xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 01/05/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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01 maio 2015

Dona Dilma ficou muda... -- por Armando Lopes Rafael

A presidente Dilma Rousseff não fará pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão nesta sexta-feira, 1º de maio, Dia do Trabalho. É a primeira vez, desde a ditadura  de Getúlio Vargas, há mais de 70 anos, que um presidente da república brasileira deixa de enviar sua mensagem aos trabalhadores do Brasil. Preparei-me para comentar este inédito fato. Mas ouvi uma entrevista com o senador Aécio Neves,  (que teve 51.041.155 – cinquenta e um milhões, quarenta e hum mil e cento e cinquenta e cinco – votos nas últimas eleições presidenciais) e achei que as informações prestadas por ele eram suficientes. Eis o que ele disse à imprensa, no início da manhã deste 1º de maior de 2015: “É lamentável que a presidente Dilma Rousseff tenha se acovardado e resolvido não falar aos brasileiros por ocasião das comemorações pelo 1° de Maio. Quem sempre se mostrou tão loquaz, agora evita dirigir-se à população numa data de tanto simbolismo para os brasileiros. Por que será que a presidente eleita pelo partido que se diz “dos trabalhadores” teme tanto os trabalhadores?
“Dilma deveria dirigir-se à nação para explicar por que promove o maior arrocho recessivo da história recente do país, que tanto penaliza quem trabalha e produz. Seu governo bate todos os recordes negativos da história recente: a maior inflação em 20 anos, os piores resultados fiscais em 17 anos, mais baixos níveis de confiança desde o início do século, o menor crescimento econômico desde o governo Collor e a menor geração de empregos em mais de 15 anos, para citar apenas alguns exemplos.
“Com a recessão, o torniquete aperta sobre a renda dos trabalhadores e sufoca o consumo. A saída – para quem pode – tem sido queimar os recursos guardados na poupança. A verdade é que tem sobrado mês e faltado salário no bolso dos brasileiros. Impiedoso, o arrocho petista mira benefícios sociais e trucida direitos trabalhistas. A tesoura do ajuste só não cortou mais fundo porque o Congresso resistiu às investidas de Dilma e sua equipe econômica e impediu que a população fosse submetida a sacrifícios ainda maiores.
“A recusa de Dilma em ocupar rede nacional de rádio e televisão também deixa claro, de uma vez por todas, a que se destinaram as mais de 20 convocações feitas anteriormente pela presidente: puro proselitismo político, marketing enganoso e propaganda ilegal, conforme a oposição não se cansou de denunciar. Não adianta, porém, a presidente querer se esquivar de prestar contas. Não adianta querer evitar manifestações indignadas dos brasileiros. Cada um à sua maneira, com as formas que tem às mãos, cada brasileiro demonstrará a repulsa e o repúdio a um governo que não tem dado motivo algum para que os trabalhadores comemorem o seu dia”.
Nada mais foi dito; nada mais foi perguntado a Aécio, aquele que, neste momento, é quem devia estar comandando os destinos deste nosso  desacreditado e chafurdado  Brasil.

                                                                      

Prudência republicana, previdência monárquica – por Jacinto Flecha

O povo inglês entrega flores para a Rainha Elizabeth no dia de seu aniversário. Será que no Brasil o povo faria o mesmo no aniversário de dona Dilma?
Dois turistas em país de governo monárquico aguardaram e aplaudiram de pé, junto com um público seleto, a entrada da rainha e uma convidada de honra, ambas em trajes de gala. Quando todos se sentaram, um perguntou ao outro:
— Qual das duas é a rainha?
— A da direita, você não percebeu?
— Não percebi nada especial. Você pode me explicar?
— A da esquerda olhou se a cadeira estava no lugar, antes de sentar; e a rainha se sentou sem preocupação com a cadeira.
— Mas não entendo onde está a importância disso.
— A rainha educa bem seus servidores, e sabia que a cadeira estava lá.
Outro cenário. Em 1908, a atriz francesa Sarah Bernhardt fez uma tournée pela América do Sul. Na capital brasileira, nação que anos antes degringolara da monarquia para a república, representava no palco uma peça em que devia saltar do alto de um muro para o chão. Mas esqueceu que aquela era uma república sul-americana, saltou… e o colchão não estava onde deveria estar. Com a perna fraturada, a apresentação da peça e a tournée foram interrompidas. Sarah compreendeu muito tarde essa nova realidade, mas daí em diante recusou até o atendimento de médicos do Rio de Janeiro.
Na primeira cena, quando a convidada conferiu se havia segurança para mudar de posição, demonstrou prudência – virtude que nos leva a avaliar as condições e os riscos atuais, próximos. A previdência tem alcance mais longo, é muito praticada nas famílias e nos governos monárquicos. Demonstrou-a a rainha, preparando servidores para os movimentos da cerimônia. À atriz faltou prudência, pois os servidores eram desconhecidos. Sua perna teve de ser amputada sete anos depois.
Acredito que a imprevidência dos governos republicanos, com sua visão de curto alcance, seja a principal desvantagem em relação ao governo monárquico. Voltado para empreendimentos de longo alcance e objetivos duradouros, o monarca beneficia a população por muitos séculos, mesmo se a intenção original é beneficiar a própria família. É tão grande a interpenetração do interesse público com o interesse privado, que não se distingue onde termina um e onde começa o outro.
Os governos monárquicos são de índole familiar, estruturados ao longo das gerações, daí terem muito melhores condições para implantar projetos de longa duração. Começam a executá-los, mas muitas vezes não os concluem, legando aos descendentes essa tarefa e os seus benefícios. Nas atividades humanas, nada é perfeito, portanto está bem longe da minha intenção atribuir só virtudes a uma forma de governo e só erros a outras. Mas o fato concreto é que a monarquia sempre aproveitou a experiência do passado para dar rumo definido e coerente ao futuro. Uma realidade histórica amplamente reconhecida, sintetizada neste aforismo: O monarca pensa na próxima geração; o presidente, na próxima eleição.
                                                           

Coisas da República: Lula é alvo de investigação do Ministério Público Federal por tráfico internacional de influência

Segundo reportagem da revista “Época”, ex-presidente teria ajudado a construtora Odebrecht a conseguir contratos no exterior com dinheiro do BNDES
Fonte: jornal “Estado de Minas”, 1º de maio de 2015
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de uma investigação aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) como suspeito de tráfico internacional de influência, segundo a reportagem publicada pela revista Época, na noite desta quinta-feira. De acordo com o MPF, o petista teria recebido vantagens econômicas da construtora Odebrecht, entre os anos de 2011 a 2014, para ajudar a empreiteira a ganhar contratos em países da América Latina e da África. O dinheiro usado para financiar as obras no exterior vinha de empréstimos obtidos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de acordo com a publicação.
A denúncia do MPF, segundo a publicação, aponta que, desde que deixou o poder, o ex-presidente viajou diversas vezes para destinos como Cuba, Gana, Angola e República Dominicana, sempre bancado pela construtora Odebrecht. Nessas viagens, normalmente para dar palestras e se encontrar com chefes de Estado, o pestista teria intermediado contratos de obras bilionárias de interesse da empresa brasileira. Segundo a revista, “o BNDES fechou o financiamento de ao menos US$ 1,6 bilhão com destino final à Odebrecht após Lula, já como ex-presidente, se encontrar com os presidentes de Gana e da República Dominicana – sempre bancado pela empreiteira”.
Segundo a reportagem, o MPF relacionou as viagens de Lula ao fechamento de contratos. “A papelada e os depoimentos revelam contratos de obras suspeitas de superfaturamento bancadas pelo banco estatal brasileiro, pressões de embaixadores brasileiros para que o BNDES liberasse empréstimos – e, finalmente, uma sincronia entre as peregrinações de Lula e a formalização de liberações de empréstimos bilionários do banco estatal em favor do conglomerado baiano”, conforme a revista.
Entre as obras realizadas pela construtora no exterior, há projetos como modernização de portos, aeroporto, rodovias e aquedutos, todas realizadas com os empréstimos de baixo custo do banco brasileiro. A publicação traz ainda a informação de que só no ano passado, a empresa recebeu US$ 848 milhões em operações de crédito para tocar empreendimentos no exterior – 42% do total financiado pelo BNDES, segundo um estudo do Senado.
Postado por Armando Lopes Rafael
     

“Coisas da República”: Para ajudar o amigo “cocaleiro”, Lula levou a Petrobras a perder R$ 872 milhões de reais em 2007

Fonte: “Folha de S. Paulo, 1º de maio de 2015
Um acordo com a Bolívia negociado em 2007 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou prejuízo de R$ 872 milhões aos cofres da Petrobras no ano passado, segundo o balanço da empresa. O rombo equivale a 14% à perda atribuída pela empresa à corrupção (US$ 6,2 bi). Em agosto, após sete anos de negociação, a Petrobras pagou à estatal boliviana YPFB US$ 434 milhões pelo excedente energético do gás natural vendido ao Brasil. O "gás rico", como é chamado, nunca foi pedido nem aproveitado pela empresa brasileira, mas passou a ser cobrado a partir do governo do presidente Evo Morales, que assumiu o poder no país vizinho em 2006. Ao anunciar o acordo durante visita de Morales a Brasília, em 15 de fevereiro de 2007, Lula afirmou que os países mais ricos têm de ter "generosidade" e "solidariedade" com economias menores.
PAGO EM DOBRO
A demora entre a assinatura e o pagamento se deveu à resistência interna na Petrobras. O departamento jurídico da estatal chegou a recomendar que não houvesse pagamento à Bolívia. Para técnicos da Petrobras ouvidos pela Folha no ano passado sob a condição do anonimato, a estatal pagou duas vezes pelo mesmo produto, já que o poder calorífico do gás está previsto no contrato de 30 milhões de metros cúbicos/dia, e o combustível exportado não era separado das outras moléculas.
O prejuízo da Petrobras com esse acordo foi ainda maior do que consta no balanço de 2014, já que, em encontro de contas, houve um abate de US$ 23 milhões por causa de multas devidas pela Bolívia por problemas e fornecimento, segundo valores informados pela YPFB. Além disso, a estatal já havia pago uma primeira parcela de US$ 100 milhões em 2010 pelo "gás rico".
"LEGÍTIMO"
Ao justificar o pagamento no ano passado, a Petrobras afirmou que iria gerar um saldo positivo de US$ 128 milhões (R$ 386 milhões) no final de 2014, pois o cálculo incluiria outros acordos com a Bolívia envolvendo o gás natural, principalmente o fornecimento à térmica de Cuiabá, feito em contrato à parte. "A Petrobras esclarece que o cálculo é absolutamente correto. É legítimo que a companhia considere seus acordos com a Bolívia de forma global, pois o resultado obtido reflete um conjunto de negociações que não podem ser vistas separadamente", escreveu o gerente de imprensa Lucio Pimentel em carta enviada no final de agosto à Folha. A reportagem voltou a procurar a Petrobras na última sexta (24). Cinco dias depois, e estatal informou que não iria comentar o prejuízo causado pelo acordo.
 Postado por Armando Lopes Rafael                                                          
                                                                

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