xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 05/07/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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05 julho 2015

Para Você Refletir ! - Por Maria Otilia

Tem sido veiculado nas redes sociais e emissoras de rádio inúmeros comentários sobre a postura  de alguns  gestores  da nossa região. Infelizmente a maioria das notícias não são muito boas.
Esta semana por ocasião da posse do novo Reitor da URCA, por sinal um momento ímpar para a nossa cidade.Neste  importante evento de inaugurações e posse de um reitor escolhido através do voto direto dos diversos segmentos, constatamos a presença de vários líderes políticos. Muitos deles  aplaudidos e bem recepcionados pelos presentes, enquanto outros foram    ignorados ou até meio que deixados à margem. Infelizmente este sentimento de desprezo, de repúdio, na maioria das vezes  dar-se-á  pelo fato de que muitos   que se elegem, não cumprem com o seu juramento de ser um gestor eficiente e eficaz, em que seu objetivo  deveria ser atender aos anseios da sociedade em geral.
Atos como “vaias,  xingamentos “ não  corroboram  para a efetivação da democracia. Por outro lado  demonstra a insatisfação da má qualidade  de gestão  que vem sendo executada em vários municípios da região do cariri. E este termômetro de insatisfação deveria servir para que cada gestor possa fazer  uma auto avaliação da gestão, saindo do seu pedestal  de " chefe" e ouvir mais a comunidade. Ter a humildade de enxergar este sentimento de  indiferença, de repúdio para repensar seu projeto de governo inclusive de reavaliar a competência técnica e política  do seu círculo íntimo, ou seja dos seus assessores.
Para que todos nós façamos uma reflexão da importância da humildade, da não arrogância quando aceitamos um cargo de gestor, posto uma fábula. Boa Leitura. 

              Os Dois Burros
Dois burros vinham caminhando pela estrada, acompanhados de dois rapazes. Ambos traziam cargas diversas. Enquanto um conduzia aveia, o outro vinha carregado de dinheiro, que correspondia à cobrança de impostos, numa época em que o automóvel ainda não existia, e eram os animais de carga os responsáveis por transportarem tudo.
O burro, que trazia aveia, vinha mais atrás, todo humilde, carregando sua modesta carga, enquanto o que carregava dinheiro seguia à frente, todo imponente, orgulhoso com o produto que transportava, sem querer se emparelhar com o colega. Seus passos eram ligeiros e sua cabeça altiva, fazendo soar a sineta que carregava no pescoço, como se pedisse aos súditos para abrirem espaço para sua magnificente majestade.
Numa curva da estrada poeirenta, seis bandidos, vindos da montanha e armados com cacetes, caíram sobre o burro que levava o dinheiro do fisco, dando-lhe fortes porretadas, e roubando os alforjes que o assoberbado carregava. Os dois rapazes, que os conduzia, botaram os pés no mundo, com medo da corja. O burro que levava aveia, com muita dificuldade, ajoelhou-se ao lado do colega todo esbodegado, quase morto, consolando-o, enquanto os donos não apareciam para ajudá-lo a se levantar, e  tratar de seus inúmeros ferimentos.
– Por que só me escolheram para bater e roubar? Eu, levando uma carga tão nobre, aqui estou todo ferido e você que carrega aveia, coisa sem nenhuma importância, está ileso, sem um fio do pelo fora do lugar. Isso é uma injustiça para comigo, fiel servidor deste reino. – reclamou de sua sorte o arrogante burro, entre dolorosos gemidos.
– A minha carga era muito humilde para despertar a cobiça dos ladrões. Se em vez da carga rica, você levasse aveia, jamais teria passado por tão grande baque. Agora, aguente as consequências sem choramingar. Não perca a pose de antes, companheiro! – retrucou o modesto burro que conduzia aveia.
Reflexão
Existem sujeitos tão vaidosos espalhados pelo mundo, que pensam que todo o universo gira em torno de si. Alguns lambem muitas botas para ocuparem posições de “prestígio” e, quando ali chegam, querem que os outros façam a mesma coisa, curvando-se perante eles. São arrogantes e possuem diversos perfis, que exploram de acordo com seus objetivos escusos. Carregam uma vaidade imperiosa, sem a qual não se sentem seres especiais.
O empavonado é uma pessoa perigosíssima, pois não mede consequências para dar asas à sua ostentação. Onde ele se encontra, desfaz-se a harmonia e impera a fofoca. É capaz de usar qualquer maldade para se aproximar daqueles que possam lhe trazer vantagem. São sujeitos ardilosos que enganam com muita facilidade.  A maioria deles é dona de uma boa lábia. Tais tipos sempre começam como amigos prestativos e leais, até o momento em que veem à frente uma presa mais vantajosa. Nela se agarram como sanguessugas, enquanto assim o desejarem. Nada pode se comparar à astúcia de tão vis indivíduos, até o dia em que a casa cai e eles se tornam melodramáticos.
Assim como o burro arrogante da fábula, tudo o que vaidoso faz é melhor, pensa ele, superando o trabalho feito por qualquer outra pessoa. O “eu” é o seu pronome predileto. Busca o contato com gente “importante” e gosta de citar seus feitos. Não tem respeito pelos humildes e os magoa com facilidade. Encaixa perfeitamente no pensamento de George Eliot (pseudônimo de Mary Ann Evans, novelista autodidata britânica.): “O vaidoso é como o galo que pensa que o sol nasce para ouvi-lo cantar.”
Fãbula.: Autoria de LuDiasBH

Outro nome da conivência - Por: Emerson Monteiro

Quase nunca as bases decidem mudanças e ficam perplexas diante dos acontecimentos. Salsas. Tangos. Rumbas. Cumbias. Rocks. Merengues. Teatros. Cinemas. Shows de sangria nas calçadas. Povo correndo. Sirenes gritando. Pavor. Desengonço. Trepidação de carros em disparada. Canhões. Movimentos de tropas. Torturas. Escamoteios. Foguetes. Violência. Violência em vários graus. Ignorância dos subúrbios em xeque. Esgotos a céu aberto. Crianças catando lixo envelhecido nas colinas de urubus em festa. Portas fechadas e dramas repetitivos nas telas de ricaços embrutecidos pela gorda indiferença. Os homens. As mulheres. Seres humanos que descem e sobem nos elevadores do poder, indiferentes aos apelos ensurdecidos de anúncios espalhados aos quatro ventos. Tortas recheadas de fel em doses duplas. Noites amarelecidas em lençóis mornos. Amargor na boca do estômago. Existências vazias. Tortos caminhos de iguais existências amorfas, melancólicas, ausentes de atitude. O calor das muriçocas em forma de ventiladores zoadentos. Luares românticos, ineficientes, suores de cólica. Impotência visceral. Apenas fatais e sujos magros heróis de fancaria. Vilões de si mesmos. Fantoches do destino. Profetas da carência de sentido em tudo no carrossel ensandecido. Poetas derrotistas da desesperança. Uma doença antiga, tão antiga quanto presente em todas as épocas da Humanidade. A inútil dor alheia que não consome os outros, porém que mata sem pedir a conta dos circunstantes em volta, indecisos, covalentes de chanchada, adiposos asmáticos em turmas pecaminosas. Autores de bombardeios que assassinam crianças. Monstros noturnos que jogam nas mesmas máquinas eletrônicas que espalham a droga nos puteiros e nos salões ilustrados da burguesia subserviente. Valores espumosos das canastras das ruas descalças. Pruridos vãos dos traços cruéis nas superpotências e suas atitudes pecaminosas. Diante de tanto amargor, as traças carcomem os seus filhotes, exemplos de uma raça que se vitima, na fila dos amargurados torpores, hemoptises, flatulências, incólumes, no entanto, sintomas do mal dos milênios. Solidariedade vadia, leviandade doentia, justificativa injusta, toneladas de gastos e os pacientes alarmados batendo palmas ao espetáculo de pão azedo e circo silencioso, que repete a história das almas que se locupletam, os neutrocovardes decantados nos almanaques, criaturas esdrúxulas e nefastas, alimentadas de lama podre, resistentes aos instintos de conservação e sobrevivência da espécie.

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