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02 julho 2015

EUA e Cuba anunciam restabelecimento oficial de relações diplomáticas Por Por Aldo GAMBOA

raucastrohobamaOs governos de Estados Unidos e Cuba anunciaram formalmente nesta quarta-feira sua decisão de restabelecer relações diplomáticas plenas e proceder com a reabertura de suas embaixadas, deixando para trás mais de meio século de ruptura, tensões e desconfiança mútua.

"Hoje posso anunciar que os Estados Unidos acordaram formalmente o restabelecimento de relações diplomáticas com a república de Cuba e a reabertura de embaixadas em nossos respectivos países", disse Obama no Jardim Rosado da Casa Branca, com o vice-presidente Joe Biden ao seu lado.

Obama antecipou que o secretário de Estado, John Kerry, deverá viajar a Havana "este verão (boreal) para orgulhosamente hastear a bandeira americana em nossa embaixada outra vez".

Para o presidente, trata-se "de uma opção entre o futuro e o passado".

O anúncio coroa seis meses de intensas negociações entre os dois países, desde o histórico anúncio de 17 de dezembro sobre o início de uma reaproximação que naquele momento era encarada quase como impossível.

Obama havia enviado uma carta a Raúl Castro, confirmando que os dois países "decidiram restabelecer relações diplomáticas e missões diplomáticas permanentes nos nossos respectivos países em 20 de julho".

Raúl Castro, por sua vez, enviou a Obama uma carta, reproduzindo textualmente a frase sobre a reabertura das embaixadas.

Embaixadas reabertas

Em Havana, o governo cubano informou que o chanceler Bruno Rodríguez estará em Washington em 20 de julho para presidir a cerimônia de reabertura da embaixada, no mesmo casarão de 1916, construído especialmente para ser a representação diplomática do país.

Este gesto, acrescentou o presidente americano, "não é meramente simbólico", já que com as mudanças em andamento, os Estados Unidos "serão capazes de aumentar substancialmente nossos contatos com os cubanos".

Em Viena, onde está participando de negociações, Kerry confirmou sua viagem a Cuba.

"Viajarei a Cuba para participar provisoriamente da reabertura formal da embaixada dos Estados Unidos em Havana. Isto marcará o reinício das operações da embaixada depois de um período de 54 anos. E serei o primeiro secretário de Estado a visitar Cuba desde 1945", disse.

Para Kerry, esta mudança acontece "um quarto de século depois do fim da Guerra Fria" e serve como um testemunho da "realidade das circunstâncias que mudaram".

O porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, disse nesta quarta-feira que Kerry "tem toda a confiança do mundo" em que o atual chefe do escritório americano em Havana, Jeffrey DeLaurentis, poderia atuar como "charge d'affaries' (encarregado de negócios) até que o embaixador seja escolhido e confirmado.

Para Kirby, "tudo isto é território desconhecido. O procedimento de nomear, confirmar e instalar um novo embaixador levará tempo. Mas o importante é ter as pessoas adequadas neste cargo e não agir com pressa".

Por fim ao embargo

Durante seu discurso, Obama reiterou seu apelo ao Congresso americano para que coloque fim ao embargo em vigor sobre Cuba.

"Americanos e cubanos estão dispostos a avançar. Acredito que é o momento de que o Congresso faça o mesmo. Já convoquei o Congresso a tomar passos para levantar o embargo" que impede os americanos de viajar ou fazer negócios em Cuba, disse.

Para Peter Hakim, presidente do centro de estudos Inter American Dialogue, Obama mostrou uma visão ambiciosa com relação ao que pode ser conquistado com Cuba, mas o fim do embargo será mais difícil de ser alcançado.

Obama, ao modificar normas sobre viagens e comércio, começou "a erodir o embargo. E esta erosão continuará. Empresas irão atuar em Cuba. Acredito que veremos uma abertura gradual, em vez de uma abertura súbita", disse o especialista à AFP.

Por sua vez, o acadêmico William LeoGrande, da American University, disse à AFP que os dois países ainda têm pela frente um longo processo.

Para LeoGrande, o anúncio desta quarta-feira "tem consequências práticas ao dar a diplomáticos um melhor acesso ao governo e à sociedade cubana, mas o elemento mais importante é a conquista simbólica".

Geoff Thale, do centro Washington Office on Latin America (WOLA), disse à AFP que "se trata de uma mudança de política necessária, e que abre as portas a uma colaboração prática para discutir nossas divergências de uma forma séria".

Mas o senador republicano de origem cubana e pré-candidato republicano à presidência Marco Rubio acusou Obama de fazer "concessões unilaterais ao odioso regime" em Havana, que segue sufocando a democracia.

Na mesma direção foi o senador democrata Bob Menendez, também de origem cubana, acrescentando que "mais uma vez o regime (cubano) está sendo recompensado enquanto prende dissidentes e silencia os opositores...".

Reações de apoio e esperança

Em Nova York, o secretário-geral da ONU, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, saudou o anúncio de restabelecimento das relações diplomáticas e manifestou sua esperança de que a "passagem histórica beneficie os povos dos dois países".

Nas ruas de Havana, cidadãos cubanos demonstravam esperança de que os anúncios levem efetivamente a uma melhora nas relações e que o processo tenha efeitos na vida cotidiana.

"A notícia correu rápido em frente ao parque da SINA. Isto é muito bom e vai beneficiar todo mundo, os cubanos e os americanos. Nos meus 77 anos, nunca pensei que Cuba e os Estados Unidos poderiam entrar em acordo, porque éramos como o gato e o rato", disse à AFP Juan Ruberto Fernández.

"Esta notícia desperta grandes expectativas entre os cubanos porque temos muitos anos de inimizade com os Estados Unidos. Pode ser que melhore muitíssimo a economia e se ampliem os intercâmbios culturais", disse a cantora Yunia Cisneros, de 33 anos, que foi pedir visto para viajar para um festival na Carolina do Norte.

AFP

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