xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 22/02/2015 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

22 fevereiro 2015

Para você refletir ! - Por Maria Otilia

Nestes últimos dois anos , estamos vivendo uma verdadeira era do " caos " em alguns municípios da região do cariri. Infelizmente algumas categorias de servidores públicos, por não ter a oportunidade de sentar junto aos seus gestores , porque a maioria destes entendem  a gestão do poder como " propriedade individual" , precisam através de seus sindicatos,  decretar o que chamamos de ponto de estrangulamento nas negociações,  a  paralisação dos serviços essenciais, dentre eles a saúde e a educação.E cabe aqui uma reflexão da nossa responsabilidade, quando  decidimos através do voto, escolher alguém para nos representar, seja no sindicato, na câmara de vereadores ou para o poder executivo.
Ressaltamos aqui, que foram longos anos de luta para que tivéssemos nosso piso salarial, um fundo que atendesse todas as modalidade de ensino. E daí veio o FUNDEB que infelizmente, a maioria dos nossos prefeitos ainda resistem em aceitar que estes recursos são exclusivos dos educadores, para os educadores e para  a manutenção das escolas. É um direito e não " favor " colocar como política pública da educação municipal,  na folha de pagamento dos trabalhadores  da educação, todos os valores definidos por lei. 
Por outro lado constatamos que a grande maioria dos educadores  ainda tem medo de lutar pela  efetivação desses direitos. Não podemos e nem devemos deixar que desmandos dos governantes prejudiquem uma categoria e acima de tudo  aqueles que não tem culpa nenhuma dessa problemática, que são os educandos.
Posto abaixo uma pequena fábula que nos leva a refletir  de que não adianta reclamar, desabafar, gritar, sem uma perspectiva de ação coletiva. Boa leitura .

              ASSEMBLEIA  DOS RATOS

Os Ratos resolveram organizar um conselho para decidir qual seria a melhor alternativa, para que eles pudessem saber com antecedência, quando o inimigo deles, nesse caso o Gato, estava por perto.

E Dentre as muitas ideias que foram apresentadas, uma delas, que logo foi aprovada por todos, considerava que, um sino deveria ser pendurado no pescoço do Gato.

Assim, ao escutarem o tilintar do mesmo, todos poderiam correr a tempo para seus buracos. Além de ser do agrado de todos aquele extraordinário plano, por aclamação, ficaram extasiados com tão criativa e objetiva solução.

E eis que um velho e sábio Rato ali presente, então questionou:
"Meus amigos, percebo que o plano é realmente muito bom. Mas, quem dentre nós prenderá o sino no pescoço do Gato?"

E nenhum voluntário se fez presente.

                       Grandes ideias sem grandes obreiros não passam de grandes fracassos.

A arte da miniatura - Por: Emerson Monteiro


Certa vez, visitei exposição do escultor caririense Nélito Gonçalves, no interior do Shopping Cariri, em Juazeiro do Norte. A mostra se compunha de esculturas abstratas e figurações miniaturizadas de utensílios domésticos, peças confeccionadas em casca seca da cajazeira, árvore típica de nossa flora nordestina. Valeu considerar a expressiva qualidade do material exposto, elaborado dentro da melhor técnica e escurecido com acabamento no verniz copal.



Essa oportunidade me levou a considerar outras manifestações artísticas de infinitas potencialidades também na miniatura. A propósito disso, Paulo Tasso Teixeira Mendes, professor meu amigo que mora em João Pessoa, descreveu exposição que presenciara quando, nos anos 60, vivia na Europa e era aluno do Colégio Pio Brasileiro, da Igreja Católica. 



Tratava-se da obra de artista brasileiro, gravador em metal e que desenhava figuras mínimas em cabeças de alfinetes. Reproduzia figuras as mais diversas, desde paisagens a monumentos arquitetônicos. Em um desses trabalhos gravou a Basílica de São Pedro, de Roma com os detalhes da bela fachada. Toda a exposição do exímio criador cabia numa única caixa de fósforos e os expectadores ainda precisavam usar lentes para contemplar as pequenas produções mostradas no reduzido espaço.



Diante da minha admiração, Paulo Tasso então me informou que o mesmo lhe acontecera na ocasião, visto o teor de dificuldade do trabalho desenvolvido, quando soube, através do artista, que existem japoneses que descem ainda mais às particularidades da técnica de gravar superfícies mínimas, utilizando apenas a superfície localizada na ponta de agulhas, usando instrumentos milimétricos e equipamentos óticos adaptados para isso.



Aonde chega a sofisticação da criatividade humana neste mundo.



As miniaturas de há muito merecem relevo no âmbito da cultura, sobretudo nas civilizações orientais, dadas ao esmero do reducionismo. Museus de arte chineses expõem peças dotadas de tal minudência que, por vezes, uma única delas reclama a vida inteira de seu autor para inteira conclusão.



Isso demonstra o infinito do engenho criativo, considerando o valor apreciável das manifestações estéticas no estudo das populações e suas histórias fenomenais.



As lembranças bem guardadas - Por: Emerson Monteiro

O meu amigo Thiago Duarte mora em Crato. Antes estudara e fora casado em Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde deixara uma filha, Aline, que agora tem oito anos e vive junto da família da mãe, longe, pois, do pai, que este ano resolveu visitá-la na quinta-feira da semana que antecedia o segundo domingo de agosto, o Dia dos Pais.

Chegou à Cidade do Sal em tempo suficiente de participar da festinha anual do colégio que homenagearia os pais dos alunos. Passara rápido no hotel, tomara um banho e rumara ao local.

Às 16h, ocorreria a solenidade na quadra do colégio, sob os olhos animados de professores, alunos e familiares. Ao terminarem os pronunciamentos, apresentações artísticas e outras movimentações, os pais seguiram até as salas, no sentido de receberem algumas lembrancinhas dos filhos, como organizam os colégios em tais datas.

Nessa hora, Thiago observou que Aline recebera a sua lembrança das mãos da professora, mas evitara lhe repassar na mesma ocasião, qual faziam os demais colegas. Cuidadosa, guardara na bolsa a prenda e dirigira-se ao pai convidando-o para descerem ao pátio do colégio.

Ali, num ponto reservado, de mãozinhas delicadas, abriu a pequena bolsa e disse ao genitor:

- Papai, nos anos em que o senhor não pode vim eu guardei as lembrancinhas para o senhor. – Nessa hora, Thiago, que já disfarçava algumas lágrimas, observou emocionado surgirem enfileirados os mimos que a menina carinhosa guardara ano a ano.

Eram elas um chaveiro de moto feito um cordão grande e a medalhinha de São José na extremidade. Outra, uma lanterna pequenina, já meio gasta pelo uso, o que decerto a criança usara nas suas brincadeiras. A terceira, moldurazinha de praia de uns 10 cm de altura por uns 5 de largura, realçando fotografia de um pai pegado com o filho, levando-o ao alto, e a frase Pai, você é o meu herói. E, por fim, a lembrança atual, boné decorado pela inscrição do nome do colégio.



Em seguida, Aline também tiraria da bolsa desenho de seu próprio punho onde mostrava três figuras. A dela, Aline, e a palavra filha. De Gabriela, e a palavra irmã. Na outra, um homem e as palavras papai, Thiago. Todos felizes. Do lado, uma árvore bem delineada e um sol risonho. Em cima do desenho, este pensamento: Agora a família está completa.

Edições Anteriores:

Abril ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30