xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 10/01/2015 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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10 janeiro 2015

A fuga de Lot - Por: Emerson Monteiro


Depois de comunicar a Abraão e Sara o nascimento próximo de Isaac, que representaria a semente da geração do povo judeu, eles três partiram a caminho de Sodoma, onde se avistariam com Lot, sobrinho de Abraão que lá vivia.

Antes, porém, ficaram um pouco mais a conversar quanto aos detalhes da missão que adiante iriam cumprir. Disseram a Abraão que Sodoma e Gomorra chegaram no limite da tolerância da Lei, em face dos desmandos praticados através das misérias da carne. Os viajantes seguiriam para comprovar no local a triste realidade e deflagrariam em seguida as extremas providências de exterminar aquelas duas cidades da face da Terra, hecatombe depois registrada pelos povos da Antiguidade. Sabedor do grave prenúncio, o patriarca ainda quis argumentar que a medida prejudicaria também os justos que porventura vivessem no seio daquela gente. Daí estabeleceram cogitações dos quantos virtuosos merecessem clemência do Poder.


- Cinquenta? Quarenta? Trinta? Vinte? Dez? – saíram enumerando.


- Caso houvesse ao menos cinco justos, em respeito a esses tais preservar-se-iam as duas cidades – disseram os mensageiros, enquanto cuidavam de prosseguir na caminhada.

Dos três homens, só dois entraram em Sodoma e se depararam com Lot à porta de sua casa, que, ao vê-los, prostrou-se de rosto no chão e lhes ofereceu hospedagem. No entanto queriam observar a cidade, por isso recusaram o convite. Todavia, diante dos insistentes rogos de Lot, aceitaram pernoitar na sua residência. Quando os habitantes da cidade souberam da chegada dos forasteiros, logo, numa atitude hostil, cercaram a casa. Reclamavam de querer abusar do corpo deles, tamanha promiscuidade dominava os costumes do lugar abominável. À menor intenção invadir o recinto, e querendo neutralizar a horda brutal, Lot ofereceu as próprias filhas com isso querendo neutralizar a fúria dos bárbaros. Inexistia qualquer chance de conter a fúria animal do que armavam. Nisso, ao erguer as mãos, os dois hóspedes detiveram o grupo dos agressores de imediato tornados cegos, que, tontos e sem rumo, abandonaram o local. As virtudes de Lot e seus familiares vieram a possibilitar que na madrugada do dia seguinte abandonassem a cidade na direção da pequena vila de Segor, aonde permaneceriam pouco tempo até se instalar nas montanhas das cercanias.

Única instrução que receberam dos dois visitantes, que no decorrer da fuga, em nenhuma hipótese, olhassem para trás querendo ver os escombros da cidade que abandonavam. Então, com a partida do grupo, o Senhor despejou dos céus chamas da justiça mais extrema e transformou as duas cidades num turbilhão de pó, cinza e enxofre, encobrindo-as sob tormentosa nuvem de fumaça escura. Nem ao menos cinco justos habitavam aquelas paragens, se cogita. Aflitos e desalinhados, silenciosos, apenas Lot e as duas filhas que possuía largavam o passado nas estradas, porquanto, no contraste das sombras primeiras sombras da noite, ao longe, fria estátua de sal resumia tudo o que restara da desobediência da esposa e mãe, a refletir derradeiros claros do sol posto no íntimo do horizonte.

Por: Emerson Monteiro

Na “Veja” desta semana: Dono da UTC liga caixa de campanha de Dilma à corrupção na Petrobras

Manuscrito do empreiteiro Ricardo Pessoa obtido por VEJA diz que o esquema de corrupção instalado na Petrobras era na essência político, e não o mero resultado do conluio de alguns empresários e diretores venais da estatal. Ele também diz que o tesoureiro do comitê de reeleição da presidente está “preocupadíssimo”
Por Rodrigo Rangel
 
DIRETO DA PRISÃO - O empresário Ricardo Pessoa chega à Polícia Federal: ele escreveu a carta um dia depois do Natal  (Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo/VEJA)
Um bom resumo do que vai pela cabeça dos empreiteiros presos pela Operação Lava-Jato está em um manuscrito de seis folhas de caderno obtido por VEJA. Ele foi escrito pelo engenheiro baiano Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia. VEJA confirmou a autoria do documento por meio de um exame grafotécnico feito pelo perito Ricardo Molina, da Unicamp. É a primeira manifestação de um integrante do clube do bilhão desde a prisão. O documento contém queixas contra os antigos parceiros de negócios e ameaças veladas a políticos. Em um dos trechos, o empreiteiro liga os contratos sob suspeita assinados entre as empreiteiras e a Petrobras ao caixa de campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff.
Nas entrelinhas do manuscrito fica evidente o desconforto dos empreiteiros de estarem sendo, pelo menos até agora, os bodes expiatórios da complexa rede de corrupção armada na Petrobras. Eles têm razão. Nas denúncias oferecidas pelo Ministério Público Federal e aceitas pelo juiz Sergio Moro, o esquema de corrupção na Petrobras parece ser apenas o conluio de empreiteiros gananciosos com meia dúzia de diretores venais da Petrobras. Nada mais longe da verdade. Como Paulo Roberto Costa revelou com toda a clareza, tratava-se de um esquema de desvio de dinheiro para partidos e campanhas políticas organizado pelo partido no poder, o PT. Entende-se, portanto, a insistência de Ricardo Pessoa em lembrar que em sua concepção e funcionamento o esquema na Petrobras era político. As empreiteiras entraram como a solução para o problema de como entregar o dinheiro aos parlamentares e candidatos da base aliada do governo do PT.
Pessoa cita nominalmente o tesoureiro do comitê de Dilma Rousseff, o deputado petista Edinho Silva (SP): “Edinho Silva está preocupadíssimo. Todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso da Operação Lava-Jato doaram para a campanha de Dilma”. Arremata com outra pergunta desafiadora, referindo-se ainda ao caixa do comitê eleitoral da presidente: “Será se (sic) falarão sobre vinculação campanha x obras da Petrobras?”. O empreiteiro faz chiste com o que já foi descoberto até agora e afirma que o volume de dinheiro desviado na diretoria de Paulo Roberto Costa é “fichinha” perto de outros negócios da Petrobras que também teriam servido à coleta de propina.

Na coluna “Radar”: Youssef esclarece:
Anastasia: esclarecimentos de Youssef
O  “envolvimento” de Antonio Anastasia com a Lava-Jato pode estar com os seus dias contados. Na segunda-feira, Antonio Figueiredo Basto, advogado de Alberto Youssef, fará um pedido de esclarecimento à Justiça Federal informando que o seu cliente nunca pediu ao policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, para entregar qualquer quantia ao ex-governador de Minas Gerais. Youssef não citou o nome de Anastasia em sua delação premiada.
Por Lauro Jardim
                                                               

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