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13 setembro 2015

Como surgiu (e se desenvolveu) no Cariri a "imprensa marrom" – por Armando Lopes Rafael

   A conurbação Crajubar tornou-se o paraíso da “imprensa marrom”, também chamada de “alternativa”. Por aqui pululam “jornalistas” que vivem a editar seus tabloides, os quais são distribuídos gratuitamente aos transeuntes, colocados por baixo das portas de lojas, consultórios médicos e até de residências. “Laranja madura na beira da estrada tá bichada ou tem maribondo no pé”, diz a sabedoria popular...
   Mutatis mutandi, nos últimos anos esse tipo de mídia vem proliferando com destaque na cidade de Juazeiro do Norte. Dez entre dez tabloides da imprensa marrom são editados naquela cidade, tendo como característica central divulgar notícias sensacionalistas onde os dados nem sempre são checados corretamente, tornando a notícia falsa e o veículo sem nenhuma credibilidade.
    Como surgiu essa imprensa nanica? Segundo a revista “Superinteressante”: “ela foi inspirada na expressão americana yellow press ("jornalismo amarelo"), que surgiu no final do século XIX a partir da concorrência entre os jornais New York World e The New York Journal. Eles haviam entrado em guerra para ter em suas páginas as aventuras de Yellow Kid, a primeira tira em quadrinhos da história. A disputa nos bastidores foi tão pesada que o amarelo do cobiçado personagem acabou virando sinônimo de publicações sem escrúpulos. Em língua portuguesa, a expressão teve sua cor alterada no Brasil em 1959, quando a redação do jornal carioca “Diário da Noite” recebeu a informação de que uma revista chamada “Escândalo” extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras”.
       Mas a verdade é que esses jornalecos da imprensa marrom editados na conturbação Crajubar estão em franca decadência.  Apesar de a população receber os exemplares de graça, seus poucos leitores (geralmente das classes C e D) não dão credibilidade às matérias divulgadas por esses tabloides. É a tal coisa: tudo que é exagerado é ridículo. Depois, as mentiras dos editores desses jornalecos começam já com a informação sobre o número de exemplares da cada tiragem. O número é inflado para o duplo ou triplo, pelos editores. Em contato com os donos das gráficas de Juazeiro do Norte, que editam esses tabloides, ficamos sabendo que a tiragem verdadeira é insignificante: em torno de 1.500 exemplares para distribuição a  cerca de 1 milhão de habitantes que residem no Sul do Ceará.
          Existem, no Poder Judiciário, dezenas de processos movidos pelas vítimas das matérias inverídicas publicadas na imprensa marrom do Cariri. Mas a Justiça tem sido excessivamente lenta para proferir as sentenças finais dos processos, ou seja, para punir aos que divulgam e propagam essas matérias mentirosas, caluniadoras, chulas, bizarras, cômicas, sem nenhuma importância... Embora tais matérias,muitas vezes, sejam profundamente prejudiciais à honra e a dignidade dos atingidos pelo lamaçal da imprensa marrom...
             

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