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29 setembro 2015

Incêndio destrói área de pesquisa

queimada

Barbalha Cerca de 25 hectares da área de pesquisa do campo experimental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Centro Vocacional Técnico (CVTEC), neste município, foram destruídos pelo fogo neste fim de semana. Os técnicos ainda avaliam o prejuízo causado pelo incêndio, iniciado por volta das 15h do domingo (27).

Conforme o tenente Artur Graça Alcântara Pereira, do Corpo de Bombeiros de Juazeiro do Norte, foram necessários oito homens e duas viaturas para debelar as chamas. Cerca de 40 mil litros de água foram utilizados no combate, que durou cinco horas. Alcântara ressalta que o incêndio ganhou "vivacidade" porque as corporações das cidades de Crato e Juazeiro estavam em outras ocorrências, "debelando incêndios florestais".

"Quando chegamos ao local, o fogo já havia consumido uma vasta área. Nossos homens ficaram concentrados nos prédios da Embrapa e casas circunvizinhas, para evitar que as chamas atingissem os imóveis, o que não aconteceu". Segundo não se tem ideia da origem do fogo.

Enquanto as viaturas de combate se deslocavam para o local, pelo menos dez bombas de irrigação foram acionadas para ajudar a controlar às chamas. O coordenador do CVTEC de Barbalha, Hilton Cruz, afirma que ainda avalia os prejuízos causados pelo fogo, mas pondera que "as maiores perdas foram ambientais. Cultivos com mais de dez anos de trabalho e pesquisa de estudantes não foram atingidas. O prejuízo maior foi o ambiental, com cerca de 20% da área totalmente incendiada", relata. Há sete anos, o fogo devastou 90% da mesma área, danificando material de irrigação, destruindo trabalhos e pesquisas de, pelo menos, 20 anos.

"Quando nós assumimos, há cinco meses, fizemos um trabalho preventivo no local, com aceiros e roçados. Mas a área é muito grande, cercada por rodovias e, além da possibilidade de pessoas atearem fogo, o tempo seco e quente também facilita. Temos a convicção de que até o fim do ano, outros casos como estes poderão acontecer", conclui o coordenador do CVTEC.

Crescimento

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), durante o período de junho a novembro, grande parte do País é acometido por queimadas, que se estendem praticamente por todas as regiões, com maior ou menor intensidade.

De acordo com o Instituto, os focos de incêndios no Estado cresceram muito nos últimos cinco meses. Em abril último, o monitoramento de queimadas e incêndios do órgão registrou apenas três focos, enquanto em setembro, o número saltou para 184. Em comparação com os dois últimos anos, o mês também teve alta. Em setembro de 2013 foram 177 queimadas ou incêndios registrados; no ano seguinte, 155.

O clima seco das últimas semanas criou condições propícias para os incêndios ambientais na região do Cariri. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Juazeiro do Norte, responsável por outras 14 cidades da região, nesta época do ano são registrados, em média, cinco ocorrências por dia.

De acordo com o soldado Braga, "o número está um pouco acima do registrado no ano passado na região". Ele lembra que os principais motivos para ocasionar os incêndios - além das condições climáticas que os favorecem - são o manejo errado do próprio ser humano. "Queimadas, tocos de cigarros acesos atirados às margens de rodovias, colocar fogo em lixo, estão entre os motivos para os incêndios ambientais".

Concurso

Para atender à demanda, o Corpo de Bombeiros dispõe de efetivo de cerca de 100 homens. De acordo com o presidente da Associação dos Profissionais da Segurança, Reginaldo Nascimento, seria necessário triplicar este número. "A carência é em todo o Estado. Atualmente, existe um déficit de 1.500 homens. Um concurso aprovou mais de 500 pessoas que aguardam serem chamadas", acrescenta Reginaldo Nascimento.

Braga adverte que provocar incêndio em mata e floresta, além de ser uma situação de risco, é crime ambiental com pena de reclusão mais multa. Ele lembra que "as pessoas precisam ter consciência a fim de evitar essa prática que algumas vezes atrapalha o combate em outras instâncias mais importantes, como incêndio em residências ou prédios comerciais".

SAIBA MAIS

Como evitar

Fazer queimadas somente com autorização do Ibama e de forma controlada, com a construção de aceiros - barreiras que impedem a propagação das chamas. O aceiro pode ser feito em forma de vala ou limpeza do terreno de modo a obstruir a passagem do fogo. Outra dica dos especialistas é apagar com água o resto do fogo em acampamentos para evitar que o vento leve as brasas para a mata, causando incêndios, além de não jogar pontas de cigarro acesas próxima a qualquer tipo de vegetação.

Diario do Nordeste - Regional

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