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18 junho 2015

Piscicultores do Castanhão denunciam mortandade

peixesmortos

Jaguaribara. Piscicultores do Açude Castanhão, neste município, estimam prejuízo de R$ 300 mil após mortandade atingir pelo menos oito toneladas de tilápia criadas em tanques rede. Criadores dizem que o ocorrido, na madrugada da última terça-feira, não é consequência do baixo nível do açude, que hoje está com 20% de sua capacidade, e relacionam as perdas a uma manobra de aumento de liberação de água do reservatório pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). A Companhia nega essa relação.

O impacto afetou dois piscicultores que ainda utilizam caçambas para a retirada dos peixes mortos nas gaiolas. Quando há esse tipo de ocorrência, o que, segundo eles é comum em pequena escala, o procedimento de descarte tem sido levar os peixes para o aterro sanitário. Porém, o atípico foi a grande quantidade de peixe (cerca de oito toneladas), numa época em que as águas estão próprias para o exercício da piscicultura.

De acordo com o piscicultor José Ricardo, que há 15 anos atua no Castanhão, o período pós-quadra chuvosa costuma oferecer as melhores condições para criação de peixe. "Com o fim da quadra chuvosa muda o tempo, os ventos, a água hoje está de excelente qualidade, com transparência adequada, com temperatura boa, em torno de 29° que é o ideal. Então, mesmo que não tenha chovido, essa época oferece condições excelentes para a piscicultora", afirmou.

Ele relaciona essa perda a uma manobra de aumento de vazão feita pela Cogerh, já que as gaiolas dos piscicultores afetados estão próximas da parede do Açude, onde se concentram as válvulas que liberam água para o Rio Jaguaribe: "Suspeitamos que, como a água estava correndo em grande volume durante os três dias em que a Cogerh aumentou sua vazão e depois disso houve a sua diminuição drástica, esse movimento de águas fez com que ela batesse e subisse a água do fundo, esta que não tem oxigênio. Então a gente suspeita que isso poderia ter sido a causa da mortandade, falta de oxigenação dessa água".

Ele acrescenta que os piscicultores têm feito o monitoramento do oxigênio da água e que, para a aparência com que a mesma se encontrava, sendo nesta época do ano, ela costumar estar com 5 mg de oxigênio dissolvido por litro. "Hoje, depois dessa situação, fizemos o teste e estamos com 1,2 mg dissolvido, ou seja, com baixa oxigenação. Infelizmente, não temos como provar que tenha sido essa a causa da mortandade, mas eles (Cogerh) também não têm como provar que não foi", lamenta.

Ricardo acredita que esse desequilíbrio na oxigenação da água possa causar mais perdas nos próximos dias, já que os peixes têm se apresentado mais na superfície das gaiolas, buscando oxigênio, e lamenta que essa manobra feita pela Companhia não tenha sido de forma transparente para os criadores. "A gente fica preocupado disso se repetir. Primeiro que a gente estranha em fazer essa liberação, descer essa quantidade de água numa época como essa, e, depois, por não haver clareza nesse processo", acrescenta.

Outro motivo

Sobre o aumento de vazão, o gerente do escritório regional da Cogerh em Limoeiro do Norte, Francisco de Almeida Chaves, confirma que a medida foi tomada para levar água até o município de Itaiçaba, com o objetivo de suprir o abastecimento desse município. "O que a gente fez, na semana passada, foi realizar uma abertura maior da válvula durante três dias. Se a diminuição da água estava em 2 cm por dia, passou no máximo 3 cm, o que não causa problemas que afetem a piscicultura. Não houve redução brusca", replicou.

Ainda de acordo com ele, no último domingo, a vazão que pereniza o Rio Jaguaribe voltou a ficar reduzida e está atualmente com 7,6 m³/s. "A vazão do Canal (Eixão das Águas) está praticamente constante. Então, o que foi feito não poderia causar esse prejuízo. O motivo deve ter sido outro", afirmou.

Os piscicultores estão apreensivos com a situação. Eles temem que a atividade possa estar ameaçada devido ao baixo volume e poluição. Uma equipe que envolve vários órgãos governamentais, como Cogerh, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), dentre outros, está levantando dados para o monitoramento da piscicultura e quais medidas deverão ser tomadas para que a atividade consiga enfrentar a realidade de diminuição da oferta hídrica.

No dia 2 de julho acontecerá, no Auditório da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), em Limoeiro do Norte, a reunião do Comitê de Bacias que deliberará sobre a realocação de águas dos açudes para o segundo semestre.

Mais Informações:
Escritório Regional Cogerh Limoeiro do Norte
Rua Coronel Antônio Joaquim, 1296 - Centro
(88) 3423-5000

Ellen Freitas
Colaboradora

|Diario do Nordeste - Regional

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