nos ensina que o curso dos acontecimentos desserve sempre aos que dormem. No dia em que comemoramos nossa Independência, a Casa Imperial, movida pelo ardente anelo de uma cristã grandeza para o Brasil, considera de seu dever alertar os brasileiros, e, particularmente, as classes dirigentes para que se articulem em torno de seus chefes naturais, com o objetivo de, através de soluções sábias e orgânicas, fazer refluir para dimensões mínimas o perigo que se abate sobre a Nação. Assim poderá o Brasil prosseguir sua trajetória histórica, sem conhecer a degradação, a tristeza, a miséria, as discórdias, agitações e morticínios nos quais foram submersas tantas nações.
* * *
A 22 de agosto de 1822, quinze dias antes da declaração de Independência, meu tetravô, o futuro D. Pedro I, viajando do Rio de Janeiro para São Paulo, rezou diante da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, prometendo-Lhe consagrar o Brasil, caso se resolvesse de modo favorável a intrincada situação política. Hoje, seguindo seu exemplo, coloco-me aos pés de Nossa Senhora Aparecida a quem rogo que vele solícita pelo nosso País e por seu povo, a fim de que permaneçam invictos e, com energias vivificadas, possam rumar para a luminosa e providencial missão que os aguarda neste século.
       
                    São Paulo, 7 de setembro de 2015.

                    Dom Luiz de Orleans e Bragança
                       Chefe da Casa Imperial do Brasil

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