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05 novembro 2015

Um toque italiano no Cariri -- Por Pollianna Jamacaru



Fonte: Revista Cariri

Com estilo Art déco, o escultor italiano Agostino Balmes Odísio deixou sua marca em obras arquitetônicas e imagens sacras espalhadas pelo Cariri.

Os primeiros imigrantes estrangeiros começaram a chegar ao Ceará no começo do século XIX, com a vinda de portugueses, árabes, espanhóis, ingleses, franceses e italianos. Fugindo da recessão econômica, da falta de emprego, dos conflitos políticos, das perseguições religiosas e das guerras, eles vieram com a esperança de prosperar e fincar raízes. Com o passar dos anos, culturas e etnias se entrelaçaram e acabaram por deixar nessas terras um pouco de sua arte.
E não foi diferente com o escultor italiano Agostino Balmes Odísio, nascido na cidade de Turim, ao norte da Itália, formado na Escola de Belas Artes italiana e pupilo de August Rodim. Em 1913, com 32 anos de idade, ele se mudou para a Argentina para morar com seu irmão e em seguida mudou-se para São Paulo. Lá, esculpiu e restaurou obras durante 20 anos.
De acordo com o historiador e chanceler da Diocese de Crato, Armando Lopes Rafael (foto abaixo à direita), o escultor veio a se estabelecer no Ceará por ordens médicas, em 1934, por conta do clima quente da região. Através da imprensa, soube da morte do Padre Cícero e da importância da religiosidade para o Cariri. Vindo a residir em Juazeiro do Norte por volta de 1940, ficou aqui por 6 anos, em busca de mostrar sua arte em forma de obras arquitetônicas e sacras.
O estilo das obras de Agostino mesclava art déco, cubismo e elementos clássicos. Alguns dos exemplos da passagem do escultor italiano pela região do Cariri estão presentes em seus trabalhos, como o projeto do Palácio Episcopal e a Coluna da Hora na Praça Francisco Sá (na qual está a estátua da Samaritana) no Crato, a Coluna da Hora na Praça Padre Cícero e a reforma do Santuário Diocesano Nossa Senhora das Dores em Juazeiro. Agostino deixou sua marca também na criação de azulejos artesanais e os altares de marmorite (uma espécie de mármore granulado colorido misturado a cimento), como também em muitas das fachadas das igrejas e prédios mais antigos da região.
Direto da Itália
Outro exemplo de arte feita por mãos italianas se encontra na pequena escultura de 40 centímetros da Mãe do Belo Amor, imagem sacra adorada pelos indígenas e presente na região desde os tempos da Missão Miranda, na origem da cidade do Crato. Essa estátua é mantida na Sé Catedral do Crato, enquanto uma imagem do Poverello Di Assisi encontra-se nas dependências do Palácio Episcopal. A Itália também está presente em muitas das obras doadas e mantidas pelo Museu de Arte Vicente Leite, na fachada do Palácio Episcopal, na Associação dos Empregados no Comércio de Crato (antes da descaracterização feita no alto do edifício para construção de cubículos onde funcionou a Faculdade de Ciências Econômicas), na sede da reitoria da URCA e na fachada da Igreja de São Vicente Ferrer.
Formas geométricas
A “Art déco” chegou ao Brasil em 1929, com a construção do edifício A Noite, em Copacabana, na Zona Sul carioca. O estilo arquitetônico mistura os princípios do cubismo com elementos clássicos. Edifícios, esculturas, joias, luminárias e móveis são geometrizados. Sem perder o requinte, os objetos adquirem decoração moderna. Alguns exemplos do estilo estão presentes no Cristo Redentor, na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, no Elevador Lacerda, em Salvador, e no Viaduto do Chá, em São Paulo.

Fotos: Rejane Lima


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