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13 julho 2015

Papa se despede do Paraguai com um vibrante discurso aos jovens

assuncaopapa

O papa Francisco manteve um vibrante encontro com milhares de jovens em Assunção, pouco antes de encerrar uma intensa visita que também o levou ao Equador e à Bolívia.

Depois de celebrar uma missa campal ante um milhão de peregrinos no complexo militar de Ñu Guazú, na periferia da capital, Francisco foi aclamado como uma estrela do rock por uma multidão de jovens em um ato às margens do rio Paraguai.

O Papa assumiu um tom enérgico, como se fosse o diretor de uma escola.

"Façam bagunça, mas a organizem direito", afirmou. "Façam bagunça, sim, mas também ajudem a arrumar a bagunça que fazem. Façam bagunça e depois a organizem, não destruam nada", enfatizou, em um sermão de dez minutos.

"Francisco, não se vá", cantou a multidão, interrompendo o papa diversas vezes.

Francisco então deixou de lado seu discurso oficial e mais uma vez improvisou, ao relatar que um bisco comentou com ele, numa mistura de brincadeira e seriedade: "Você continua aconselhando os jovens a fazer bagunça, mas depois as bagunças feitas pelos jovens somos nós que temos que resolver".

"Necessitamos de jovens com esperança e fortes de espírito, não de jovens fracotes, que nem que sim, nem que não (indecisos). Não queremos jovens que se cansem rápido, e que estejam com a cara de enfado", afirmou.

"Façam uma bagunça que nos dê um coração livre, solidariedade, esperança, uma bagunça que nasça de ter conhecido Jesus e de saber que Deus é minha fortaleza. Essa é a bagunça que precisam fazer", concluiu.

Após esse encontro, Francisco partiu para cumprir com seu último compromisso em Assunção, mas o ato sofreu um contratempo quando uma multidão ultrapassou as barreira de segurança e se aproximou perigosamente do papamóvel.

Com isso, o pontífice não pôde se encontrar com os familiares dos 400 mortos em um incêndio ocorrido em um centro comercial local em 2004.

A agenda oficial previa que o Papa visitaria o Memorial dos Mortos o incêndio no centro comercial Ycuá Bolaños e trocasse algumas palavras com os familiares das vítimas, mas o incidente fez com que a segurança conduzisse o carro papal diretamente para o aeroporto internacional "Silvio Pettirossi" para regressar a Roma.

Em meio à tensão, Francisco continuou saudando a multidão.

Os familiares das quase 500 vítimas fatais ficaram frustrados com o cancelamento do compromisso depois de meses de organização.

No entanto, o papa abençoou os restos do prédio incendiado, ocupado até hoje pelos familiares que o converteram praticamente em um templo.

Latim e guarani

Pela manhã, ao som de cânticos em latim e em guarani, o papa Francisco celebrou sua última missa campal carregada de referências à cultura nativa.

Diante de mais de 500.000 pessoas, o papa fez uma homilia muito solene na presença do presidente anfitrião, Horacio Cartes, e sua colega argentina, Cristina Kirchner.

A presidente se aproximou de Francisco por alguns minutos ao final da missa junto a Corte e o presenteou com um quadro, antes de posar com os três para uma foto.

Milhares de fiéis dormiram ao relento, debaixo de chuva, para conseguir um lugar privilegiado para ver o papa oficiar a missa em um imponente altar preparado pelo artista plástico Koki Ruiz, que criou um mosaico com a imagem de São Francisco com 32.000 espigas de milho.

Em seu sermão, o papa descreveu "a cédula de identidade do cristão" e afirmou que o objetivo dos fiéis de Jesus é "passar da lógica do egoísmo, da clausura, da luta, da divisão, da superioridade, à lógica da vida, da gratuidade, do amor".

"É preciso passar da lógica do domínio, do arrasar, manipular, para a lógica do acolher receber, cuidar. São duas lógicas que estão em jogo, duas maneiras de enfrentar a vida e a missão", enfatizou.

Cafezinho

Antes de realizar a missa, o papa criticou a fé sem solidariedade ao visitar um dos bairros mais pobres de Assunção, onde seus habitantes denunciaram o desprezo do Estado em relação aos camponeses deslocados que vivem na miséria urbana.

No último de seus três dias neste país, e antes de retornar a Roma após um giro pela América do Sul de oito dias, o pontífice visitou duas casas precárias, onde o ofereceram um café da manhã típico guarani, com chá mate cozido e chipa, um pão de mandioca e queijo.

Papa está ciente dos pedidos das 23.000 famílias do bairro para que recebam os terrenos onde vivem em péssimas condições há mais de 30 anos.

Simpático com todas as crianças que tentavam tocá-lo, e disposto a dar beijos em doentes e idosos, o Papa celebrou a "briga" pela terra e por uma vida mais digna "que não lhes tirou a solidariedade, pelo contrário, a estimulou, a fez crescer", disse a milhares de moradores.

Francisco respondeu, assim, a uma ativista do bairro, María García, que o recebeu com um discurso com fortes exigências ao Estado do Paraguai por marginalizá-los de qualquer plano social para superar a precariedade na qual vivem.

O pontífice de 78 anos criticou os católicos que também não estão cientes da realidade que pessoas como as do bairro de Bañado vivem, vítimas frequentes de inundações em um local pouco apto a resistir.

"Uma fé que não é solidária ou está doente ou está morta", indicou Francisco.

A visita ao Paraguai teve um tom mas evangelizador do que as que realizou ao Equador e Bolívia.

No sábado, ele lançou o discurso mais político de sua viagem pelo continente, em um encontro com sociedade civil paraguaia, lançando uma vigorosa defesa aos pobres e esquecidos e criticando a veneração de ideologias.

"As ideologias sempre acabam em ditaduras. Pensam pelo povo e não deixam o povo pensar", enfatizou.

Suas palavras soaram como um distanciamento dos governos de esquerda de Evo Morales, na Bolívia, e de Rafael Correa, no Equador, dirigentes com quem manteve cordiais encontros.

O papa regressará em setembro à América, e desta vez visitará Cuba e Estados Unidos, depois de sua histórica mediação para reconciliar os dois países.

Esta é a nona viagem de Francisco ao exterior, e a segunda à América Latina depois da que fez ao Brasil por ocasião das Jornadas Mundiais da Juventude, em julho de 2013.

AFP

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