xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 12/07/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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12 julho 2015

O grande Dom Pedro I – por Armando Lopes Rafael

















 Quando vemos, nestes tempos medíocres vivenciados pelo Brasil,  onde pululam administradores(as)  públicos rebaixados ao nível de anãos (e anãs) políticos,  resta-nos o consolo de que nem sempre vivemos um cenário assim, nesta imensa pátria.
    Após a nossa independência política fomos liderados pelo Imperador Pedro I. Aliás, seu nome completo era: “Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon”. Apesar de nome tão longo viveu apenas 36 anos. Com tão pouco tempo de vida foi um caso raro na história: governou dois países, localizados em dois continentes diferentes, pois foi Imperador do Brasil (com o título de Dom Pedro I) e Rei de Portugal (com o título de Dom Pedro 4º). Chegaram a oferecer a Dom Pedro I o reino da Grécia. Mas ele declinou dessa oferta.
   Dom Pedro I não foi apenas um grande estadista. Foi um homem plural. Em rápidas pinceladas vejamos algumas de suas facetas de sua personalidade.
Pedro I, o músico
   Dom Pedro I foi poeta, modinheiro, clarinetista e compositor, em tão curto espaço de tempo. Estudou música com José Maurício Nunes Garcia, Marcos Portugal e Sigismund Neukomm. Há um registro que Marcos Portugal regeu o Te Deum de D. Pedro, em 1821. Ele é também o autor do Hino da Independência (letra de Evaristo da Veiga). De sua autoria é também o Hino Constitucional ou Hino da Carta (possivelmente cantado no Teatro São João, em 1821) e que foi o hino nacional português até 1910, quando a monarquia portuguesa foi derrubada pelos republicanos.
   Cleofe Pearson de Mattos identificou um Credo e Monsenhor Schubert descobriu a antífona Sub tuum presidium, ambas de autoria de D. Pedro I. O cabido metropolitano ainda possui outra obra atribuída ao Imperador, o Moteto a S. Pedro de Alcântara. Essas músicas foram recentemente resgatadas em um CD pelo Conservatório de Juiz de Fora (MG).
Aventureiro e boêmio
   Dom Pedro I tinha fama de mulherengo. E o foi. Casou-se com Carolina Josefa Leopoldina, arquiduquesa da Áustria. Com fama de aventureiro e boêmio, teve 13 filhos reconhecidos e mais cinco naturais: sete com a primeira esposa, a arquiduquesa Leopoldina, da qual enviuvou (1826); uma filha com a segunda esposa, a duquesa alemã Amélia Augusta; cinco com a amante brasileira Domitila de Castro, a marquesa de Santos; e mais cinco com diferentes mulheres, inclusive com uma irmã de Domitila, Maria Benedita Bonfim, baronesa de Sorocaba (1), com uma uruguaia Maria del Carmen García (1), com duas francesas Noémi Thierry (1) e Clémence Saisset (1) e com uma monja portuguesa Ana Augusta (1). Ao lado disso era um pai amoroso que apoiou todos os filhos, fato reconhecido por todos os seus biógrafos.
Outras facetas
 Dom Pedro I atingiu todos os postos da hierarquia militar: de cavalariano a general. Mas, no dia-a-dia, gostava mesmo era de fazer  trabalhos manuais. Era exímio marceneiro, amansador de potros e  tocava 10 instrumentos musicais. Era poeta (embora como poeta sua produção não tenha sido das melhores). Deve-se, ainda, a Dom Pedro I, a criação da  bandeira do Brasil – cujas cores, verde e amarelo, foram de sua escolha. “O amarelo representa a Casa de Habsburgo (Dona Leopoldina) e o verde representa a Casa de Bragança (Dom Pedro I) e o Escudo de Armas do Império (ver abaixo).

Monsenhor Montenegro – por Armando Lopes Rafael

Na foto, Mons. Montenegro (de pé, de batina preta) conversa com o governador Adauto Bezerra e Dom Vicente Matos, General Raimundo Teles Pinheiro. Atrás de Mons. Montenegro, o prof. José do Vale Arraes Feitosa.
Fui seu aluno. A ele devo os meus estudos, relativamente aos antigos cursos de Humanidades (ou Ginasial) e o Científico, como se chamavam, àquela época. Explico. Oriundo de família pobre, meu pai não tinha condições de pagar um colégio particular para o filho mais velho, pois tinha mais nove filhos para sustentar com o pequeno salário de funcionário público. Mesmo assim fui matriculado no Colégio Diocesano do Crato para fazer o antigo Exame de Admissão ao Ginásio. Concluído este, estavam em curso as providências de minha transferência para uma escola pública, quando, certo dia, Mons. Montenegro me encontrou, num intervalo de aula, e disse:
–“Vou conseguir uma bolsa de estudo para você. Só espero que, no futuro, você não me atire pedras, como têm feito muitos a quem tenho ajudado...”
E foi graças a essa “bolsa de estudo” que me eduquei no melhor colégio da cidade... E graças ao que aprendi no Colégio Diocesano do Crato, consegui, posteriormente aprovação em concurso público do Banco do Nordeste, no qual trabalhei por cerca de 36 anos, chegando a galgar, naquela instituição, elevadas posições.
Monsenhor Montenegro era austero, sério, mas sempre comunicativo! Em algumas ocasiões, tinha rasgos de generosidade que causavam admiração. Tendo dedicado quase toda a sua vida à educação, principalmente na direção do Colégio Diocesano do Crato, esta atividade lhe proporcionou conviver com pessoas de diversas categorias sociais. Nesse mister, conseguiu fazer dezenas de centenas de amigos. Foi padrinho de batismo de bom número de crianças, com cujos pais cultivou laços de amizade. O seu concorrido sepultamento é uma prova do que afirmo.
Nos últimos anos de sua vida, já na ancianidade, exerceu unicamente atividades pastorais, principalmente na Capela de Nossa Senhora da Conceição do Bairro Granjeiro, por ele construída e onde repousam seus restos mortais, à espera da ressurreição final.
Foi na sua residência, localizada no mais aprazível bairro da nossa urbe, onde ele escreveu sua pequena mas profunda produção intelectual.
Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

Cogitações de um jegue abandonado - Por: Emerson Monteiro

Primeiro de tudo, regra número um, questão de sobrevivência, jamais engolir essas folhas brancas que voam pelo ar, os tais sacos plásticos, lixo espalhado nos cantos distantes da cidade, aqui aonde vim trocando patas, depois que me largaram nas quebradas, animal de tração de segunda, destituído das qualidades industriais de depois dos açudes, barragens  e s estradas asfaltadas. Triste não servir a mais nada.

Sei, sim, que quando chove aparece babugem nas beiras das estradas e alimento nunca falta, contudo, nos meses secos, a peleja vem de novo e aumenta; meninos vadios enchem a paciência da gente quando querem; sobem no meu lombo e cutucam lá atrás com pedaços amolados de madeira, pegando corrida uns com os outros, coisa de gente desocupada. Tudo acostuma, o que é ruim, o que é bom. Perdem-se os caprichos de andar parecido como os burros ou os cavalos, primos ricos pretensiosos conservados nas reservas, a fim de serem explorados em trabalhos forçados ou nas pegas apostadas dos finais de semana.

Homens, esses animais imprevisíveis; agora eles acharam de corre montados latas coloridas, que enchem estradas forradas de preto, vez em quando trombando pernas, focinhos dos bichos agoniados, jogados nas pistas de velocidade. Respeito, esquecem até consigo mesmos; conosco nem pensar. Uns ingratos; embriagados, então, viram sádicos, arrancam pedaços, machucam e largam fácil, fácil, a missão que nos confiam nos momentos de trabalho do passado.

Meio monótona continuar isso tudo, andar à busca de surpresas quase sempre desagradáveis, na monotonia de ocupar lugares inexistentes e campos que, indiferentes, vida de estrangeiro, pois viemos da Ásia e nessa terra nos largaram.

Há notícias de, um dia, transportarmos a Família Sagrada, na fuga ao Egito, mas isso lá nos tempos envelhecidos, palavras guardadas só nos livros; e sermos restos de civilização pouco preservados entre as dobras do sentimento. Longe, bem longe, aconteceu a viagem do Oriente, enquanto ainda hoje quase ninguém lembra mais a aventura de transportar o Príncipe das Nações.

Vivemos assim, nas periferias dos lugares, bichos anciões, criados soltos por causa da inutilidade em nos transformaram, semelhantes às garrafas secas que chutamos no escuro das jornadas.

Dom Fernando e Governador Camilo Santana inauguram hoje a Fazenda da Esperança Padre Cícero -- por Patrícia Silva

A Diocese de Crato  inaugura neste domingo, dia 12, a Fazenda da Esperança Pe. Cícero, com uma celebração da Santa Missa, às 16h, no Distrito Coité, em Mauriti- CE. A missa será presidida por Dom Fernando Panico e concelebrada pelos padres da Diocese. Além do governador do Ceará, Camilo Santana, estarão presentes à solenidade  o fundador da Fazenda da Esperança, Frei Hans Stapel, o diretor nacional, Nelson Giovanelli, além do coordenador regional, Pe. Justene de Oliveira.
Sendo uma entidade que atua na recuperação de jovens envolvidos no mundo das drogas, a unidade da Fazenda da Esperança em Mauriti atenderá, de início, 30 dependentes químicos em uma casa masculina. O processo de triagem para o ingresso no tratamento terapêutico, foi iniciado com a chegada dos missionários nesta unidade, e já resultou no ingresso de dois acolhidos, um da cidade de Missão Velha e outro do município de Barro.
A Fazenda da Esperança Pe. Cícero é a 108ª unidade desta instituição a nível mundial, 77ª do Brasil, 4ª do Ceará, e 1ª do interior do Estado, sendo um gesto concreto do centenário da Diocese de Crato.
À entrada da Fazenda da Esperança foi construido um monumento com a imagem de dois metros do Padre Cícero, confeccionada em fibra de vidro e resina, oferta pessoal de Dom Fernando Panico para aquela instituição.

Lançamento da "Revista Comemorativa do Centenário da Diocese de Crato" e do livro do Pe.Tales Figueiredo -- por Patrícia Silva

Mesa que presidiu a solenidade– da esquerda para a direita: jornalista Valéria Alves, Pe. Tales Figueiredo, Armando Rafael (Chanceler do Bispado), Dom Fernando Panico, Pe. José Vicente (Vigário Geral), Pe. Joaquim Ivo (Ecônomo da Cúria) e  Pe. Wesley Barbosa (Secretário do Jubileu)
No encerramento do retiro do clero 2015 acontecido ontem, dia 10, foi realizado o lançamento da “Revista Comemorativa do Centenário da Diocese de Crato” e do livro A “Diocese de Crato: gênese e contexto (1874-1914)”. O lançamento ocorreu no auditório do Centro de Expansão Dom Vicente de Araújo Matos, em Crato.
A revista sobre o centenário é uma coletânea de artigos e reportagens que apresentam os fatos marcantes dos primeiros 100 anos da Diocese de Crato. Nela é feita a recordação do ano jubilar (20 de outubro de 2013 a 20 de outubro de 2014), onde os momentos de fé vivenciados pelo povo são ilustrados através do conteúdo textual e visual.
Capas das publicações. À esquerda a Revista do Centenário e a direita o livro A Diocese de Crato: gênese e contexto (1874-1914).
A história da Diocese de Crato, as peregrinações com a imagem da padroeira diocesana por todas as regiões forâneas, os jubileus específicos, as solenidades realizadas no ano jubilar, a organização pastoral diocesana e os gestos concretos do primeiro centenário da Diocese de Crato (Comissão Brasileira Diocesana de Justiça e Paz e a Fazenda da Esperança Pe. Cícero), fazem parte do conteúdo da revista.
O livro, que tem a autoria do Pe. Tales Eduardo Santos Figueiredo, é uma síntese de sua dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Historia e Bens Culturais da Igreja, da Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma (Itália), em Junho de 2014, e apresenta a importância da criação da Diocese de Crato para o Norte do Brasil, e em especial para a história eclesiástica do Ceará.
Clero na solenidade de lançamento da "Revista Comemorativa do Centenário da Diocese de Crato" e do livro "A Diocese de Crato: gênese e contexto (1874-1914)". (Foto: Patrícia Silva)
Neste dia o lançamento foi direcionado ao clero por ocasião do retiro de espiritualidade que acontece anualmente. Segundo informações da assessoria de comunicação da Diocese irá acontecer um lançamento destinado aos leigos e a data será divulgada em breve.                                                       

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