xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 17/05/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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17 maio 2015

Cadê os 6 milhões que a gestão passada deixou para essa administração ? O que foi feito e cadê o dinheiro ?


NOTA DO BLOG DO CRATO: Como sempre, contra provas, não há argumentos. O prefeito da nossa cidade anda pelas estações de rádio falando em calçamentos no Crato, mas está omitindo uma informação importante: A de que o ex-prefeito Samuel Araripe deixou uma verba de 6 milhões de reais que bem poderiam ser usados para os calçamentos. Pergunto eu: O que foi feito desses 6 milhões ? E se foi feito alguma coisa, cadê a prestação de contas e o reconhecimento de onde vieram os recursos ? É apenas para deixar claro a omissão dos fatos. Em conversa com o ex-gestor, este me disse que "quando foi feito o governo de transição, o atual gestor me disse que eu seria até convidado para inaugurarmos juntos as obras em que havia verba do governo anterior, e subiria no palanque". Aparentemente o "homem" se esqueceu de quem deixou o dinheiro. E a pergunta é: E ONDE ESTÁ ESSE DINHEIRO, AFINAL DE CONTAS ?

Clique nas fotos ( Provas ) para ampliar:





Em nota, procuramos o Sr. Davi Araripe, que nos forneceu a documentação do PORTAL DA TRANSPARÊNCIA ( porque aí não tem disse-me-disse ), e assim ele postou em seu perfil no Facebook:

"Em mais uma entrevista , o prefeito do Crato tenta justificar o seu desgoverno jogando a culpa na administração anterior, essa desculpa não cola mais, o povo do Crato já percebeu que a maior marca dessa administração fenomenal é a mentira, nunca se viu a nossa cidade nesse total descontrole em que se encontra, nada funciona. Esse rapaz deveria, em vez de tentar justificar o injustificável, da uma volta pelos bairros da cidade para constatar e vê com os próprio olhos o atoleiro em que vários bairros se transformaram, deveria visitar os postos de saúde e vê que não existe remédio pra população, deveria observar melhor a merenda escolar e evitar que os nossos estudantes comam merenda estragada.

Pela primeira vez na história do Crato foi necessário que a Polícia Civil e o Ministério Público, com autorização da Justiça, invadissem a prefeitura com o objetivo de averiguar o cometimento de crimes contra a administração pública. Prefeito, você deveria está envergonhado.
As imagens abaixo ilustram bem o que disse acima, nelas vocês podem verificar, que, somente pra calçamento, essa administração que aí está recebeu quase 6 milhões de reais da administração passada, e não foi só isso que eles receberam, esse recurso é só uma parte de tudo que foi deixado pronto pra eles,apenas, realizarem.

Esse rapaz, que diz que é prefeito do Crato, em vez que dar plantão nas rádios da cidade, deveria acordar e perceber que já estamos no terceiro ano do seu mandato e, até agora, a única coisa que a população do Crato viu foi uma administração totalmente inoperante e mau intencionada."

Texto adicional do perfil do Sr. Davi Araripe, em seu perfil do Facebook.

LÁ VAMOS NÓS:
Seria interessante que o Ministério Público pudesse investigar o que houve aí com esses 6 milhões, porque convenhamos, é uma quantia vultosa, dos cofres públicos.

www.blogdocrato.com




A divina conformação - Por: Emerson Monteiro

Na Palestina, depois que Jesus fora crucificado e as coisas pareciam retornar à normalidade antiga, João, um dos apóstolos, não encontrava canto, qual dizem dos que enfrentam sem aceitar as situações limite.

Durante semanas, sua vida era só de amarguras, sofrimento por cima de sofrimento. Aquela ferida aberta com a perda do Mestre parecia crescer cada dia um pouco mais. Aonde seguisse, levava saudade imensa da divina presença, fugindo dele o gosto de viver, e ninguém conseguia consolá-lo. Tornara-se, por isso, preocupação de amigos e familiares.

Alguém lembrou, então, Maria de Nazaré, de quem devessem esperar palavras de conforto, pois ela revelara exemplo superior de resignação face à inominável tragédia que vitimava os seguidores do Mestre.

Incontinenti, viajou João ao lugar em que morava Nossa Senhora. 

Depois de uma demorada conversação, a santa mulher indicaria que ele chegasse às imediações do Mar da Galileia, porquanto, nas suas margens acharia o motivo suficiente de recobrar as forças e a firmeza de tocar seus dias.

João aceitou o conselho. Buscou as praias daquele mar, onde permaneceu durante algum tempo. Relembrara ali os passeios felizes de vezes anteriores, absorto, porém, no transe da dor inominável. Certa tarde, preso à beleza das águas, se deixava inundar em gratas recordações quando avistou, deslizando na sua direção, sobre o espelho fino das ondas, o vulto magnânimo de Jesus. 

Nesse momento, um perfume de incenso raro imantava os ares, idêntico ao que experimentara próximo da cova em que antes depositaram o santo corpo do Nazareno, lá nas proximidades de Jerusalém.

Perante o suave fragor quis esmorecer, pungido sob o peso das emoções que lhe tomavam o íntimo, raro instante. Fechou os olhos em fervorosa contrição, e ouviu nos refolhos da alma lacerada, translúcida, a voz do Verbo de Deus:

– Estimado João, jamais queira imaginar que habito longínquas paragens, longe que fosse dos que amo. Sempre saiba, quando alguém me chamar com sinceridade, ao seu lado estarei, no universo dos verdadeiros sentimentos, acima de qualquer obstáculo, pois não há distância entre os que de verdade se amarem.

Desde esse dia, tocado nos eflúvios de revelação inesquecível, o apóstolo se entregou abençoado à força da mais sublime conformação, no ponto de transmitir à Humanidade os ensinos sagrados da missão que Deus lhe confiara. 

A verdade de 1964 -- por Humberto Mendonça (*)

   A minha consciência impõe fazer essas considerações sem nenhum receio de patrulhamento, principalmente de alguém que perdeu credenciais para fazê-lo como a esquerda brasileira. Sou de formação udenista e brigadeirista desde os meus cinco anos de idade, quando fiz meu primeiro discurso em 1945, na campanha do brigadeiro Eduardo Gomes à Presidência da República, no muro do Grupo Escolar do Brejo Santo.
   Naquele tempo predominavam os dois grandes partidos: UDN e PSD, até 1966, quando foram extintos, deixando gerações de órfãos, pois a tradição política vinha de pais e avós para filhos e netos. Já adulto, fui um dos maiores lacerdistas do meu tempo. Tenho orgulho em ter servido no Tiro de Guerra de Juazeiro do Norte. Naquele tempo, o serviço militar compreendia 11 meses de duração. Pois foi lá que aprendi: quem não sabe obedecer, não sabe comandar. A contribuição que as Forças Armadas deram ao País, principalmente o Exército, se destaca na educação e na formação moral e cidadã. Não há dinheiro que pague essa contribuição à formação da juventude.
   Estas considerações servem como preâmbulo para chegar a 1964, como revolução ou golpe, como queira a esquerda brasileira. Fui como cidadão revolucionário da primeira hora, como foi a grande maioria do povo. Naquela época, o País vivia período de anarquia total. Eram as Ligas camponesas invadindo fazendas, incendiando canaviais, perturbando quem produzia no campo para subsistência do povo. Ao mesmo tempo, agitadores de todos os matizes obtinham formação em Cuba ou na Rússia, a fim de promoverem uma revolução marxista no Brasil. Foi preciso a mobilização de milhões de brasileiros, nas ruas, integrados na Campanha da Família pela Liberdade, gerando as contrarrevoluções para colocar ordem no País.
    Outro lado lastimável é a conduta dessa esquerda que denigre a imagem dos militares, verdadeiros patriotas que estancaram a implantação do comunismo. A Revolução teve seus pecados, que não foram poucos, destaco a suspensão das eleições de 1965 já marcadas no calendário eleitoral, com dois brasileiros como candidatos, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda, estadistas e grandes administradores, porém deram grande contribuição na construção de estradas, nas comunicações e ampliação do sistema energético e, acima de tudo, na paz que reinava no País.
(*) Humberto Mendonça é empresário. Reside atualmente em Fortaleza.                                                           
                                                                      

Destaque do domingo: Neto de escravos, mineiro homenageia a Princesa Isabel com seis quilos de rosas e faz dela a musa de suas poesias

Fonte: Vitor Hugo Brandalise – “O Estado de S. Paulo” - 16 Maio 2015 
Ao escrever que “a palavra escravo significa dureza”, o septuagenário lavrador João Paulino Barbosa, que vive lá no interior de Minas e é poeta toda vez que larga a enxada, sentiu falta de algo mais. Pensou um pouco sem pousar a caneta, deixou vir aquela parte sua que nasce da natureza (assim ele se refere ao que chamamos de inspiração) e arrematou, em letras grandes e angulosas: “Escravo, uma palavra com desígnio de extinção”. João Paulino Barbosa, de Desterro do Melo, Minas Gerais, como ele costuma se apresentar, deu-se então por satisfeito e assinou o poema à maneira de sempre. “Assim a história me diz / E diz esse poeta por nome João.”
Dizer que o poema de João Paulino nasce de sua natureza, nesse caso, é absolutamente correto. Se ele define o escravo como um homem fadado à extinção, é a partir de sua própria experiência: o avô, homem negro como ele, que se chamava apenas Paulino, foi trazido da África na segunda metade do século 19 e escravizado nas terras dessa mesma região onde João Paulino vive hoje, para trabalhar nas roças de milho e de cana-de-açúcar e na criação de gado leiteiro. João Paulino não o conheceu, mas ouviu do pai durante a infância toda como era a vida na senzala, os castigos impostos àqueles que desobedeciam e como o seu avô Paulino era um homem obediente, que não causava problemas aos patrões. O pai também comentava que, se tivera a oportunidade de nascer um homem livre, era graças a uma senhora bondosa chamada Isabel, princesa Isabel. E que ele, João Paulino, deveria agradecer sempre à princesa, por poder viver ali no seu pedacinho de terra (seu “rancho”, dentro da propriedade dos patrões), por poder plantar a horta de feijão e mandioca e pelas moedas que agora às vezes sobravam para o resto dos mantimentos. Era tudo graças a Isabel, filha do imperador do Brasil, que assinara a lei que libertou os escravos, inclusive seu avô. Nascia ali uma devoção. Até mais do que isso, já que, além de lavrador, João Paulino escreve versos. Um poeta encontrou ali a sua musa.
Repetição.
‘Trabalho na mesma profissão dos escravos pra não deixar de entender como eles sentiam’
João Paulino ficou conhecido na semana passada por causa da homenagem que fez à Princesa Isabel no túmulo onde está enterrada, na Catedral de Petrópolis. Foi na quarta-feira, 13 de maio, quando se completaram 127 anos da abolição da escravatura. João Paulino fez as contas e, antes de enfrentar as seis horas de viagem que separam Desterro do Melo de Petrópolis, comprou 127 rosas em uma floricultura de Barbacena, no meio do caminho. O lavrador entrou na catedral a passos miúdos na hora da missa, com um sorriso tímido e respeitoso, abraçado a 6 quilos de flores, que amarrara em quatro buquês. Depositou as rosas no pé do túmulo e rezou. Recebeu uma salva de palmas e, antes de sentar para ouvir a missa, fez uma última homenagem à musa. Pendurou um banner ao lado do túmulo com outro de seus poemas: “A Princesa Isabel é o próprio buquê de flores, a estrela guia, o caminho e o amor”.
Na saída da igreja, ele seguiu demonstrando afeição não só à princesa, mas também aos números, redondos ou não. Declarou a uma emissora de TV: “Hoje completam 1.512 meses da libertação dos escravos. Se na medida em que eu estiver na condição de vir, aí eu vou fazer uma homenagem, porque graças a Deus aqui em Petrópolis sou recebido muito bem, no lugar onde estão enterrados o D. Pedro I e a nossa Princesa Isabel”. D. Pedro está enterrado na cripta do Museu do Ipiranga. Depois João Paulino ganhou carona do pessoal da TV até a rodoviária e embarcou no ônibus que o levaria de volta a Desterro do Melo, onde nasceu e onde sempre viveu.
A devoção à filha de D. Pedro II está longe de ser exclusividade de João Paulino - há inclusive um movimento criado em 2005 pela beatificação de Isabel - e pode ser apontada como resultado de uma bem-sucedida propaganda do regime monarquista, para criar uma imagem mítica da princesa. “O Império estava em seus estertores (acabaria em 1889, ano seguinte à assinatura da Lei Áurea) e interessava a setores conservadores do regime, que buscava se manter no poder, transformar Isabel, figura da monarquia, em uma heroína, a libertadora e redentora dos escravos”, aponta Cristina Wissenbach, professora de História da África da USP e presidente da Associação Brasileira de Estudos Africanos (ABE-África). “Foi uma medida populista que deu certo em alguns setores da sociedade, inclusive parcelas dos escravos libertos.”
                                                           

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