xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Um eu criança - Por: Emerson Monteiro | Blog do Crato
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07 setembro 2015

Um eu criança - Por: Emerson Monteiro

Assim como o homem se despoja de uma roupa gasta e veste roupa nova, assim também a alma incorporada se despoja de corpos gastos e veste corpos novos. Bhagavad Gita


Dentre as mil faces do herói, nos seres humanos existe um eu criança que nunca perde as características originais da memória do ser inocente e vigoroso, que rege aspectos diversos da nossa personalidade. Ingênuo, se entrega fácil aos devaneios da sorte, aspirações bem naturais da primeira infância. Sonha alto em pleno dia. Engatinha nas decisões adultas, alimenta afetos imaginários, viaja nas vagas do tempo feito pássaro leve,  largado ao sabor do infinito. 

Esse eu primitivo de qualidade pura virá conosco desde o útero materno. Por isso aprecia carinho, toques essenciais das pessoas com quem aconchega, e quando não o recebe, contrariado reage e sofre. Ama os mimos da arte, da beleza, da moda, e os afetos espontâneos, simpatias. Transcorre na vida à busca de alguém que lhe complete, semelhante à mãe, de que participou dentro do mesmo corpo na gestação. Há nele o príncipe ou a princesa ideal, outra parte que inteire viver o colo perdido, a envolvido no calor da totalidade e chegar ao ser feliz para sempre das histórias maravilhosas de fadas e reinados.

Seu passo os dirige a explorar o mundo através dos sentimentos, e descobrir aonde achar o mistério desse encaixe perfeito, secundado pelos muitos instrumentos de pesquisa, o trabalho, a aventura, o delírio de emoções variadas, os esportes, as artes, experiências de todo matiz; a fama, a chama da paixão, o furor das lamas dos vícios, as amas dos bordéis, o amor das revistas, das novelas, dos filmes; os parceiros de jogo, de estradas, de camas. Os seios da mulher amada. Os laços do destino, nas canções desesperadas. 

O eu criança da Sublime Canção dos Vedas, à imagem de Krishna, o deus em forma de criança alegre, de junto da Natureza. São nuances da estrutura psíquica, os arquétipos , que, segundo o psiquiatra suíço Carl G. Jung, simbolizam imagens primordiais vindas na repetição da mesma experiência durante as gerações, e que permanecerão guardadas no Inconsciente Coletivo.

Até que, de tanto procurar sua parte complementar no decorrer da existência, o herói criança lá um dia deixará o corpo, depositado de novo ao seio da mãe Terra e regressa outra vez ao mistério original do que antes fora.

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