xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 19/04/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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19 abril 2015

Delegado reage a assalto e mata suspeito em Caucaia

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O delegado Breno Fontelene, titular do 29ºDP (Maracanaú) reagiu a um assalto e matou a tiros um dos suspeitos na madrugada desde domingo (19), no bairro do Açude, em Caucaia. O homem estava acompanhado de um comparsa na hora da ação. O delegado efetuou quatro disparos quando um deles se distraiu e baixou a arma. Após o ocorrido o delegado compareceu na Divisão de Homicídios e Proteção à pessoa (DHPP) para prestar depoimento.

Fonte: Ceará Agora.

Via www.blogdocrato.com

FHC diz que pedido de impeachment de Dilma é precipitado



O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, em entrevista coletiva neste domingo, após palestra no 14º Fórum de Comandatuba, na Bahia, contrariou as posições mais recentes de integrantes de seu partido em diversos assuntos, como impeachment da presidente Dilma Rousseff e redução da maioridade penal. 

"Impeachment não pode ser tese. Ou houve razão objetiva (para abrir) ou não houve. Quem diz se houve é a Justiça, o Tribunal de Contas, a polícia. Você não pode se antecipar a isso, transformar o seu eventual desejo de por um outro governo (no poder) em algo fora das regras da democracia. Isso é precipitação. Os partidos têm que esperar", afirmou FH.
Ao longo da semana passada, havia ganhado força na bancada do PSDB na Câmara dos Deputados o desejo de encaminhar um pedido de processo de impedimento contra a presidente com base nas manobras fiscais do governo no ano passado, as chamadas pedaladas, identificadas pelo Tribunal de Contas da União.
FH qualificou ainda como "arriscada" a aprovação da lei que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, proposta defendida pelo então candidato tucano à presidência Aécio Neves, em 2014, e encampada pelo PSDB e partidos de oposição e de situação no Congresso. "Porque aí você reduz (a maioridade) pra 16 anos, vão começar a usar criança de 15 (no crime), o bandido vai pegar criança de 15 anos para dizer que não é culpado. Não resolve", comparou.
O ex-presidente foi enfático em dizer que discorda da proposta de extinção do PT, defendida por oposicionistas mais radicais como Ronaldo Caiado, senador pelo DEM. "Eu sou contra. O PT é um partido importante, que contribuiu em muitos momentos da vida brasileira. Como se faz democracia extinguindo partido? O PT tem que coibir os abusos que ele próprio fez, a sociedade tem que ser contra esses abusos, mas não tem sentido fechar o PT".

Fonte: Portal Verdes Mares - Diário do Nordeste
Via Blog do Crato
www.blogdocrato.com


Estudante desenvolve projeto inovador utilizando drone


Empreendimento visa explorar as paisagens e pontos turísticos cearenses por novas perspectivas

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O entorno do açude Cedro foi uma das áreas escolhidas para a experiência
fotos: pegasus drone

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Embora a vista do equipamento ainda cause deslumbramento aos visitantes, estrutura física já apresenta diversos danos, provocados tanto pelo desgaste natural como pela ação de depredadores. Município aguarda repasse do Governo Federal
Quixadá. O serviço idealizado e realizado pelo estudante de Sistemas e Mídias Digitais da Universidade Federal do Ceará (UFC), Jessé Marques, de 25 anos, está despertando o interesse de internautas para uma nova perspectiva fotográfica das paisagens do Interior do Ceará. São imagens aéreas das principais atrações turísticas e das áreas urbanas das cidades. Trata-se do Projeto Pegasus Drone, um empreendimento, por meio do qual o estudante pretende fazer o mapeamento aéreo dos principais pontos geográficos dos municípios cearenses.
A ideia surgiu no fim do ano passado, quando Jessé retornou do Canadá, onde participou de intercâmbio intermediado pelo programa do Governo Federal "Ciência sem Fronteiras". Lá, o jovem conheceu uma nova realidade e novas tecnologias, entre elas o drone, veículo aéreo não tripulado, capaz de realizar manobras por meio de um controle remoto. Jessé trouxe um destes na bagagem. O equipamento já está se popularizando no Brasil, mas, ao utilizá-lo para a finalidade de exploração fotográfica e filmagens, o estudante está sendo um dos pioneiros no Ceará.
Negócio
O universitário pretende formar parcerias com as prefeituras e a iniciativa privada para poder circular por todo o Estado fazendo o registro aéreo das atrações turísticas. Na visão de Jessé, os serviços também são úteis para planejamentos urbanos, inspeção de mananciais e de propriedades rurais e, ainda, para os órgãos ambientais. Do alto é possível examinar com mais facilidade áreas desmatadas e rios obstruídos com barragens ilegais.
Equipamento
O drone, equipado com uma câmera com resolução de 14MP para fotos e até 1080p (Full HD) para vídeos, com ângulo de visão de 140 graus, pode atingir a altura de 500 metros. A autonomia de voo é de 15 a 20 minutos, com uma bateria.
O preço cobrado pelo serviço de fotografia e filmagem aérea, segundo Jessé Marques, varia conforme o tempo de voo. Caso o cliente opte por utilizar a carga de uma bateria, o custo é de R$ 600. Com duas baterias (que equivalem a cerca de 40 minutos), esse valor passa para R$ 900. Se o cliente preferir seis cargas, o preço total é de R$ 1.800, o equivalente a cerca de 90 minutos de voo, podendo fotografar e filmar o que quiser neste período.
Para demonstrar seu trabalho, Jessé Marques criou uma página no Facebook, a Pegasus Drone, onde publica fotos e vídeos de algumas cidades visitadas por ele e sua equipe. A primeira delas foi sua terra natal, o distrito de Itapebussu, no município de Maranguape. Depois, registrou imagens da cidade e, em seguida, foi à região do Maciço de Baturité.
Experiências
O jovem registrou imagens do Mosteiro dos Jesuítas, uma das principais atrações turísticas de Baturité, assim como da vegetação serrana e da Igreja Matriz de Guaramiranga.
"A experiência foi interessante. Quando eu estava realizando o voo sobre o Mosteiro, monitorando as imagens da câmera acoplada no drone através do meu telefone celular, o meu assistente alarmou: Jessé, as andorinhas estão atacando o drone. Fui obrigado a realizar uma manobra para afastar a aeronave das palmeiras imperiais. Concluímos o trabalho sem causar mais transtornos para as aves e nem avarias no equipamento", explicou o universitário.
Paramoti e Canindé também já entraram no roteiro do projeto. Em Paramoti, Jessé flagrou o Açude Porciano sangrando.
A mais recente expedição da Pegasus Drone foi realizada em Quixadá, no fim de semana passado. O Açude Cedro e seu entorno foi o ponto preferido para o mapeamento. Utilizando a câmera angular de alta definição, algumas perspectivas da parede e de sua passarela foram observados por uma nova ótica.
O estudante universitário pretendia, também, registrar outros ângulos da "Galinha Choca", um dos monólitos mais famosos do mundo. Ficará para outra oportunidade, como também do entorno do açude, incluindo as edificações em ruínas, as quais aguardam restauro.

Reforma na área do açude requer liberação de recursos

As recentes imagens do Açude Cedro, registradas com a utilização de um drone, deixaram muitas pessoas ainda mais maravilhadas com a beleza do conjunto arquitetônico cuja obra foi iniciada quando o Brasil ainda era governado por D. Pedro II. Apesar da primeira represa pública construída no País estar apenas com 2,14 % de água, continua encantando quem a vê.
Apesar do deslumbramento com a paisagem do parque histórico, muitos se queixam da falta de estrutura, das pichações e dos pilaretes quebrados, remendados com massa epóxi.
Para resolver esses problemas a administração municipal, responsável pela manutenção da estrutura arquitetônica do açude de seu entorno, afirma se esforçar para liberar os recursos de R$ 2 milhões e iniciar o restauro. Todavia, conforme o coordenador de Projetos e Convênios da Prefeitura de Quixadá, Francisco Sousa, um impasse se prolonga entre o Ministério do Turismo (MTur) e a Caixa Econômica Federal (CEF), impedindo até a retirara dos valores necessários à elaboração do projeto e contratação de restaurador.
Ainda conforme Francisco Sousa, o Núcleo de Projetos trabalha para viabilizar o início das obras. Além da recuperação dos armazéns das máquinas, onde deverá funcionar o museu "História Viva do Cedro", haverá lojas de artesanato, a área de estacionamento será urbanizada e ainda serão construídos banheiros e um anfiteatro com uma passarela de acesso ao parque histórico. A contrapartida da Prefeitura, R$ 100 mil, já está disponível. Resta ao MTur e à CEF definirem de quem é a responsabilidade de liberar a verba adquirida através de emenda parlamentar. Até o fechamento desta edição, a reportagem não havia conseguido contato com as duas instituições federais.
Quanto estiver revitalizado, o parque passará a receber eventos culturais com frequência. Os turistas poderão ter melhor receptividade e a economia local pode ser fortalecida.

Alex Pimentel
Colaborador
Diario do Nordeste - Regional


Saudades de si - Por: Emerson Monteiro


Aquele eu que antes andara trocando pernas pelas calçadas deste mundo das horas a outro resolve lembrar suas estradas poeirentas, sumidas nos blocos cinza de carne e ferro guardados lá no céu da boca da razão, peito feito emaranhado de trastes velhos. Sede descomunal de saudades lhe invadiu a alma diante do momento metálico, pergunta extrema de saber aonde chegar algum dia destes, depois que laços da vida pedirem explicação de tantas irresponsabilidades com os corações alheios largados somente nas lembranças.

Ora então, e esse desejo insistente de encontrar as portas do momento e mergulhar mares a fora nos projetos de transformação. A marca forte da religião fervilhando o peito num pedido de explicação face à velocidade com o que a paisagem passou pelas telas da imaginação. O gosto saboroso de carinho persegue com isso a língua, procedimento químico de renovação das tecnologias. Perigos que voam nas ondas, folhas secas de árvores levadas ao furor da tempestade, olhos amolados de sonhos.

E a sucessão de quadros perfeitos perfura essa resistência de continuar pelas histórias persistentes, nos refolhos do amor de todos nós, olhos abertos ao transe imenso, espécie de esperança viva nos lençóis que nos aquecem. 

Os traços do eu que repete as necessidades do encontro consigo próprio todos os sinais bem claros do ser no íntimo da perfeição, ajustes inevitáveis da luz... Pequenos elementos aqui conversam nos ouvidos, paredes internas do organismo, e falam da coragem no ardor do sentimento, nas frases salgadas do quanto de bom resta conosco, tantos anos que sumiram e permanecem depositados no firmamento da tão nova consciência das pessoas com a elas mesmas.

Ninguém se perderá, pois, do âmbito eterno da felicidade, fagulhas luminosas de bons amigos e convicção de instantes harmoniosos, na ordem natural de tudo. Essa paz grita, portanto, com vontade nas entranhas da solidão que nos abraça e conduz ao sentido da inevitabilidade. Nisto, silenciosa, a boa música resume tamanha grandeza de realização do Ser.

(Ilustração: A incredulidade de São Tomé, de Caravaggio).

Festival de Inverno - Por: Emerson Monteiro

Em julho de 1971, na companhia de Tiago Araripe, viajei para Salvador, ali permanecendo três dias. Cruzava pela primeira vez o Rio São Francisco rumo ao Sudeste. Da Bahia rumamos a Belo Horizonte e daí a Ouro Preto, onde permanecemos durante uma semana, época do Festival de Inverno, tradicional atividade de meio de ano voltada às artes e à cultura, reunindo gente de tudo quanto era lugar.

Levávamos carta de Figueiredo Filho a Antônio Pinheiro, cratense e diretor da Escola de Minas de Ouro Preto, que nos instalou numa das várias pousadas pertencentes à instituição, abrigo dos alunos no período letivo da escola.

Na antiga Vila Rica do herói de Tiradentes, nos reunimos com outros amigos de Crato, José Esmeraldo Gonçalves e Pedro Ernesto de Alencar, em plano de viagem adrede montado por Tiago.

A quem conhecia essa parte do Brasil apenas de livro, oportunidade melhor tornava-se rara. Tudo era novidade, nessa fase de intensas buscas existenciais ligadas a interesses políticos, psicodélicos, artísticos, no auge do movimento hippie de cunho mundial. O período Medici, no entanto, agia com força total, na fase mais repressiva dos governos militares.

Enquanto isso, nós caminhávamos pelas ruas nubladas do Ciclo do Ouro, acesos na beleza inigualável do barroco mineiro, sua arquitetura colonial, capelas, igrejas, casario, altares ofuscantes de pedras preciosas, imagens, pinturas, monumentos externos. Ocorriam desencontros nas ações policiais pelas ruas e praças, impondo clima contraditório de medo entre os jovens que exibiam trajes coloridos, cabelos desgrenhados, batiam violões, pintavam, desenhavam, e viam-se proibidos de formar aglomerações ou realizar qualquer tipo de manifestação coletiva.

Nítidos paradoxos fervilhavam na quermesse de pessoas alegres, receptivas; causavam incertezas no ritmo festivos da aparente liberdade, quais lufadas de vento aziago no ar distante das serras friorentas.

Assim que chegamos, soubemos da prisão na cidade dos atores do Living Theatre, que, comandados por Julien Beck e Judith Malina, desenvolviam performances junto ao povo, espécie de vanguarda com proposta política engajada na realidade, em torno de idéias libertárias e contestatórias, os quais incomodaram o aparelho repressor, naquele momento preocupado sobremaneira com os desdobramentos do festival.

Logo em seguida, os vários artistas presos foram recambiados para Belo Horizonte, a fim responderem a inquérito por consumo de droga e atentado à imagem brasileira no exterior, sendo expulsos no dia 08 de setembro do mesmo ano; e, depois de um ano, absolvidos.

O festival de 1971 destacou na programação a figura do pintor de interiores das igrejas ouro-pretanas Manuel da Costa Athayde, gênio português motivo de cursos e mais cursos ministrados na ocasião, cujo trabalho somado ao do magistral Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa), entalhador e escultor do barroco luso-brasileiro, integra o destacado patrimônio da arte sacra no Brasil.

Quando o termômetro atingia próximo da marca de 10oC, com possibilidades de menores temperaturas, deliberamos em qual direção seguir, entre Rio de Janeiro e Brasília. Numa das praças seculares do lugar, votamos os quatro membros do grupo e ganharam os que pretendiam conhecer o Rio, sendo que antes passaríamos por Congonhas do Campo, a fim de também visitar a bela cidade histórica que detém a obra principal do Aleijadinho, na Igreja de Bom Jesus de Matosinhos, acervo composto de 66 imagens esculpidas em madeira e os doze
profetas em tamanho natural, feitos em pedra-sabão, jóias raras do período colonial brasileiro.

Reflexões e notícias deste fim-de-semana (Armando Lopes Rafael)


Verdades esquecidas
Nestes tempos medíocres e de decadência moral generalizada, quando governos incompetentes e demagógicos promovem (há mais de 12 anos) guerra contra os que trabalham e têm patrimônio; e limitam-se apenas a distribuir a “bolsa-esmola” aos habitantes dos “grotões da miséria e do atraso” (com o único objetivo de se perpetuar no poder); Quando o Brasil vive uma recessão e a economia está em frangalhos, vale a pena repetir a sábia lição tirada dos escritos de  São João Crisóstomo. A conferir.  “Não me cansarei de dizer que não acuso ao rico, mas ao ladrão. Rico não é sinônimo de ladrão, nem opulento o é de avaro. Distingui bem, e não confundais coisas tão diversas. Sois ricos? Não há nenhum mal nisto. Sois ladrões? Eu vos acuso. Tendes o que vos pertence? Gozai-o em boa hora. Apoderais-vos do bem de outro? Levanto minha voz para vos delatar… Os ricos são meus filhos; os pobres também. Sem embargo, se atacais ao pobre vos acuso, porque o atacando vos fazeis mais dano a vós mesmos que o que a ele fazeis. Ele perde seus bens, mas vós perdeis vossa alma. (São João Crisóstomo, Homilia De capto Eutropio, cap. 3, apud Enciclopedia Universal Espasa-Calpe, vol XLVII,p. 913)
Uma boa notícia
199 deputados assinam CPI para investigar empréstimos concedidos pelo BNDES. Com a CPI, os deputados querem investigar empréstimos internacionais concedidos pelo BNDES, inclusive a Cuba, Venezuela e Angola, e outros considerados “suspeitos”, Dos 28 partidos políticos com representação na Câmara dos Deputados, apenas integrantes do PT e do PCdoB não assinaram o pedido para investigar o banco oficial de fomento ao desenvolvimento. Deputados de vários partidos protocolaram, nesta quinta-feira (16), na Secretária-geral da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar se há irregularidades nos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre 2003 e 2015.
Termômetro da Crise
Tá feia a coisa! E só piora, a cada hora! Eis como começou o editorial deste sábado, 18, do jornal “O Estado de São Paulo”: Água morro abaixo e fogo morro acima, diz a sabedoria popular, ninguém segura. É o que se pode dizer também da crise política em que a soberba e o sentimento de impunidade do PT mergulharam o País ao longo de 12 anos em que a gestão da coisa pública foi colocada prioritariamente a serviço de um projeto de poder. Dia após dia, novas revelações sobre desmandos do governo e investigações criminais no âmbito público explicitam as razões pelas quais os índices de avaliação popular da administração petista e do desempenho pessoal da presidente Dilma Rousseff situam-se em níveis baixíssimos”.
E a população vira comentarista político
São tantas as cartas que chegam todos os dias à redação do jornal “Estado de S.Paulo”, lamentando o estágio deplorável a que chegou a administração pública no Brasil, que se fossem publicadas todas as missivas o “Estadão” triplicaria o número de páginas. Eis algumas que estão na edição deste sábado do maior jornal do país.
Nunca antes neste país – Uma associação que tem dois presidentes (José Genoíno e José Dirceu), um secretário-geral (Silvinho 'Land Rover') e dois tesoureiros (Delúbio Soares e João Vaccari Neto) presos, em duas ações penais e em apenas cinco anos, não é um partido político, é, sim, uma associação criminosa, ou seja, uma facção. ( Eugênio Iwankiw Junior- Curitiba -  PR)
Pelos frutos se conhecem as árvores – Não há surpresa nas previsões de crescimento negativo do Brasil e da Venezuela para 2015. Já era esperado. Aliados na ideologia, esse resultado é típico dos regimes autoritários de esquerda. Cúpula abastada e corrupta, eficiência péssima e, como consequência, economia destroçada. A Venezuela, em fase mais avançada, "cresce" 7% e o Brasil, na fase inicial, 1%. (Veja que é "negativo") A continuarmos com este governo do PT, chegaremos lá. E precisaremos de uma perestroika. Socorro, Mikhail Gorbachev! (Manoel Pedrosa – São Paulo)
Diz-me com quem andas – Lula disse: “Na dúvida, fico com o ‘cumpanhêro’ Vaccari”. Acabaram as dúvidas. Lula, bem poderia ficar com o “cumpanhêro” Vaccari lá, no cárcere em Curitiba... (José Roberto Niero – São Caetano do Sul – SP)
Lulopetismo: Crime de responsabilidade - Conforme decisão do plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) em 15/4, 17 autoridades terão de explicar operações que envolveram o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, num total de R$ 40 bilhões, "tomados de empréstimo" pelo governo federal. Por que não 18 autoridades? Afinal, são todas subalternas da presidente Dilma Rousseff e com certeza não agiram sem o conhecimento da suprema mandatária. Essas operações, que contrariam a Lei de Responsabilidade Fiscal, ficaram conhecidas como pedaladas fiscais e, segundo o TCU, não há dúvidas de que o governo incorreu, de fato, em crime de responsabilidade. Reiterando a decisão, o relator do processo, ministro José Múcio, afirmou com todas as letras: "Não tenha dúvida. Há um descumprimento da lei. Um banco público não pode emprestar dinheiro para o governo". Logo, a conclusão deixa claro que houve, sim, crime de responsabilidade fiscal. Então, por que aguardar 30 dias para as explicações dos envolvidos? Para que tenham tempo, acredito, de dar uma bicicleta, em vez das costumeiras pedaladas nas contas insolventes do governo. (Sérgio Dafré – Jundiái – SP)

Tiradentes: o homem e o mito (por Armando Lopes Rafael)


  “O rosto de Tiradentes é desconhecido, mas temos algumas descrições. Era alto, “Feio”, segundo o poeta Alvarenga Peixoto, “Grisalho”, disse em depoimento um estalajadeiro que o conheceu. Seguindo a norma dos militares da época, mantinha um bigode bem aparado. Na arte de Cláudio Duarte, vestindo o uniforme de alferes dos Dragões, um Tiradentes possível (Fonte: livro “1789– a história de Tiradentes e dos contrabandistas, assassinos e poetas que lutaram pela independência do Brasil”, do jornalista Pedro Dória – Editora Nova Fronteira, 2014)
   Mais um 21 de abril, dia feriado nacional comemorativo à morte de Joaquim José da Silva Xavier (mais conhecido por Tiradentes), denominado de “protomártir” da independência do Brasil. Tiradentes foi enforcado em 1792, pelas autoridades portuguesas. Quase cem anos depois da sua morte foi transformado – pelas novas autoridades republicanas – em um “mito” republicano, após o golpe militar de 15 de novembro de 1889, que implantou a República no Brasil. A República carecia de heróis. Tiradentes foi um “achado” para os militares positivistas que tentavam reinventar o Brasil pós-monarquia.
    Em interessante artigo, o historiador cratense Alfredo Pequeno Arraes de Alencar escreveu: “É comum dizer-se que Tiradentes, um dos mais puros heróis de nossa História, aderiu ao movimento da Inconfidência Mineira levado por um ideal republicano. Trata-se de um mito inconsistente, como demonstraremos. O objetivo de Tiradentes e de seus companheiros de conjuração foi, precipuamente, a libertação do domínio português. Minas, como toda a colônia, sofria a asfixia de suas atividades econômicas pela metrópole (portuguesa)”.
     “Com a decadência da mineração, voltaram-se os mineiros para a agricultura, a pecuária e as pequenas indústrias, especialmente a têxtil. Mas a capacidade da metrópole portuguesa, que cevava em seus monopólios, não consentiu este principio de liberalismo econômico e ordenou a destruição dos teares (...) Era preciso sacudir o jugo português para que a Pátria pudesse produzir e prosperar (...) Todavia, aquela plêiade de sonhadores, nata intelectual das Minas Gerais, isolados entre suas montanhas, de que tanto se orgulhavam, não tinham modelo próprio de organização política que substituísse as opressoras ordenações portuguesas. O modelo teria de vir de fora e o primeiro que se lhes deparou foi o dos Estados Unidos, país da América que, alcançando sua liberdade antes dos demais, ia-se tornando uma potência. Foi este modelo apresentando aos mineiros, que ansiavam por sua independência” (...)
    “A forma republicana a ser implantada pelos inconfidentes era, pois, a consequência de um desejo de liberdade, e não a sua fonte de inspiração. A independência era desejada por si mesma e não como meio de implantar uma república. Esta só viria como consequência. Seria o efeito da conjuração e não a sua causa. Fracos historiadores, incorrendo em um erro de silogismo, tomaram o efeito pela causa”.
     “Tivessem os mineiros dons premonitórios e sabido antecipadamente dos numerosos males que afligiriam mais tarde as repúblicas americanas e da paz e progresso alcançados pelo Brasil monarquista, teriam procurado outra solução”.
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PS  -- No livro de Pedro Dória (ver capa abaixo) consta algumas informações pessoais sobre Tiradentes. A ver. "Não era um homem pobre. Além de sua casa e da sociedade em uma farmácia, ambas em Vila Rica,era dono de um fazenda de 50 Km2 na fronteira do Rio com Minas.Tinha cinco escravos, um deles criança. Gado. "Rústico e atroado, falava depressa", descreve um colega de tropa. "Feio", de "olhar espantando", segundo o poeta José Inácio de Alvarenga Peixoto. Homem de "pouca capacidade", "maníaco", "louco", contaram outros. "Anda feito corta-vento", afirmou outro poeta, Cláudio Manuel da Costa, sugerindo um perfil incosequente para Joaquim José da Silva Xavier".
 Postado por Armando Lopes Rafael

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