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08 novembro 2015

Viva Tércia Montenegro! – por Ronaldo Correia de Brito


Isso significa que existe uma literatura cearense? Com certeza, não. Os cratenses premiados tiveram a formação no Recife, vivem na cidade, ou em São Paulo, ou pelo meio do mundo. Everardo Norões, Samarone Lima, Sidney Rocha, Xico Sá e o autor dessa coluna nasceram no sul do Ceará, historicamente ligado a Pernambuco, e migraram bem cedo para o Recife.

Tércia Montenegro acaba de ganhar o prêmio da Fundação Biblioteca Nacional com o romance Turismo para cegos, editado pela Companhia das Letras. Nos últimos anos, vários cearenses faturaram prêmios importantes, como o São Paulo de Literatura, Portugal Telecom, Jabuti e FBN. Isso significa que existe uma literatura cearense? Com certeza, não. Os cratenses premiados tiveram a formação no Recife, vivem na cidade, ou em São Paulo, ou pelo meio do mundo. Everardo Norões, Samarone Lima, Sidney Rocha, Xico Sá e o autor dessa coluna nasceram no sul do Ceará, historicamente ligado a Pernambuco, e migraram bem cedo para o Recife.
Tércia Montenegro reside e trabalha em Fortaleza, publica numa excelente editora de São Paulo, e já esteve em eventos como o Salão do Livro de Paris. Turismo para cegos precisou vencer quase 180 romances, alguns de autores consagrados como Chico Buarque, Elvira Vigna, João Almino, Silviano Santiago, Alberto Mussa, Luiz Fuffato, Cristovão Tezza, entre muitos outros. Mérito de Tércia, uma escritora que começou a publicar cedo e ralou bastante para dar visibilidade aos seus livros. E isso não é fácil, garanto a vocês. Nós, das bandas de cá, sempre começamos o turfe com um ou dois corpos de desvantagem, por melhores que sejam os nossos cavalos de corrida. Estamos fora do grande eixo de produção, o que conta bastante, embora cada vez menos.
Afirmar que não existe uma literatura cearense, embora existam muitos cearenses escrevendo e publicando, é afirmar que movimentos como o regionalista, concebido por Gilberto Freyre, ou o do romance de 30 estão fora de perspectiva. Entre os autores do Cariri percebe-se a importância dessa região na atmosfera da poesia ou no imaginário da prosa. Mas há uma tendência, bem evidente também no romance de Tércia Montenegro, de uma apropriação cada vez maior dos bens de cultura, o que significa estar no circuito do mundo. Em Fernanflor, romance recém lançado por Sidney Rocha, o zelo do autor em abolir cores e sotaques da sua região torna-se quase obsessivo, mas vez por outra ele se trai e deixa escapar as origens.

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