xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> Major Bento - Por: Emerson Monteiro | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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22 junho 2015

Major Bento - Por: Emerson Monteiro

Dentre as muitas histórias registradas pelo povo figuram as do Major Bento, oficial da Polícia do Estado do Ceará, conhecido pelo rigor disciplinar com que tratava os problemas que lhe chegavam às mãos. Por duas ou mais vezes (anos 50 e 60) veio de ser delegado em Crato, onde pude conhecê-lo a se movimentar com seus praças da patrulha em um jipe de capota aberta na metade do carro, impondo respeito e determinando procedimentos. Dele a invenção do castigo conhecido sob a denominação de dança do sapinho, mais destinada aos farristas e seresteiros que fugiam do enquadramento regular, para, na ressaca, pularem de quatro debaixo de uma mesa com pregos de ponta para dentro, no tampo, ao som das músicas da moda.

Sabe-se que as festas juninas sempre (e ainda hoje) deram muito trabalho às autoridades, por causa dos fogos, balões, tiros, foguetões, provocando desassossego bem antes, durante e depois da época própria.

Numa de suas missões no Município, o militar resolveu dar um basta nos abusos generalizados. Com certa antecedência, baixou portaria para disciplinar o assunto, proibindo de modo terminante o uso de bombas, traques, pistolas, etc. Fossem barulhentos, perturbassem a paz pública, enquadravam-se na pauta das restrições. Vale lembrar que nas ordens emanadas dele, Chico Bento, como o apelidavam pelas costas, não cabia moleza. Enfim a conhecida (mas pouco obedecida) lei do silêncio fora imposta com justeza entre os cratenses.

Nessas rondas que perfazia para manter a ordem, certa noite, nas imediações do Colégio Diocesano, ao dobrar a esquina, Bento presenciou ato delituoso enquadrável na sua determinação, sendo praticado em flagrante delito, quando cidadão acabava de detonar bomba daquelas grandes, das mais zoadentas e perigosas, conhecida pela alcunha de cabeça de negro, visto o tamanho do artefato.

Parado o jipe, restaram no local, arrasado, o autor da contravenção e a patrulha policial cheia de vontade, pois outros circunstantes sumiram qual num passe de mágica. Antes da manifestação do delegado, reagiu trêmulo o acusado, através de expressão bem sabida nas rodas anedóticas da cidade:

- Mas Major Traque, foi só um bentinho que eu soltei.

Dada a força humorística da situação que se estabeleceu, o oficial caiu numa sonora gargalhada... e deixou a punição para o caso de reincidência; sorte do autor da peripécia.

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