xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/06/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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27 junho 2015

Para Você Refletir ! -Por Maria Otilia

Vimos nestes últimos dias, manifestações de repúdio a dois funcionários da clínica de Tanatopraxia, que  recebeu os corpos do cantor Cristiano e de sua  namorada .Nesta clínica , os corpos seriam preparados  para para o velório. Infelizmente estes servidores da referida  clínica ,com um comportamento mórbido, sem o menor escrúpulo, colocou na internet imagens dos corpos destes jovens.Demonstrando assim a falta de ética, do respeito humano, da falta de  solidariedade para com as famílias destes jovens.
O mais estarrecedor foi o grande número de compartilhamentos através das redes sociais. Configurando assim que a maioria das pessoas perderam o senso de equilíbrio, de amor ao próximo, de respeito, do " cuidar do outro", da solidariedade humana. 
Para refletirmos sobre a necessidade de buscarmos a  harmonia, a sensibilidade, a solidariedade, a compaixão, o zelo pelo outro, posto uma bela fábula. Boa leitura .
 
     Mensagem do Velho Sábio
Diz o Sábio que na antiguidade, em um povoado distante, as pessoas haviam se tornado frias, egoístas e pouco solidárias.
Reclamavam da frieza uns dos outros, mas não se permitiam mudar. Uma criança muito sensível, ao ver o que se passava, dirigiu-se aos céus e clamou uma ação do Divino, pedindo que lhe mandasse um sinal a fim de mudar o pensamento das pessoas do povoado, e após sua reflexão, adormeceu.
No dia seguinte, fora acordado pela sua família, pedindo que levantasse logo, pois algo muito estranho acontecia... Sua mãe lhe disse que o Divino lançara sua fúria sobre o povo, e que algo gélido, branco e intenso cobria as pastagens e deixava as pessoas com tanto frio a ponto de quase congelarem.
Vendo suas lavouras e animais sendo cobertos pela neve, as pessoas não tiveram escolha senão ajudar umas as outras para que pudessem salvar o máximo de animais e alimentos que conseguissem, e assim o fizeram. Porém, a noite chegou, e com ela, a neve mais e mais forte, tornava a situação calamitosa.
Vendo toda a situação e o frio a castigar a todos, o menino então sugeriu que em vez de cada família ficar em sua morada, poderiam todos ficar juntos, assim, o calor humano os ajudaria a suportar o frio, o que foi aceito por todos.
E Como em uma grande corrente, todos, em círculo, feito um caracol, se aninharam, e juntos, conseguiam suportar o frio da noite.
Antes do amanhecer, o menino, com sentimento de culpa, explicou seu pedido ao Chefe do povoado, e pediu perdão por submeter seu povo a tal sofrimento. Porém, foi abraçado pelo Líder, que com os olhos cheios de água, pediu perdão ao menino por deixar que a comunidade se torna-se um mau exemplo para crianças como ele. Se abraçaram bem forte e adormeceram.
E tamanha foi a surpresa de todos ao ver que, no dia seguinte, o sol brilhara majestosamente e o céu parecia mais azul do que nunca... A tormenta teve fim.
Com pulos de alegria, cânticos e abraços, o povoado festejou o “perdão Divino”, e logo recomeçaram suas atividades rotineiras.
No dia seguinte, logo após o amanhecer, o menino pediu ao Líder do povoado que reunisse a todos, pois durante a noite tivera um sonho, onde o Divino lhe revelara um comunicado...
Foi então que o menino, relatando seu sonho, disse que a tempestade que ocorrera não seria a única, e que todos os anos ela se repetiria... Falou mais, disse que quando os primeiros flocos gelados caíssem do céu, que servissem de alerta e reflexão sobre a união, a bondade e a solidariedade.
Finalizou o menino dizendo que a este fenômeno, chamar-se-ia Inverno, e que seria uma época para não se pensar no frio, mas no calor humano que todos possuem e podem compartilhar.

Mergulhar no próprio mar - Por: Emerson Monteiro

Aqui descobrir o mistério do amor em mim, revelar que há portas que abertas mineram o Ser na essência de Si, também em mim, sim, senhor. Amar a intensidade de todas as saudades e dores, ainda que nuvens que passavam e marcavam o espaço da presença transformadora do gosto em possuir a existência qual fator de alegria, luz de transformação, meio de renovar os passos dessa caminhada rumo ao Infinito.

Com isso, deixar de lado o quanto amargaram perdidas ilusões que restaram varridas pelo sol de vidas sucessivas; abraçar com ânimo bem forte o desejo das verdades que curam e trazem aos frutos da melhor conformação diante de tantas dificuldades necessárias a evoluir que repousa no meu peito. Sustentar de mãos firmes as chances da esperança e manter acesa a chama da fé suprema nas ocasiões libertadoras quando fazia escuro nas dobras escondidas e se que deixara limpar em momentos inevitáveis das universidades do caminho perene.

Acreditar de certeza limpa na vontade das crianças que alimentam de sonhos as manhãs, o que nasce primeiro dentro delas e desfazem impedimentos, dissipam decepções e configuram possibilidades sem limite da felicidade logo, em breve tempo.

Elevar, pois, o pensamento aos níveis plenos de êxito e amizade no seio dos sentimentos de novos temperos de conhecimento trazidos pelo céu aberto do azul pleno, bondade de um Pai sincero. Jamais desistir,  mesmo quando parecem in
transponíveis os obstáculos; fazer de conta que não é comigo. Criar na vida oração de poder e contar histórias de finais felizes às noites de lua; e apreciar o belo qual resistência; ver no brilho das estrelas que do alto o olhar da Justiça acompanha dias de crescimento.

Pregar a minha verdade no ritmo das palavras exatas; unir o sentido das causas nobres; e alimentar as gerações na leveza fértil da Paz que vem à medida que mergulhe neste mar de sermos nós. 

MENTIR PARA AGRADAR O MUNDO ? - Quem não quer ouvir a verdade, não deve pedir a opinião de ninguém !



O mundo, como todos nós sabemos, é um lugar engraçado como um boteco, onde frequentam todos os tipos de criaturas, algumas amáveis, outras hostis, e algumas que são dignas da nossa piedade. O problema é que grande parte delas vive num mundo de fantasias, mergulhados em seus próprios delírios, seus castelos no ar, onde a chegada de qualquer visitante às portas poderá ser considerada uma afronta ao ego e a auto-imagem que estas fazem de si próprias. Sendo assim, vive-se num mundo de farsas, de mentiras, de auto-enganos, de representações, como já bem o disse o filósofo alemão Artur Schopenhauer. Tirando a pouca gente que ainda toca o solo da realidade, o grande resto não aceita a verdade jogada em sua cara diretamente, ainda que esta fosse feita de diamante, e evitam aqueles que, pela sinceridade, possam desmascará-las mostrando-lhes através de um espelho, o mundo real tal qual estas nunca viram. Para quem vive neste permanente estado de dissimulação, auto-engano ou seja lá como se queira denominar ( E não quer que o castelo se desmorone ), nunca deve pedir a opinião de alguém, pois pode-se correr o risco de ouvir aquilo que não se deseja.

Por esses dias, um músico veio perguntar qual a minha opinião sobre uma determinada gravação que haviam feito. Normalmente, já sabendo das susceptibilidades que algumas pessoas possuem, eu me abstenho de emitir juízo de valor sobre músicos e às vezes sobre música, até porque tendo passado mais de 40 anos ouvindo todos os tipos de música do mundo, desde o renascimento ao pós-modernismo, posso dizer que já ouvi muita coisa: Boa e Ruim. Não quero com isso dizer que eu seja algum tipo de expert, mas se estudo, prática e 40 anos de pesquisa valerem de alguma coisa, tenho descoberto nesse ínterim, trabalhos belíssimos em todas as áreas; Por outro lado, também tenho visto diversos trabalhos medíocres, mesmo de bandas musicais consideradas de "alto nível". Sempre evitei comentar o que realmente penso sobre alguns grupos e pessoas da minha região, porque meu gosto pode ser diferente do referencial a que essas pessoas estão acostumadas. Se eu considero Beethoven, Bach, Tchaikovsky, Oscar Peterson, Chick Corea como gênios, que palavra hei de usar para tratar os principiantes, estudantes, simpatizantes a não ser dizer a verdade sobre a qualidade do som que fazem? Por isso, tenho evitado sempre que possível este tipo de embate musical que considero improfícuo, mas eis que alguém vem me mostrar uma de suas gravações caseiras e pede a minha sincera opinião. No meu entender, a sinceridade nestes casos ainda é a melhor política. Se a pessoa lhe pede confidencialmente sua verdadeira opinião, ela no mínimo DEVE estar preparada para o que virá em seguida, seja agradável ou não. Caso contrário, apenas revela o despreparo, e o auto-engano, ou seja, a máscara serve à carapuça, afinal, temos aqui no Nordeste um velho ditado: "Quem não pode com o pote, que não pegue na rodilha". De modo que mesmo a contragosto, expressei a minha sincera opinião sobre a gravação que me foi pedida, em que disse ao indivíduo que achei um som "morgado", de harmonias consonantes demais para o estilo, acordes mal-feitos, tonais, sem conhecimento de formação de acordes, inversões...harmonização pobre, também achei a gravação de um saxofone um tanto fanha, talvez devido à microfonação, e achei a improvisação em geral fraca...( sinceridade )... Mas pra que dizer isso, meus amigos ? O indivíduo saltou com 7 pedras na mão, atirando até na lua. Mas é como eu falei antes, ORA...se você não pode aceitar a verdade, ou a opinião dos outros, porque pede esta opinião ? Saber afagar o ego, dizer que está tudo lindo e maravilhoso, parabenizar os outros para não se meter em encrencas é o que muitos querem quando te pedem a opinião. O ator Clint Eastwood em seu clássico filme "Magnum 44" disse uma frase marcante: "Um homem deve conhecer suas limitações". Devemos conhecer nossas limitações, sabê-las profundamente, saber dos nossos pontos fracos, e não só nossos, mas daqueles que nos rodeiam. O mundo vive na mentira. Devemos compactuar com a mentira a fim de parecermos mais palatáveis aos olhos dos observadores ? Para que possamos ser amados ? Será que devemos sempre mentir a fim de que algumas pessoas gostem de nós ? Ou devemos ser realistas, sinceros, mesmo sabendo que 90% da humanidade vai nos detestar ? Você tem o poder de fazer suas escolhas. A minha, eu já fiz há muito tempo: Escolhi dizer a verdade, ser sincero para com os outros, ainda que isto me custe muitas "amizades". Um amigo verdadeiro não vai se magoar se você fala ( Se ele pedir ) a verdade que não gostaria de ouvir, pois vai entender que isso é um aprendizado para que ele possa ir mais longe. Agora o falso amigo, com certeza, vai se encolerizar, e poderá até deixar de ser seu amigo, caso você não apenas o eleve aos céus. Você escolhe o seu caminho, mas eu tenho uma opinião a esse respeito: É melhor que você tenha amigos verdadeiros, leais, que possa contar apenas nos dedos da mão por falar a verdade e usar da sinceridade, do que ter que passar a vida mentindo para agradar aos outros.

Por: Dihelson Mendonça
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Os batráquios – por Pedro Esmeraldo

  Em meados da década 1990, sofria de grande abalo psicológico o que me fez desviar da rota do comportamento sóbrio e equilibrado. Afastou-me do conjunto de condutas sociais. Foi um ba-fa-fá da molesta que me deixou atormentado por vários anos.
    Por essa razão, tive a ideia de mudar o meu modo de trabalhar, modifiquei as minhas atividades honradas forçando-me andar em caminhos retos que fossem jus ao trabalho sincero e honesto.
    Recai-me em sonhos prediletos e pretendi preparar cuidadosamente o meu bem estar com a ânsia de usufruir no futuro uma compensação durável que me fizesse vibrar com entusiasmo, praticando o bom comportamento.
    Mudei de rotas e resolvi exercer novas funções que me coadunaram ao poder produtivo no trabalho nobre da agricultura. No entanto a situação crítica e dilacerante do país onde vivemos não me permitiu soerguer, com esta atividade, o meu ponto de vista de homem sério e digno para exercer as funções honradas deste trabalho.
    Tentei reaver todos os problemas relativos ao conjunto de fenômenos mentais que me deixam atordoado no sentido neurológico.
    Pensando em equilibrar-me com eficiência, resolvi frequentar pontos estratégicos em bares, com reunião de pessoas amigas, o que me aliviariam o meu distúrbio psicológico.
    Encontrei grandes amigos que passo a relembrar e que foram amistosos e tratáveis para comigo. No entanto, a princípio tudo era bom: havia brincadeiras jocosas, entre as bebedeiras normais, pois tudo era controlado pelo comportamento e equilíbrio. Todavia, apareciam, de vez em quando, pessoas inoperantes e imundas que vieram deslizar com gestos malignos a permanência dos homens no referido bar.

       Junto com todos esses homens, mudei-me para o “Cantinho do Pimenta”, bar pertencente à família Teles Duarte. Lá, novamente chegaram os batráquios. A principio frequentaram a periferia do bar, mas foram se chegando com gestos indignos de querer desfazer de pessoas dignas. Por isso, chamou-se esses homens “indignos de frequentar as rodas sociais” de girinos, já que são semelhantes a esses anuros. Esses homens se chegaram ao convívio dos amigos com palavras inócuas dizendo asnices e por fim metamorfosearam chegando, a parecer como sapo-boi, pois são horríveis e mete nojo a sociedade.
   Para se ter uma ideia, esses ditos sapos falavam em ser cientistas, visto que havia deles que tinha desejo de movimentar o avião com lenha, isto é uma demonstração de grau tremendo de loucura. Isto é de estarrecer! Agora durma com tanto barulho!
Pedro Esmeraldo, 25 de junho de 2015
 

O livro A Dama da História, a biografia de Magdalena Arraes, lançado em Recife


Ayrton Maciel

amaciel@jc.com.br

Políticos, autoridades, correligionários, filhos e netos do ex-governador Miguel Arraes participaram, ontem à noite, no Museu do Estado, do lançamento do livro Magdalena Arraes – A Dama da História, obra inédita que reúne depoimentos da esposa do líder político e ex-primeira dama do Estado, em três governos, e uma pesquisa histórica sobre acontecimentos que marcaram Pernambuco e o País no século passado.

Com 130 fotos do acervo do Instituto Miguel Arraes, a obra aborda episódios políticos pré e pós-golpe de 1964, vividos pelo casal, e revela momentos pessoais e da intimidade da família no exílio e no retorno ao Brasil, após a anistia de 1979. Relata, ainda, a infância e a juventude da cearense de Fortaleza, Magdalena Arraes, hoje com 86 anos. Um testemunho situado dentro do contexto histórico do século 20 no País e no mundo.

Resultado de pesquisas e entrevistas do jornalista Laílson de Holanda e da historiadora Valda Colares, o livro desfaz a imagem comum atribuída a dona Magdalena de apenas uma singela companheira presente, mãe dedicada e atuante presidente da Cruzada de Ação Social. Agrega à personagem o perfil de protagonismo político – a quem Arraes confidenciava fatos e consultava – e uma intelectual e mulher independente na juventude.

“Depois de anos de luta, estamos todos ainda aqui. Os mais jovens, também. Vocês vão manter essa herança. Isso nos emociona. É um encontro de lembranças. Pessoas que participaram dessa história longa e, às vezes, surpreendente, que nos levou a estar na luta permanente. Uma luta que sempre teve sentido em nossa vida, e que não terminou. Ela prossegue. O País mudou e vai mudar mais. Vocês vão participar disso”, discursou dona Magdalena, emocionando o salão Cícero Dias. “Viva Arraes”, “Viva Eduardo”, “Viva Magdalena” foram repetidos na plateia.

Amigo e aliado político, o governador Paulo Câmara (PSB) passou rápido na solenidade, tempo suficiente para cumprimentar dona Magdalena e os autores, sob a justificativa de compromisso no Palácio do Campo das Princesas. Em atividade política em São Paulo, o prefeito Geraldo Julio não compareceu, sendo representado pelo vice Luciano Siqueira (PCdoB).

O lançamento da obra atraiu, ainda, personagens da área cultural, deputados e secretários estaduais, ex-governantes e prefeitos. “Dona Magdalena faz parte da histórica política recente de Pernambuco, deixando como marcas a solidariedade imensa ao povo do Estado e a dedicação ao grande homem público do País, Miguel Arraes”, exortou o ex-governador João Lyra Neto (PSB).

O livro sobre Magdalena Arraes é o primeiro de um série prometida pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) sobre personalidades das várias áreas revelando suas memórias políticas e pessoais. “Ao ouvir dona Magdalena descobrimos um personagem político. É a versão de momentos históricos vividos por esse personagem que estamos revelando”, definiu a obra Laílson de Holanda.


Fonte: Jornal do Commercio

O pulsar do coração - Por: Emerson Monteiro

O tanto da vontade em cruzar mares e querer obedecer ao princípio da espontaneidade, no fluir das ações da pura natureza animal das criaturas, invés de impor obrigatoriedade comum aos acontecimentos, isso de abandonar à própria sorte as condições e os meios necessários a viver entre pedras qual escorrer pelas águas que descem ao mar, causou nas pessoas espécie de acomodação a determinações que vêm de longe e chegam por causa da preguiça em raciocinar formas diferentes de responder ao desafio da existência. Uns passos ritmados deixados ao som do vento na folhagem, seguindo tramas de violeta tecidas nas flores espalhadas na vegetação rasteira dos brejos em festa. Permitir que mutações ocorram a todo instante das matas, livres de forçar os caprichos do desejo de encontro ao planejar das simultaneidades, sem restringir ao puro determinismo do espaço físico. Achar o trilho da ciência de si na alma do coração. Linearidade versus simultaneidade, pois tudo explode em momento a toda hora no fervilhar das ocorrências.

Onde acontecimentos serão somente a casca da realidade, e as notícias dita a quatro ventos imitações grosseiras dessa casca que cai e se renova ao sabor do tempo imaginário, quando testemunhas resolveram sobreviver contando visões unilaterais da mesma realidade através da via de outras visões, meras respostas à impaciência de revelar a resposta ainda que montada às pressas em um canto qualquer da realidade. Sonhos vão de transformar consciências e nem gastar o salto do sapato.

Na sucessão de tantos êxitos apressados dessa civilização de aço, os industrializados do tempo presente, cascas se multiplicam a modo de compreensão do que jamais será compreendido nos termos atuais dos povos apressados, período quando o homem tornou-se peça vulgar de reposição da máquina colérica do lucro.

E lá está ele, o velho coração da máquina humana, a pautar na estratosfera da solidão o desejo que pulsa incansavelmente o clamor das orações acumuladas nos bem antigos santuários da Fé. 


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