xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/04/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 abril 2015

Medalha da Abolição: Fausto Nilo, o homem por trás do lirismo poético e da sensibilidade arquitetônica

 

fausto-nilo-nopatioO governador Camilo Santana anunciou, no dia 25 de março, os nomes dos agraciados da Medalha da Abolição. São eles, o arquiteto, urbanista e compositor Fausto Nilo; a farmacêutica bioquímica Maria da Penha Maia Fernandes, que empresta seu nome à Lei Maria da Penha, e o médico, doutor, especialista e responsável pelo programa de transplante de fígado no Estado, José Huygens Parente Garcia. A entrega da Medalha acontece no dia 25 de abril, às 17h30min, no Palácio da Abolição.

Nesta semana, o Portal do Governo do Ceará faz uma cobertura especial, trazendo entrevistas com os homenageados que dividem suas experiências com todos os cearenses.

Desta vez, conversamos com Fausto Nilo, conhecido por suas composições e vanguardismo arquitetônico e urbanístico. Cearense, nascido na cidade de Quixeramobim, a 224 Km de Fortaleza, o também poeta é o quarto dos sete filhos de Luís e Hilda Costa. Morou na casa em que nasceu o ilustre Antônio Conselheiro. Com 11 anos, o menino Fausto vem para Fortaleza, onde estuda e se forma no Liceu do Ceará. O arquiteto foi da primeira turma da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará. Ingressou no curso em 1965, já desenhando profissionalmente. Entre seus primeiros projetos, está a estação Santa Cecília do metrô paulista. Com seu amigo desde a adolescência, o também arquiteto Delberg Ponce de Leon, o urbanista fez uma parceria de projetos de sucesso, entre eles: a concepção da nova Praça do Ferreira e o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Na música, o compositor tem suas poesias cantadas nas mais diversas vozes do Brasil, entre alguns de seus intérpretes estão: Raimundo Fagner, Moraes Moreira, Geraldo Azevedo, Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Nara Leão e Gal Costa.

– O senhor é definido no meio da arquitetura e na cena artística como um pensador urbanista e também como um arquiteto das palavras. Não abrir mão de nenhuma destas duas paixões foi uma escolha pessoal?

Fausto Nilo: Na minha vida, o interesse por coisas criativas aconteceu de uma maneira muito precoce. Com oito ou nove anos, eu já desenhava. Essa foi a primeira coisa que encontrei como desafio do meu lado criativo: a arte de desenhar. Até a adolescência, isso tudo alimentava um sonho de algo que eu via com uma certa distância, pois não convivia e não tinha a noção da arte em si. O meu plano era ser um artista plástico, que, na época, nem existia esse nome. Chamavam-se de pintor.

– Como se deu a sua chegada de Quixeramobim para Fortaleza e o seu começo de carreira?

Fausto: Eu vim para Fortaleza com 11 anos e fiquei na casa de parentes. Minha mãe veio com os meus irmão e tentou residir em Fortaleza por duas vezes, mas acabou não dando certo e acabei morando com alguns desses parentes. Com isso, eu tive que começar a trabalhar, pois tinha que ajudar a reduzir a obrigação que meus pais tinham com a minha mesada por morar aqui na Capital. Meus pais eram de classe média baixa, do Interior, donos de uma pequena padaria. Então, para me capacitar e transformar o desenho em uma atividade profissional, descobri em conversa com os amigos que havia um curso por correspondência que preparava para ser um desenhista de arquitetura e auxiliar os profissionais da área. Eu fiz. O que acabou me dando um treino e não, de fato, uma capacitação. Através desta preparação, consegui um emprego onde conheci o Delberg [Ponce de Leon] que já estava a alguns dias também treinando. Acabou que nós fomos os dois aprendizes, de maneira compartilhada, e até hoje – mesmo em escritórios separados – mantemos algumas parcerias, além de uma amizade de muitos anos. E, logo depois, me formei como arquiteto.

– Nascido no Sertão Central do Ceará, como este cenário influenciou na sua formação como arquiteto?

Fausto: Acho que isso é uma característica muito sofisticada, indireta e filtrada. Também já se passou muito tempo desde que saí da cidade de Quixeramobim. Porém, existe uma memória profunda, de uma raiz de vida, dos amigos e familiares que acompanham os meus projetos, sem dúvida.

R150423 FAUSTO NILO QN9074– O senhor é considerado um dos maiores letristas da música popular brasileira, já tendo músicas gravadas por diversos ícones da MPB. Como surgiu a necessidade de se expressar pela poesia e, consequentemente, pela música?

Fausto: No ambiente da universidade, nasceu, pode-se dizer, aquela convergência daquilo que seria as minhas influências com a cultura dos poetas e da música do Ceará. Eu tinha um convívio com todos eles, mas, na realidade, não compunha. Eu cantava apenas informalmente. Mas, só fui me tornar letrista em Brasília quando morei dois anos lá. E foi aí que comecei minha primeira parceria com o cantor Raimundo Fagner, gravado por ele e depois pela cantora Marília Medalha. Então, virei essa pessoa que convive com a música e com a arquitetura. Aparentemente, pode ser confuso. Muita gente não compreende direito, mas não há conflito. São duas atividades que eu tenho igual dedicação. Nenhuma delas para mim são hobbies, pois são atividades profissionais e com toda a disciplina que elas exigem. É como se fosse duas linguagens diferentes de um mesmo conteúdo. A mesma visão que eu tenho da minha cidade e de seus aspectos urbanísticos, eu também tenho a mesma coerência naquilo que escrevo e componho.

– Vendo suas obras, podemos perceber que o senhor consegue traduzir sua linguagem de forma bem peculiar, resgatando a história e introduzindo elementos modernos. Como é traduzir isso em seus projetos?

Fausto: Uma grande infelicidade de um arquiteto é se a destinação daquela obra e o real motivo a que ela se propõe – como a forma de convivência entres as pessoas – for falha. Se isso falhar, não resta nada. Pode ser um projeto lindo e cheio de detalhes. Por isso, a responsabilidade do arquiteto é de comunicar. No caso, quando tive a oportunidade de redesenhar a Praça do Ferreira, com meu amigo Delberg – onde havia uma praça com pouco aceitação do público e, anteriormente, era amada pela população –, tínhamos a responsabilidade de devolvê-la não copiando a anterior, mas respeitando as principais caraterísticas do nosso tempo. Foi uma grande responsabilidade. Hoje, eu fico contente ao ver que a Praça voltou a ser utilizada e permanece com sua força de significação histórica e cultural. E, claro, fico ainda mais feliz porque, principalmente, as pessoas voltaram.

– Qual seria, na sua opinião, o modelo ideal de cidade considerando os contextos regional e nacional?

Fausto: Atualmente, há uma ansiedade muito grande em se fazer grandes projetos, em geral, no Brasil. Mesmo que esse fragmento escolhido para ser realizado produza, depois, comprováveis prejuízos e se transforme, muitas vezes, em impactos negativos. Por isso, nós [arquitetos], somos preparados para ver isso de uma maneira sistêmica. E isso é sempre um desconforto intelectual muito grande. Teria que se aceitar muito tempo para se fazer um bom planejamento e, em alguns raros momentos, ir culminando com soluções de emergências aos projetos. Nossa profissão se dedica a contribuir com esse planejamento. Por exemplo, as cidades estão cada vez mais dilatadas pelo uso indiscriminado do veículo motorizado, porém coincide por este produto ser o objeto de desejo pessoal de muitos. A tarefa do urbanismo nesse milênio é reduzir a motorização e a dependência do automóvel. Não é eliminar, mas é não ter que ir comprar apenas o seu pão em um carro. E este projeto está por se construir.

– E sobre a Medalha da Abolição, qual é o seu sentimento ao ser agraciado com esta comenda?

Fausto: Eu acho que este tipo de homenagem é um reconhecimento da minha comunidade. Sou muito ajuizado na forma de avaliar o meu lado pessoal nesta condecoração. Acho que com o tempo, idade e o que desenvolveu em sua vida, você vai sendo lembrado. Eu sou super agradecido pela lembrança do meu nome. Principalmente, por se tratar de uma homenagem dessas que vêm do poder público. Estou acompanhado de duas grandes pessoas, cujo o valor acho ser enormemente maior do que o meu, pois têm dado grandes contribuições sociais. E, sendo sincero, eu nunca pensei nessas premiações como um mérito meu. Eu divido isso com muito gente, pois tive muita sorte na minha vida de encontrado pessoas incríveis que, de maneira muito generosa, compartilharam seus conhecimentos e descobertas comigo. Divido com meus professores da Universidade Federal do Ceará, Liberal de Castro, Neudson Braga, meu colega arquiteto Delberg, meu parceiro Raimundo Fagner que me levou para as canções, as pessoas da minha família... É um conjunto tão grande de componentes humanos que deram a figura pública da qual me tornei e tome este tipo de reconhecimento. Então, tomo isso como algo que significasse para os outros. E sempre com a sensação de que não mereço tanto.

Fotos: Queiroz Netto

 

Wilame Januário
Repórter / Célula de Reportagem
wilamejanuario@gmail.com 

Uso de drones na agricultura

[NREGIONAL - 2]  DIARIO/NREGIONAL/1_MATERIAL<NREG02> ... 24/04/15A identificação de áreas de plantio com o uso do drones tem se mostrado muito mais eficiente. Enquanto manualmente demora-se até um mês para esse mapeamento, com os drones pode-se fazer isso em um dia

Fortaleza. O uso de novas tecnologias aplicadas à produção agropecuária sempre desperta o interesse do setor. A Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Codaf) promoveu, na manhã de ontem, o Seminário Tecnologia da Informação e Comunicação Aplicada a Agricultura e Florestas.

O encontro teve o objetivo mostrar as novas tecnologias, como o uso do drones aplicado na agricultura e cadeias produtivas. De acordo com Thamar Akim, da empresa responsável pelas primeiras experiências com o georreferenciamento de áreas de plantio em Minas Gerais, o uso do drones representa uma economia e um avanço na agricultura.

Eficiência

"Comparado, por exemplo, com a identificação de áreas de plantio feita manualmente, com o uso do drones, o avanço é muito maior. Enquanto manualmente demora-se até um mês para esse mapeamento, com os drones podemos fazer isso em um dia", explicou Thamar.

Itamar Lemos, coordenador da Agricultura Familiar da Codaf, destacou que já existe um debate e encontros para discutir essa nova realidade no processo produtivo rural. "Pensamos nesta inovação, que auxilie os técnicos do campo, que melhore a eficiência do nosso trabalho e do produtor", disse Itamar, confirmando o multiuso do equipamento na identificação de áreas degradadas, de recursos hídricos, reflorestamento e colheita, entre outros.

O encontro foi realizado no auditório do Parque de Exposição e reuniu representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), produtores e associações. Durante o encontro, foi apresentada a experiência com a cadeia extrativista da macaúba em Minas Gerais e o projeto da Plataforma Brasileira de Bioquerosene, uma Parceria Público Privada (PPP) entre Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e empresas para o uso do bioquerosene na aviação comercial.

O projeto tem o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e, durante a Copa do Mundo no Brasil, já foram feitos testes em voos nas cidades-sede dos jogos usando o bioquerose.

Mais informações:
Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) - Av. Bezerra de Menezes, 1820 - São Gerardo
Fortaleza - Ceará
Fone: 3101-8002

Diario do Nordeste - Regional

Prefeito decreta Situação de Emergência em Barbalha

 

barbalhachuva

As últimas chuvas que caíram no município de Barbalha, na Região do Cariri, levou o prefeito José Leite (PT), a decretar nesta sexta-feira (24), situação de emergência. Nesta semana, de acordo com dados da Funceme, choveu quase 200mm no município. Desse total, 159mm somente entre a noite de quarta-feira (22) e a manhã da quinta-feira (23), ocasionando transtornos aos moradores. Ruas e avenidas foram danificadas e o prefeito, espera agora com o decreto de Emergência, poder recuperar a malha viárias e outras áreas danificadas pelas chuvas. O prazo é de 180 dias.

flavio pinto

Raimundão faz propaganda contra si mesmo e assiste o crescimento de seus adversários políticos

Raimundaomacedo

 

Raimundão enviou mensagem à câmara concedendo novo reajuste para os professores.

Por muitas vezes, ouvir dizer que o prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo (PMDB) é "cabeça-dura", ou seja, não ouve ninguém e a maioria de suas ações é por teimosia.
Algum tempo depois começo a acreditar nessas palavras. Senão vejamos!
Quem mais faz propaganda contra si mesmo, senão o próprio Raimundão?
A indagação acima se justifica pelo imbróglio com os professores da rede municipal de ensino de Juazeiro do Norte, criado pelo próprio Raimundo Macedo. Mesmo sabendo que mais dia, menos dia, iria ser obrigado a conceder o reajuste anual da categoria estipulado pelo MEC em 13,01%. Mas o "cabeça-dura", talvez com o apoio do puxa sacos, ops!, - digo assessores -, preferiu ir para o confronto, desgastando ainda mais sua já desgastada imagem junto à opinião pública e, consequentemente o que restou de seus eleitores.
Pois bem.
Passados 58 dias da greve, eis que Raimundão sofre nova derrota - ressalto, desnecessária -. E desta vez com ameaça de ser afastado do cargo pelo Promotoria da Educação, do Ministério Público, que entrou com pedido junto a Justiça Estadual. Se será afastado ou não, a decisão cabe ao juiz da 1ª Vara Cível de Juazeiro, Acelino Jácome, que analisa o documento.
Experiente, Raimundão tratou de enviar com pedido de urgência, nova mensagem do Executivo à Câmara Municipal, Na mensagem novo reajuste para os professores com índice de 6,6% que será somado aos 6,5% já concedidos, atingirá os R$ 13,01 como determina o MEC e é o desejo dos professores.
Mais uma queda de braço que Raimundão perde para a categoria. Vale lembrar, que nos três anos de governo, os professores tiveram que entrar em greve para ter suas reivindicações atendidas.
MORAL DA HISTÓRIA.
Com mais esse revés sofrido, Raimundão conseguiu com sucessor, fazer mais uma propaganda contra si mesmo. Durante quase 60 dias, jogou sua administração contra a opinião pública e viu todos os meio de comunicação  de Juazeiro do Norte  - com exceção de sua emissora de rádio, a Vale FM - a criticá-lo e desgastar sua imagem.
Além disso, nesses 58 dias de greve, Raimundão antecipou o debate político para sua sucessão, pois vários nomes apareceram, alguns ganhando destaque na mídia como candidato em 2016, para fazer frente ao já desgastado prefeito.
Culpa de quem?
Acredito eu, que ao próprio Raimundão e sua equipe de assessores marqueteiros, se é que existe. Ou então só do "cabeça-dura" mesmo.

flavio pinto

Aprender consigo mesmo - Por: Emerson Monteiro

Ainda que houvesse a intenção de pensar diferente, todo conhecimento que chega passa pelo crivo da razão. Nisso se admite ser professor particular em qualquer situação.

O jeito de explorar as lições, no entanto, obriga a eleger variados mestres nos mais diversos campos da existência. Quantas e tantas vezes recusamos o ensino de companheiros de jornada, e isto porque o orgulho pesa mais do que o bom senso, na maioria das vezes. 

Em momentos quando pessoas menos cotadas nos impõem aulas de humildade, subimos nos cascos e revidamos, em gestos de furor e agressão. Pois receber conhecimento reclama simplicidade, bem longe dos gestos humanos comuns.

As chances de crescer, por seu turno, param de aflorar à frente dos passos de ser dono do nariz. Mas as histórias apontam deveres difíceis, trágicos, para quem se acha maior do que o tamanho e superior à proporção das circunstâncias. Porquanto a vida é um livro aberto, sujeito a determinações além dos caprichos adquiridos com o passar do tempo. 

Imagina-se ir construindo o futuro apenas raciocinando, deixando de lado os valores que não coincidem com interesses imediatos. De modo algum isso demonstra sabedoria. As ondas vêm agressivas e subjugam no chão os mortos comprometidos na ignorância dos que pretendem dominar o destino.

Aprender com os solavancos do caminho força a botar sempre as orelhas em pé, a barba de molho. Os colégios repassam saberes tradicionais, técnicos, adequados ao trabalho da sobrevivência. Contudo os mangues da história falam de outros aprendizados que cada indivíduo isolado é capaz de guardar, no decorrer das surpresas.

Jamais contar o número de oportunidades quando a dor ensinou a gemer, nas paradas deste mundo. Aprender na própria pele. O desengano da vista e furar os olhos. Abastecer no voo as naves do futuro. 

Por conta de tudo o que se cogitou no decorrer do tempo de séculos, as práticas da sociedade humana só permanecem à flor da água, livres e inesperadas, a produzir leis até então desconhecidas. 

A todo instante, coisas novas resultam esses aspectos desconhecidos, nas prateleiras, nos subúrbios perdidos da falta de assistência dos governantes vaidosos e das educações de gabinete. Todavia há de olhar de frente os saberes da rua, que merecerão espaço amplo nas barcas gordas do poder.

Um Desastre Aguardado - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Voltamos repetir o que afirmamos no dia 1° de fevereiro de 2011, há mais de quatro anos portanto,  quando a população cratense enxugava a lama que tomou conta das ruas e de várias residências e prédios comercias, devido ao transbordamento do Rio Grangeiro. Ontem em chuva de menor intensidade do que a daquela época, as noticias revelam que a situação nada mudou. E quem são os culpados?

Dessa vez não podemos de modo algum responsabilizar a extrema pobreza da nossa subdesenvolvida região. Como vem ocorrendo há mais de sessenta anos, o Crato vive órfão de liderança. A população depositou toda a sua expectativa de dias melhores nessa última eleição para prefeito. Na minha modesta opinião, naquela eleição o povo do Crato não escolheu simplesmente um candidato, mas deu um recado claro, direto e gritante de que precisava mais do que um prefeito, precisava de liderança. Não adianta procurar culpados. Cada um de nós, cratenses somos culpados pelas nossas escolhas.

Mas se serve de ajuda, é claro que devemos ajudar, então vamos delinear algumas linhas de ação para solucionar esse grave problema das inundações, antes que de acordo com a crença indígena, a pedra da Batateira arraste o Crato.  
  
 Em primeiro lugar, o canal do Rio Grangeiro deverá ser redimensionado. A municipalidade deverá se apoiar em estudos presumivelmente existentes sobre os índices pluviométricos da bacia do Rio Grangeiro a montante da cidade do Crato. Quais são os registros dos volumes das cheias máximas? Será necessário aumentar a calha do canal? Caso positivo, cair em campo em busca dos recursos necessários. A população cratense a uma só voz deverá pressionar todos os deputados federais e estaduais que se lembraram do Crato nas últimas eleições. Todos aqueles que obtiveram expressiva votação em nossa terra, muitos dos quais, sem o voto dos cratenses, jamais teriam sido eleitos. 

Entretanto devemos olhar para o futuro. Existem recursos para demolir o atual canal e refazer outro, com melhor dimensionamento? Se tal resposta for negativa, busquemos outras soluções para evitar o pesadelo das inundações. Particularmente, eu vejo com bons olhos uma idéia externada pelo ex-prefeito do Crato, pela construção de duas pequenas represas para barrar o leito do Rio Granjeiro, a montante da cidade, com barragens de concreto armado, bem dimensionadas e, construídas criteriosamente para evitar danos ainda piores. Além de barrar as cheias, tal providência serviria para reforçar o abastecimento d’água da cidade, além de despoluir o canal e propiciar a irrigação dos canaviais a jusante da cidade do Crato nas estações secas.   

Enfim, lembrar que pela primeira vez na sua história, o Crato possui um governador eleito com o voto de mais de 83% dos seus eleitores, mais do que uma prova de confiança, uma súplica, salve-nos jovem Camilo. Seja a nossa recompensa e o líder que falta ao Crato.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo 

Povo! O povo que se dane na dita democracia do PT

(Fonte: Folha de S.Paulo, 24-04-2-15)
Temendo uma reedição do panelaço durante fala de Dilma Rousseff na TV, integrantes do governo avaliam cancelar o tradicional pronunciamento da presidente no 1º de maio, Dia do Trabalho. A Folha apurou que auxiliares da presidente sugerem que ela só se exponha quando a crise política e econômica arrefecer, o que, na avaliação deles, não acontecerá no curto prazo.
O ex-presidente Lula da Silva, o marqueteiro João Santana e o ministro Edinho Silva são alguns dos que defendem que a presidente não discurse. Dilma ainda avalia a questão. Em entrevista em abril, Edinho disse que a petista não se assustaria com protestos contra sua administração.
Para que a data não passe em branco, uma ideia é que a presidente faça algum anúncio em evento oficial e deixe a fala na TV para um ministro. Se o pronunciamento não ocorrer, será a primeira vez que Dilma não irá à televisão no 1º de maio desde que assumiu o governo, em 2011. Em sua estreia, ela anunciou o programa "Brasil Sem Miséria". No ano seguinte, atacou bancos e cobrou a redução de juros. Em 2013, ela falou na televisão que estava comprometida com o combate à inflação.
No ano passado, meses antes da eleição, a petista anunciou ajuste de 10% no Bolsa Família. O pronunciamento foi alvo da oposição, que classificou a fala da petista de propaganda antecipada. O Planalto foi surpreendido com panelaços no pronunciamento de Dilma na TV no Dia Internacional da Mulher. Para petistas, o discurso turbinou manifestações uma semana depois.
(Postado por Armando Lopes Rafael)

24 de abril – Dia de São Fidelis de Sigmaringa, co-padroeiro da cidade de Crato (por Armando Lopes Rafael)

Vitral existente na Catedral de Crato
À esquerda, a Mãe do Belo Amor, primeira imagem de Nossa Senhora venerada nesta cidade. à direita, São Fidelis de Sigmaringa, a quem a capelinha primeira também foi dedicada.
Durante a missa das 5 horas da tarde, desta 6ª feira, 24 de abril, será celebrada missa de ação de graças pela data comemorativa a São Fidelis de Sigmaringa, oficializado em 2013, por decreto de Dom Fernando Panico, co-padroeiro da cidade de Crato.
Por que São Fidelis Sigmaringa é o co-padroeiro de Crato?
   Em janeiro de 1745, conforme pesquisa do historiador Antônio Bezerra, foi colocada numa das paredes da, então, capelinha de Nossa Senhora da Penha uma pedra com uma inscrição em latim. Tratava-se do registro da consagração e dedicação do pequeno e humilde templo, início da atual catedral de Crato. A inscrição foi feita por frei Carlos Maria de Ferrara, e nela constava que a capelinha fora consagrada a Deus Uno e Trino e, de modo especial, a Nossa Senhora da Penha e a São Fidelis de Sigmaringa, este último considerado de fato o co-padroeiro de Crato. A partir de hoje ele é oficialmente o Co-padroeiro desta cidade. Abaixo, o texto constante da inscrição rupestre, infelizmente desaparecida:
Uni Deo et Trino
Deiparae Virgini
Vulgo – a Penha
S Fideli mission.º S.P.N. Fran, ci Capuccinor.m
Protomartyri de Propaganda Fide
Sacellum hoc
Zelo, humilitate labore
D. D.
Sup. Ejusdem Sancti.i Consocy F.F.
Kalendis January
Quem é São Fidelis?
São Fidélis, chamado no batismo Marco Rey, nasceu em Sigmaringa, na Alemanha, em 1577. Estudou Direito em Friburgo e exerceu advocacia com tal amor à justiça que foi chamado o “advogado dos pobres”. Era um cristão reto e piedoso, tornando-se advogado justo e cheio de caridade. Assumiu sempre gratuitamente a defesa dos necessitados. Aos 35 anos, para evitar os perigos morais que comportava a sua carreira, deixou as leis e decidiu seguir outra vocação.
Disse alguém que ele teria deixado sua profissão de advogado pelo medo que tinha de vir a cair em alguma daquelas injustiças que parecem inevitáveis nesta profissão. Fez-se capuchinho em Friburgo onde tinha frequentado os estudos de Direito. Impôs-se a si mesmo viver em obediência, pobreza, humildade, com espírito de penitência, de austeridade e de sacrificada renúncia. Foi ordenado presbítero em 1612, tornando-se grande pregador da Palavra de Deus
Eleito Guardião do Convento de Weltkirchen, na Suíça, entregou-se fervorosa- mente ao apostolado num momento particularmente difícil da vida da Igreja. No cantão suíço dos Grijões, verificou-se, naquela altura, a dolorosa separação que dividiu católicos e calvinistas, tendo degenerado em sangrenta guerra política entre os Valões e o Imperador da Áustria. São Fidélis alimentou sempre no seu coração o desejo de derramar o seu sangue pelo Senhor e foi ouvido por Deus. Enviado para a Suíça pela Congregação da Propaganda da Fé com o fim de orientar uma missão entre os hereges sucedeu que as numerosas conversões ali verificadas lhe atraíram a ira e o ódio das autoridades que acabaram por interrompê-lo com disparos de espingarda numa das suas pregações em Seewis.
A seguir, foi agredido fora da igreja em que pregara e depois ferido de morte. Seu corpo acabou por ser barbaramente esquartejado. Era o dia 24 de abril de 1622. Tinha 45 anos. Sua morte impressionou até os seus mais acirrados inimigos e teve como fruto imediato à pacificação entre eles. Os acontecimentos que se seguiram imediatamente mostraram bem que o sacrifício de São Fidélis não tinha sido em vão. É o protomártir da Sagrada Congregação da Propaganda da Fé. Foi canonizado por Bento XIV aos 29 de junho de 1746.

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