xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 06/06/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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06 junho 2015

Coerência - Por: Emerson Monteiro

Dentre as tantas histórias de Francisco Cândido Xavier consta que, certa vez, o médium viajava de avião, na época dos resistentes DC-3, tradicionais bimotores a servir nas linhas aéreas do interior do Brasil, quando a aeronave resolveu falhar um dos motores em pleno voo, para desespero dos que a ocupavam.

Mobilização geral na tripulação, por si só conformada, nessas horas difíceis. Os passageiros, todavia, entraram em pânico e desalento, tumultuando de incomum agitação os céus tranquilos das Minas Gerais.

Chico Xavier também não ficou de fora daquilo de emoções intensas nos momentos críticos. Entrou extremoso no clima que se configurava. Corre daqui, corre dali, braços aos ares, mãos a coçar a cabeça, gritos, aflição que tomava conta dos protagonistas, nas ensolaradas nuvens lá de cima.

Esse instante de gravidade fê-lo lembrar do seu guia espiritual, Emmanuel. Naquilo tudo, recolheu-se aos mais íntimos pensamentos e ainda conseguiu estabelecer contato e emitir pedido de urgência ao bom espírito, dada a situação vexatória por demais aonde padecia.

Naquele meio tempo, o comandante estabelecera providências e buscava aeroporto próximo, a fim de realizar o pouso forçado, quando Chico avistou, deslocando-se pelo intervalo das poltronas do avião, chegando na sua direção, a figura benfazeja de Emmanuel, motivo inigualável da mais pura felicidade do médium.

- Sim, Chico, me chamou? – indagou a princípio.

- Chamei, chamei – respondeu ofegante o sensitivo mineiro.

- Pois diga de lá o que com isso pretendeu.

- Ora, Emmanuel, não vê o que se passa comigo, no meio desse sufoco? Os acontecimentos a seguir como vão, e morreremos todos, sem qualquer apelo.

O espírito olhou em volta, prudente, reconhecendo a agitação que contagiava os ocupantes do vôo tumultuado. Outra vez fitou Cândido Xavier e disse:

- Sei, Chico, que ocorre tudo isso. Vejo o medo que invade os corações do grupo de que fazes parte, nesta hora – seguiu dizendo: - Contudo trate de adquirir a calma; se comporte à altura; controle seus nervos; dê exemplo de quem sabe das coisas do outro lado da vida.

- Mas, Emmanuel, o que espera para nos auxiliar a todos? Não observa que posso a qualquer momento desencarnar com a queda do aparelho? – e, quase a chorar, acrescentou: - Vou morrer sem ver os amigos, parentes...

- O que é que tem demais, Chico? Por isso mesmo, então, domine o desespero e morra com educação. Ao menos isso, morra com educação.

A crônica do domingo

Você também é um ingrato? – por Gregório vivando Lopes
Plinio Corrêa de Oliveira costumava dizer que a gratidão é a mais frágil das virtudes. E quanta razão ele tinha! A trajetória de sua vida, totalmente preenchida pelo amor à Santa Igreja e a luta em defesa d’Ela, levou-o no entanto a colher com abundância os frutos amargos da ingratidão, até nas searas dos que eram os beneficiários naturais de sua atuação.
Fiel imitador do Divino Mestre, eis como ele O descreve em sua admirável Via Sacra, carregando a Cruz sob “a manifestação tumultuosa do ódio e da ingratidão daqueles a quem Ele tinha amado… a dois passos, estava um leproso a quem havia curado… mais longe, um cego a quem tinha restituído a vista… pouco além, um sofredor a quem tinha devolvido a paz. E todos pediam a sua morte, todos O odiavam, todos O injuriavam”.
Um amigo enviou-me há pouco da Itália uma crônica desenvolvendo esse mesmo tema, publicada no prestigioso jornal “Corriere dela Sera”, de Milão (22-8-11). Seu autor é o veterano escritor e sociólogo Francesco Alberoni, que lhe deu o seguinte título: “Se você ajudar alguém, não espere gratidão — deve fazê-lo somente por razões morais”.
Transcrevo-a na íntegra, traduzida.
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“A nós todos já aconteceu de ajudar alguém, um amigo, um conhecido, para que encontre um emprego, para apoiá-lo num momento de necessidade, de forma desinteressada, e depois descobrir que a pessoa beneficiada, em vez de ficar agradecida, não só esquece o que você fez por ela, mas se torna distante e se comporta em relação a você com ressentimento. E me vem à memória aquela passagem do Paraíso Perdido de John Milton, na qual Satanás diz que se rebelou contra Deus por causa do peso insuportável da gratidão. Qual é o peso da gratidão? Como pode a gratidão tornar-se insuportável?
“O caso mais simples é o da inveja. Satanás queria mais, não aceitava sua condição de segundo. Lembro-me que, no início da minha carreira, ajudei um colega meu, psicólogo, que precisava trabalhar, e o fiz meu adjunto. Um dia alguém me disse que ele sempre falava mal de mim, a ponto de sua esposa, num dia em que os pegou uma tempestade, lhe disse: ‘Não será também isto culpa de Alberoni’? A explicação era simples. Depois de ter aprendido um pouco o ofício, pensava ser melhor do que eu, e queria tomar o meu lugar. A partir daí eu aprendi que é perigoso estar muito em evidência, porque se provoca a inveja dos colegas.
“Mas a falta de gratidão não se deve apenas à inveja. Toda vez que fazemos para um outro algo a mais do que é necessário, colocamos sempre em movimento mecanismos que podem ser positivos ou negativos. Tomemos o exemplo mais simples: dar um presente. O presente, mesmo se for dado da forma mais desinteressada e generosa, quase sempre cria a necessidade de retribuição. E se eu exagero na generosidade, posso colocar o outro num embaraço, porque ele não sabe como retribuir-me, e então se pergunta o que eu estou querendo dele em troca.
“Há porém pessoas que reagem da maneira oposta. Se você lhes dá um presente ou as ajuda, consideram que isso é uma obrigação sua e, se você parar de fazê-lo, o criticam e acusam.
“Em todos os casos, o resultado de sua generosidade será sempre uma ausência de gratidão.
“Portanto, quando você decidir dar um presente a alguém, ou apoiá-lo quando tem necessidade, ou ajudá-lo para que ele possa realizar suas potencialidades, lembre-se que você deve fazê-lo somente por razões morais, porque acha justo fazê-lo, sem esperar nada em troca.
“Se depois o outro lhe retribuir com lealdade e gratidão, considere este comportamento como sendo apenas o dom de um espírito generoso.”
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Sirvam essas considerações para um exame de consciência.

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